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X-Men # 21

Por JB Uchôa

Eleições em Genosha
Parte II

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Arizona

Warren Worthington III pousa suavemente na escadaria de um pequeno prédio na cidade de St. Rock. O Anjo passou o resto do dia fazendo contatos a procura deste endereço, ele suavemente abre a janela e trespassa metade do corpo para dentro.

— Com licença — Fala com um timbre suave mas em voz alta — tem alguém em casa?

— Certamente, Warren. — Caminhando através das sombras o corpulento homem avança até o X-Man com rapidez. — Você não foi nem um pouco discreto buscando meu endereço.

— Desculpe. — Warren sorri e entra no quarto. Com um forte aperto de mãos os dois homens se cumprimentam. — Mas pelo que eu sei você é o único homem que pode me ajudar, Gavião Negro.

— Me chame de Katar, Warren. — O Gavião Negro tira a camisa e coloca as grandes asas com o metal enésimo. — Penso melhor quando estou lá em cima.

Warren sorri e o acompanha no vôo sobre a pequena cidade do estado do Arizona.

Baía Hammer

— O que ele quer com Magneto? — O grande homem, com bigode e cabelo cortado em estilo militar toca suavemente no ombro de Vampira.

— Ele só quer conversar com ele, Mística. — Vampira encolhe-se um pouco e cruza os braços — Me incomoda você sempre pedir esses encontros às escondidas.

— Você não é nada discreta usando sempre essa roupa verde cintilante.

— E você é muito mais discreta parecendo um jogador do Street Fighter com quase dois metros de altura. — ao ouvir as palavras da filha adotiva, Mística retorna a sua forma original. — Não que o azul e os cabelos vermelhos sejam mais discretos. — Vampira sorri.

— Pelo menos aqui é Genosha, o tom de pele azul é quase natural. — Mística sorri e escora-se em uma lata de lixo. — Me diga a verdade, filha, Xavier está por trás dessa facção mutante.

— Já disse que não, mãe. — os olhos de Mística marejam quando Vampira a trata como mãe. — Xavier ficou tão assustado quanto nós, acredite.

— Xavier é um dissimulado. — a mutante transmorfa altera sua forma ficando parecida com um mutóide.

— Ele é um visionário, você sabe disso. Antes de mais nada, um pacifista.

— Um pacifista que criou seu próprio exército particular, Vampira. — Mística cerra os olhos e chega bem próximo da filha — Um dissimulado, eu disse. A única pessoa capaz de mostrar o caminho para a raça mutante é Magneto. — Mística e Vampira se encaram por poucos segundos e a mutante de pele azulada vira-se e sai.

— Escolha, minha filha... — grita Mística ao longo do beco — ...de que lado você vai querer estar quando isso acabar.

Vampira torce a boca, olha para os lados e pensa que pelas palavras de sua mãe uma guerra entre os dois mais poderosos ícones mutantes é certa. O que Magneto estaria preparando caso Charles não apoiasse suas idéias? O quanto Fabian Cortez poderia ter corrompido os ideais de Magnus? Vampira levanta o capuz com as duas mãos escondendo parcialmente o rosto, e sai com a cabeça baixa pelo outro lado do beco.

Mansão Xavier

O táxi amarelo para em frente ao suntuoso portão de ferro da mansão Xavier. A placa em aço escovado está parcialmente coberta pela hera que cobre o muro, mas ainda lê-se claramente "Escola Xavier para Jovens Superdotados".

— Você quer que eu entre, dona? — Pergunta o motorista espiando a loira pelo retrovisor.

— Evidentemente — resmunga Emma Frost. O motorista então desce do carro e aperta o botão do comunicador.

— Mansão Xavier? — Atende a voz com leve sotaque alemão

— Hã... estou com uma srta. Loira aqui...

— Frost, homem! Frost! — Berra Emma esquivando o corpo para frente encostando-se no banco. — Estúpido.

— Hã.. srta. Frost. — Ao terminar de falar, Kurt Wagner da o comando para abrir o portão. O táxi percorre o jardim da mansão, contornando a belíssima fonte, parando em frente da porta principal. — Você quer que eu pare aqui, dona Frost?

— Aqui está ótimo, Poncho.

— Meu nome é Diego, senhorita.

— Que seja. Quanto lhe devo?

— São quarenta pratas, madame. — Emma Frost abre sua carteira Louis Vitton e retira uma nota de cinqüenta dólares.

— Fique com o troco. — o taxista sorri e levantando-se apressadamente do banco, corre para abrir o bagageiro. Piotr Rasputin passa pelo motorista que alegre ainda vislumbra a nota na mão e abre a porta para Emma Frost.

— Bom dia, Emma.

— Bom dia, Peter. Você poderia me ajudar com as malas? — Colossus sorri em sinal de afirmação e estende a mão para ajudá-la a sair do carro.

— Diga-me, Emma, sua corrida do aeroporto pra cá só deu dez dólares?

— Como? — Emma Frost arqueia a sobrancelha esquerda olhando para a nota de dez dólares do motorista. — Devo ter me enganado. Pancho!

— Obrigado senhora, também não percebi. — Diego, o motorista, devolve a nota de dez dólares e coloca a de cinqüenta rapidamente no bolso. Entrega as duas malas para Colossus que as segura com facilidade. — Rapaz forte. Muito bem! — Com um sorriso acena para Colossus e parte no carro.

— Como você está? — Pergunta Piotr para Emma.

— Está perguntando isso por conta da morte de meu pai? — Emma Frost olha por trás do ombro para o jovem russo que acena que sim com um meneio de cabeça. — Meu pai já estava morto pra mim há muito tempo, Peter.

Os dois mutantes sobem silenciosamente as escadas, passam pelo corredor até o quarto da antiga Rainha Branca do clube do Inferno. Peter coloca as malas no canto da parede e se despede. Emma sorri e senta-se na cama, retira o casaco de peles e abre sua bolsa. De dentro retira uma velha foto onde está seu pai, sua mãe, seu irmão e suas irmãs Cordelia e Adriana.

— Porque então, velho, se você está morto há tanto tempo pra mim, me dói tanto? — de sua bolsa ela retira uma pasta, coloca a foto cuidadosamente dentro. Na capa, de um branco impecável lê-se a logo em prata: Frost Enterprises.

Mansão Xavier — Sala de Guerra

— Você tem que ser mais clara, boneca. — Wolverine remexe nas fotos de crianças em cima da mesa.

— Essas crianças — explica Tempestade — estão sofrendo abusos por serem mutantes.

— Então é um resgate? — questiona Kitty, enquanto acaricia a fronte de Lockeed.

— Não podemos resgatar menores de idade, Kitty. — Ciclope aciona um comando na mesa e um holograma do planeta Terra aparece na frente de todos. — Assim como fizemos com Kitty anos atrás, devemos convencer os pais a matricular seus filhos aqui.

— O que eu questiono, Scott, é qual dessas pessoas ao redor do mundo irá entregar seus filhos a nós, uma escola na América. — Hank McCoy ajeita os óculos na frente do seu focinho azul — Qual o renome que temos lá fora?

— Bem, Hank — elucida Ororo — estamos com esse material pronto. — Tempestade entrega uma pasta com folders e anuários da escola Xavier. Obviamente, nenhum dos alunos estão com trajes de combate, mas é fácil reconhecê-los. Danielle Moonstar, Rahne Sinclair, Samuel Guthrie, Doug Ramsey... estão todos no portfolio da Escola.

— Pelo visto — fala o Fera enquanto folheia o material — nós nos tornaremos uma escola com uma pretensão maior do que na época dos Novos Mutantes.

— Mais ainda. — Emma Frost interrompe a reunião adentrando na sala. — Minha opinião é que se essas crianças estão sofrendo abusos, seja dos pais, vizinhos ou amigos é porque eles sabem que eles são mutantes. Com a conversa que eu e Ciclope tivemos antes de eu me ausentar... por motivos pessoais, mandei preparar esse material. — Emma retira da pasta branca um grosso livro com fotos dos X-MEN. Na capa abaixo da foto da mansão está em uma fonte serifada e clássica "Escola para jovens especiais do Professor Xavier". A primeira foto do livro mostra o Professor X com ciclope, Homem de Gelo, Fera, Anjo e Garota Marvel, os X-Men originais. Ao longo do material encontra-se dezenas de fotos e textos das matérias que são lecionadas na escola.

— Jovens Especiais? — balbucia Hank.

— Jovens superdotados era usado como fachada para mutantes. — relata Emma — Especiais, creio eu, caracteriza bem os mutantes. Nós somos a evolução da humanidade. A cada momento mais pessoas desenvolvem poderes mutantes. Ou são tratadas como aberrações, linchadas, mortas ou escondem seu dom por anos. O futuro está próximo, ou nós tomamos de conta deles ou haverá uma migração em massa para Genosha, "a shangrilá dos mutantes". — Ciclope, Tempestade, Fera, Kitty, Wolverine e Noturno olham atentamente para Emma Frost.

— A loira tá certa. — Wolverine retira os pés da mesa, levanta-se e coloca a máscara. — Fala aí caolho, por onde a gente começa.

Ciclope digita alguns comandos no teclado a sua frente e três pontos luminosos aparecem no globo. Tokio, Los Angeles e Bagdá.

Baia Hammer — Palácio Magda Lensheer

— Você esteve com ele? — Eric Magnus retira o capuz de Vampira e coloca as duas mãos em seus ombros.

— Sim, Eric. — A jovem olho atentamente para os olhos azuis de Magneto e abaixa os olhos — ele não sabia dos Novos X-Men.

Magneto segura Vampira pela mão e a conduz até uma ampla sala. Quando Magnus adentra a sala os mutantes ao redor da mesa se levantam. Fabian Cortez, Amelia Voght, Senayaka, Caliban, Estática, Pólipo e Spoor olham atentamente para o mestre do Magnetismo.

— Vampira está conosco. — Magneto a beija suavemente na testa e se retira.

— Se está conosco, Vampira, demonstre. — Fabian Cortez solta um sorriso irônico. Vampira abaixa o capuz com as duas mãos e com a mão direita abre o zíper de seu uniforme, revelando o uniforme dos Acólitos por baixo. — Muito melhor.

Mansão Xavier

Agatha está imóvel, olhando atentamente para a irmã, Claire.

— O que ele está dizendo? — Pergunta Ágatha com curiosidade.

— Ele quer conversar com você. — Responde Claire, olhando fixamente acima dos ombros de Agatha.

— O que você acha? — Agatha abre um largo sorriso e agilmente segura nas mãos da irmã, que emana um leve brilho perolado.

— Eu não sei. — Claire desvia o olhar, retirando rápido suas mãos do contato com a irmã mais nova — Eu não gosto do cabelo verde.




 
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