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Shanna # 02

Por Carolina 'Huntresscarol' Bastos

O Rei da Arrebentação

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Uma noite, estavam Max e Shanna sentados numa pedra á beira mar, observando o oceano brilhar com a luminosidade da lua.

Shanna fechou os olhos e respirou fundo, sentindo o ar salgado do oceano encher seus pulmões.

Amava o mar, ele sempre a acalmava, com seus marulhos suaves e harmoniosos. Max ficou a olhá-la de lado. Ela estava tão linda, com o vento balançando seus cabelos loiros e os olhos fechados que até parecia um anjo. Um anjo ou então uma sereia.

Por fim, olhando para o céu estrelado, ele deitou-se na areia.

De repente, Shanna olhou para o mar.

— Max, olha!

Eram luzes. Milhares de luzes em diversos tons brilhantes de branco, rosa, verde, azul e amarelo reluzindo na superfície da água.

— O que será isso?

— Não sei. Vamos ver!

Shanna puxou seu companheiro para a água. Ele foi atrás dela, sem demora.

Uma das luzes coloridas parou numa poça d'água. Os dois foram até lá. A luz tremia através da borda rochosa da poça.

Shanna tocou na luz. Ela esperou sentir algo se retraindo, tentando fugir dela. Mas em vez disso, sentiu seus dedos se cobrirem com uma espécie de limo nojento.

— Ah, que nojo!

— É melhor você lavar isso, gata. Vai que é venenoso...

— Ai, nem me fale...

Shanna lavou as mãos depressa. Uma enorme onda avançou sobre o lugar onde ela e seu companheiro estavam. A forte pancada de água salgada e gelada os derrubou, fazendo-os momentaneamente perder o fôlego. A coisa gelatinosa e brilhante que Shanna tocara, uma espécie de medusa sem ferrão do tipo ctenóforo, afastou-se para o mar alto, flutuando passivamente, sendo por isso poupada da morte por dessecação que apagaria as luzes coloridas de mais de uma centena de seus parentes que tinham ficado presos na praia.

Shanna e Max continuavam a nadar e brincar no mar agora calmo. Não perceberam de início, mas ao longe, formas grandes, estranhas e escuras rondavam o horizonte, nadando placidamente.

SssssHHHUUUUUUSH!

Uma nuvem de espuma cobriu os dois. A princípio, eles acharam que fosse uma baleia ou coisa que o valha. Mas logo viram que não era nada disso.

Shanna cheirou o ar e focou seus olhos azuis na enorme criatura que nadava placidamente ao longe.

— Vamos sair da água. Aqui não estamos seguros.

Max já aprendera a jamais duvidar de sua companheira.

— O quê você viu na água? — Perguntou ele, assim que saíram do mar.

— Olhe.— Shanna apontou para a arrebentação.

Max olhou para o lugar apontado por Shanna. E quase fez xixi com que viu.

Ali, bem no lugar onde eles tinham estado, havia um monstro. Um monstro enorme, negro, pintalgado de branco, com uma bocarra tristemente cheia de dentes.

— Senhor Deus... Um cronossauros...

— É. Esse bichinho deve ter entre 80 a 100 toneladas. Não devia estar com fome. Porque estivesse... Bem, nós não estaríamos aqui conversando.

Max sentiu um arrepio. Cada vez mais aquele lugar se mostrava mais e mais perigoso. Sorte dele de poder contar com Shanna e seus ótimos e muito bem desenvolvidos instintos, na luta pela sobrevivência.

A cabeçorra de três metros do monstro balançou para a direita e a esquerda, jogando ao ar centenas de litros dágua e quilos de areia do fundo, de raiva de ter perdido presas tão fáceis. Não podia avançar nem mais um centímetro praia acima, sem correr o risco de se sufocar com o peso do próprio corpanzil imenso.

Shanna de repente teve uma idéia.

— Olhe isso. — Murmurou ela, cutucando seu companheiro.

Ela andou numa direção paralela à costa, observando as ondas cuidadosamente. Também analisava a criatura monstruosa que se escondia debaixo delas, pronta para dar o bote naquela estúpida humana que, a seu ver, tolamente ousava tornar a invadir seus domínios.

Shanna ficou de pé, bem na arrebentação das ondas, procurando parecer tão visível quanto possível. Max ainda não estava entendendo o que ela pretendia.

A garota esperou... Esperou... Esperou...

— LÁ VAI! — Gritou ela, pra si mesma. Flexionando seus joelhos e suas pernas bem torneadas, Shanna preparou-se para correr. O imenso torpedo negro sarapintado de branco veio direto para onde ela estava, sulcando pela arrebentação.

No mesmo instante em que a criatura começava a deslizar para pegá-la, Shanna virou-se, e rindo, foi até Max. E foi bem a tempo, porque apenas alguns segundos depois que ela fugira, o monstro estava bem no lugar onde ela estivera.

FSSSHHHH!

Um jato de espuma e vapor subiram do irritado cronossauros, que ainda não entendia como pudera perder de novo uma presa tão fácil.

Max estava surpreso.

— Caraca... Ficou doida, mulher? Deu agora pra brincar de pega-pega com monstros marinhos, é?

— Aposto que você não consegue!

— Pois eu aposto que você não consegue repetir a façanha!

— Ah, é? Vamos ver!

Espera! É brincadeira! Onde eu fui amarrar minha égua, Senhor...

Shanna voltou para a arrebentação. Adorara aquela brincadeira de "Irritar o monstro marinho". A sensação de adrenalina era demais. Era só chegar bem perto para provocar um ataque da criatura. Mas assim que a cabeçorra rompia o nível entre a água e a praia, ela corria dele, rindo como uma criança.

— Vem, Max! É divertido!

Max, por fim, resolveu juntar-se a Shanna naquela brincadeira de enganar o rei da arrebentação. Sete vezes eles conseguiram enganar o cronossauros, que como todos os de sua espécie, tinha um cérebro minúsculo em relação ao seu tamanho e uma capacidade de raciocínio menor ainda. Eles eram capazes de capturar estúpidos iguanodontes ou hadrosaurus, quando estes vinham pastar algas na praia ou até mesmo carnívoros, quando estes vinham pegar peixes ou animais mortos, já que estes tinham uma capacidade de raciocínio tão pequena quanto. Podiam pegar até pterossauros, quando estes voavam acima da linha da água, mas não podiam com humanos que eram inteligentes e sabiam explorar o máximo de seu intelecto.

Por fim, a criatura desistiu. Os dois riram ao ver o frustrado cronossauros ir-se embora de volta para o mar alto...

Shanna e Max poderiam ter ficado mais na praia. Porém, o tempo fechou-se de repente e podia-se ouvir trovões ao longe. A selva ao fundo ficou muito quieta. Só se ouvia o farfalhar das folhas que se revolviam com ferocidade por causa do vento. Boa hora para não ficar sozinho nem desabrigado. Pois a chuva não tardaria. Mesmo assim, o casal ainda ficou um tempo na praia, observando aquele tremendo espetáculo que só a natureza poderia oferecer.

Pingos de água começaram a se formar e a cair pela mata. Meros cinco minutos depois, já não eram mais simples gotas, mas sim baldes de água. Quem estivesse ali na mata estaria agora todo encharcado. E não foi diferente.

— É, a estação das chuvas começou mesmo!

— Vamos procurar um abrigo!

— Não dá pra chegar até nossa caverna?

— Acho que está muito longe, Max. E também não dá pra enxergar nada nessa com essa chuva!

— Tem uma fenda na rocha, ali. Acho que dá pra gente dormir ali, essa noite!

Já dentro da fenda, os dois espremeram as roupas molhadas.

— Estou com frio...— Fez Shanna, tremendo.

— Não se preocupe, amor, eu te aqueço...

Rindo, Shanna abraçou Max, que a envolveu com seus braços fortes, beijando avidamente seus lábios cheios e vermelhos. Os dois se amaram até o amanhecer, ouvindo o barulho da chuva, os trovões e raios que voltavam a cair. Shanna não negou a seu amado nenhum beijo mais ardente, nenhum toque mais ousado. Pelo contrário, correspondeu com fogo e paixão ao prazer que ele lhe proporcionava.

Amanheceu. Tranqüila, Shanna dormia, sentindo a respiração suave de seu amado Max. As cicatrizes em seu peito ainda estavam bem visíveis, mas logo sumiriam com o tempo.

Mas... Foi nessa hora que ela sentiu.

Foi uma estranha sensação. Algo como um tremor, vindo lá de fora.

Seu cérebro logo pescou o que aquilo seria. Era um animal, lógico, e bem grande.

Shanna olhou para fora. E não gostou nada do que viu.

Havia um estegossauros lá fora, tranqüilamente pastando algas na praia.

Era o pior tipo de herbívoro que poderia haver naquelas paragens. Enorme, com quase nove metros de comprimento e pesando umas quatro toneladas, o bicho ainda ostentava enormes placas ósseas nas costas e quatro afiadíssimos espigões no rabo, que punham até os mais ferozes carnívoros pra correr. Uma só rabada, mandada no ponto certo poderia partir um tiranossauro ao meio.

E para piorar, a coisa enorme parou bem na boca da fenda onde Shanna passara a noite com seu companheiro.

Shanna, a principio, esperou pacientemente que a criatura fosse embora. Mas vendo que o estego não dava mostras de que iria embora tão rápido, ela quase gritou de ódio.

Deus... O que ela poderia fazer?

Enfrentar aquela coisa seria uma solução arriscadíssima, mesmo para ela. Porque mesmo sendo herbívoro, um estegossauros era, de certa forma, até mais perigoso que outros dinossauros que já enfrentara, devido aos espinhos gigantes de seu rabo. Atentar contra eles seria o mesmo que lutar contra uma boca móvel cheia de dentes gigantes duros como ferro.

No caso dos carnívoros, pelo menos, os dentes não mediam um metro de comprimento!

Shanna teria que pensar. Poderia tentar com Max, discretamente, sem serem notados...

Não. Impossível. Os estegos tinham um excelente olfato e facilmente percebiam a presença de intrusos. E tinham um gênio terrível. Se o animal os pressentisse, partiria para cima deles num átimo, mesmo sem ser provocado.

Ela também notara que o animal já percebera sua presença, cheirando o ar. Só não sabia o que era aquele cheiro estranho para ele, por isso não atacara.

Mal, muito mal!

— Shanna, meu amor... — Max acabava de acordar e não vendo sua companheira ao seu lado, ficou preocupado.

Ela olhou para ele. Sua expressão, é claro, não era das melhores.

— O quê foi? Tá preocupada?

— Mais do que preocupada.

— Com o quê?

— Olhe lá fora.

Max olhou para fora da caverninha.

— Essa não... Caceta, um estegossauro!

— Tenho ou não tenho razão de estar preocupada?

— Claro que tem, minha linda, claro que tem! Uma rabada dessa coisa pode te matar!

— Grande novidade... Agora me deixe pensar... Como podemos tirar esse estego daqui?

Enquanto Shanna pensava numa solução para o problema, Max, sem muitas idéias, olhou tristemente para fora.

Estava com fome. E queria ir pra casa!

De repente, porém, um fortíssimo rugido se fez ouvir auto e claro. Um rugido de uma dente de sabre fêmea que ousara aparecer na praia.

— Caraca... Primeiro, um estegossauro! Agora, um tigre dentes de sabre?

— Fique quieto, Max! Não vai querer atrair o felino para cá, não é?

Mas a curiosidade era um traço inato de Max. Sem dar muita atenção ás palavras de sua companheira, ele ficou a observar o feroz embate que se dava ali diante de seus olhos.

A dentes de sabre dava patadas e rugia ferozmente para o estego. Este, irritado com a intrusa que ousara invadir "sua praia", revidava os golpes da felina com ferozes rabadas, tentando acertá-la de jeito.

A princípio não conseguiu, devido á agilidade da dente de sabre. Como todo bom felino, ela era mestra em saltos e pulos, não se deixando acertar pelos golpes dos esporões do estego.

E num dos saltos, a enorme felina pulou bem cima das placas do lombo do estego, mordendo e arrancando pedaços com as duas facas serrilhadas de 20 cm que ostentava na boca. Era um formidável par de adagas, que nenhum felino dos tempos modernos, nunca chegaria sequer perto de ostentar.

— Acho que está na nossa hora! — Exclamou Shanna, sorrindo.— Vamos aproveitar!

— Ficou maluca, Shanna? Sair daqui com esses bichos brigando aí na praia?

— Mas é isso mesmo! Vamos aproveitar que eles estão brigando entre si e nem vão notar nossa presença!

Os dois discretamente foram saindo da caverna, margeando a areia por dentro da mata para não serem vistos.

Enquanto isso, a briga comia solta. A dentes de sabre rugia, mordia e dava patadas, ao passo que o estego tentava acertá-la com seu rabo.

Um miado a distraiu. Era seu filhote, também fêmea, que saíra do ninho á procura da mãe.

A distração foi fatal. No desespero de tentar proteger sua cria, a felina desceu do lombo do estego, correndo para cima de sua filhote, desapercebendo totalmente o rabo cheio de espinhos de seu inimigo vindo direto para cima dela.

A pancada foi em cheio. Os quatro espinhos gigantes empalaram a dente de sabre, que expelindo sangue e vômito pela bocarra cheia de dentes, soltou um miado surdo, morrendo quase instantaneamente.

O coração de Shanna bateu forte. Ela não entendia porque, mas de repente, sentiu pena da pequena dentes de sabre, agora órfã. Sentiu pena e um forte impulso de...

Shanna! O que está fazendo? Volta! — Max gritou, aterrorizado de ver sua companheira ir direto para a arena da briga.

Shanna não o ouviu. Seu instinto e seu coração agora trabalhavam como um só objetivo. Ela precisava salvar a filhote daquele monstro! E só.

E ela sabia bem como faria. Atraindo a atenção do estego, ela pegou a bebê dente de sabre e foi-se com ela até a arrebentação.

— Hei! Monstro! Venha me pegar!

Max assistia a tudo sem piscar. Agora começava a entender a idéia de sua companheira. Em seu coração, torcia para que ela estivesse certa.

O estegossauro furioso foi direto para cima dela, na arrebentação das ondas, exatamente como Shanna previra. Seu lombo ferido fazia jorrar sangue aos borbotões, coisa com que ela contava. Tomara que ele sangrasse bastasse mesmo!

Shanna foi entrando dentro da água. Olhava como uma águia pelos arredores, sabendo muito bem o que esperava ver.

A filhote miava desesperada em seus braços. Shanna a apertou forte, ao passo que batia um dos braços e as pernas, procurando vencer a forte correnteza.

Com sua cabeça e olhos pequeninos, o estego foi seguindo-a mar adentro. Só que seu corpo forte e bojudo não fora feito para nadar e por isso, irremediavelmente, foi direto pro fundo.

Foi nessa hora que um imenso corpo negro alçou-se pouco a pouco da superfície marinha, cruzando a direita do estego, deslizando em silêncio. Vendo o animal vindo, Shanna foi até umas rochas, batendo os pés e agitando o único braço livre freneticamente na água. Chegando até uma rocha á beira do mar, a jovem andou de volta até a areia e ali deixou-se cair, incapaz de mover-se de puro esgotamento. Mesmo assim, lentamente voltou a cabeça para observar uma vez mais seu frustrado perseguidor.

Dentro da água, incapaz de nadar, o Estegossauros emitia roncos e rosnados de raiva. Com a água até o tórax, o animal debatia-se para não afundar no arenoso leito marinho.

Mal mantinha sua enorme cabeça uns palmos acima da água. Louco de raiva, sacudia a calda furiosamente tentando voltar para a terra sem êxito. Então, de repente, deixou de debater-se e voltou à vista para o mar aberto. Através da bruma cinza, rasgando as águas escuras, acercava-se novamente o imenso corpo negro.

O Estegossauros parou de mexer a cabeça e ficou absolutamente quieto, imaginando que se não se mexesse, não seria notado. Porém, fez isso quando já era muito tarde. Logo se deu conta de que tinha entrado nos domínios de um caçador muito superior a qualquer predador que ele já tivesse enfrentado. Pela primeira e última vez em sua vida, o estegossauros, que jamais sentira medo na vida, nem quando era um simples filhote recém saído do ovo, sentiu-se absolutamente aterrorizado.

Se o estegossauros era a herbívoro mais perigoso que jamais tinha andando pela Terra, o cronossauros era, sem nenhuma discussão, o dono e senhor dos mares. Seus olhos pequeninos seguiram o deslocamento do corpanzil negro pintado de branco e notaram a mudança da corrente causada pelo corpo imenso que dava voltas ao seu redor. A criatura então desapareceu subitamente sob as águas em turbilhão. O Estegossauros emitiu um ronco grave enquanto perscrutava o nevoeiro. O corpo negro emergiu de novo. Desta vez foi diretamente para cima dele e o herbívoro terrestre rugiu e se agitou, abrindo e batendo o rabo espinhoso em seu atacante num protesto inútil.

— Shanna! Shanna! Meu amor, minha Ayla!

Max correra para Shanna, assim que ela pusera o pé na terra. Sentia-se mal consigo mesmo por não ter ido atrás dela mar adentro, mas ficara paralisado de medo e no fundo, também, confiava que ela sabia o que estava fazendo.

Shanna estava exausta. Mal podia falar. Simplesmente abraçou-se ao seu amado companheiro e deixou-se ser beijada e levada por ele até a sombra debaixo das palmeiras. A filhote foi seguindo-os.

Dali, os dois contemplaram o fim do estegossauro. Este foi arrastado oceano adentro como um brinquedo, seu corpo enorme desaparecendo sob as ondas com um grande chapinhar. Ao cabo de um momento, o Estegossauros emergiu outra vez, emitindo gemidos de agonia no instante em que as mandíbulas de seu caçador abarcavam sua caixa torácica. Um manancial de sangue rubro brotava de sua boca.

O poderoso Estegossauros desapareceu definitivamente sob as agitadas águas agora cor de escarlate. Passou um longo momento até que o mar recuperasse a calma. O casal, agora refeito da agonia do medo e do cansaço, dirigiu-se lentamente para entre as árvores. De repente, sobressaltados, voltaram-se. Houve uma explosão na água e dela surgiu, com o Estegossauros preso em sua boca gigantesca, o enorme animal de vinte e cinco metros. Era quase três vezes maior que sua presa. Sua cabeça enorme e seu torso musculoso agitaram-se num esforço como se quisesse se manter suspenso sobre as ondas. A seguir, numa demonstração incrível de força bruta, agitou o réptil de um lado a outro entre seus dentes serrilhados, de quase trinta centímetros de tamanho, enviando uma aspergida de água vermelha e jorros de sangue em todas direções As cem toneladas do Cronossauros e sua presa mutilada caíram de novo ao mar com grande estrépito e levantaram a seu redor um imenso muro de água.

— É... — Murmurou Max. — Quando você correu para a água, imaginei que iria fazer algo assim...

— Eu tinha que salvá-la, Max... Não sei por que, mas senti que devia salvá-la...

— É, mas e agora? Como vai ser?

— O quê você sugere?

— Não tá dizendo para a gente ficar com esse bicho, não?

— Max, ela pode morrer se não tiver ninguém que cuide dela... Ela é tão lindinha, meu amor... Olhe só essa carinha...

Max sabia que nem ele podia resistir á doçura daqueles olhinhos negros que praticamente podiam um colo. Mas ele era realista.

— Ela é fofinha, não nego, mas é porque ela é um filhote ainda. Mas não se esqueça, minha linda, que filhotes crescem! Imagine o tamanho que essa coisa vai ficar e o quanto que ela consumir de comida quando ficar adulta e...

Shanna nem ligou. Simplesmente foi andando, com a filhote dormindo perfeitamente aninhada em seus braços.

— Shanna, eu tô falando sério, ela não vai com a gente!

— Que nome será que eu posso te dar, hein, gatinha?

— Shanna, você tá me ouvindo?...

— Coisinha fofinha...




 
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