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Shanna # 03

Por Carolina 'Huntresscarol' Bastos

Clube da Caça
Parte I

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Alex Kinney tamborilava os dedos no teclado do computador, tenso.

Já fazia vários meses que seu milionário negócio estava indo pro buraco. Mais um pouco e a empresa teria de abrir falência.

E Alex Kinney não abria falência. Nunca.

Ele se lembrou de quando era um simples funcionário de menor calibre em uma escolinha mixuruca de periferia. Ganhando pouco e trabalhando muito, ele via seu futuro ir pelo ralo. Com o que ganhava, Alex se via como um eterno pobretão, casando-se com alguma feiosa gorducha que passaria os dias com a cabeça cheia de rolinhos, vestida com camisolão e sendo cercada com seis ou sete pirralhos choraminguentos, sendo ele a levar todo mundo nas costas. E quando ficasse velho, ficaria o dia inteiro na sala, tomando remédio pra pressão, reclamando, assistindo programas religiosos ou numa cadeira de balanço na varanda, vendo a vida passar.

Essas idéias o arrepiavam até o fundo da alma.

Porém, não fora assim que acontecera, graças ao bom Deus. Alex dera uma guinada magnífica em sua vida. E tudo graças a uma conversa com seu melhor amigo Dan Willoughby e sua namorada, Beverly que era irmã de Dan.

Primeiro, é preciso dizer que Dan e Bev eram apaixonado por caçadas. A tensão, a adrenalina, o medo, e por fim, a sensação de vitória, após conseguirem abater um animal... Isso era como ganhar sozinho na loteria para eles! Mais ainda se fosse algum animal raro ou perigoso. Aliás, em relação a esse quesito, quanto mais perigoso, melhor.

Voltando ao assunto da conversa, estavam os três um dia numa lanchonete conversando sobre a vida, quando Dan se pôs a queixar-se de que seu principal passatempo estava por um fio. Ambientalistas haviam pedido ao congresso e este aprovara uma lei proibindo caçadas por esporte no país, devido ao fato de que muitos grandes animais visados pelos caçadores esportivos, como ursos, veados, leões da montanha, bisões e outros tais, estavam à beira da extinção. Apenas e tão somente quando esses animais estivessem em quantidade tal que já pudessem ser considerados como fora de perigo de extinção, é que a caça esportiva poderia voltar a ser praticada. Mesmo assim, de forma extremamente controlada.

— Vão todos pros quintos dos infernos! — Reclamou Dan. — Eles e todos esses viados "amantes da natureza"! — Exaltado, ele levantou os braços — Na hora de comer um bife ou usar um casaco de peles, quero ver quem se lembra da droga da "natureza"! Agora esses boiolas sem o que fazer vem encher o saco com esse papo de "extinção", "salvem os animais" e lá vai bolinha...

— Por que a gente não aproveita, já que está proibido caçar animais, pra caçar o pessoal do Greenpeace? — Perguntou Bev.

— Bem que eu gostaria mana, mas isso seria trocar seis por meia dúzia. — Resmungou Dan. Bev riu a valer.

— Desgraçados... — Murmurou Alex, pensando naquele problema. Ele também gostava de caçar, mesmo que não tanto quanto seu amigo e sua namorada.

Porém, matutando muito, dali a pouco a idéia surgiu. Foi como um estalo dentro de seu cérebro.

— E se não precisássemos mais de autorização nenhuma do governo pra caçar?

— Como assim? — Bev arregalou os olhos verdes.

— Infelizmente, a gente sempre vai precisar de autorização pra fazer certas coisas! — Dan retrucou.

— Bem, uma idéia acaba de me ocorrer. Escutem só...

A idéia de Alex era simples e formidável. Eles iriam criar uma espécie de clube de caça. Comprariam uma propriedade e ali criariam animais, comprados no mercado negro de animais silvestres, exclusivamente para serem caçados!

E tudo isso nas barbas do governo e dos ambientalistas, quem nem suspeitariam dessa operação.

— Pô, cara, essa é das boas! — Dan sorriu feliz. — Mas espere aí... Isso não vai ficar barato, não! Comprar uma propriedade que seja suficientemente grande, depois comprar os animais no mercado negro, e deixá-los lá a solta pra criarem... Isso vai custar uma grana preta!

— É aí que está! Nós não somos os únicos que gostam de caçar! Tem muito nego cheio da grana que iria adorar investir nisso!

A idéia foi criando corpo. Dan e Bev eram bem relacionados e sabiam bem como puxar a brasa pro seu assado. Bastou apenas um mês para que eles levantassem até mais do que precisavam em dinheiro, para poderem abrir o negócio.

A propriedade comprada ficava bem escondida num lugar remoto no interior do Texas. Em um ano, eles transformaram um lugar entre nada e lugar nenhum em um amplo e magnífico resort.

O lugar era imenso com mais de 3000 alqueires. Havia três enormes hotéis de luxo, piscinas quentes, mornas e frias, uma danceteria, saunas, quadras de esportes, restaurantes, um cinema e tudo o mais que poderia haver num lugar assim. Havia até um parquinho infantil, caso alguém quisesse levar os filhos.

Logicamente, eles não descuidaram em nada do carro chefe do lugar, ou seja, as áreas de caça.

Estas foram projetadas até nos mínimos detalhes, uma para simular uma floresta temperada e a outra, uma selva tropical. Foram importadas árvores e plantas de todos os lugares do mundo, foram criados rios, lagos, lagoas e praias artificiais e depois de tudo pronto, foram trazidos os animais. Primeiramente, porém, estes foram deixados em paz para que se reproduzissem. Isso tendo acontecido, depois de três anos de ansiosa espera, o lugar abriu-se ao público.

"O Clube de Caça KW", como foi chamado, foi um sucesso desde o início. Ricaços, cansados das tensões advindas de seus lucrativos negócios e ansiosos por emoções fortes, pagavam milhares de dólares por dia pelo direito de matar. Matar sem restrições.

Entre as opções de caça, havia de tudo: avestruzes, jacarés, leões, leopardos, tigres, elefantes, jaguares, chimpanzés, hipopótamos, rinocerontes, cangurus, gorilas, ursos, lobos, pumas, etc. O cliente só precisava escolher. E se não houvesse ali o tipo de animal que este quisesse, o clube providenciava. Afinal, eles tinham fornecedores escusos em praticamente todos os lugares do planeta. Era só avisar com certa antecedência. Havia até tanques enormes com animais aquáticos tais como manatis, golfinhos, peixes–boi, orcas, tubarões, baleias e peixes de todo tipo, de água doce e salgada para quem gostasse de pesca esportiva. Enfim, era um empreendimento monumental.

O clube, porém, exigia uma coisa de seus clientes: o mais absoluto sigilo. Uma só palavra sobre aquele lugar e o governo viria direto pra cima deles. Não só porque eles não pagavam impostos, como porque tudo ali era absolutamente ilegal.

Mas, eles sabiam muito bem como evitar línguas de trapo: Exigiam que seus clientes fizessem exames de sangue, para poderem coletar seu DNA, que era uma coisa que ninguém poderia falsificar. Com uma prova dessas, ninguém seria tolo de abrir o bico contra eles, se não quisesse ser chamado de cúmplice.

Porém, de uns tempos para cá, a cada ano que passava, os clientes iam diminuindo. Alguns poucos voltavam mais por camaradagem do que por propriamente gostarem do que era oferecido.

E os três donos do clube sabiam muito bem o porquê disso: a falta de novidades. Caçar ou pescar sempre os mesmos animais, vez após vez, já não dava nos clientes a mesma excitação de antes. Era como jogar o mesmo videogame todos os dias. Uma hora, a coisa cansa.

E todo aquele negócio dependia fundamentalmente disso. Sempre era preciso achar novos tipos de animais "caçáveis" ou "pescáveis", por assim dizer e isso nem sempre era fácil ou barato. Algumas vezes, dependendo do tipo de animal solicitado, o fornecedor pedia uma verdadeira fortuna.

Alex sentiu dor de cabeça. Seu negócio de milhões estava indo pro beleléu e ele não sabia como salvá-lo...

— Não! Aí não, Djara!

Djara era mesmo uma filhote bastante levada. Com seu instinto de querer descobrir tudo, a pequena dentes de sabre freqüentemente acabava quebrando ou pelo menos danificando alguma coisa.

E quase sempre era alguma coisa que pertencia a Max.

— Minha camisa! — Resmungou ele, ao ver o estrago que a criaturinha tinha feito na camisa com suas garras. Shanna só ria.

— E você ri, não é? Ri, porque não é uma coisa sua!

— Não fique com raiva, meu amor. A gatinha só quer testar suas garrinhas...

— Pois ela que vá testar essas "garrinhas" em outra coisa e não nas minhas roupas!

— Melhor nas roupas do que em você!

— E olhe o tamanho que ela já está! Mais cedo ou mais tarde, ninguém vai poder controlá-la!

No intimo, Shanna sabia que seu companheiro tinha razão. A filhote que recolhera estava ficando muito maior do que ela imaginara e comia proporcionalmente a esse ritmo de crescimento.

E pior do que isso, como Max dissera, a felina ia ficando cada vez mais impossível. Logo, nem mesmo Shanna, com sua força enorme, daria conta de controlá-la, sem precisar feri-la.

Mesmo assim, Shanna a adorava. Gostava de suas momices, de suas brincadeiras e de seu jeitinho desastrado de quem queria ser uma boa caçadora e não conseguia ainda. Não se diz que o filho rebelde é o filho com quem a mãe mais se apega? Se alguém quisesse alguma prova da veracidade desse dito popular, ali estava ela.

Um urro foi ouvido ao longe.

— Um T. Rex! — Murmurou Shanna.

— Acha que está vindo para cá?

— Talvez... Temos de ficar atentos.

Os urros foram se ouvindo cada vez mais perto. Até que o chão tremeu com as pisadas do imenso carnívoro. Os três ficaram bem quietos dentro da caverna. O tiranossauro passou, cheirou, bafejou e saiu, desinteressado.

— Ufa, essa passou perto... — Max enxugava o suor gelado da testa.

— Estamos na época do acasalamento dos tiranossauros... Esse já o terceiro ou quarto que passa aqui, desde a madrugada.

— Put´z! Quer dizer que tá tendo uma suruba de T. Rex bem aqui?

— O quê é suruba?

— Deixa pra lá! O quê é que a gente faz?

— Vamos ter de esperar até os bichões acabarem o digamos, "serviço", e aí, pronto.

— E quanto tempo dura isso?

— Sei lá... Alguns dias talvez.

— Dias? Bem, comida e água nós temos o suficiente, mas... O que será que a gente pode fazer para matar o tempo até lá? — Max olhou-a, malicioso.

— Eu tenho uma idéia... — Shanna o abraçou e sentou-se no colo dele. Os dois se beijaram.

— Ummm... Tô começando a gostar dessa idéia...

— E aí? Alguma idéia para salvar o negócio?

Os três donos do clube, mais os acionistas da empresa, advogados, etc. estavam em reunião desde a manhã, quebrando a cabeça para achar uma solução criativa para salvar o clube de caça. Milhões tinham sido investidos nele até agora e ninguém estava disposto a deixar um negócio tão lucrativo afundar.

— Sr. Kinney, já tentamos de tudo. Já colocamos aqui todo tipo de animais que se possa caçar... — Murmurou um advogado com ar de enfado. — Não podemos fazer mais nada!

— Espere aí! Não pode acabar assim! Tem que ter alguma maneira de salvar o clube!

— Acho que os únicos tipos de animais que ainda não colocamos aqui são os pré-históricos... — Dan tentou uma fazer uma piada. Infelizmente ninguém achou graça.

— Dan, pára com a piada, tá? — Alex não estava para gracinhas. — Isso é sério, pô!

Só que ninguém reparou que os olhos verdes de Bev se arregalaram quase a ponto de pular fora das órbitas. Ela foi se lembrando de seu avô materno, Gunter, que era alemão. Ele falecera seis meses antes.

As histórias que ela ouvira dele... Da época que ele estivera desaparecido... De um lugar cheio de dinossauros e outras criaturas pré-históricas... De experiências genéticas com seres humanos... Da sua fuga desesperada, primeiro pela selva e depois em um bote inflável, logo após raptores invadirem o complexo onde ele trabalhava e matarem quase todo mundo ali...

É claro que ninguém de sua família levara aquelas histórias a sério. Achavam que não passavam de delírios de um velho amalucado que ficara quase três meses flutuando no oceano, até ser achado por um navio da marinha australiana.

Mas... pensou Bev... E se as histórias dele fossem... Verdadeiras? E se realmente existisse um lugar remoto com seres pré-históricos? Por Deus, eles iriam ganhar milhões! Ou até bilhões!

— Pô, até você, Bev? — Alex não gostou nada quando sua namorada expôs seus pensamentos. — Tudo bem que você é minha namorada, eu te amo e sempre perdôo quando você dá uma fora, mas daí a achar que eu sou idiota...

— Vocês acham que eu falaria sobre isso se fosse só uma viagem do meu avô? Eu sou do tipo que fica viajando, Alex?

— Bev, o vovô já não tava batendo muito bem das idéias, não... — Dan cortou os pensamentos dela. — Sei lá, dinossauros vivos...

— O meu avô deve ter algum arquivo em algum lugar... Espere, já sei! — Bev deu uma batida na mesa. — Quando a gente o achou, depois de anos desaparecido, o vovô trazia uma maleta 007 com ele, cheia de documentos em alemão, que ele mostrou para mim. Como sei muito pouco de alemão, não me interessei em ler. Quem sabe se lá estão, as provas de que aquilo que o meu avô dizia era verdade?

— Não sei, não sei, é viagem demais, gata! — Alex não parecia mesmo disposto a acreditar na história.

— O quê que a gente tem a perder? Vamos pelo menos dar uma olhada nesses documentos! Dan lê alemão bem melhor do eu e pode traduzi-los.

— Tá bom, se você quer tanto, vamos dar uma olhada nesses benditos documentos...

Na casa do finado Gunther...

Os três estavam procurando os documentos.

— Puxa, amor, que cara é essa? — Bev sorriu para Alex.

— Sinceramente, Bev, acho isso a mó perda de tempo...

— Não vai ser... Se as histórias do meu avô forem reais! Ái, merda, martelei o dedo! — Retrucou Dan, tentando forçar o trinco do sótão. — Não que esteja acreditando nisso, mas... Quem sabe?

Procura que procura, o trio pôs a casa de perna pro ar. Quando já achavam que tudo fora trabalho perdido, Alex e Bev ouviram Dan gritar um "ACHEI!" do sótão.

A empoeirada maleta realmente continha inúmeros papéis velhos e alguns diários. Muita coisa estava ruída de insetos e se desmanchava ao menor toque, mas no geral dava para ler.

— Vamos lá, Dan, faça sua mágica! — Ordenou Alex.

Dan se concentrou bem. Já fazia muito tempo que não lia e nem conversava nada em alemão, de modo que Alex e Bev tiveram de ter paciência.

— Aqui! — Dan apontava com o dedo, ao passo que ia lendo. — Fala sobre experiências... Experiências genéticas, desenvolvidas numa ilha. Uma ilha bem remota no Pacífico.

— Sim, mas e daí? — Alex estava impaciente. — Quero saber dos bichos!

— Calma, deixe ver... Blá blá, blá blá, terapia genética, etc e tal... É, parece que o vovô e a equipe dele descobriram como remexer no DNA e produzir humanos quase perfeitos!

— Que coisa louca... Bem que o vovô falava sobre experiências genéticas com seres humanos, mas eu achava que era só piração dele.

— Pelo que estou lendo aqui, acho que eles conseguiram alguma coisa nesse sentido. Só não dá para ler mais sobre isso, porque o arquivo tá todo comido de traças!

— E os dinossauros?

— Calma, cara! Aposto que cê não fica tão apressadinho assim em terminar logo o serviço quando tá com a minha irmã, né?

Alex ficou furioso, mas nada respondeu. Bev ficou vermelha.

— Ah, tá aqui! — Dan passou alguma coisa para sua irmã - Caraca... Olhem esses negativos!

Bev expôs os negativos á luz de uma lâmpada. Havia neles silhuetas de animais. Animais pré-históricos.

Reveladas as fotos, com imagens bem nítidas de seres pré-históricos, o coração dos três bateu feito tambor de escola de samba. Ali estava a prova que precisavam.

— Aí, não falei? — Bev exultava feliz. — Sabia que meu avô não era doido!

— Deus do céu... - Alex mal se continha. — Temos de descobrir onde fica essa mina de ouro!

— Aqui estão as coordenadas... Fica no meio do Pacífico! Bem acima da Austrália.

Alex já nem o ouvia.

— Mark? — Ele falava com seu assessor pelo celular. - Prepare meu jato. Nós vamos viajar. Hoje.

Era uma manhã quente e úmida.

Max acordou primeiro, e ficou a velar o sono de Shanna. Ela parecia estar tendo um sonho bom, pois sua feição era de completa felicidade. Um leve sorriso iluminava-lhe o rosto, dando-lhe uma expressão de extremo contentamento e enlevo. Max se deixou seduzir por aquele lindo sorriso, não resistindo à vontade de beijar aquela boca vermelha e macia.

Shanna despertou ao toque dos lábios dele.

— Bom dia...

— Bom dia, flor do dia... Eu já te disse hoje que te amo?

— Não...

— Então estou dizendo agora... Te amo...

— Também te amo...

A barriga de Max roncou.

— Ái que coisa... A fome bateu legal...

— É... E hoje é dia de conseguir suprimentos. A dispensa está no fim.

— E a rave dos tiranossauros? Será que já acabou?

— Se não acabou, eu dou um jeito neles!

— Coitados, não podem nem transar em paz...

— Max!

— Brincadeira, brincadeira...

Após se vestirem, o casal saiu para conseguir comida na praia. Enquanto Shanna tentava pescar alguma coisa, Max colhia cocos e ovos de pássaros. Tão entretidos estavam que nem repararam que um hidroavião acabara de pousar na praia.

— É aqui? — Perguntou Bev.

— Segundo as coordenadas, sim. — Fez Dan.

— Não estou vendo nenhum dinossauro! — Resmungou Alex, já achando que tudo não passara de perda de tempo.

— Pois eu sim! — Bev apontou excitada para o céu. — Olhem!

Pterodátilos. Pterodátilos aos montes enchiam o céu, voando lindamente e dando rasantes sobre o mar incrivelmente azul, pescando peixes e moluscos. Ao longe, saurópodes erguiam suas cabeças pequeninas, ao comerem folhas de árvores. O trio mal podia acreditar em seus olhos.

— Vamos ficar ricos com esse lugar... — Murmurou Alex, sentindo as pernas bambas.

Djara rosnou de repente.

— O quê foi, gatinha? — Perguntou Max.- Você viu algum raptor?

Ela correu pela praia, ao longe. Ao ver três seres humanos estranhos, correu de volta para dentro das moitas.

— Vocês sentiram isso? — Perguntou Dan. Os outros fizeram que não. — Acho que tem algum bicho nas moitas!

— Djara, volta aqui! — Olhando de dentro das moitas, Max avistou os estranhos na praia.

"Quem são eles? O que será que querem aqui?" — Pensou.

Estranhos quase sempre significam encrenca e Max sabia muito bem disso. Discretamente, pegou a filhote e foi até sua companheira.

— Shanna...

— Psiu! Vai espantar os peixes!

— Tem gente na praia!

— O quê? Tem pessoas aqui?

— Venha comigo.

Silenciosamente, o casal voltou para dentro da selva e foi margeando pelos arbustos até chegar num ponto onde podiam ver ou ouvir os intrusos sem serem percebidos.

— E é isso, Kaminsk. — Um homem falava com alguém num celular via satélite. — Avise o pessoal que o campo de caça agora mudou de lugar... É... É uma ilha no meio do Pacífico cheinha de dinos... Não é piada, não, cara! A gente vai ficar trilhardário com esse lugar! É... Avise os clientes e mande fretar um avião! Avise que o Jurassic Park agora é real! Emoções do tipo que eles nunca viveram na vida!

— Ele vai organizar tudo? — Um outro rapaz perguntou ao cara do celular.

— Sim. Mas vai demorar um pouco. Até arranjarem tudo, deve-se passar uns cinco dias. Talvez uma semana.

— E a gente vai ter que ficar aqui enquanto isso? — A moça que acompanhava os homens parecia um tanto desconfortável.

— É o jeito. Temos de ficar aqui para recebê-los. Mas não se grila, gata. A gente vai dormir bem trancado no avião. Não vou deixar nenhum bicho feio pegar o meu neném... — O rapaz a abraçou e beijou com força. A moça riu alto.

Shanna e Max não sabiam o que pensar.

— O quê eles querem aqui?

Max simplesmente meneou a cabeça.

— Segundo eu entendi, parece que vão trazer gente aqui pra caçar uns dinos...

— Mas isso é loucura! Pessoas podem morrer!

— Então torça para não ser isso...

Os dois se retiraram silenciosamente. Passaram o resto do dia pensando no assunto, mas pouco conversaram.

— Acha que devemos contatá-los? Falar com eles da loucura de tentar fazer isso?

— Não, não acho.

— Mas é o lógico, Max.

— Eu sei que é o lógico, Shanna, mas quem garante que irão nos ouvir? E ademais, nós nem sabemos se é isso mesmo que querem fazer!

— Eu vou falar com eles, mesmo assim. É melhor prevenir do que remediar.

Max nem tentou impedi-la. Sabia que não adiantaria mesmo...

Shanna margeou cuidadosamente a orla da praia, onde o avião descera. Logo avistou os três estranhos.

Os dois homens, sentados em uma mesinha debaixo das palmeiras, tomavam cerveja e jogavam baralho. A mulher nadava no mar.

— Pô, mano, sei nem como a gente vai ter tempo só nessa vida, pra gastar toda a grana que vamos ganhar! — Disse Dan.

— Vocês só pensam em dinheiro, é? — Uma voz misteriosa falou do meio da selva.

— Quem falou isso? — Alex olhou pra dentro das moitas, os olhos arregalados de susto.

— Fui eu. - Shanna surgiu de repente. Os olhos dos dois rapazes se arregalaram ainda mais.

— Caraca... E quem é você, gata? — Dan parecia paralisado.

— Meu nome é Shanna. Vim lhes dar um aviso.

— Você mora aqui? — Alex perguntou.

— Sim. Essa terra é minha. E tudo que tem nela, também.

Dan parecia paralisado de espanto. Alex não estava menos espantado que ele.

— Como eu disse, eu vim lhes dar um aviso. O quê quer que estejam pensando em fazer, é melhor desistirem.

— E por que a gente faria isso? — A língua de Alex de repente destravou.

— Vocês não conhecem esse lugar. Não sabem o quê há por aqui. Muito me admira, aliás, que ainda estejam vivos.

— Uuuu, assim você me assusta, gata! — Debochou Dan, se aproximando de Shanna.

Ela deu um salto pra trás, empunhando sua lança. Os dois ficaram em alerta.

— Eu já dei meu aviso! Vão embora, se não quiserem morrer!

Shanna se virou e entrou selva adentro. Alex e Dan ficaram uns instantes sem saber o que pensar.

Bev saiu do mar correndo.

— Quem era aquela mulher que estava falando com vocês?

— Ela diz que se chama Shanna.- Alex respondeu. — Diz que essa terra é dela e que a gente deve ir embora. Hoje.

— Ah, que graça... E a fofa tem certificado de propriedade da ilha por acaso?

— Sei lá, mana... - Dan parecia sinceramente assustado. - Ela falou umas coisas fortes...

— Tipo o quê?

— Falou pra gente se impirulitar daqui, se não quiser ir pro beléleu!

— Ah, mozinho, você não vai perder essa boca, vai? Vai deixar essa perua pôr medo em vocês?

— Claro que não, gata! - Alex se empertigou. — Se a loira metida a Tarzan pensa que vai me impedir de lavar a égua na grana... Ela tá é muito enganada!


Continua...




 
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Vingadores # 38

Por Robson Costa, sobre um plot de Conrad Pichler & Robson Costa

As Tropas Vingadoras — Missão Final
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Wanda Maximoff olha ao seu redor. Nenhum olhar curioso poderia ver o que ela e a sua tutora, Agatha Harkness, fariam no quintal da casa, devido ao alto muro que a cerca. Agatha fica afastada dela, na porta da cozinha, acariciando o seu gato, porém acompanhando tudo com muita atenção. Silenciosamente, Wanda senta no chão e cruza as pernas, assumindo a posição de lótus. Fecha os olhos e respira calmamente. De repente, à sua frente, uma passagem dimensional surge e dela saem Cristalys e Dentinho.

— O que aconteceu com você, Dentinho? — pergunta a inumana ao seu mascote — Pedi para você nos levar a base dos Vingadores...

— Olá, Cris — cumprimenta Feiticeira Escarlate.

A inumana se vira e, ao reconhecer a sua cunhada, dá um forte abraço. Apesar de todos os percalços com o seu casamento com Mercúrio, Wanda e Cristalys desenvolveram uma amizade real e verdadeira, além dos laços familiares.

— Não culpe o Dentinho — fala Wanda. — A responsabilidade deste desvio é minha. Os Vingadores precisam dos meus poderes.

— Esteja certa disso, Wanda. Todos os vingadores, ativos ou reservas, estão sendo procurados. Nós estamos sendo acusados de crime de traição e lesa-pátria.

— Sim, eu sei. A minha tutora, Agatha Harkness, já me relatou tudo. Além disso, você deve ter recebido um chamado de urgência no seu cartão de identificação, por parte da Vespa, convocando a todos.

— Muito bem, cunhada. Então, vamos para o Arizona e, desta vez, sem paradas, Dentinho.

A mascote responde com um grunhido. Um novo portal se abre e os três desaparecem nele, sob o olhar observador de Agatha.

— Pronto, Ébano, — fala a bruxa, enquanto acaricia sua mascote — as cartas já estão na mesa.

Washington:

Ronald Taylor chega ao seu gabinete na Casa Branca. Ele passa pelos corredores, cumprimentando algumas pessoas, enquanto lê as principais notícias do jornal. Ao chegar ao seu gabinete, cumprimenta a sua secretária. Logo, percebe a aflição da funcionária.

— O que está acontecendo, Margareth?

— Boa tarde, Taylor — cumprimenta Lucius Fox, abrindo a porta do gabinete do seu Secretário de Defesa.

— S-senhor Presidente, mas que surpresa! — Taylor fica desconcertado com a presença de Fox. Nota que o Presidente não está sozinho. Ao lado dele, surge Nick Fury, diretor da SHIELD.

— Por favor, Taylor, entre na sala — ordena Fox.

O Secretário obedece. Fury fecha a porta, ao mesmo tempo em que faz sinal para que a secretária fique quieta.

— Gostaria que você me explicasse estes papéis — Fox lança sobre a mesa uma pasta, contendo vários e-mails e cartas.

— Lucius, são pesquisas de novos projetos que estou fazendo...

— Duas coisas, Taylor: primeiro, não é Lucius, mas, sim, Senhor Presidente. Segundo, pelo que eu li, não são simples pesquisas, mas, sim, decisões já tomadas por você, passando por cima de mim. Alguns destes projetos, se forem descobertos, poderão custar a credibilidade que este governo conseguiu após o desastre do governo anterior. (*) Além disso, notei superfaturamento em muitas das suas "pesquisas".

— Lu... Quer dizer, Senhor Presidente, tenha certeza que tudo feito em prol do país...

— Você me enganou! Abusou da confiança que lhe ofereci! Além do mais, por que mandou prender os Vingadores? Após o ataque dos nano-hibernantes, as Tropas Vingadoras conseguiram trazer novamente a ordem e a paz a este país.

— Mas eles invadiram o Pentágono...

— E conseguiram estas provas contra você, Taylor — fala Nick. — O Capitão me repassou tudo o que eles pegaram. Ele sabia que havia algo de muito podre com você e Amanda Waller. Com isso, eles conseguiram achar a cura pra os nossos soldados comatosos. Todos se recuperaram e estão de volta à ativa.

— Taylor, quero a sua carta de demissão em cima da minha mesa, daqui a meia hora — ordena Lucius Fox — Você tem quinze minutos para desocupar este gabinete e retirar todos os seus pertences pessoais. Um agente da SHIELD o acompanhará nisto.

Lucius Fox e Nick Fury saem da sala. Taylor desaba em uma das cadeiras, olhando fixo para o chão.

— Muito obrigado, Fury, — agradece Fox, enquanto percorre rapidamente os corredores da Casa Branca — por ter aberto os meus olhos para isso.

— Não agradeça a mim, mas aos Vingadores.

— É verdade. Já enviei comunicado, cancelando a ordem de prisão emitida para todos os membros da equipe.

— Mas falta comunicarmos à tropa que está cercando a Base Ronald Reagan.

— Certo. Os seus homens já preparam o equipamento?

— Sim. Estão apenas esperando o Senhor chegar ao Salão Oval.

Base Ronald Reagan, Arizona:

General Kirby acompanha com binóculos a chegada de vários membros dos Vingadores convocados pela Vespa. Ele vê o fantasticarro e um jato dos Vingadores, aproximando-se rapidamente. Os soldados só esperam o sinal para entrar em ação. De repente, um facho de luz surge na sua frente e o holograma do Presidente Lucius Fox toma forma.

— Senhor General, a ordem de prisão emitida para os Vingadores acaba de ser anulada por mim. A sua missão está suspensa.

— Obrigado, Senhor Presidente — fala o militar. — Não me sentiria bem indo contra estes heróis.

No jato dos Vingadores, um holograma de Nick Fury entra em contato com os heróis.

— Não há mais nenhuma acusação contra vocês.

— Falou, Fury — fala o Fera — Agora vamos ajudar os outros lá na Base.

Enquanto isso, dentro da Base, os outros Vingadores e o Esquadrão Suicida não têm conhecimento de nada que ocorreu do lado de fora. As atenções de todos estão direcionadas para o estranho ser que paira sobre eles: o Ultron Definitivo.

Partes do Visão, Jaqueta Amarela e Ultron se misturam de forma caótica. O rosto é metade do Ultron, metade do Jaqueta Amarela. Na testa, a jóia usada por Visão para emitir suas rajadas solares. No lugar das orelhas, as antenas do capacete do Jaqueta Amarela para se comunicar com as formigas. As ombreiras do uniforme do Jaqueta Amarela dão um ar mais assustador. O corpo é metade do Ultron, metade do Visão. Por fim, a capa do sintozóide completa o estranho ser. Os nano-hibernantes estão ao seu redor e, ao sinal da criatura, atacam a todos na Base.

Capitão América lança o seu escudo na direção do Ultron Definitivo, enquanto tenta se defender dos minúsculos andróides. Ultron torna-se intangível. O escudo o atravessa e retorna às mãos do seu dono. Steve Rogers dá um salto e aproxima-se de onde está o Agente Americano e Amanda Waller. John Walker tenta protegê-los do ataque dos nano-hibernantes.

— Waller! Agente! Ele é o nosso verdadeiro inimigo. Temos que unir as nossas forças para detê-lo, porque senão o país retornará a mesma situação que ficou após o ataque da Hidra.

— Muito bem, Rogers! Uma trégua, então. Esquadrão, unam forças aos Vingadores! — ordena Waller.

Rocha Lunar ergue um campo de força, protegendo a si e ao Homem de Ferro.

— Obrigado — fala Tony Stark.

— Não me agradeça, Homem de Ferro — fala a vilã. — Não quero que nenhuma destas coisinhas minúsculas controle sua armadura.

Tocha Humana incendeia-se, impedindo que os nano-hibernantes entrem em contato com ele, enquanto dispara suas chamas. Escorpião, solto por Vespa e Homem-Formiga, dispara rajadas da cauda do seu uniforme ao lado da Viúva Negra, que usa os seus ferrões. Tecton usa os seus poderes, aumentando a gravidade ao seu redor. Os pequenos robôs caem.

— Eles são muitos — fala o mutante.

— Acalma-te! — diz Thor.

O Deus do Trovão usa do Mjolnir para criar uma tempestade elétrica. Alguns nano-hibernantes são neutralizados.

— Parabéns, Loirão — fala Tecton.

— Obrigado, Tecton, mas a nossa contenda ainda não findou.

Assim, os membros do Esquadrão Suicida e os Vingadores lutam lado a lado. Pistoleiro usa das suas pistolas, enquanto dá tempo para que o Gavião Arqueiro prepare algumas das suas flechas especiais. Ao lado deles, está Pavane, usando a pistola da Viúva Negra. Vespa voa por entre os nano-hibernantes, disparando os seus ferrões à queima-roupa. Homem-Formiga comanda mais uma nuvem de formigas que avança sobre os pequenos andróides. De repente, uma formiga sai da formação e pousa ao lado de Scott Lang.

— Gert! — fala o minúsculo herói — O que foi, menina?

O rosto de Scott muda de feição quando recebe a resposta do inseto. Ele olha em direção do Ultron Definitivo, que gargalha com as tentativas de defesa dos heróis. Ele monta na formiga que voa em direção de onde está o Homem de Ferro e Rocha Lunar. Ele pousa perto do limite do campo de força erguido pela vilã. Então, retorna ao seu tamanho e começa a esmurrar o campo de força, para chamar a atenção da Rocha Lunar.

— Homem de Ferro! Tenho um recado do Doutor Pym.

A um sinal de Stark, Rocha Lunar aumenta o campo de força, englobando agora Homem-Formiga.

— Tenho um recado do Doutor Pym para você, Homem de Ferro.

— Isto pode ser uma armadilha do Ultron... — fala Rocha Lunar.

— Qual é a mensagem, Homem-Formiga? — pergunta o vingador dourado.

— "A vitória está na minha mente". Não sei o que isso significa...

— Rocha, — ordena Tony Stark — abaixe o campo de força. Acho que temos a chave para nossa vitória.

— Pense bem, Homem de Ferro. Se você sair do meu campo de força, não tenho como protegê-lo e você poderá ser controlado por estas coisinhas minúsculas.

— Eu entendi a mensagem de Pym e sei como virar a luta ao nosso favor. Além do mais, ela está concentrada aqui neste pedaço da Base.

— OK. Foi você que pediu.

Rocha Lunar desativa o seu campo de força. Tony Stark parte voando rapidamente para não ser alcançado pelos nano-hibernantes e vai em direção do laboratório que o Jaqueta Amarela usava na base militar.

Ultron Definitivo gargalha. Apesar dos esforços dos Vingadores e do Esquadrão Suicida, os nano-hibernantes são muitos. Apenas Thor, Tocha Humana e Rocha Lunar conseguem infligir baixas entre os pequenos andróides. Capitão América, Agente Americano e Pistoleiro tentam acertar o estranho ser, utilizando o armamento militar existente, mas ele se torna intangível e as balas não o afetam.

De repente, um estranho som toma conta do pátio onde a batalha está sendo travada. Ultron Definitivo sente e vai ao chão, saindo do estado de intangibilidade. Ele põe as mãos onde seriam os seus receptores auditivos e sente uma tremenda dor. Na sua frente, os nano-hibernantes param de atacar os Vingadores e o Esquadrão Suicida e passam a se autodestruir ou atacar entre si.

— Parem com isso! — ordena Ultron Definitivo, porém não há resposta por parte dos minúsculos andróides.

O som continua ensurdecedor para o ser, mas ele percebe que de alguma forma, isto não está afetando aos heróis. Por fim, ele entende tudo. Ele vê o Homem de Ferro, com um capacete reserva do Homem-Formiga, acoplado a sua armadura. Tony Stark explica:

— Acabou, Ultron. De alguma forma, Pym conseguiu vencer o seu controle e me enviou uma mensagem: "A vitória está na minha mente.". Logo entendi rapidamente. Os seus nano-hibernantes respondem às ondas mentais do Henry Pym. Quando Magnum morreu, Pym gravou as ondas mentais dele. Mas, ele não fez isso só com ele, mas com todos os Vingadores na época. Você usou as ondas mentais de Magnum para dar vida ao Visão e estou usando as de Pym para destruir a você e as suas criações.

Tony Stark envia um novo comando. Os nano-hibernantes param de se atacar e voam na direção do Ultron Definitivo. O ser tenta ficar intangível, mas as ondas emitidas pelo capacete interferem e ele se torna vítima das suas próprias criações. Vespa, horrorizada, abraça Steve Rogers, rezando para que Hank Pym não sofra muito. Os outros observam, com um misto de emoções. Os pequenos andróides começam a desmontar Ultron Definitivo e os heróis vêem aos poucos a criatura se separando nos três seres que a originou. Porém, Ultron consegue ainda manter parte do controle e da coesão.

— Ainda não terminou, Vingadores!

Um portal surge e dele saem Dentinho, Cristalys e Feiticeira Escarlate. Antes que pudessem se manifestar, observam paralisadas ao Ultron Definitivo se desfazendo. Neste momento, Visão consegue readquirir controle e ao ver a sua ex-esposa ali, não titubeia.

— Wanda, use os seus poderes agora!

Como desperta pela ordem do Visão, a Feiticeira Escarlate concentra e dispara uma rajada dos seus poderes mutantes de interferir nas probabilidades, unida à magia do caos na direção do Ultron. O andróide estremece e, por fim, se despedaça, lançando longe os corpos de Visão e Henry Pym. Com a vontade de Ultron vencida, os nano-hibernantes avançam e desmontam o seu criador totalmente. Por fim, eles também se desativam. Tocha Humana e Rocha Lunar unem os poderes e derretem todos os minúsculos andróides.

Feiticeira Escarlate abraça o corpo incompleto do Visão, tendo ao lado Cristalys. O andróide abre os olhos e olha na direção da sua ex-esposa.

— Obrigado, Wanda. Aquilo não era uma forma de existir. Agora preciso me desativar p... — o sintozóide se desliga.

Homem de Ferro aproxima-se da mutante.

— Não se preocupe, Wanda. Nós reconstruiremos o Visão, novamente. Ele passou por um desgaste muito grande e precisa manter as energias para sua manutenção.

— Obrigado, Homem de Ferro.

Vespa e Capitão América socorrem Henry Pym. O cientista está muito machucado. Aos poucos ele abre os olhos e reconhece as pessoas ao seu redor.

— Cap! Jan! M-me desculpem! — fala com um fio de voz. — Dentro de mim! Ele est-tava dentro de...

— Acalme-se, Hank — fala o Capitão América. — Já contatamos com a SHIELD e em breve você será operado.

— Jan... Me desculpe

— Hank, não há o que se desculpar.

Henry Pym não responde. Ele fecha os olhos e desmaia. No interior do seu corpo, um último nano-hibernante também se desativa.


Próxima edição: Tropas Vingadoras, o epílogo.


:: Notas do Autor

(*) O presidente Bush acabou sendo deposto do cargo em Capitão América # 04. voltar ao texto




 
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