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Shanna # 08

Por Carolina 'Huntresscarol' Bastos

Clube da Caça
Parte V

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— A mulher da selva e seu companheiro estão de volta com Turosi! — gritou um homem-pantera, que guardava a entrada da vila do Povo Fera. A informação foi levada até o chefe e seu irmão, que imediatamente foram até eles.

— Trouxeram meu filho? — exclamou Yerenu.

— Ele está aqui. — Shanna estendeu-lhe o rapaz — Está ferido, mas está vivo.

O rapaz foi levado até o médico da vila, Whubel. A família do chefe, apesar de preocupada, ficou feliz de tê-lo de volta vivo.

— Você e seu companheiro também não estão bem. — retrucou o chefe, enquanto o curandeiro cuidava de Turosi. — Estão cheios de cortes e arranhões.

— Tudo bem, não é nada...

— Devem se tratar também. Não costumamos deixar na mão quem nos ajuda. Não é honrado. — com isso, o médico limpou-lhes os ferimentos e passou remédios neles, antes de enfaixá-los com panos macios e limpos.

O chefe tornou a falar.

— Faço questão que fiquem conosco por alguns dias. Queremos agradecer por sua bondade.

— Nós é que agradecemos sua hospitalidade, Chefe Darin. Não é necessário mais.

— É necessário, sim. É um ponto de honra para o Povo Fera, fazer uma pequena comemoração para honrar nossos amigos.

— Bem, nesse caso... aceitamos essa honra, chefe. E agradecemos por sua bondade.

— Será que dá me contar sobre o que vocês estão falando? — resmungou Max, que até então ficara calado — Caraca, meu, isso arde pra cacete! — o médico lhe passara um remédio verde num corte no braço e Max até trincou os dentes de dor.

— Pare de chorar feito bebê! — Shanna danou com ele — Você já passou por coisa pior. Mas, respondendo sua pergunta... o Chefe Darin quer fazer uma espécie de festa pra nos homenagear. Quer nos agradecer por termos salvo seu sobrinho.

— Sei, sei... eu já vi isso em um monte de filmes! Os nativos falam que vão homenagear o fulano e o coitado acaba é no caldeirão, servido como jantar!

— Pare de falar besteira! Isso não existe! E...

— O que foi?

— Espere...

— Detesto quando você fala assim...

— O pessoal do Clube de Caça! — Shanna bateu a mão na testa — Droga, sabia que tinha esquecido de alguma coisa!

— Você acha que eles vão vir aqui?

— Sim! Preciso alertar o chefe rápido!

Shanna foi até ele e relatou o perigo.

— Acha que virão aqui?

— Com certeza, Chefe Darin. Uma vez que viram seu filho, vão vir atrás dos outros de sua raça. No mundo lá fora, segundo meu companheiro diz, quanto mais rara é alguém ou alguma coisa, tanto mais vale. Uma pessoa pode ficar rica com isso.

— Teremos que estar preparados pra um ataque, então. Vou falar a meu irmão pra preparar nossas tropas.

— Eles tem armas especiais, chefe. São como paus que atiram fogo. Suas flechas e lanças de nada adiantarão.

— Então, o que podemos fazer?

— Nesse caso, será preciso astúcia. Deixe que se aproximem... e o resto deixe comigo...

Enquanto isso, em NY...

— Caraca... alguém avise o dono do Jurassic Park que os bichos fugiram!

Era Johnny Storm quem falava. Tanto ele quanto os outros integrantes do Quarteto Fantástico estavam tendo um trabalho dos diabos pra conseguir controlar aquela multidão de bichos pré-históricos que invadiram Nova York, mas parecia que quanto mais dinossauros pegavam, mais apareciam.

— Menos piadas e mais ação, Johnny! — Sue danou com ele.

— A gente não vai conseguir cuidar disso sozinho! — o Senhor Fantástico tentou segurar um paquicefalossauro que investira contra os carros na Avenida Lexington, em plena Manhattan. Mas o bicho, que tinha um crânio com mais de 25 cm de osso sólido, deu-lhe uma cabeçada que quase o pôs a nocaute. Não fosse a previdente ajuda do Coisa, que nocauteou o bicho com um soco, talvez ele saísse da briga com um ou vários ossos quebrados.

— A gente precisa de ajuda! — Reed disse — Vamos chamar todos os superseres que pudermos!

Nem foi preciso chamar. O satélite da Torre da Liga da Justiça já tinha dado o alarme.

— Irado!!!!!!! — Flash mal se segurava — Vambora, galera!

— De onde essas criaturas estão vindo? — perguntou a Mulher-Gavião — Criaturas extintas não ressurgem do nada!

— Vamos ajudar o Quarteto Fantástico a controlar o problema primeiro. — retrucou Super-Homem — Depois, vamos ver de onde essas coisas vêm.

Lanterna Verde se dirigiu a ele.

— Vou com você, Super-Homem.

— E vocês acham que eu vou perder essa? — Flash já ia pro teletransportador da Torre da Liga.

— Não adianta controlar as sintomas, se você não sabe a origem da doença. — retrucou Batman.

— E você por acaso sabe, Morcegão? — Flash perguntou.

— Sim. É este homem, Vincent Stegron. Ele é aficionado por répteis e está presente em todos os locais onde os dinossauros têm aparecido. Acredito que seja ele o responsável pelo surgimento deles. Agora como, eu não sei.

— Eu vou atrás dele. — a Mulher-Maravilha se dirigiu ao teletransportador — Você vem comigo, Bruce?

— Não. Não trabalho bem em grupo.

— Você é que sabe...

— Eu acompanho você, Diana. — Shayera disse.

— Tudo bem, venha.

— Eu também vou! — Supergirl, que até então ficara no cantinho ouvindo seu MP5 player, dera o estrilo.

— Kara, isso é muito perigoso! — Super-Homem lhe barrou o caminho.

— Pô, Clark, eu não sou criança mais, sabia? Já enfrentei coisas piores que um bando de lagartos bombados!

— Tudo bem, mas fique conosco então. — disse John — Deixe Shayera e Diana cuidarem do maluco dos répteis.

Enquanto as duas iam até Stegron pra tentar pará-lo, Super-Homem, Supergirl, Flash e Lanterna Verde voaram até o centro de Manhattan. A confusão era total. Os dinossauros, com certeza confusos e irritados pelo caos e pela gritaria das pessoas, iam correndo e atacando a esmo. Cadáveres já havia aos montes. O fedor dos corpos mortos era insuportável.

— Senhor Fantástico? — Super-Homem foi até Reed — Precisando de uma ajuda?

— De mais que uma ajuda! Precisamos é de um milagre! — retrucou a Mulher Invisível, que tentava conter um tiranossauro com um escudo invisível — Obrigada por terem vindo!

— Vamos levar esses monstros até algum local onde não machuquem ninguém! — Lanterna Verde usou seu anel pra capturar alguns guanlong (dragões cristados chineses) que faziam a festa em um açougue.

Mas nem a força do anel era suficiente pra conter os animais. Além de serem muitos, alguns, como os saurópodes, eram grandes demais.

— Não... tô... conseguindo... — John fazia uma força enorme pra erguer os monstros — Preciso de... ajuda...

— Falando de mim? — Homem-Aranha surgiu de repente, uma forma vermelha balançando entre os prédios de Nova York como um Tarzan urbano.

— Demorô, hein, cabeça-de-teia? — Johnny Storm danou com ele — Já tava achando que cê não ia dar as caras!

— E cê acha que eu ia ficar de fora da festa? A galera toda reunida, curtindo mó legal e cê acha que eu ia ficar em casa trocando fralda?

— Você vai ver a “curtição”, teioso, quando um dino tiver arrancando teu braço! — o Coisa estrangulava um raptor — Cuidado!

Mal se virou, e Peter Parker se viu colhido pelas garras de um pterodátilo.

— Ah, não! Eu não comprei passagem pra esse vôo, não!

Peter mandou uma teia nos olhos da criatura. O pterodátilo guinchou de raiva e soltou-o. O amigão da vizinhança tentou se prender num prédio, mas sua teia não se prendeu. Ele teria se esborrachado, se um certo super escoteiro não o ajudasse.

— Está perdendo o jeito, Aranha?

— Valeu, Azulão. Só não deixe ninguém ver a gente assim, senão queima meu filme, né?

Enquanto isso, em plena selva fechada, os caçadores iam atrás do povo felino.

Como Shanna previra, já que não aparentemente não havia dinossauros, aqueles seres felinos de forma humanóide serviriam pra eles não perderem a viagem. Com certeza, o povo pagaria fortunas pra vê-los.

— Uummm... o que será isso, hein? — Alex pegou um tufo de pêlos preso num galho — Acho que é deles! Devemos estar no caminho certo! Vamos!

— Espero que você esteja certo, cara! — um homem foi até ele, com uma ar de dar medo — Não vim aqui pra caçar passarinhos, não!

Alex Kinney se sentia cada vez mais num mato sem cachorro. Precisava achar logo algo pra aqueles sádicos meterem umas balas, senão... seria ele que acabaria igual queijo suíço!

Enquanto isso, Shanna preparava um plano pra conter o ataque dos caçadores.

— Aqui e aqui... vocês fiquem bem escondidos nesses lugares. Fiquem preparados. As armas deles podem fazer estragos enormes.

— Isso não seria perigoso? — Darin perguntou.

— Vocês são gatos, não? Aposto que sabem como andar na escuridão...

— Sim, isso sabemos sim... tudo bem, então. Ficaremos preparados...


Continua...




 
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