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The Cast - Um Sonho de Liberdade # 01

Por JB Uchôa

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Cancún

Em um chalé de palafitas, onde um casal passa a lua-de-mel. Alguns dias após o atentado à mansão Star.

— Fernanda!! Você ainda está desse jeito? — David Blue Garner veste um sungão da moda e sorri para a esposa — Vamos comigo aproveitar esse dia maravilhoso!!!

— Que dia maravilhoso? — diz Fernanda, que em meio a sorrisos desvia o olhar da televisão. Ela veste uma blusa do NY Giants apenas.

— O primeiro dia em que eu sei que você é toda minha! — David a agarra no colo e a levanta para o alto. Com a mão esquerda, mostra a aliança de casamento — Fernanda Lewis Garner, nós viemos aqui para curtir! O que pode ser tão importante nessa TV?

— Nada, meu bem. — diz ela, em meio a beijos — Estão falando da invasão da mansão daquele cara ricaço do cinema! Eu estava só esperando você sair do quarto.

— Que ricaço? Spielberg? Aposto que ele não passou um ano e meio juntando dinheiro pra passar a lua de mel em Cancún! — David entorta a cabeça olhando para a TV — George Lucas? É alguém rico mesmo ou é pretexto seu para aprender coisas no canal pornô?

— Bobo! — Fernanda pega o controle remoto e desliga a TV — É aquele produtor, John Munroe alguma coisa. Não é um dos ricaços, não! É um pré-ricaço. — Fernanda sorri e tira a camiseta — Espera que eu vou colocar meu biquíni.

— Vai lá! — David olha para o corpo da mulher, 1,60m de formas perfeitas, apenas com uma calcinha preta minúscula, e a agarra pelas costas — Acho que prefiro você só com a marquinha do biquíni. — David se arqueia para beijá-la, as asas de Fernanda crescem ao tamanho natural e ela voa até o 1,90m do marido. David a enlaça com os braços e senta-se no sofá com ela ao seu colo. Fernanda o abraça, roçando as unhas em suas costas — Tá com frio? — David sorri maliciosamente.

— Bobo!! Você é que está um pouco animado! — ao tentar beijá-lo, ele a afasta, olhando seriamente nos olhos da esposa. Fernanda parece surpresa.

— Um pouco? — David sorri — Só um pouco? Tem certeza?

— Você é um bobo mesmo! Um tantão assim! — diz ela, enquanto passa a ponta do dedo na boca do marido. De repente a porta se abre, David joga a mulher para trás de si e levanta-se. Fernanda encolhe as asas e por trás de David olha para a porta.

— Quem é você? — David levanta a mão sobre a cabeça, tentando tapar a claridade — Saia daqui, amigo, entrou no quarto errado.

— Amigo? Como você é amistoso, sr. Garner. — o homem entra no quarto vestindo uma armadura vermelha — De tudo o que eu pudesse ser no mundo para você, a última coisa seria seu amigo. — Richard Hamilton aponta a mão esquerda, que brilha, e atira contra o peito de David que cai em agonia, metamorfaseando seu corpo com aspectos animalescos. Fernanda lança uma rajada de suas mãos que ricocheteia na armadura do inimigo.

— Quem em nome de Deus é você? — ela gera energia nas duas mãos e aponta para Richard Hamilton.

— Belos peitos! — Richard sorri, maliciosamente — Aposto que são de verdade! — Fernanda o encara com raiva e gera uma rajada mais intensa que ricocheteia novamente na armadura. Assustada, ela encolhe ao tamanho de um inseto. Richard gargalha — Nossa, vocês são mesmos patéticos! Daniel, vamos dar um trato na Sininho!

— Será que ela agüenta nos dois ou é fresquinha igual sua ex-namorada? — Richard dá um sonoro tapa no rosto do irmão.

— Nunca mais fale dela! Nunca mais! Prenda os dois, o pai os quer com vida! — Daniel lança uma rede sobre David, que está inconsciente, babando e com sua forma alterada entre anfíbio e humano. Fernanda atira contra ele em sua diminuta forma, mas o disparo também não surte efeito. Antes de preparar-se para fugir, Richard joga uma bola cor-de-rosa sobre ela, prendendo-a e obrigando-a a ficar no tamanho de um inseto — Aí, Sininho, te apresento a nossa pokebola! — Richard segura firmemente a prisão de Fernanda enquanto Daniel algema David.

— Ei, Rick! Será que o papai vai deixar a gente brincar um pouco com ela? — ao terminar a frase, David quebra as algemas que o prendiam em um acesso de fúria. Os dois irmãos dão-se as mãos e emitem uma rajada mais potente, que o derruba. Daniel chega próximo a David e nota que sua pele está diferente e apresenta guelras e uma grande barbatana nas costas — Qual é o poder desse cara? Antes ele parecia um sapo!

— Prende ele e vamos até a lancha, Dan. Daqui a pouco começamos a chamar a atenção. Ainda tem seis na lista para hoje. Brasil, Argentina e México. Putz, ainda são 6:30 da manhã! — Richard olha para Fernanda, que espreme-se na parede da bola translúcida olhando para o marido — Putz, Dan, olha só aqui, que peitos! — Fernanda grita uma dúzia de palavrões que não são ouvidos e cobre o corpo com os braços.

Mansão Star

John está devidamente uniformizado com Camilla, Jack e Guido esperando os outros descerem dos quartos.

— Eu sabia, John, eu sabia que você ia inventar de montar esse tipo de supergrupo! — Albert ajeita a gola do uniforme e o cinto enquanto desce as escadas — Você tá falando sério quanto a isso?

— Espero que esteja, pois essa roupa é o máximo! — Danielle pára no alto da escada e coloca os óculos escuros. Seu uniforme são longas botas douradas, uma calça de couro preta com uma estrela vermelha estilizada e uma blusa decotada que se molda ao seu corpo — Não fique triste, "Sr. Machão", sua bunda ficou o máximo nessa calça apertadinha.

— Eu prefiro a sua. — Fábio sai da cozinha comendo uma maçã — Dá uma voltinha... Marreta! — Danielle sorri e desce as escadas, juntando-se ao grupo — Não me esnoba só porque você é um pouquinho mais alta.

— Eu aproveito tudo, loirinho. Você é que acho que não agüenta. Sou mulher demais para você. — Danielle olha para John e sorri, que abaixa a cabeça.

— Quer dizer que vocês já pensaram nos codinomes? — pergunta Kelly, se acostumando ao seu uniforme, enquanto pede a Fábio para amarrar a gargantilha com uma cruz egípcia.

— Já! — diz Camilla.

— Não. — diz John, ao mesmo tempo. Os dois se olham e ele arqueia levemente a sobrancelha — Camilla tem algumas sugestões. São legais, mas cada um tem liberdade de escolher o seu. Entenda, Al, os uniformes são apenas para proteger nossas identidades na procura de outros como a gente. Seria péssimo para nossas carreiras não ter como explicar alguns atos.

— Calma aí, John, de figura pública aqui só tem você e a telepata! — Albert dá de ombros — Talvez o ginasta aqui, mas mesmo assim não acho que chegue a tanto! Ainda tem o fato de que quem fez essas roupas para você vai sacar se algum de nós dermos bandeira!

— Albert, desde que vocês chegaram já planejei suas funções dentro da Star Pictures. Você não é formado em administração? Vai começar no RH da empresa. Quanto aos uniformes eu não me preocupo, duvido que Donatella Versace desconfiou dos pedidos feitos em nome de Nicole Kidman, Guy Pearce, Kim Basinger, Geena Davis, Brad Pitt e Jennifer Aniston. — Albert sorri e passa a mão pelo cinto do uniforme enquanto John ajeita sua jaqueta de couro — Devido ao campo de força que você gera, acho que Force é um bom nome! — Albert faz sinal de positivo.

— Danielle, creio que vai continuar como Marreta. — fala Camilla, sentando-se no luxuoso sofá da sala — Isso sem falar nos calçados italianos e outros estilistas estrangeiros, como Lino Vilaventura e a filha de Paul McCartney. Também não vão desconfiar de um pedido carinhoso de Tom Cruise, Richard Gere e Charlize Theron. Só resumindo o custo para vocês: zero! Quando celebridades pedem, a publicidade é de graça! — Camilla sorri e aponta para Dani — Seu nome fica Marreta?

— É um clássico, amiga. Bato forte, não dá para voltar atrás! — a grande ruiva soca os próprios punhos, fazendo um barulho alto dentro da sala. Fábio olha admirado e soletra um "uau" disfarçadamente.

— Kelly me lembra uma personagem dos livros de mitologia de John. Ele lia para mim todas as fábulas e contos na época em que me encontrou quase morta na rua. Assim como eu a batizei de Kelly, achei que Bast seria apropriado.

— A deusa egípcia dos gatos, acho realmente perfeito, devia adotar como nome próprio. — ao terminar de falar, todos olham espantados para Kelly — Vocês achavam que eu era uma inculta, não é? Porque passei minha vida toda na selva como um animal? Eu apenas sei dessas coisas, assim como sei usar o secador, apertar o send no celular antes de fazer uma ligação e procurar salvar um arquivo quando uso o computador. Acho que suas sessões telepáticas fizeram mais efeito do que apenas domar minha agressividade. — Kelly mexe a cauda e a enrosca na perna direita — Não que eu ainda não precise delas.

— Fábio, pensei em algo como Sinergia ou Arqueiro, devido às flechas de energia. — Camilla fala, enquanto pega telepaticamente uma garrafa de champagne.

— Prefiro Flecha. Me chamavam assim no colegial. Sempre fui baixinho, rápido e treinei arco e flecha desde os nove anos.

— Que seja, então. — diz John — Eu serei Solar. Desde que descobri que meu corpo armazena energia do próprio sol achei um nome apropriado e já usei muito como nick na internet quando era mais novo.

— Sua breguice só é perdoada pelo saudosismo. — sorri Guido com o comentário — Lembro das intermináveis conversas no ICQ com Solar_o_filho_do_SOL. — todos riem.

— Não zoneia, Guido! — ri John — Ou então te batizo de Cavaleiro_Ninja!

— Impacto, John. — desde que vocês chegaram com esses uniformes, o nome não sai da minha cabeça.

— Também concordo com Dani, eu continuo como Montanha! — Jack Rourke aumenta seu tamanho até ficar maior que Marreta, e depois volta ao normal de seus 1,85m — Afinal, se treinar e tiver uma dieta balanceada, acho que sou capaz de passar dos vinte metros.

— Cadê a loirinha? — pergunta Kelly, olhando para Albert.

— Estou aqui! — Maria teleporta-se para o meio do grupo — Gostei da roupa.

— Ela é a única que vai usar saia por quê? — Albert olha para a namorada, com ciúmes — É curta, o decote é ousado demais, e...

— Al, estou bonita? — pergunta Maria, fazendo beicinho.

— Está, Maria, mas...

— Então... — ela aproxima-se do namorado — Deixa eu dar um beijo no meu herói!

— E então, loira? — diz Marreta, enquanto os dois estão se beijando — Já tem um nome para você?

— Não, não tenho. Fui pega realmente de surpresa. — Maria coloca os óculos escuros — Mas gostei muito do visual! Se não fosse a capa, eu podia usar essa roupa em uma mega-festa.

— Sky. Eu não sei porque, Maria, mas acho que combina com você. — Albert segura na mão da namorada — E você? — diz ele, dirigindo-se para Camilla — Apelidou todo mundo e ficou na sua.

— Eu sempre fui Serpentina, Force. Sempre! Serpentina foi mais presente na minha vida do que Camilla Prince.

— E tem um porquê de ser Serpentina? — Guido pergunta, enquanto segura uma bandeja com as taças da champagne. Camilla comanda as fitas presas às costas do seu uniforme como se fossem tentáculos, as fitas pegam as taças e distribuem a cada um — Eu não gosto de usar as mãos, minhas amigas aqui fazem todo o trabalho. Na verdade, eu deveria inventar uma desculpa mais complexa, dizendo que minha telepatia infiltra na sua mente como uma serpentina, tomando conta do seu ser... mas seria só uma desculpa bonita.

— Mas antes do brinde, uma foto do grupo! — John apóia a câmera e enquadra o foco — Pode deixar que o flash é por minha conta! — após o clicar automático das fotos, Guido abre a champagne e o grupo faz um brinde.

— A Tom, que espero que volte logo! — oferece Jack, lembrando do fiel mordomo dos Munroe.

— Com certeza, grande amigo. Tom é de extrema importância para nossa família! — John olha para todos — E quando digo "nossa", não estou me referindo somente aos que tem o sobrenome Munroe. — Solar fica com os olhos marejados.

— Nada de tristeza, Solar! — grita Serpentina — Hoje é o dia da premiére do The Cast!

— Na verdade, eu acho que é o dia da morte súbita! — abrindo a porta principal, Richard e Daniel Hamilton lançam disparos em Solar, Serpentina e Impacto, que caem — Por que será que não trocaram as fechaduras?


Conclui no próximo número!



 
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