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X-Cluded # 02

Por Danilo 'Doc Lee' Anastácio

Viva Las Vegas!

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Cozinha da Mansão do X-Cluded

São 8:21 da manhã. Uma forte luminosidade solar ultrapassa a única janela do cômodo, iluminando a mesa sobre a qual repousam alguns objetos de um típico café da manhã. Ali, a menina Kate come um pão francês, e às vezes bebe de um copo cheio de leite achocolatado, as perninhas balançando no ar. Quando vivia com sua mãe, costumava acordar cedo, e agora que está com o X-Cluded a coisa não é diferente.

A mesma coisa não parece acontecer com Billy Puzo, o Texano. Acostumado a acordar pelo menos umas duas ou três horas mais tarde, hoje acordou cedo amedrontado com um pesadelo envolvendo peões e o disco A Night At The Opera, da banda Queen. Ele entra na cozinha, com olheiras e bocejando, mas definitivamente sem a intenção de voltar para a cama. Vai até a geladeira procurar seu típico leite desnatado, enquanto ajeita seu chapéu de cowboy preto na cabeça.

— Bom dia, Kate.

— Bom dia, tio Texano. Queen e peões de novo?

— É. Ei, cadê o leite?

— Aqui, ó.

Kate aponta para a caixa de leite desnatado sobre a mesa, com um buraco que ocupa quase metade da embalagem, e para a poça de leite derramado próxima desta.

— Uh... da próxima vez que quiser leite, peça ajuda pra alguém, certo?

— Certo...

— Então, Kate, diz aí... — Billy senta-se à mesa e puxa um copo — Eu ainda tenho chance de ser seu amigo?

— Acho que tem...

— Hm, que bom. — ele pega a caixa de leite com o "furinho" e despeja o leite sobre seu copo. Acaba despejando sobre a mesa e sobre sua calça também — Desgraça...

A jovem começa a rir de seu colega de equipe.

— Ei, não tem graça não, tá? Que saco.

Kate baixa a cabeça diante da raiva do colega, e fica séria. Mas não por muito tempo. Logo em seguida, volta a gargalhar de Billy.

— Mas que saco! Como você é chatinha, hein, menina? Você não era assim até algum tempo atrás, quando chegou aqui na mansão. Aliás, até algum tempo atrás, — prossegue ele, enquanto empunha seu copo próximo à boca — você era uma garotinha triste, que chegou aqui chorando sem dizer uma palavra e... — o copo salta de sua mão e o leite voa em seu rosto, lambuzando-o ainda mais, obviamente uma demonstração de poder de Kate.

A criança volta a rir da cara de Puzo.

— Ora, sua pestinha...

Texano levanta-se rapidamente da cadeira, assim como Kate. O caipira começa a correr atrás dela pela cozinha, até que Mentor entra no cômodo e a pequena se protege atrás dele.

— Hã, bom dia. — diz Mentor — O que diabos está acontecendo aqui? — pergunta, ao ver Texano encharcado de leite.

Billy Puzo olha para Mentor, em seguida para si mesmo, depois volta seu olhar novamente para Mentor.

— Olha, não é o que você está pensando...

— Eu não estou pensando nada, Texano. O que o fez acordar tão cedo? Deixe-me adivinhar: peões e A Night At The Opera de novo?

— É...

— E você, Kate?

— Eu queria ver desenho. Tá passando Bob Esponja. — diz a pequena.

— Ah! Um dia desses assistirei com você, — promete Mentor — mas não hoje. Hoje temos trabalho.

— Temos? Que foi agora? — pergunta Texano.

— Preparem suas malas. O X-Cluded vai para Las Vegas.

"Acho que está sendo a pior viagem da minha vida." — é o que pensa Gozma durante a viagem de avião São Francisco — Las Vegas.

Enquanto isso, na classe econômica, os X-Cluded esperam a chegada na cidade dos cassinos. Em um dos lados, está Mentor lendo um jornal, e Kate, sentada à janela e observando tudo. Do outro, Texano (na janela) e Nooze. Os dois parecem já não estar em seu estado normal (que por si só não pode ser considerado normal), possivelmente devido às doses de whisky de alguns minutos atrás. Rindo muito, falando mais bobagem do que de costume e ocasionalmente gritando, ambos acabam com a paciência das pessoas em volta. Mas nem ligam pra isso, e chamam a aeromoça pela terceira vez. Quando ela se aproxima da cadeira deles, Texano indaga:

— Você tem um pouco de mutante em você? — a bela comissária de bordo responde que "não" com a cabeça — E aí, gostaria de ter?

Logo, ambos os bêbados começam a gargalhar. Inevitavelmente, os seus colegas de X-Cluded, nas cadeiras à esquerda, notam a ridícula cena, enquanto a aeromoça volta para seu lugar.

— O que deu neles, sr. Mentor?

— Estão completamente bêbados, Kate. Nunca beba, por favor. Nunca.

— Ahn, tudo bem. Cadê o tio Gozma?

— Ele está... hã, lá atrás.

— Lá atrás? Em outra classe?

— Digamos que sim.

"Eu disse que acho que essa está sendo a pior viagem da minha vida por que ainda tem a volta, embora a volta sempre seja menor que a ida." — divaga George Ekows, o Gozma.

Alguns minutos se passam e, após algum tempo de cochicho, Nooze chama a curvilínea aeromoça novamente. Ela atende, bufando.

— Pois não, senhores?

— Sabe, essa sua roupa de aeromoça ficaria perfeita no chão do meu quarto.

Ambos gargalham novamente, enquanto a comissária faz o caminho de volta. Mentor observa a situação, balançando a cabeça negativamente.

— Lamentável... — comenta ele.

— Me diz logo, sr. Mentor! — pede a jovem Kate.

— Dizer o quê?

— Onde é que tá o tio Gozma?

— Ah... bem... sabe o último compartimento do avião?

Dentro de uma grande mala de couro marrom, Gozma tenta se ajeitar para melhorar sua posição. Já é a quinta vez durante toda a viagem.

"Mutante sofre." — é a única frase que vem à sua cabeça agora.

Aeroporto de Las Vegas, 16:43

Depois de muita bagunça, todos os X-Cluded descem do avião. Estão esperando as malas chegarem — especialmente aquela onde está seu colega Gozma. Tal mala passa pelo raio-x tranqüilamente, logo em seguida é tirada da esteira por Mentor e carregada até um canto, onde o chefe do bando a abre, enquanto os outros X-Cluded esperam na lanchonete do aeroporto. Repentinamente, a meleca verde salta amorficamente, visando o pescoço de Mentor, e o enforca.

— Gozma! Acalme-se! — tenta pedir o homem de cabelos brancos.

— "Acalme-se" porcaria nenhuma! — Gozma larga o pescoço do Mentor — Que história é essa de me jogar dentro de uma mala e me deixar lá durante a viagem inteira?!

— Você sabe que a sua forma... "diferente" pode causar sérios problemas sociais com os outros passageiros.

— Diabos, você nunca se preocupou com isso! Estamos no meio do aeroporto, por que está me soltando só agora?

— Tudo bem... a verdade é que eu não comprei passagem pra você. Então tive que conseguir um modo alternativo de trazê-lo até aqui. Satisfeito?

— Não. Quero todo o tempo dessa mala transferido em dólares. Você tem 24 horas pra me pagar.

— Ora, faça-me o favor, Gozma...

Alguns segundos depois, na lanchonete do aeroporto, Nooze e Kate fazem o que se espera que se faça numa lanchonete sentados ao balcão: um lanche. A diferença entre os dois é que o primeiro está com uma forte dor de cabeça devido à ressaca depois de todo o whisky consumido durante toda a viagem, e que suas pernas não estão balançando a alguns centímetros do chão.

— Tio Nooze, cadê todo mundo?

— Aaahh, cala a boca... — pede Eric, quase sem força pra falar.

— Por quê?

— Porque a minha cabeça tá doeeendoo...

— Só me diz onde tá todo mundo!

— Eu não sei onde tá todo muundooo...

— Não mesmo? Mas você tava com eles até agora!

— ...

— Ah! O tio Mentor e o tio Gozma tão vindo.

— Aaahh, cala a boca...

Gozma e Mentor se aproximam dos dois sentados ao balcão.

— Tio Gozma!

— Oi, Kate! — responde o mutante verde — Cadê o Billy, Nooze?

— Aaahh, cala a boca...

— Putz, que ressaca.

— Tio Texano! — diz Kate quando vê Billy Puzo se aproximando deles, também mal pela ressaca.

— Onde você estava? — pergunta Mentor ao recém-chegado.

— No banheiro, vomitando. Devo ter vomitado até a hóstia da minha primeira comunhão. — responde Texano, também sem muitas forças.

— Aaahh, cala a boca... — pede Nooze novamente.

— Que bela ressaca a de vocês, hein?

A última voz ouvida por eles vem de um dos bancos próximos. De um senhor de sessenta e tantos anos, de ombros largos e olhos azuis, vestindo um típico chapéu antigo de piloto de avião feito de couro, mesmo material de sua jaqueta marrom. Ele termina o último gole de uma dose de tequila e bate com o copo no balcão. Todos os X-Cluded (até mesmo Nooze) olham para ele, estranhando-o. Todos menos Mentor, que abre um sorriso.

— Mark! — diz ele, enquanto se dirige ao velho, que por sua vez se levanta. Ambos se abraçam.

— Há quanto tempo... hã... Mentor!

— Eu sabia que você ia se lembrar do apelido. — Mentor se vira para seus pupilos e fala, triunfante — Pessoal, quero lhes apresentar o primeiro membro do X-Cluded: Mark Rogers, o Aviador!

O silêncio se apresenta por alguns segundos, devido à surpresa.

— Aaahh, cala a boca... — pede Nooze.

Alguns minutos depois da apresentação, todos estão numa lanchonete próxima ao aeroporto — idéia de Aviador, pois acha que essa lanchonete é mais "segura", além de ter uma esfiha de frango melhor que a da lanchonete do aeroporto. Em volta de uma mesa redonda, sentados num sofá vermelho que envolve um quarto da mesa, diretamente em frente a uma janela que vai do chão ao teto, os mutantes conversam tranqüilamente, embalados a café e a um pequeno lanche que inclui a já citada esfiha de frango. Mentor está explicando a seus companheiros:

— O Aviador aqui foi o primeiro X-Cluded a ser recrutado por mim. Na verdade, nós nos conhecemos há um bom tempo, mas só agora pude travar contato com ele.

— Por que essa demora? — pergunta Nooze.

— Estive com problemas pessoais seríssimos-. — trata de explicar o próprio Mark — Eu diria que é um caso de vida ou morte, sem dúvida. Mas não vou ficar explicando sobre isso agora.

Do outro lado da rua, alguns homens usando uniformes e óculos totalmente vermelhos observam atentamente a conversa dos homo superior.

— Mas qual o seu poder, Aviador? — pergunta Gozma.

— Bem, posso fazer uma demonstração agora mesmo...

Mark Rogers vira para trás e chama a garçonete mais próxima, possuidora de seios fartos e um bonito rosto. Ela logo atende chegando à mesa.

— Sim?

— Você poderia trazer um pouco mais de... — Aviador faz uma pequena pausa e olha diretamente nos olhos da garçonete — ...café?

Por um segundo, a moça parece ficar hipnotizada. Rapidamente, abre um botão de seu uniforme, aumentando seu decote e deixando pelo menos metade de seu colo à mostra, e abre também um sorriso malicioso.

— Hmm... vai querer apenas o... café?

— Por enquanto, sim. — responde Aviador à garçonete.

— OK...

Ela se debruça sobre a mesa, deliberadamente quase mostrando seu seio direito a Aviador, enquanto anota o pedido. Nooze e Texano estão boquiabertos. Em seguida, a mulher ergue-se e põe a caneta no bolso do uniforme.

— Já trago o seu... café. Ah, e se quiser mais um pouco, estarei ali atrás do balcão, tudo bem? Até mais. — diz ela, languidamente.

— Obrigado, moça. — responde Aviador.

A garçonete dá uma piscada para Rogers, depois segue rebolando para o outro lado do balcão, indo pegar o café pedido por ele. Texano e Nooze permanecem pasmos, estáticos. O primeiro tenta tecer algum comentário sobre aquilo, mas nenhuma palavra sai de sua boca.

— Uau. — comenta Gozma.

— Como acho que vocês puderam notar, o poder do Aviador é o de seduzir qualquer mulher. — diz Mentor.

— Mas... mas... como diabos? Por que eu e o Nooze não conseguimos nem metade disso com a aeromoça, droga? — questiona Texano.

— Vocês tavam bêbados. — é a explicação simples e cruel da pequena Kate.

— Exatamente, Kate. — diz Mentor, com um sorriso.

— Você anda muito sapeca, menina. — reclama Billy Puzo, sério.

Os homens vestidos de vermelho se preparam. Um deles tira um lança-granadas M79 de dentro de uma limusine vermelho-escura. Ele o carrega e mira precisamente na mesa onde estão os X-Cluded. Três dos outros homens de vermelho começam a cercar a esquina onde fica a lanchonete.

Na mesa dos mutantes, Mentor olha distraidamente pela janela e consegue ver o homem com a arma apontada para eles.

— Lá fora. — é o único aviso que Mentor consegue dar antes que o homem do outro lado da rua aperte o gatilho de sua arma.

Quando Texano olha para trás, vê a granada saindo da arma de fogo. Sua primeira reação é pegar Kate no colo e sair correndo, com sua alta velocidade, pra fora da lanchonete. Como em câmera lenta, Billy corre até a porta mais próxima, segurando a menina em seus braços. Ele começa a pensar que, apesar de ser uma pentelha com ele, Kate não merece morrer tão cedo. Afinal, é só uma garotinha inocente que quer encontrar a mãe. Pensa também que ele deveria começar a se tornar útil para a equipe, apesar de que os X-Cluded poderão não existir mais dentro de um segundo. Por último, pensa nas deliciosas esfihas de frango da lanchonete, mas logo volta sua concentração em dar o máximo de si e fugir do local antes que metade dele vá pelos ares.

Texano finalmente encontra a porta da lanchonete e sai de lá, conseguindo ainda ver a granada voando lentamente na direção da janela de vidro, atravessando-o, e a explosão que vem logo em seguida. Puzo se joga no chão, fazendo o possível para proteger Kate.

Ambos finalmente vislumbram quem são seus inimigos. Cinco homens fortes, trajando uniformes vermelhos em estilo semelhante ao militar, todos armados e aparentemente perigosos. Para a felicidade de Texano e Kate, logo eles notam a chegada dos outros X-Cluded, pelo outro lado do quarteirão.

— Vocês... vocês estão bem? Mas como? — pergunta Texano.

— Eu também não sei! — fala Nooze, confuso — A gente tava na lanchonete, quando de repente nós...

— Não é hora pra conversa. — Mentor interrompe a frase — Temos uma batalha pela frente!

— Uau, minhas primeiras horas como X-Cluded e já começa assim. — diz o Aviador.

Um dos homens de vermelho aponta um revólver para Gozma, ele nota e se joga para trás de uma caixa de correio, desviando do tiro. Em seguida, pega a caixa e lança-a contra o seu inimigo, mas com pouca força, de modo que o vilão de vermelho também desvia facilmente.

Texano sai correndo com sua alta velocidade na direção de um outro inimigo, e acerta-lhe um soco no nariz. Ele cambaleia, e Billy fica esperando que caia bem na sua frente. Seu oponente não cai e ainda dá um chute na barriga do cowboy, seguido de um gancho de esquerda, fazendo Puzo cair no chão.

Enquanto isso, Nooze altera a forma de seu nariz, aumentando o tamanho das aberturas nasais e sugando o ar com mais força, e acaba sugando da mão de um dos homens de vermelho o revólver que este empunhava.

— Kate! Agora! Use o seu poder! — grita Eric Bernard, o Nooze.

— Eu... tô... tentando... — a jovem faz força para usar sua telecinese, mas não consegue nenhum efeito.

O inimigo se joga e pega o revólver do chão, levanta-se rapidamente e aponta para Nooze. Antes que ele possa atirar, Mentor surge ao seu lado e lhe acerta dois fortes socos no rosto, fazendo-o desmaiar. O homem de sobretudo olha para Aviador, que está se protegendo atrás de um carro.

— Ainda com aquela força de antigamente, hein? — diz Rogers. Mentor responde com um sorriso — Ei, garoto do nariz! Pegue a arma!

Nooze ouve o comando de Aviador e atende prontamente, correndo para pegar o revólver deixado pelo adversário desmaiado. Rapidamente, trata de atirar em outro oponente, derrotando-o.

A mutante Kate ainda está tentando usar seu poder, especialmente agora que dois inimigos estão diante de um Texano desacordado, prontos para transformá-lo em algo com tantos furos quanto um queijo suíço.

Tio Texaaaaaaaanoo!! — grita ela, ao mesmo tempo em que consegue ativar sua telecinese.

Com o chamado, Texano acorda, e instantaneamente rola para trás com sua velocidade. Devido ao poder de Kate, a limusine, que estava próxima, voa alguns metros e cai com o teto virado para baixo em cima dos dois homens misteriosos.

"Só falta um." — pensa Gozma — "E este vai ser meu."

Enquanto George Ekows observa como estão seus amigos, o Aviador nota que o último homem de vermelho está carregando sua Beretta e prestes a atirar nele. Logo, nota também uma mulher passando e olha profundamente nos olhos dela. A mulher larga as bolsas de compras que vinha carregando e corre na direção de Aviador, gritando algo indecifrável. Quando ela se aproxima do mutante, o homem com a arma atira e acaba acertando a transeunte no lugar de Rogers.

Notando isso, Gozma trata de saltar e concentrar toda a sua massa melequenta na cabeça do homem de óculos vermelhos, fazendo-o perder a concentração.

— Rápido, alguém! — pede Gozma.

A resposta vem com Nooze, que acerta sua última bala perfeitamente no coração do homem e o faz cair no chão.

— Muito bem, alguém pode dar uma boa explicação sobre o ataque desses caras? — pergunta Nooze, antes de girar o revólver e pô-lo no bolso.

— Eu. — diz Aviador — Esses homens de vermelho se chamam Anelídeos e, de certo modo, são um dos problemas pessoais que estiveram me impedindo de entrar no X-Cluded antes. Eles estão atrás de mim há tempos, e o motivo eu não tenho como contar agora.

— Eu pedi uma boa explicação.

— A explicação é essa, contente-se.

— Beleza, mas o que a gente vai fazer agora? — questiona Texano, olhando para Mentor — Você, o líder. O que me diz?

— Creio que a única coisa que devamos fazer nesse momento é correr, para o mais longe possível daqui. — diz Mentor.

— Eu conheço um cassino ótimo, que tal corrermos pra lá? — convida Aviador. Todos os X-Cluded concordam e para lá partem.

As telas de vigilância da escura sala estão quase todas fora do ar, exceto por três ou quatro. O misterioso e gigantesco homem as observa.

— Hm... — diz ele — Eles se deram bem contra cinco de meus Anelídeos... mas vamos ver o que fazem com um exército deles...




 
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