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Ultimate Liga da Justiça # 21

Por Igor Appolinário

Deus Mate a Rainha — Parte II
Irish Republic Assault

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Torre de monitoramento — Sephiroth — Omolu

— Ira?

— I.R.A. — explica Flash ao Caçador Marciano — Irish Republic Army (Exército da República Irlandesa), um grupo terrorista que vez por outra ataca autoridades e instituições britânicas.

— Não exatamente... — diz Batman, olhando para os monitores da Torre, sem se virar para os colegas.

— Sim. — reafirma Flash, com um leve tom de irritação — Terroristas.

— Mas qual a causa que eles professam? — pergunta J'onn, intrigado — Já estudei em profusão sua cultura diversa... Valor (*) tem razão, você são uma raça única, por manterem tamanha diversidade cultural. E em todos os tipos de conflito que já observei, os dois lados defendem causas muito firmes.

— Eles são bárbaros... — diz Flash — Eles afirmam que a Irlanda do Norte é território Irlandês e que deveríamos devolver a terra deles ao seu povo. Baboseira. Os ingleses conquistaram com suor e sangue todo seu território e isso é mais do que um certificado de propriedade.

— Mas eles são um povo de identidade cultural própria, Irlandeses e o povo do Norte. Por que não deixarem que vivam como tal?

— Porque — diz Batman, já deixando a sala — governos serão sempre autoritários e se agarram às suas "propriedades" de uma forma ou de outra...

Palácio de Buckingham — Londres — Inglaterra

— Majestade, os atentados do I.R.A. têm crescido exponencialmente desde a última pesquisa. Por menores ou conclusivamente inofensivos que sejam, eles estão se mostrando cada vez mais ativos.

— E eu deveria estar preocupada com isso, Anthony? — diz a rainha da Inglaterra, deitando delicadamente a xícara de chá sobre a mesa ao lado da poltrona.

Milady sabe que como figura representante da soberania britânica, mais do que ninguém deveria estar preocupada.

— Se você mais uma vez tentar me convencer a não desfilar, o colocarei em uma masmorra!

— Majestade, nossas masmorras já estão desativadas há mais de um século. Mas creio que a realidade da ameaça não lhe escapa a percepção

— Um calabouço, então. — diz a monarca, olhando distraída por uma janela — Mesmo com esta suposta ameaça, eu tenho que mostrar ao povo que a Monarquia se faz presente. Como chefe de Estado do Reino Unido, tenho que mostrar que eu me importo com meu povo.

— Mas um desfile em carro aberto nas ruas da capital mais turbulenta do reino, é no mínimo um risco desnecessário, majestade.

— Um risco que devo correr pela coroa, Anthony. E tenho dito.

A rainha se levanta e deixa a sala pela porta aberta pelo mordomo. Anthony suspira e abana a cabeça, seguindo a regente, inconsolado. Sorrateiramente, uma dobra do tapete se move e some próximo a uma fresta.

Nova ONU — Suíça

BOOMMM!!!

Lanterna Verde atravessa uma parede de concreto no prédio da Nova ONU em Genebra, na Suíça, caindo pesadamente no saguão de entrada.

— Você é bom, mas eu sou um Lanterna Verde! — grita Kyle, barrando a entrada do Capitão América pelo buraco na parede com uma grade verde. (**)

— Você realmente ainda tem muito o que aprender, soldado. — diz Steve Rogers, batendo nas grades com seu escudo, que vai quebrando a barreira gradualmente.

Dentro da sala de conferência, Diana e o rei Orin são cercados pelos representantes do conselho de segurança, que esbravejam em alto tom.

Isso é um ato de guerra! — grita o secretário de segurança dos EUA — Vocês têm que ser presos imediatamente!

— Sr. Secretário, — diz o secretário-geral — vamos nos acalmar. E, por favor, mande o Capitão América parar com isso!

— Desculpe-nos, secretário. — diz rei Orin ao secretário-geral — Não queríamos que nosso debate tivesse terminado assim.

— Eu agradeceria, majestade, se pudessem controlar o Lanterna Verde também.

— Iniciaremos as buscas por Belfast — diz Batman, ajeitando o cinto de utilidades.

— É o mais lógico. — concorda Flash — O I.R.A. usa a capital da Irlanda do Norte como seu principal centro de operações. E se a cerâmica desta bomba realmente veio de lá...

— Certo. — diz Super-Homem — Vamos partir então. Quanto antes descobrirmos quem está por trás disso, mais vidas serão salvas.

Belfast — Irlanda do Norte (Ulster) — Reino Unido

Em um pub irlandês típico, vários homens jogam conversa fora e bebem galões e galões da forte cerveja irlandesa. Porém, dois jovens sentados nos bancos junto ao balcão de madeira escura estão quietos, vez por outra bebericando em seus copos de cerveja. Patrick, o mais jovem, olha desconsolado pela janela, enquanto Jason, pouco mais velho, olha intensamente para a televisão pendurada próximo a parede do fundo.

"... e nesta manhã, a rainha Elizabeth II chegou a Belfast em um avião oficial da aeronáutica britânica. Fontes oficiais dizem que a monarca pretende fazer uma visita a cidade, possivelmente finalizada por uma parada em carro aberto no fim da tarde..."

Jason olha para Patrick, que parece assustado, e apenas faz um aceno de cabeça. Ele termina de beber sua cerveja em um gole e sai do bar, deixando o jovem para trás, apertando firme a mochila que traz consigo bem perto ao corpo. Patrick olha para a TV e vê a imagem da rainha, acenando alegremente da escada de um avião para o povo logo abaixo.

— Caçador Marciano e Átomo vêm comigo. — diz Batman, ajeitando seu uniforme e os óculos de visão noturna ao chegarem na capital da Irlanda do Norte — Vamos procurar o local de origem dos materiais de fabricação da bomba.

— Flash e eu vamos vasculhar a cidade, procurando atividades suspeitas. — diz Super-Homem, partindo e sobrevoando a cidade.

— Pronto. — diz Patrick, deixando com muito cuidado um pacote ao lado de uma caixa de força na entrada de um beco.

De repente, um vulto avermelhado passa num rasante próximo ao jovem, que rapidamente se contorce para trás da caixa de força, seu queixo se esticando até o chão, em um movimento elástico humanamente impossível. A onda de vento causada pelo vácuo do velocista passa logo atrás, mas o vulto aparentemente não nota o jovem atrás da caixa, seguindo em frente em alta velocidade.

— Ufa! — diz Patrick, aliviado e se recuperando, colocando o queixo de volta a posição normal e os membros voltando ao comprimento usual. Ele olha furtivamente para a saída do beco, mas decide seguir para dentro, deslizando como uma massa amorfa para dentro de uma passagem estreita, grande o suficiente para passar sua perigosa mochila.

— Tem certeza das coordenadas, tovarisch? — diz Átomo, observando a entrada de um galpão aparentemente abandonado.

— Sim. — diz Batman — Com Sephiroth ligado as maiores bancos de dados do planeta, conseguimos localizar este local como uma fábrica abandonada de cerâmica. Informes policiais também dizem haver certa atividade suspeita na região ultimamente, assim como relatos de moradores da vizinhança.

"Seria prudente um plano de ação antes de entrarmos." — diz J'onn aos colegas, telepaticamente — "Sinto uma presença muito estranha dentro da construção."

— Vamos. — diz o homem-morcego, decidido, caminhando para dentro do galpão.

— Vejam! — diz Átomo, apontando galões de produto químico — Estamos no local certo!

E vão morrer por isso!

O grito gutural é ouvido por todos, ao mesmo tempo em que uma massa amorfa gigantesca se lança sobre o grupo. Batman salta para o lado, J'onn se torna intangível e Átomo se miniaturiza, todos tentando fugir do impacto.

Eles se reagrupam em frente à grotesca criatura, pensando no que fazer. Batman tira um batarangue do cinto de utilidades e encara a criatura.

Howard May Street — Belfast

Na principal rua de Belfast, um Rolls Royce decorado com bandeiras do Reino Unido e brasões da Casa de Windsor passa por um corredor protegido por diversos seguranças e agentes do serviço secreto. Dentro dele, a rainha Elizabeth acena para as pessoas em volta, certa de que sua presença em uma área tão conturbada acalmará os ânimos de todos.

KABOOM! BOOM!! BOOM!!!

De repente, diversas explosões ocorrem nas imediações do desfile. As pessoas, até então calmamente paradas ao lado do cordão de contenção, começam a gritar e correr desesperadas, empurrando as da frente para cima dos agentes do serviço secreto, que tentam conter a multidão.

Bloqueado por diversas pessoas que invadem o corredor da parada, o Rolls Royce da rainha não consegue prosseguir ou retroceder, ficando empacado. Nesse instante, enquanto todos são pegos de surpreso pelas explosões, a rainha cai sentada sobre o assento do carro aberto e vê, com grande espanto, um grande vulto cobrindo o sol do fim de tarde.

Aaaaaahhhhhhhhhhh!!


Conclui na próxima edição!


:: Notas do Autor

(*) General da armada daxamita. A opinião de Valor citada pelo Caçador foi dita por ele em ULJ # 09. voltar ao texto

(**) Veja o início do conflito na edição anterior. voltar ao texto




 
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