hyperfan  
 

X-Cluded # 13

Por Danilo 'Doc Lee' Anastácio

O Devorador de Todas as Coisas
Parte I

:: Sobre o Autor

:: Edição Anterior
:: Próxima Edição
:: Voltar a X-Cluded
:: Outros Títulos

"Não olhe de onde vem, olhe para onde vai."
— Pierre Beaumarchais, dramaturgo francês

No princípio, havia o Nada. Na verdade, antes do princípio, havia Galactus, mas isso é uma outra história. Então, em algum momento, o Universo Como (Não) o Conhecemos surgiu, e Galactus também estava nele, mas isso também é uma outra história. Algum tempo depois, de algum modo, o planeta Terra apareceu e, nele, a vida também surgiu. Começou com formas unicelulares que com o tempo se tornaram multicelulares. Essas formas começaram a variar e algumas começaram a nadar. Outras de repente notaram que havia algo além do mar e começaram a andar sobre a terra. Estas, por sua vez, geraram alguns filhotes e não demorou muito para que surgissem aqueles que mais tarde seriam chamados de dinossauros. E é com alguns deles que os X-Cluded estão se encontrando neste momento.

Mas esta história começa de fato alguns milhões de anos mais à frente, certo tempo depois de Galactus descobrir a Terra e tentar matar a fome com ela pela primeira vez. Entretanto, isso também é outra história.

Começa com Mentor olhando para o que sobrou da mansão X-Cluded, ao lado de Verme Mental.

— Hã... será que pedir desculpas adianta? — pergunta o vilão.

Mentor olha para ele. Mesmo atrás dos óculos escuros é possível notar seu olhar profundamente furioso. Em seguida, dá as costas para Verme Mental e começa a andar na direção de um dos cômodos sobreviventes da mansão.

— Olha, ahn, eu ajudo a pagar. Eu pago, pago toda a destruição que eu fiz, tudo bem? Eu vou no banco e peço um empréstimo, com o meu poder vai ser mais fácil. Que tal, hein?

O líder dos X-Cluded segue em frente e chega nos escombros da cozinha. Inicia o processo de atirar pedras pra longe na busca de algo que esteja por baixo delas.

— Ah, e-eu posso ajudar a reconstruir também. Eu posso ajudar a levantar as paredes, a limpar tudo, a pintar de novo... o que acha?

Mentor propositalmente de modo acidental joga uma pedra na direção de Verme Mental, que desvia facilmente.

— Eu ajudo vocês, eu juro. Posso ajudar vocês a reconstruírem tudo, e recomeçar. O que me diz?

Junho de 1943

O jovem pôs a caneca na boca e começou a virar a cerveja. A cada gole dado, as mulheres ao seu lado comemoravam. Quando terminou o serviço, ergueu a caneca de modo vitorioso, e as mulheres então o abraçaram. Nem notou que ficara com um bigode de espuma.

Ele tinha o direito de comemorar: estava se formando como piloto de caça e, assim como outros colegas, iria para o front de combate muito em breve. Aquela poderia ser sua última festa, afinal de contas. Ou o último bigode de espuma.

Decidiu deixar as moças à sua volta babando por ele e foi dar uma volta pelo bar, cumprimentar alguns de seus colegas. Cumprimentou Crosby, o gordinho ninfomaníaco; cumprimentou Stills "Olhos de Águia", o vesgo e, quando ia cumprimentar Jimmy, o John, avistou um formando que não tinha notado até então. Estranhou o fato de ele parecer novo demais pra estar se formando como um simples soldado (mais até do que Adam, o velho) e estar dando algum tipo de lição de moral em um pequeno grupo de outros formandos, que por sinal estavam fugindo do convívio com ele naquele exato momento.

— E não se esqueçam: "dignidade sempre"! — disse ele aos seus fugidios colegas, enquanto pisava no cigarro que um deles estava fumando.

— Hã, ei, amigo. — disse o jovem do bigode de espuma, tocando-lhe o ombro.

— Sim?

— Você tá se formando também? — perguntou, logo antes de acenar para Nash, o mímico manco.

— Estou — respondeu, olhando diretamente para o bigode de espuma — , por quê?

— Estranho. Parece que você tem idade pra ser um sargento, sei lá.

— Ah, todo mundo me diz isso. — sorriu um sorriso amarelo para o bigode de espuma.

— E o que você tava conversando com eles aqui? Eles não pareciam gostar muito do teu sermão.

— Essa juventude de hoje em dia é um grande problema: um estava fumando, outro estava agarrado em três canecas de chope... e pelo visto você também estava.

— Eu?

O outro formando fez que sim com a cabeça, e apontou para o bigode de espuma. O jovem percebeu na hora e tratou de limpá-lo com o pulso. Depois, disse:

— Sabe, você parece ser legal, apesar disso tudo. O nome é Mark Rogers, piloto. — eles apertam as mãos.

— Bom, meu nome é...

— Não, não me fale! Você precisa de um apelido... um bom apelido...

— Se você quiser, eu posso dizer o meu nome e...

— Você pode ser o nosso Mentor moral e espiritual! Hahaha, que tal, "Mentor"?

— É, parece interessante, mas eu...

— Ei, pessoal! Deixem-me apresentar um cara legal aqui pra vocês!

Mansão X-Cluded, agora

Mentor joga para trás o último escombro até encontrar o que queria no chão da cozinha: a porta mais ou menos secreta. Na verdade, ela não precisava ser secreta, mas acabou se tornando depois que colocaram o fogão em cima dela. Com a ajuda indesejada e sorridente de Verme Mental, Mentor abre a tal porta e logo desce a escada.

— O que tem aí embaixo, hein, Mentor? — pergunta Verme Mental, tentando ajudar de toda forma.

O velho cabeludo clica num interruptor e acende uma pequena luz que ilumina um computador. Aquele mesmo computador superpotente mas com um tamanho mediano que Mentor não via há tanto tempo, (*) e que agora será necessário novamente. Mentor estava até com certa saudade desse local, que ele chama carinhosamente de "sala do caçador", mas passa por cima desse sentimento e pega seu celular.

— Oooohhh, um computador! — exclama Verme Mental — O que vamos fazer aqui? Me diga o que fazer, Mentor!

Mentor desliga o celular quando ouve o típico barulho de pneu cantando, ao longe.

— Cale a boca. — diz o líder dos atualmente inexistentes X-Cluded.

Ambos saem da sala do caçador e notam uma viatura da polícia estacionando na frente do portão da mansão. De uma das portas do carro, põe um pé no chão o sargento-detetive Briggs.

Dezembro de 1944

As botas do sargento Lanegan pisaram no chão lamacento quando ele saltou do tanque. Apesar de ter limpado antes seus calçados, já não reclamava mais de ter que sujá-las de novo e de novo. A guerra já se tornara rotina para ele. Sua esquadra o estava seguindo, também como era rotina.

— Muito bem, senhoras. — disse ele com sua voz grossa e rouca, como costumava fazer — Hora de um reconhecimento rápido pelo local. Johnston e Buckley, vocês vão a oeste. — os soldados assentiram e seguiram ao local indicado. Buckley fez questão de mostrar a seu colega que estava levando o dominó — Bolan e Ash, norte. — apontou o sargento, e assim foram os dois soldados, jogando palitinho — Nugent e Mentor, leste. — eles atenderam ao chamado — Gillespie, deixe-me ver de novo a foto daquela sua irmã enfermeira.

— Por que ele chama todo mundo pelo sobrenome menos eu? — perguntou Mentor a seu colega Nugent, enquanto entregava o baralho a ele.

— Sei lá. Talvez por que ninguém saiba o seu sobrenome? — respondeu Nugent, já embaralhando as cartas.

— Mas que bobagem. Só por que alguém me chamou de Mentor no ano passado, agora todo mundo...

— Olha, Mentor. Apelido é que nem parente, você não escolhe, alguém escolhe pra você. E pronto. Quanto mais você reclamar, pior será. Vai, vamos jogar.

Os dois sentaram no chão do que outrora parecia ter sido uma pequena galeria de lojas, agora apenas duas paredes de cimento ligadas pelo teto e envoltas de mato e de outras paredes pela metade. Definitivamente, tentar imaginar como era aquele lugar antigamente ou tentar ouvir as vozes dos fantasmas que porventura pudessem habitar o lugar era, no mínimo, uma das coisas mais difíceis a se fazer no mundo. A guerra já tinha passado por toda a cidade e já tinha deixado seu rastro.

— Isso é outra coisa que eu não entendo. Por que em vez de a gente fazer o reconhecimento que o sargento mandou, a gente está aqui jogando blackjack?

— Ahhh, Mentor! — exclamou Nugent, de saco cheio — Será que não dá pra ficar um tempinho sem reclamar das coisas?

O silêncio se instaurou por alguns segundos, enquanto Mentor pensava e o soldado Nugent distribuía as cartas.

— Além do mais, ninguém tá fazendo reconhecimento nenhum, aposto o que você quiser.

— É, provavelmente não. — concordou Mentor.

— Ei, essa é uma boa idéia. O que você tem aí pra apostar, hein?

Antes que Mentor pudesse mostrar o que tinha, ambos ouviram um barulho num local próximo. Ficaram de prontidão, com suas armas em punho, e seguiram para o outro lado da pequena galeria.

Ali, num canto, encontraram um senhor de cabelos loiros com um bebê no colo.

Ahh! Nazista!! — berrou Nugent, apontando rapidamente sua metralhadora para o homem.

— Espere! — disse Mentor.

— Não! — berrou o homem, assustado.

O bebê começou a chorar.

— É impressão minha ou você fala inglês? — perguntou Mentor ao senhor.

— Sim. U-um pouco. — respondeu, com um pesado sotaque alemão, balançando o bebê em seu colo.

— Nazista!! — berrou Nugent novamente, mas Mentor ergueu a arma dele rapidamente.

— Calma! Qual o seu nome, senhor?

— Wirtschaften. Hermann Wirtschaften.

— Ah. — disse Mentor, como se entendesse o que o homem tinha acabado de dizer.

Houve silêncio. Nugent pensou consigo mesmo que o homem estava insultando-o em alemão e levantou sua arma novamente.

— Nazista!! — berrou o soldado.

— Já disse pra ficar calmo, Nugent! — pediu Mentor, com a mão na frente da arma.

— Wirtschaften! — disse o homem novamente, mostrando sua carteira de identidade. Mentor a viu.

— Ah! Wirtschaften! — falou em seguida.

Nugent olhou pra ele.

— Wirtschaften. É o sobrenome dele.

— Ahh! — exclamou Nugent.

— Isso. Sobrenome. — disse Hermann, ainda balançando a criança.

— Muito bem, sr. Wirtschaften. — disse Mentor — O que o senhor está fazendo aqui?

— Eu perdi tudo! — disse Hermann, completamente desesperado — Perdi minha família, minha loja! Só restaram eu e meu filho Thomas! Não tenho nada a ver com a guerra, eu juro!!

Mentor parecia ver a palavra "desespero" na testa do homem como se fosse um outdoor de lingerie.

— Nazista!! — berrou Nugent, que não viu a mesma coisa na testa de Hermann, e saiu correndo para onde estava o sargento Lanegan — Temos um refém aqui, senhor!

— Essa não. É melhor você fugir, sr. Wirtschaften.

— Mas pra onde?!

— Pra bem longe. Quando o sargento chegar aqui, vai ser pior. Corra como nunca, senhor.

Hermann Wirtschaften olhou ao longe e viu alguns soldados se agrupando. Seguiu pra dentro de alguns escombros e voltou em seguida.

— Posso pelo menos saber seu nome? — perguntou. Em seguida, estranhou quando viu o homem olhando para seu peito e arrancando um pedacinho de metal dali. Mentor o pôs na mão dele.

— Guarde isso e vai lembrar.

Hermann por um momento achou aquilo um tanto homossexual da parte do soldado, mas depois considerou que era um ato de coragem, confiança e heroísmo. Guardou o presente e saiu correndo.

Mentor deu um tiro pra cima. Quando o sargento e os outros chegaram, Mentor disse que havia acabado de matar o alemão.

Sozinho, algum tempo depois, notou que ainda estava com a carteira de identidade de Hermann.

Mansão X-Cluded, agora

— Parece que temos um belo estrago por aqui, hein? — diz o sargento-detetive Briggs ao ver a mansão, comendo seu donut da tarde.

— Exatamente, senhor...? — pergunta Mentor.

— Briggs. Sargento-detetive Jonathan Briggs. — diz ele, mostrando sua credencial.

— Nós já não nos conhecemos de algum lugar?

Briggs olha pela primeira vez pra frente e dá de cara com Mentor.

— Ei, é verdade. Você não é aquele mutante da garotinha que fazia as coisas voarem? (**)

— Receio que sim.

— Eu subi um posto desde aquela vez. Legal, não é?

— Ótimo. — responde Mentor, ignorando-o — Bom, eu quero que você leve essa pessoa presa. Ele é o culpado por essa destruição toda.

Mentor aponta para Verme Mental, que se aproxima de Briggs com a cabeça abaixada e as mãos erguidas, como que esperando ser algemado.

O sargento-chefe Briggs olha o vilão de cima a baixo. Joga meio donut dentro da boca.

— Assim fica muito fácil. Mas tudo bem, já que é assim que vocês mutunas querem. Algemem ele.

Um dos policiais atende à ordem, leva-o até a viatura e começa a revistá-lo. Briggs continua a analisar a figura.

— Hah, olha só o tamanho dessa cabeça. — diz ele — Ela é tão grande que se alguém joga uma pedra na direção dela, ela não bate, fica girando em órbita, hahahah!

— Ei, ei! Me prender tudo bem, mas começar a fazer piada sobre a minha cabeça, não!

Mentor não está com saco para piadas.

Fevereiro de 1945

— Não, não, essa é boa, ouçam só. — disse o soldado Johnston, sorrindo depois de ter contado uma piada sobre os japoneses — Sabem o que o instrutor de kamikazes falou pros seus alunos?

Nenhum dos soldados da esquadra do sargento Lanegan sabia a resposta.

— "Prestem atenção, por que eu só vou fazer uma vez, hein!"

E todos caíram na gargalhada. Mentor não gostava muito desse tipo de piada, mas quando ia dar sua opinião sobre isso, todos ouviram um estrondo vindo do lado de fora do acampamento. Rapidamente, todos pegaram suas armas e, aos gritos de "rápido, senhoritas!" do sargento Lanegan, saíram temendo um ataque inimigo.

Não encontraram nada parecido com isso, mas ao longe viram um avião com o desenho da bandeira americana estatelado no chão, ainda pegando fogo. Correram até ele, exceto por Mentor, que parou na metade do caminho.

— O que está esperando, soldado Mentor? — berrou o sargento.

— É que eu tive a impressão de ter ouvido uma voz por aqui...

— Atrás da pedra, seu babaca! — disse uma voz.

— E essa voz acabou de me insultar.

— Soldado Reed, vá com Mentor!

O soldado assentiu e os dois seguiram a voz, que estava fazendo um barulho qualquer para chamar atenção. Ao chegar nela, Mentor viu um rosto conhecido gemendo.

— Mark Rogers?

— Mentor...? Ah, meu Deus! Me ajuda aqui, eu tenho a impressão que quebrei uma perna.

Mentor e Reed levaram-no até perto do acampamento, depois Reed saiu para ir até o avião.

— Como vocês caíram?

— Eu não sei, acho que fomos atingidos, ou então algum problema técnico... que diabo de diferença isso faz agora?

— Sobreviveu alguém mais?

— Não sei, acho que si... agh!

— Hã, calma, eu sei o que fazer...

Ele olhou para a perna de Mark Rogers, sem saber o que fazer.

— Enfermeira! Médico! Alguém! — gritou ele, mas todos pareciam estar mais interessados em seguir até o avião.

Rogers notou uma enfermeira próxima, que também estava interessada em ir até o avião, além de estar interessada em comer a torta de maçã da sua mãe, ou em estar no cinema, ou em fazer qualquer outra coisa que não envolvesse homens sujos atirando uns nos outros.

— Ei, moça! — ele disse.

E eles se olharam nos olhos. Ela viu um brilho estranho nos olhos dele, pra ser mais exato. Abriu um sorriso, foi andando lenta e languidamente na direção dele e agachou-se diante dele, quase se esfregando nas pernas do piloto.

Mentor achou aquilo muito estranho.

— Eu acho que quebrei a perna. — disse Rogers.

— Ooohh, coitadinho. — ela falou, sem sarcasmo, mas com certa ironia — Vou ali pegar o remedinho e já venho cuidar de você, tudo bem?

— Mas claro.

Ela saiu e Mentor não sabia se olhava pra ela ou pra cara de Rogers.

— O... o que diabos foi isso? Os seus olhos brilharam e de repente ela se apaixonou por você!

— Pois é. Esse é um dom que eu tenho com as mulheres, não sei como nem por quê. Mas é simplesmente sensacional, você não faz idéia.

— Eu imagino.

Foi quando ouviram um outro estrondo. Dessa vez estavam realmente sendo atacados de surpresa. E Mentor viu um foguete prestes a cair exatamente em cima dele e de Mark.

Concentrou-se. Rogers, por sua vez, desistiu de se preocupar e se contentava com a morte. Em todo o caso, fechou os olhos e tampou os ouvidos.

— Mer... — arriscou falar.

Depois permaneceu com os olhos fechados. Achou estranho o fato de continuar sentindo todas as partes de seu corpo, além de ainda respirar. Na dúvida, abriu os olhos e viu um lugar completamente diferente do que estava antes. E era uma tarde com um sol radiante, onde as crianças brincavam, e rapazes com topetes e jaquetas de couro passeavam em carros conversíveis ao lado de mocinhas com pequenas saias.

— Mas que diabos...? — perguntou-se — Que diabos aconteceu? — perguntou agora a Mentor, que ele notara ainda estar ao seu lado. Ele tinha um sorriso estranho no rosto.

— De acordo com meus cálculos, esse é o ano de 1958. Foi o que deu pra fazer pra salvar nossas vidas.

Mark sentou-se no chão. Olhava para os lados e não entendia nada. Olhou para Mentor novamente, esperando por uma resposta.

— Pois é. Esse é um dom que eu tenho com o tempo, não sei como nem por quê. Mas é simplesmente sensacional, você não faz idéia. — disse Mentor.

A boca de Mark teimava em continuar aberta. Seus olhos deram de cara com uma vitrine de alguma loja a uma certa distância e perguntou a seu colega como se ele soubesse a resposta:

— Quem é "Elvis Presley"?

Mansão X-Cluded, agora

Enquanto a viatura se aproxima do horizonte da visão de Mentor, ele ouve seu telefone tocar.

— Sim? — atende.

— Sou eu, Thomas. — responde a voz do outro lado — Você tinha ligado pra mim, Mentor?

— Ah, sim. É que estamos com um problema sério. Preciso que você venha urgentemente pra mansão.

— Hm. Mas quão sério é o problema?

— É sério o suficiente para requerer a sua presença, além de uma nova equipe de X-Cluded e uma reforma na casa.

Thomas Wirtschaften fica em silêncio do outro lado, tempo suficiente pra que Mentor possa soltar um espirro.

— E ainda por cima peguei uma gripe.


Continua!


:: Notas do Autor

(*) Ele apareceu antes na edição especial X-Cluded — A Nova Gênese, a primeira de todas. voltar ao texto

(**) Isso ocorreu em X-Cluded # 01, a primeira, mas que na verdade é a segunda cronologicamente. voltar ao texto

Agradecimentos especiais à assessoria histórica de Ismael "Urso" Cittadin.





 
[ topo ]
 
Todos os nomes, conceitos e personagens são © e ® de seus proprietários. Todo o resto é propriedade hyperfan.