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Super-Homem # 04

Por Josa Jr.

"A história da dinastia de Kal-El e Lois Lane é uma história de amor que se preservou... Um amor... eterno."
(Platina — no século 835, em Man of Tomorrow #1000000, por Mark Schultz)

A Namorada do Super-Homem
Parte II

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Há dois meses, em um laboratório da Torre Lexcorp

— É bom que você faça jus à sua fama. Ao menos, à fama de cientista, pois só um louco fracassaria quando está trabalhando para Lex Luthor.

— Não me faça ameaças, Lex. Sua encomenda está praticamente pronta, não precisa agir como um patrão rabugento.

Lex Luthor franze a testa e cerra os olhos, encarando o homem baixinho e, agora mais do que nunca, insano. Mercy e Hope, suas guarda-costas, esboçam uma posição de ataque, mas permanecem completamente em silêncio. O magnata faz um sinal para que as duas voltem à sua posição normal e sorri da insolência de seu atual aliado.

— Realmente, está à altura de sua fama. E é senhor Luthor para você. Mostre-me os resultados de seus experimentos.

— Com prazer. Acompanhe-me, Lex.

O homenzinho sorri enquanto a câmara matricial criada por ele mesmo revela seu conteúdo para Lex Luthor. O poderoso empresário permanece em silêncio, mesmo sabendo que o resultado dos experimentos foi um sucesso.

— Eu o chamo de "Número Um", pois este se saiu melhor que todos os anteriores. Aqueles entravam em decomposição facilmente — ele não.

— Por que não fazer um exército...?

— Não seja ambicioso! Número 1 foi um golpe de sorte. Ainda não sei o que o fez permanecer, enquanto os outros morreram. Eu poderia tentar de novo, mas o tempo, o dinheiro, minha paciência e seu humor não ajudariam. E eu tenho meus próprios planos...

— Muito bem, quanto quer pelos seus serviços?

— Hahahaha, Lex... Não quero pagamentos. Fiz tudo pela ciência! Conhecer seus laboratórios já foi bastante recompensador.

— Você é completamente louco, mas eu o respeito, Thadeus.

— Se algum dia criar uma nova Gangue da Injustiça, me avise, senhor Luthor. Agora, tenho assuntos a tratar em Fawcett.

— Então, até a próxima... Doutor Silvana.

Lex Luthor contempla a criação do genial cientista e já sonha com a oportunidade de colocar em ação aquela arma, provavelmente uma de suas melhores nos últimos tempos.

Às portas do recém-surgido Templo de Hera, Metrópolis. Hoje

O Homem de Aço sente um ligeiro aquecimento em seu rosto enquanto dispara uma rajada de sua visão de calor. Nada comparado à dor que os arruaceiros sentem ao verem os canos de suas armas esquentarem em suas mãos. É mais uma manifestação contra a volta dos deuses gregos, e tudo começou há apenas uma semana... As oito pessoas caem no chão, com queimaduras nas mãos. A mais jovem e única mulher do grupo deixa escapar uma lágrima.

— Sua idiota! Quer parecer inferior?

— Cale-se! Muito bem... Outros grupos religiosos protestaram contra esse templo, mas nenhum usou armas de fogo. Quem são vocês?

— Não somos de nenhuma religião, babaca azulão!

— De qualquer forma, vocês vão para a cadeia. Lá explicarão tudo, querendo ou não.

Super-Homem encara furiosamente o líder do grupo. Normalmente, o herói apenas desaprovaria esse tipo de crime, mas o homem veste uma camisa com o seu símbolo! Kal-El prefere ignorar o significado que o "S" possa ter para o bandido e caminha em direção à jovem. Ela tenta não parecer nervosa frente ao kryptoniano, mas é impossível. O Homem de Aço segura sua mão dela usa seu sopro congelante para aliviar a dor da garota, mesmo sendo uma inimiga. Ela sorri, mas ele permanece sério, levantando vôo segundos antes da Unidade de Crimes Especiais chegar ao local.

— Parece que o Super já passou por aqui, Maggie. E se foi de novo...

— Ele não tem falado muito com a gente esses dias, Dan. Estou preocupada.

— Ele não tem falado com ninguém. Deve estar constrangido com esse papo de namorada.

"Preciso tomar cuidado com a visão de calor. Algumas pessoas são mais frágeis que as outras... Mas estou com tanta coisa na cabeça que nem tentei saber de onde era aquele pessoal. Engraçado, agora que fui notar que três deles usavam meus símbolo nas roupas. Que triste coincidência... Desse jeito, vou proibir de venderem mais camisas dessas. Agora, é melhor eu fazer uma visita à minha sogra."

Torre Lexcorp

— Você é um sujo, Lex! Quando Clark souber...

— O que ele fará? Me desafiará para uma partida de dominó ao estilo Kansas? Ou, talvez, ele possa me machucar com seus chi...

— Não ouse, careca asqueroso!

Lois Lane, talvez pela primeira vez na vida, está realmente desesperada. Sua mãe está morrendo graças a ela. Luthor finalmente resolveu se vingar de anos de humilhação, deixando de fornecer o remédio mensal, necessário para Ellie Lane viver. Lois sabia que dificilmente faria Luthor voltar atrás. Agora, ela tem certeza de seu fracasso.

— Não importa o quanto você negue para o mundo, eu sei que era você com o alienígena. Só existe uma forma de salvar sua mãe.

Ela sabe que se arrependerá de perguntar.

— E qual seria?

Hospital Militar de Metrópolis

— Finalmente resolveu aparecer, Kent!

— Me desculpe, Sam. Estive ocupado com matérias, além disso...

— Não quero ouvir suas desculpas, Kent. Minha esposa está morrendo e você nem para aparecer por aqui! Até começo a entender porque Lois te trocou pelo Super-Homem.

— Ouça aqui, Sam, não vou admitir que...

— Calem a boca, os dois! Será que você não pode ter um pouco de sensibilidade, pai?

Lucy Lane volta a segurar a mão de sua mãe, deixando Sam Lane e Clark Kent calados, ao menos enquanto a moça estiver por perto. O repórter coloca as mãos sobre os ombros da cunhada, tentando confortá-la.

— Como ela está?

— Deveria ter tomado o remédio há três dias. Não sei até quando pode durar sem ele...

— Senhorita Lane?

— Doutor Ramoray...?

— Sinto informá-la mas, se não encontrarmos um remédio, temo que sua mãe não suporte mais que dois dias.

— Oh, meu Deus... Ellie...

Esposo e filha começam a chorar. O Homem de Aço mais uma vez se entristece por não poder ajudar sua família num momento tão difícil. Porém, como jornalista, ele poderia tentar algo, e isso ele fará.

— Não se desesperem ainda. Vou tentar ajudar com alguma reportagem no Planeta. Posso pedir que o laboratório volte a produzir o remédio. Quem é o fabricante?

— Lexfarm.

Mais rápido que uma bala, o filho de Krypton voa na direção do Planeta Diário, angustiado e frustrado pela sua última descoberta.

"Tanto poder e eu não posso salvá-la. Droga! Com toda essa confusão, nem tive tempo de fazer um pronunciamento oficial sobre o beijo de Lois. Mas o que vou dizer? Revelar minha identidade? Vou ter que mentir para o mundo. Grande, Clark! E eu ainda me orgulho de lutar pela verdade e pela justiça..."

— Onde está o Clark? Clark?

Enquanto volta a vestir seu terno no topo do prédio do Planeta Diário, Clark pode ouvir sua esposa procurando por ele na redação. O herói desce as escadas e vê Lois tomando café enquanto digita uma matéria.

— Por que não me contou sobre Luthor?

— A culpa de tudo isso é só minha. Achei que poderia enfrentar sozinha...

— Você não devia ter feito isso, Lois. Já não bastam os olhares de todo mundo sobre você? Até Perry tenta disfarçar, mas no fundo tem dúvidas quanto a sua índole.

— Que índole, Clark? Que índole? Eu sempre te atrapalho, sempre escondo algo, sempre minto para você...

Lois abaixa a cabeça e continua a digitar. Algumas lágrimas caem em seu teclado, mas ela prossegue firme em seu trabalho. Uma forte angústia abate Clark Kent. Ele abraça a esposa e beija seus cabelos castanhos, aproxima-se do ouvido dela e sussurra palavras de consolo. Segundos depois, com supervelocidade, o Homem de Aço escreve um e-mail para as empresas Wayne, despede-se da esposa e lança-se nos céus de Metrópolis, em direção ao prédio da Lexcorp.

— Hope e Mercy ainda estão no serviço que lhes foi encomendado hoje, senhor Luthor. Logo deverão estar aqui.

— Obrigado, senhorita Teschmacher. Diabos! Quem está fazendo esse barulho irritante na janela... Ah, claro. — o bilionário aperta um botão e a janela se abre silenciosamente — O que o traz aqui, alien?

— Precisamos conversar, Luthor.

Por anos, o confronto entre os dois homens mais poderosos de Metrópolis perdura, sem mostrar sinais de qualquer trégua. Lex Luthor observa o herói flutuar do lado de fora de seu prédio, com feições de intimidar a mais ousada criatura. Mas este homem está acima de qualquer intimidação, pois realmente crê na sua superioridade sobre o Homem de Aço. Um pequeno sorriso sarcástico surge em seu rosto quando ele responde.

— Não tenho tempo para você, ET. Diga logo o que tem a dizer e suma!

— Você parou de fabricar aquele remédio. E eu sei quais são seus motivos.

— Motivos financeiros, obviamente. Não posso gastar milhares de dólares em um produto que só tem um cliente. Desculpe-me, mas sou um homem de negócios. É a lei de oferta e procura. Mas acho que isso é algo complicado demais para sua cabeça cheia de músculos.

— Eu não estou brincando, Luthor! Se não produzir novamente o remédio da senhora Lane...

— Ficou furioso porque a mãe de sua namoradinha vai morrer? Não se preocupe, Super-Homem. Talvez ela ainda tenha alguns meses... de coma. Agora suma daqui com sua capa entre as pernas, e rápido! Ah, sim... Eu dei uma chance para que Ellie Lane sobreviva. Um pedido para sua namorada.

— E qual seria, canalha?

— Você vai gostar dessa: que ela se divorcie de Clark Kent.

O Super-Homem não responde nada, cheio de ódio por Luthor e contrariado por Lois não lhe contar mais essa. Seus olhos começam a assumir uma cor avermelhada enquanto ele pensa no que poderá fazer para reverter a difícil situação que seu inimigo criou. De tão desatento, não percebe que Lex apertar um botão em sua mesa, abrindo uma porta lateral em seu escritório de onde sai um estranho uniformizado. Com dificuldades para caminhar, o homem se coloca ao lado de Luthor, surpreendendo o Homem de Aço por alguns segundos. Sua pele branca, o rosto deformado e o "S" invertido não deixam dúvidas quanto ao novo aliado de Luthor.

— Chefe, mim poder ajudar o senhor?

— Sim, Bizarro nº1. Este falso Super-Homem está tentando destruir a cidade. Logo, você poderá derrotá-lo para mim, seu único amigo.

— Um bizarro não vai me impedir de colocar as mãos em você, Lex...

— Este não é como aqueles que você enfrentou, alien. Você verá. Vamos lá, amigo, destrua o impostor!

— Mim fazerá isso, amigo Lex! Pro alto e avante!

Lois Lane chega correndo ao quarto em que sua mãe está internada. Abraça o pai e a irmã e junta-se aos dois, que observam emocionados um pastor e uma missionária fazerem uma prece ao lado da cama de Ellie Lane. Lois tenta acompanhar a oração com os olhos fechados e se pergunta se o divórcio não seria a melhor solução, mas é interrompida quando uma mão toca seu ombro. A mulher se vira e um pequeno grupo de cientistas se coloca na porta do quarto.

— Viemos ajudar, senhora Lane. — diz Reed Richards, enquanto cumprimenta Sam Lane com o braço esticado. Talvez as preces tenham surtido efeito.

Na próxima edição: Super-Homem contra Bizarro nº1! Lois se divorciará? Será que os heróis conseguirão salvar Ellie Lane?

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