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Birds of Prey # 01

Por Igor Appolinário

O Assassino
Parte I

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Torre do Relógio — Gotham City — EUA

Well I believe there's someone watching over you
They're watching everything little thing you say...
(*)

— Chega! — uma mão feminina, de dedos longos e bem cuidados, desliga o rádio com impaciência.

O que foi, Babs? Boicote contra a estação?

As mãos de Bárbara Gordon voltam ao teclado. Do outro lado da linha do comunicador, Dinah Lance fala com ela. Bárbara responde:

— Não é nada disso, Dinah. É que às vezes esta música parece ser feita pra mim.

Por que será? Será porque você realmente faz isso?

— Eu não espiono pessoas! Eu apenas colho informações…

É. E eu não sou uma vigilante chamada Canário Negro. Mas vamos deixar de besteira e me diz o que eu faço agora. Esse telhado tá imundo!

— Se você se lembra, há algumas semanas eu encontrei anúncios escandalosos sobre uma venda de armas em Miami. Eu segui os rastros do anunciante e "hackeei" os sistemas desta gangue de colombianos, descobrindo o local exato do leilão…

...E é aí que eu entro, certo? Você já me contou isso antes, quero saber o que eu tenho que fazer agora. Estou aqui olhando para este armazém há mais de uma hora e… peraí! Oráculo, tem gente chegando!

— Devem ser os colombianos. Eu já verifiquei as plantas do armazém e, pelos meus contatos, sei que as armas já estão em uma sala nos fundos do galpão.

Mas que armas são essas, afinal?

— São emissores de campo eletromagnético. Desenvolvidos para serem uma ofensiva portátil a tanques de guerra. Mas testes preliminares certificaram que a proximidade pode fritar um cérebro humano, literalmente. Além de poderem causar câncer a médias e curtas distâncias.

Meu Deus! Produtores de câncer em massa são realmente preocupantes. Eu não quero uma coisa dessas nas ruas, ainda mais com o que vem acontecendo ultimamente.

— Nem eu, Dinah. Nem eu…

Telhado do armazém 53 — Miami — Flórida — EUA

Dinah Lance, a Canário Negro, está em pé sobre um pequeno prédio em Miami. Com um binóculo, ela observa o prédio ao lado, um armazém presumidamente abandonado. Por um comunicador, sua parceira Bárbara Gordon, a Oráculo, passa informações sobre como agir assim que entrar na sala das armas.

Canário ouve atentamente. Do outro lado da rua, em outro armazém bem semelhante ao qual ela se encontra, homens fortemente armados descem de carros sem identificação. Entre as pessoas, pode-se identificar um e outro chefão do crime. Seguranças se espalham ao seu redor e os seguem tão de perto que parecem um grande enxame de criminosos.

Durante muitos anos, Dinah vem atuando como Canário Negro. Há tanto tempo e fazendo coisas tão fantásticas que ela ultrapassou até a fama de sua mãe, a Canário original. Ela foi fundadora da Liga da Justiça e ainda se orgulha disso, mesmo não fazendo mais parte da equipe. Mas os tempos eram outros, ela era outra... possuía um poder especial. Seu poderoso grito sônico podia derrubar qualquer bandido, por mais durão que ele fosse. Mas o acaso fez com esse dom se perdesse. Dinah foi brutalmente torturada em uma missão, na época em que agia com o Arqueiro Verde. Ele conseguiu salvá-la, mas tarde demais. Mas não foi isso que acabou com o relacionamento entre os dois. As puladas de cerca de Oliver Queen terminaram com o romance. Canário se recuperou dos ferimentos e agora age com Oráculo para ajudar a limpar o mal do mundo, mas quanto a Ollie, só o tempo dirá...

...então é só fechar as caixas e sair. Muito simples. — diz Oráculo pelo comunicador.

— Bom, então está na hora de acabar com a festinha desses contrabandistas! — diz Canário, posicionando-se a alguns metros da borda do telhado do armazém.

Boa sorte, Dinah.

— Obrigado, Babs. Acho que vou precisar... Canário Negro desligando.

A bela loura toma impulso e corre, saltando através do espaço entre os armazéns, pouco menor do que o espaço de uma rua de mão única, e caindo no telhado do armazém ao lado.

— Droga!!! — grita Canário, ao cair de mau jeito no telhado. Sua bota escorrega e ela torce o pé esquerdo — Isso é que dá ficar saltando pelos telhados de salto alto!

Mancando, a heroína se dirige a uma clarabóia e observa o movimento dos contrabandistas dentro do armazém.

Interior do armazém 54

Homens se sentam em cadeiras baratas à espera do começo do leilão de armas. Alguns chefões de cidades próximas se cumprimentam, mostrando falsidade e interesse, e alguns iniciam discussões de negócio ali mesmo, às vezes se acertando, mas na maioria tirando coisas a limpo.

— Então, seu carcamano, vai devolvê as coisa que me deve ou vô tê que te furá!?! — diz um italiano mais exaltado.

— Calma, calma, Corleone-san. — diz um calmo japonês — É melhor moderar seu tom ou terei que eliminá-lo...

Do outro lado, um grupo de americanos conversa animadamente.

— Será que esses colombianos não estão tentando enganar a gente, não?

— Eles nem tentariam, Johnny, não são loucos.

— Nunca se sabe, com a quantidade de pó que eles produzem, como vamos saber que eles não curtem o barato também?

— Não importa, assim que essa droga de leilão acabar nós vamos fritar esses chicanos e ficar com as armas mesmo! Hahahahahaha!

Todos começam a rir. Tão alto e escandalosamente que todos no armazém se viram para eles.

"Insanos!" — pensa Canário, olhando pela clarabóia.

Telhado do armazém 54

Canário Negro se afasta da clarabóia e caminha um pouco mais adiante, encontrando outra clarabóia. Ela olha para o interior e vê uma sala escura.

"É essa!" — pensa, começando a mexer na tranca da clarabóia. Ela entra na sala descendo por uma corda. Próximo à porta, algumas caixas estão empilhadas, nelas se pode ler a seguinte inscrição: "U.S. Army Property". (**)

"Claro! Tudo que pode acabar com o mundo invariavelmente sai das nossas mãos!" — pensa Dinah, pegando uma pequena sacola presa ao cinto. Dentro dela há muitos chips pequenos. Ela abre a primeira caixa e começa a instalar o chip que inutilizará todo o sistema principal da arma. "Um processo irreversível", disse Oráculo.

Uma hora depois...

Canário termina de instalar o último chip e fecha a caixa. Ela olha ao redor, verificando que não esqueceu nenhuma. Ela olha em seu relógio para se certificar do tempo.

"Bem na hora!" — pensa ela, ouvindo a agitação na outra sala. Ela aperta um pequeno objeto de metal em seu ouvido direito e fala quase que sussurrando.

— Canário Negro para Oráculo, tudo pronto. Pode chamar os tiras.

Certo, Dinah, eu ouvi e já estou informando a polícia. Agora sai daí...

— Tudo bem, Canário desligando.

Dinah vai até a porta e se aproxima da fechadura, tentando entender o movimento lá fora. Ela vê um pedaço da "platéia", quando um homem começa a falar.

Um homem alto, moreno e todo vestido de branco, com um forte sotaque latino. Os homens na platéia que já estavam impacientes começam a gritar e reclamar.

— Caros amigos e parceiros... — começa o homem de branco.

— Já tava na hora de começar mesmo, mano!

— Nos queremos as armas agora mesmo!

— Calma. — diz o homem de branco — Eu sei que foi uma indelicadeza de nossa parte deixar todos vocês esperando, mas já vamos começar em poucos minutos. Primeiro, vamos fazer uma pequena demonstração do que temos a oferecer e os senhores me dirão se nossas propostas de venda são justificáveis ou não. <Julian, Alberto! Tragam o homem!> (***)

Dois capangas, de um pequeno grupo que está parado atrás deste que parece ser o chefe, saem da sala, retornando logo após arrastando um homem vestido em farrapos. Eles o jogam no chão, logo em frente ao homem de branco, e um deles pega um copo de água, jogando-o na cara do esfarrapado, que acorda de sobressalto. Ainda tonto, o homem olha em volta, para todas aquelas pessoas estranhas, e, quando vê os capangas, começa a chorar desesperadamente. Ele se ajoelha aos pés do homem de branco, suplicando.

— <Mãe de Deus, não façam isso comigo, eu tenho família, minha pequena está doente e tinha que comprar remédios para ela. Eu prometo que conseguirei seu dinheiro, senhor, mas por favor não faça nada comigo!>

— <Tirem este traste de perto de mim!>

Os dois capangas agarram o homem esfarrapado. O homem de branco volta a se dirigir à platéia.

— Agora, senhores, as armas!

Dois homens portando rifles montam guarda na porta da sala na qual Dinah se encontra. Um deles tira uma chave do bolso e abre a porta. Ela só tem tempo de recuar, quando o homem entra. Por reflexo, ele aponta o rifle para a justiceira.

— Sabe que não é educado apontar para uma dama? — diz Dinah, chutando o rifle do soldado.

Ele parte pra cima dela, mas a heroína desvia e lhe dá uma cotovelada nas costas, derrubando-o no chão e ficando de costas pra porta. Outro soldado bate nela com a coronha do rifle. Canário cai ao chão, se virando para encarar o inimigo.

Adiós, vagabunda! — diz o soldado, apontando o rifle para Canário.

Ela olha para as caixas de armas empilhadas e diz:

— Hoje, não! — Canário chuta a pilha com o pé machucado. As caixas caem em cima do soldado.

Na outra sala, começa um tumulto e Dinah nota ao longe o som de muitas sirenes. Ela vai mancando até a corda pendurada na clarabóia, enquanto ouve pessoas tentando empurrar as caixas. Ela sobe e consegue chegar ao telhado, poucos segundos antes de uma saraivada de balas atravessar a sala. O som de sirenes aumenta e ela pode ver muitos carros de polícia chegando, pegando muitos dos criminosos ainda dentro do armazém.

Então, Dinah, a polícia já chegou? Como foi?

— Já chegou sim, e foi... fácil. Só entrar e sair...

Gotham City — uma semana depois

No mundo dos super-heróis ela é Oráculo, a superinformante digital. Muitos pensam que ela é apenas um programa de computador criado pela Liga da Justiça para auxiliar os heróis. Outros acham que ele é a fonte mais segura que se pode encontrar no mundo. Mas realmente poucos se aproximam da verdade. Apenas aqueles que conhecem seus segredos. Sua vida como Bárbara Gordon, como Batmoça, mesmo a que levava como bibliotecária. Quem a conhece sabe que ela é um dos maiores exemplos de força e coragem que existe.

Sua perseverança fez com que não se abalasse quando o maníaco Coringa atirou nela, atingindo sua coluna e a deixando paraplégica. Fez com que não abandonasse o mundo dos heróis. Hoje ela é a melhor no que faz.

Passou a monitorar Gotham e o mundo, quase tão obstinadamente quanto seu antigo "mestre" e atual "patrocinador". No momento, faz um trabalho de rotina, verificando e comparando os arquivos da central de polícia da cidade. Mas algo sai do comum, de repente.

— Meu Deus, o que é isso? — na tela de seu monitor, imagens e laudos técnicos sobre prostitutas assassinadas recentemente — Como eu deixei isso passar?

Ela digita alguns códigos e coloca um headset (****) na cabeça.

— Oráculo para Canário Negro, está me ouvindo? Está me ouvindo? Dinah, você está aí?

Claro que estou aqui, aonde eu iria com esse maldito pé inchado?

— Desculpe, Dinah, sei que ainda está se recuperando, mas você precisa ver isso...

Gotham City — perto da meia-noite

Um carro roda silenciosamente pelas ruas de Gotham. Em um cruzamento movimentado, "ponto de serviço" de muitas mulheres, ele pára e o vidro se abre devagar. Amely, garota nova no trabalho, há muito espera naquela esquina fria da cidade. Suas outras colegas já conseguiram alguma companhia e ela foi a única que ainda não deu "uma volta" pelo bairro naquela noite. Com certo medo, e até um pouco de repulsa, ela se aproxima do carro e se debruça na janela. O homem lá dentro usa um chapéu, cobrindo seu rosto.

— Então... gato, tá a fim de alguma coisa?

Sem dizer nada, ele mostra um maço de notas e abre a porta do carro. Sem pensar duas vezes, ela entra e os dois partem. Quase com um sentimento de alívio, as outras mulheres da esquina vêem o carro se afastar.

"Aquela menina feia e desajeitada só atrapalha." — pensa uma delas, sem nem ao menos reparar no carro.

Dentro carro, Amely fica impaciente pensando onde será levada e no que terá que fazer. Dentro da bolsa, certifica-se ela, ainda tem balas de menta, caso tenha que colocar sua boca em algum lugar... olhando pela janela, vê que eles estão passando por cima da ponte Vincefinkel, saindo da Ilha de Gotham. Ela fica cada vez mais atemorizada quando eles começam a entrar em uma mata fechada, e diz:

— Cara, onde você está indo? Você vai ter que me levar de volta depois! — sem obter resposta, ela grita — Pára que eu quero descer!!!!

O carro pára em um local escuro. A moça tenta abrir a porta, mas está trancada. O homem tira um pedaço de pano de um bolso no casaco e molha no líquido de um pequeno frasco. Ele parte para cima de Amely e esta tenta bater nele, mas o estranho é mais rápido e pressiona o pano contra o nariz dela. O mundo gira e vai escurecendo, até que Amely não vê e não escuta mais nada...

A moça acorda em um quarto pequeno. Dentro dele, nada mais do que uma cama simples e uma janela no alto, perto do teto. Ela tenta olhar pela janela, mas mesmo subindo na cama, só enxerga a claridade do céu matutino.

Corre até a porta, só para constatar que está bem trancada. Amely começa a esmurrar a entrada e gritar loucamente, quase ficando rouca e com os punhos em carne viva. De repente, por uma estreita abertura na parte inferior da porta, uma bandeja é arrastada para dentro do ambiente. Nela, um sanduíche e um copo de leite. Como um animal assustado, Amely arrasta a bandeja para o meio do quarto. Pega o copo e cheira, um cheiro terrível de azedo sobe às suas narinas e ela quase vomita, jogando o conteúdo contra a parede oposta, o leite podre escorrendo lentamente na pedra. Depois de recuperar o fôlego, ela pega o sanduíche fofo e de aparência apetitosa. Dá uma mordida e sente algo se mover em sua boca. Com um grito, joga o lanche no chão, revelando minhocas vivas misturadas ao recheio. Ela cospe o que ainda tinha na boca e se afasta da porta, gritando desesperadamente.

— Seu maníaco, tarado, maluco! Por que eu!?! O que fiz pra você!?!?! O que fiz...?

Amely começa a chorar, encostada à parede junto ao pé da cama. O dia passa rápido e, mesmo apavorada, adormece encolhida em seu canto. Quando cai a noite, a porta do quarto se abre lentamente, sem um rangido sequer, e o homem entra. Com a mão direita, ele segura bem firme uma grande faca afiada e, com um grito, parte para cima da garota, que acorda assustada e tenta se debater sob a ameaça presente do assassino.

— Por favor, por favor, por favor! Eu não fiz nada! Nada... — com um corte rápido e firme, o homem abre a garganta da prostituta dominada. Sua súplica morre junto com o último suspiro e seu corpo inerte cai no chão.

O homem sai do quarto e quando retorna traz consigo um grande plástico escuro. Coloca o corpo sobre ele e começa a despí-lo. Depois de terminar, pega a faca e mutila o corpo, fazendo cortes indiscriminadamente, arrancando pedaços, mas principalmente cortando os seios e genitais do cadáver. Quando aparentemente não sobra mais nenhum lugar a receber um corte, o homem enrola o restante do corpo no plástico e o arrasta para fora do quarto, para fora da casa. Ele joga o plástico no porta-malas do carro e parte em direção das luzes da cidade.

Em um beco qualquer, sem seleção prévia e premeditada, escolhido apenas por estar deserto, o carro pára e o motorista desce. Ele abre o porta-malas e joga o plástico no meio do beco, sem cuidado algum de ocultá-lo.

"É melhor que encontrem logo." — pensa, saindo do local em disparada. Na manhã seguinte, a varredora de ruas se espanta e desmaia ao encontrar um corpo mutilado sobre um plástico mal fechado no meio do beco.

Departamento de polícia de Gotham City — dia

Assassino de prostitutas ataca novamente
Quarta vítima é encontrada em beco próximo a rua O'Neil


Essa é a manchete na capa dos jornais. A mesma manchete que agora se choca contra o rosto de um repórter, de um jornal lançado pelo detetive Harvey Bullock, irritado por ser quase barrado na entrada do departamento.

Lá dentro, Renée Montoya e seu parceiro Crispus Allen, recém-chegado de Metrópolis, conversam com o comissário James Gordon sobre o tumulto do lado de fora.

— Realmente, comissário, em Metrópolis dificilmente esse tipo de coisa aconteceria...

— Claro! — diz Montoya, e retruca — Mas aqui não temos um cara que pode dobrar aço com as mãos correndo atrás dos bandidos.

— Seu eu fosse capaz disso, torceria o pescoço desses abutres aí fora! — diz Bullock, entrando na sala.

— Lá em Metrópolis, a imprensa respeita a polí...

— Se tu continuar falando da tua preciosa cidade, eu te mando de volta pra lá com um chute no saco, entendeu? — grita Bullock, debruçando-se sobre Allen.

— Certo, parem com isso. — diz Gordon, com expressão cansada — Nós não podemos ficar aqui só papeando, temos que agir. Vamos tratar todos esses casos como uma coisa só, um serial killer. Montoya e Allen, o caso é de vocês. Faça o seu emprego aqui valer a pena, Allen.

— Certo, comissário, desde que não tenhamos que trabalhar com essa lenda urbana que vocês chamam de Batman. Pois em Metrópolis... — Crispus se cala ao notar o olhar atravessado de Bullock.

— Pode deixar, comissário. Ele vai ficar na linha. — diz Montoya

— Hum-hum. Harvey, venha comigo até meu escritório, quero saber sobre o caso Boyler...

Gordon e Bullock entram no escritório, enquanto Montoya e Allen sentam-se em suas mesas.

— Você acredita mesmo nessa coisa… o Batman?

— Vamos dizer que sim, mas não é só ele que defende essa cidade...


Na próxima edição: Quem é o assassino de prostitutas? E quem descobrirá primeiro: a polícia? Ou Birds of Prey?


:: Notas do Autor

(*) Trecho da música Side, da banda Travis. voltar ao texto

(**) Em inglês, "propriedade do exército dos Estados Unidos". voltar ao texto

(***) Traduzido do castelhano. voltar ao texto

(****) Espécie de microfone preso à cabeça. voltar ao texto



 
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