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Mulher-Hulk # 07

Por Josa Jr.

Star Walters — Episódio 1
O Imp Contra-Ataca

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Já era noite no planeta gelado de Hoth quando Solo resolveu que este seria seu último dia com os rebeldes. Ele não estaria com o grupo, mas tinha certeza que a chama de rebeldia contra o Imperador Palpatine continuaria dentro dele. Ao menos era nisso que acreditava. Nos últimos anos, ele tinha mudado bastante. Para melhor, julgava. Havia feito bons amigos como a princesa. A princesa... Ele a amava? Solo sentia que algo estava errado nessa história, mas não ia ficar para descobrir. De repente, o comandante nota alguém se aproximando de seu quarto, em passos rápidos. "Deve ser Chewie", ele pensa.

— Oh, é você, Léia?

— Estou preocupada com Jenny, Wyatt.

— O que houve, princesa?

— Faz duas horas que ela saiu e ainda não voltou. Nós já vamos fechar os portões.

— Ela deve estar bem, ela não é um daqueles... Jedis? Que acreditam no Jorsa.

— Por favor, Wyatt. Procure-o. Por mim... — Wyatt olha para o rosto de Cecileia, se pergunta porque Jenny teve de desaparecer logo esta noite e sai à procura da amiga.

— Droga de tempestade! Já devem ter fechado a base e eu estou aqui. Ainda bem que minha pele verde resiste a esse tipo de clima e ninguém precisa se preocupar tanto. — Jenny avança pela tempestade de neve e, mesmo sem conseguir ver muito, nota um vulto à sua frente. "Talvez seja Chewbacca Loira", pensa. "Que nome horroroso deram para ela... Saco... Não estou conseguindo ver nada. Essa mania do Josa imitar o Byrne enche a... Ei, do que estou falando? Jorsa! Escreve-se Jorsa. E quem é Byrne? Eu, hein... Será que é isso que chamam de dar bran..."

— GRAUURRRR!!!

— Droga, um monstro branco! Cadê meu sabre gama? — O monstro dá uma patada em nossa heroína, mas apenas a enfurece. Um zunido ecoa entre o som da forte ventania e os urros do monstro. A luz verde do sabre surge em meio ao branco e atinge a criatura, que cai desfalecida.

— Jenny!

— Wyatt!

— Ei, tem algo errado aqui! O monstro morreu. Estranho...

— Estranho mesmo! E eu estou com uma sensação de déjà vu...

— Esqueça, temos que nos concentrar na rebelião.

— Mas... ouvi rumores de que você ia nos deixar...

— ...

— Solo?

— Ainda não sei... venha, vamos para a base.

Cruzador Imperial. Órbita do Planeta Hoth.

Um dos soldados imperiais se aproxima da sala de comando do maior general do Império. Este homem agradece aos céus por não ser um mensageiro de más notícias. Todos conhecem um péssimo costume que Darth Valter tem — estrangular inferiores usando o poder do Jorsa.

"Pam-pam-pam-pam-pam pam-ram-ram pam-ram-ram" (Hmmm... Bem que me disseram que isso não teria o mesmo apelo da Marcha Imperial)

— Lorde Valter?

— Zzzz...

— Droga, ele está dormindo...

— Não estou. Esta é a representação de respiração asmática... Zzzz... deve ter sido o melhor que o Josa arranjou. zzzzz

— Jorsa.

— Sim... Zzzz...

— Voltando ao assunto... localizamos a base rebelde, mestre.

— Excelente! Preparem nossas 312.028 naves auxiliares para invadir o planeta... Zzzz... O bom de ser do Império é a disponibilidade de naves.

— Claro! Graças a mim!

— Hã? Imperador! — Só então Darth Valter nota a imagem holográfica ao lado de sua webcam. A figura baixinha e misteriosa denuncia um pequeno sorriso por baixo do manto que veste e cobre seu rosto quase por completo.

— Estou satisfeito com seus serviços, meu aluno. Mas é hora de destruir a base rebelde. A morte de Obi-Wan foi apenas o início. Ainda falta muito.

— Obrigado, senhor. Zzzzzz... É uma honra servir ao seu lado. — O holograma desliga e novamente o soldado se aproxima do herói imperial.

— Lorde Valter!

— Hmpft. Sim?

— O senhor liderará o ataque à base rebelde?

— Sim. Zzzzz... Finalmente me vingarei de Jenny Skywalters por ter destruído nossa pior arma... Zzzz... o Editor da Morte!

[Nota do Lopes: Ei! Tava demorando, né, Josa?]

— Senhor, quem falou isto?

— Zzzz... não sei. Mas sinto que o poder de destruir planetas não é nada ante ao poder dele. Zzzzz... Vamos atacar. Agora!

A nevasca ainda castiga toda a superfície do Planeta Hoth. Jenny se afasta de Solo mais uma vez. Quase sem esperanças, a líder rebelde vê um rosto que não via há bastante tempo. A imagem é translúcida, mas é possível perceber suas feições quase desesperadas.

— Ben? Ben!

Graças à aparição de seu antigo mestre, Jen encontra novo ânimo, e corre ao encontro dele.

— Ajude-me, Jennyy...

— Mestre Kalnobi... Você estava morto. Eu me lembro.

— Não... Está tudo erradooo. Você não se lembra... Não percebe? Eu não sou um Jedi. Sou o Suu...

— Mestre? Droga, ele sumiu...

Skywalters se ajoelha, quase derramando lágrimas. Tenta então lembrar dos momentos que passou ao lado de seu mestre, aprendendo o básico dos Jedis. Jenny se lembra do sabre gama que ganhou dele antes da morte de seus tios... Ela se lembra do tio Owen e da tia... como era o nome dela? "Não havia tia. Porque deveria haver?", se pergunta. Quem é responsável por esta insanidade?

— Jenny, finalmente te encontrei!

— Wyatt, venha! Devem estar preocupados conosco!

De mãos dadas para não se separar, nossos dois heróis continuam avançando contra a neve e o vento. Até que eles encontram sua base rebelde... em chamas.

— Essa não! O Império nos achou!

— Jenny, vamos até lá! Precisamos salvar os outros!

Na porta do hangar, a princesa e Chewbacca derrubam alguns soldados do Império. Porém, quando a batalha parece fácil demais, surge o mestre das trevas, conhecido e temido em toda a galáxia — Darth Valter. O velho imperial aponta para os dois únicos sobreviventes ao ataque e se prepara para anunciar uma sentença de morte. Porém, antes que ele possa falar alguma coisa, Léia e Chewie são lançados para a parede.

— Zzzz... é hora de dar um fim à Rebelião.

— Ei, Valter! Venha enfrentar um Jedi de verdade! — O sabre verde de Jenny ilumina mais uma vez o ambiente, porém agora em contraste com a luz vermelha da arma de Valter. Jenny se concentra apenas na batalha e nem ouve as ameaças do seu inimigo. Mas sua voz parece familiar, mesmo alterada pela máscara negra que usa. Enquanto a jedi tenta descobrir quem é aquele homem, o rugido de Chewbacca chama sua atenção. Principalmente por vir do alto.

— Venha, Jenny! Não adianta mais ficar aqui. — Grita Cecileia na porta de uma das naves que já está no céu. Usando seus poderes, a jovem Skywalters salta até a porta da nave. Basta apenas um sinal positivo de Léia para que, em menos de dois minutos, a nave esteja saindo do planeta Hoth. Mas ainda sem rumo definido. Valter apenas pragueja e ordena aos poucos soldados restantes que voltem às suas naves.

— Está tudo errado! Tenho certeza!

— Do que ela está falando, Wyatt?

— Grrrauuurr...

— Calma, Chewie.

Voando sem rumo pelo espaço, os quatro rebeldes restantes sentam-se na pequena mesa no centro da nave. Jenny continua a explicar porque o mundo está errado. Todos estranham a argumentação dela, mas ao mesmo tempo sentem que pode haver certa verdade naquilo que diz.

— Vejam. Eu me lembro de toda a minha vida, só que também me lembro de uma história parecida! Só que eu sou um homem.

— Hein?

— Calma... a minha contraparte é um homem. Existe uma princesa, um capitão Solo e um monstro cabeludo. Só que tem dois dróides também e... Hã?

— Prrt. Blip-blip.

— M-mestre Skywalters, tenho um mau pressentimento sobre isso!

— Ei, de onde vieram esses dróides?

— Grrraurrr...

— Viram? Qual sua primeira lembrança, Leia?

— Alderaan. Meu planeta destruído pelo Editor da Morte.

— E como era lá?

— Hã... Eu... Só sei que estive lá... Mas não me lembro.

— Notaram? Tem alguém manipulando nossas vidas. Vocês precisam se lembrar! Para onde iremos daqui?

— Tenho um amigo num lugar chamado...

— Bespin! Lar de Vulcanda Calrissian.

— Chewie? Você sabe falar?

Cruzador Imperial

Darth Valter acaba de receber outra chamada holográfica de seu mestre, o Imperador. Imp, como é conhecido entre os amigos, é o único que homem capaz de fazer Valter tremer. E ele parece furioso neste momento, o que aumenta ainda mais o nervosismo do vilão imperial.

— Valter! Eles estão chegando cada vez mais perto! Temos que impedi-los.

— M-mas, senhor? O que faremos?

A resposta é apenas o silêncio. A imagem no holograma se mexe e estala os dedos. Em um segundo, Valter está em Bespin, frente a frente com a líder da Cidade das Nuvens, Vulcanda Calrissian. O Imperador explica aos dois qual é o plano. Primeiramente, Vulcanda não aceita colaborar, mas as ameaças do encapuzado a fazem ajudar os imperiais na batalha que virá. O fator decisivo para sua decisão é o surgimento da maior e mais perigosa arma do Império. Que pode reduzir todo um planeta, e talvez um universo, a pó.

— Senhor? O Editor da Morte?

— Sim! É nossa única chance!

— M-mas não havia Editor da Morte em O Império Cont...

— Silêncio, Vulcanda! Você está falando bobagens! Agora, me retiro. Preciso resolver alguns problemas com o maldito Kalnobi. Até logo...

— Ei, Valter. Ele não tinha morrido?

— Sei lá, não tô mais entendendo nada.

De volta à Millenium Falcon, temos Wyatt e Jennifer na cabine de piloto, enquanto Chewie e Léia jogam uma partida de Sabacc.

[Nota do Josa: Ok, não consegui bolar nenhuma paródia legal da nave do Solo, então vai ficar assim mesmo!]

— Veja, estamos chegando ao planeta que a Ise falou.

— Será que descobriremos quem está por trás disso?

— Sei lá, Wyatt. Mas tenho vontade de ficar um pouco nesse universo. Não é sempre que se pode brincar com um sabre de luz de verdade!

— Hehehe... Tem horas que você parece criança.

— Meu pai me levou ao cinema para ver Star Wars quando eu não tinha nem 10 anos... saí de lá querendo me tornar uma heroína espacial que combate o mal. Deus, eu nem me lembrava disso! Ao menos essa simulação serviu para alguma coisa!

— Putz! Olha o tamanho daquilo!

[Nota do Lopes: Sabia que esta frase, fora de contexto, fica extremamente comprometedora? ]

[Nota do Mordred: Em contrapartida, o tamanho do Editor da Morte na vida real... Pff... ]

— O Editor da Morte! Essa não!

— Parece que eles resolveram apelar no episódio errado! Segurem-se, vou fazer uma manobra para despistar a atenção dela! — A manobra de Wyatt Solo é bem-sucedida e a nave passa desapercebida pela grande obra imperial, que tem a forma de um anão careca, porém todo mecanizado e repleto de armamentos capazes de destruir o que quiser. (Além de ser especialista em Batman e afins, mas isso não vem ao caso.)

[Outra nota do Lopes: Há-há-há... Estou rindo, Josa. Gargalhando, até. Mala...]

No espaçoporto da cidade voadora, uma comitiva formada por Vulcanda Calrissian e alguns figurantes inúteis que não valem a pena nomear vem receber a Falcon do capitão Solo. Após algum tempo de espera, a nave rebelde chega ao chão, para então abrir suas portas. Os quatro passageiros descem acompanhados de seus dróides e Wyatt segue em frente para cumprimentar sua amiga dos velhos tempos de contrabando. Jenny vem logo atrás. No momento do aperto de mão, um soco de nossa heroína derruba a mulher e um ataque se inicia.

Ciente dos acontecimentos, Imp apenas liga as armas do Editor e uma tempestade de balas banha a Cidade das Nuvens. Jenny e a princesa, quase invulneráveis a este ataque, seguem para dentro da mansão de Vulcanda, enquanto Wyatt e Chewie voltam para a nave.

— Vamos, Cecília! Precisamos chegar à cidade.

— Drogadrogadrogadrogadrogadrogadrogadrogadrogadrogadrogadroga!

— Parece que as coisas estão voltando ao normal. Só falta acharmos o...

— Veja! Darth Valter!

O homem de armadura negra salta em frente a Jenny. O sabre gama vermelho mais uma vez se acende e o duelo de jedis se reinicia. Usando o poder de Jorsa, Valter lança os detritos do lixo de Vulcanda em Jennifer e Cecília.

— Venha para o Lado Negro do Jorsa, Jenny. Zzz...

— Lado negro do Josa? Hmmm... Sempre desconfiei daquela amizade dele com o Mordred...

[Nota do Mordred: Pena que ela não sabe nem metade da história... ]

— Fique com os outros, Cecília. Eu vou enfrentar esse cara. Que o Jorsa esteja com você.

— A gente vai ficar fazendo o que na nave?

— Sei lá, comecem a arrumar com o Gibbons os uniformes da próxima edição.

Jenny salta em direção de Valter, que continua insistindo na mudança para o Lado Negro. Darth Valter tenta manipular a filha, trazendo a tona sentimentos negros, como medo, ódio e aquilo que você sente ao ler Mulher-Hulk.

— Venha, Jen. Enfrente-me. Derrote-me!

— Não posso! Nunca! Você é meu pai!

— Não, jovem Skywalters. Eu sou seu pai... Peraí, não era para você saber disso.

— Acorde, pai! Você é Morris Walters, se lembra? O Imp deve estar nos manipulando! Seja quem for esse cara. A gente tava na nossa casa depois do casamento e tudo mudou. Lembra? Então, este "imperador" deve ser o Homem-Molecular! Só ele teria poder para isso!

— Não... Eu sei quem ele é. Ele é My... Mis...*

Pai! Pai? Droga, ele sumiu... Como Kalnobi! Preciso resgatá-lo.

Mas não apenas Valter some. De repente, toda a cidade, a Millenium Falcon e todas as pessoas ao redor de Jennifer começam a desaparecer. O Editor da Morte lança todo seu potencial contra esta realidade. Jennifer ainda tenta alcançar seus amigos mas é tarde demais. Para ela e para os outros. Só lhe resta concentrar seu último pensamento no homem responsável por tudo aquilo.

"Mysterio."

A seguir: O Josa imitou Kevin Smith?

:: Notas do Autor



 
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