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The Cast - Um Sonho de Liberdade # 02

Por JB Uchôa

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Na mansão Star, logo após a oficialização do The Cast, o grupo é pego de surpresa pelos irmãos Hamilton. Richard e Daniel conseguem acertar seus disparos que desordenam poderes em Solar, Serpentina e Impacto. Solar começa a emitir brilhos tão intensos do corpo que cega Bast e Flecha, que não colocaram os óculos escuros, depois cai desacordado.

Montanha e Sky são derrubados por uma onda telepática de Serpentina, que grita de dor com as mãos na cabeça, parecendo incapaz de controlar o próprio poder. Já Impacto cai tendo convulsões. Force segura o irmão e percebe que está desacordado. Com extrema fúria, ele cria uma barreira de campo de força que bloqueia o disparo das mãos de Daniel, que fica surpreso. Marreta corre de encontro aos dois e esmurra o campo de força de Albert, pensando que o campo era gerado pelos irmãos Hamilton. Como o poder de Force depende da força de vontade e concentração, o escudo se desfaz, deixando que seja um alvo fácil para os disparos de Richard. Flecha cria flechas de energia com seu arco e atira cegamente contra os irmãos, que se dividem dentro da sala.

— Vamos levar a luta lá pra fora, talvez assim os outros acordem e a gente acaba com esses escrotos! — Marreta joga o sofá pela janela, abrindo espaço para os três correrem.

— Será que eles não vão pegar os outros e fugir? — pergunta Flecha — Praga, meus olhos ainda estão ardendo!

— Se eles tiveram o trabalho de vir até aqui vão querer todos nós! — Marreta manda Bast e Flecha se esconderem até que a cegueira provocada pelo intenso brilho de Solar passe. Depois ela pula na piscina. Richard e Daniel saem pelo buraco na parede e olham atentamente ao redor.

— Devíamos ter usado gás! — pragueja Daniel — Mas você tinha que olhar para ela de novo, não tinha?

— Dan, pare de me lembrar dessa vagabunda! Prenda os outros, não vamos querer que nenhum desperte. Eu procuro os três. — Richard Hamilton é enfático, mas ainda olha para Serpentina caída no chão da sala.

— Como você está? — pergunta Bast, apoiando-se em Flecha.

— Não enxergo quase nada, gatinha. E você?

— Embora meus sentidos sejam mais sensíveis, já deu para me acostumar. Fica aqui, Fábio. Eu e a Dani damos conta de tudo.

Quando Richard Hamilton passa pela piscina, Marreta emerge por cima dele, socando-o com força. A força do murro o faz voar longe, mas a armadura absorve a maior parte do impacto. Ele levanta-se segurando o abdômen, mal tem tempo de ficar em pé e Bast dilacera parte do capacete com suas garras.

Ela investe furiosamente contra ele, cedendo a sua fúria animal, Richard Hamilton ergue os braços bloqueando alguns ataques, mas é atingido seriamente em algumas partes do corpo. Kelly Prado emite grunhidos e urros, Marreta fica atônita observando a fúria da garota. Richard salta para trás e Bast senta-se em cima dele com as garras em sua garganta, num gesto rápido ele toca as duas mãos nas têmporas da felina e dispara. Bast grita e cai no chão, transformando-se em humana talvez pela primeira vez. Richard chuta seu rosto e ela desmaia. Marreta então o esmurra nas costas, fazendo que Richard caia no chão. Ele se vira e a encara, vendo que ela está com os dois braços levantados e com as mãos juntas em punho.

— Eu vou matar você, tenha certeza disso! — Danielle olha para Richard com desprezo.

— Você já tentou antes e não conseguiu. Meus disparos estão mais fortes, eu estou mais forte! Eu posso com você dessa vez!!

— Eu não te matei antes por causa de Camilla, que te amava. — quando Marreta se prepara para golpear forte o tórax de Richard, ela ouve um assobio.

— Ei, grandona! — grita Daniel, com a espada de Guido no pescoço de Fábio — Bate nele e eu corto a garganta do "Flecha".

— Praga! — Marreta abaixa os braços e Richard se levanta e mostra as algemas. Ela estica os braços e Richard a prende.

— Dani, eu... — Fábio está de cabeça baixa, algemado e ajoelhado no jardim.

— Sem problemas, garoto. A gente sai dessa, pode apostar.

Em um galpão fora da cidade, Thomas Hamilton olha para as celas transparentes onde encontram-se dezenas de híbridos humanos e alienígenas. Ele para em frente à cela de David e o observa.

— Você tem um corpo bom. — diz, olhando para o garoto — Seus poderes também parecem maduros. — David fica calado e o encara — Você treinava? Quem eram seus pais? — David continua calado — Responda! — Thomas Hamilton toca em um sensor na lateral da cela e o chão se energiza, fazendo com que David grite de dor.

— David, por favor, responda! — Fernanda ainda está presa em sua diminuta cela, uma bolha translúcida cor de rosa que fica no alto da cela de David.

— Meu pai me ensinou. — responde baixinho, sem fôlego.

— Quem era seu pai? — Thomas Hamilton toca a mão na bolha que prende Fernanda — Você vai me responder direitinho, não é?

— Mathew! Mathew Garner! — grita David — Mas ele já morreu! Solte ela, por favor.

— Mathew Garner... — ele retira a mão da bolha e coça o queixo — Mathew... — Thomas retira os óculos e os limpa na ponta da bata branca — Eu me lembro dele. Transformava-se em um grande urso marrom, não era? Foi difícil eternizá-lo.

— Eternizá-lo? — Fernanda pergunta, atônita — Mathew Garner morreu, essa é a sua forma de lidar com a morte? Por Deus, homem, quem é você?

— Ele não morreu, Fernanda. Ele está aqui. — Thomas Hamilton aponta para uma grande máquina no centro do galpão — Eu o eternizei. Seu corpo pereceu, mas o que o fazia especial, seus poderes, estão armazenados nessa máquina. Primeiro eu catalogo os poderes de vocês, faço análises de DNA e combino com os DNAs de humanos. Estou fazendo humanos melhores!

— Vo-você matou meu pai? — David esmurra a frente de sua cela — Como pode?

— Eternizei seu pai, é diferente. — Fernanda pede calma a David — Vou mostrar para você. Tenho analisado Jane Spencer faz alguns dias e ela está pronta para a eternidade.

Na cela ao lado, encontra-se uma moça de cabelos rosa e olhos verdes brilhantes. Thomas Hamilton aciona na máquina alguns comandos. A imensa tela do computador mostra letras e símbolos se formando, ele digita o numero 36 e aguarda. A cela 36, onde está Jane Spencer, começa a brilhar, o corpo da garota cai ao chão, tendo convulsões e espasmos. As veias da garota parecem saltar do corpo e o chão começa a emitir um brilho, depois o sangue sai dos poros. Fernanda cobre os olhos e David grita para que o cientista pare. Hamilton sorri e informa que não existe volta. Na tela do computador aparece a simulação de um corpo feminino que emite rajadas cor de rosa e cria uma bolha ao redor de si. Jane Spencer está morta. Os olhos verdes se tornam pupilas brancas.

— Oh, Deus... — David cobre o corpo nu, envolvendo-se com os braços — É esse nosso destino?

— Richard e Daniel foram melhorados. Um sucesso, realmente! Os poderes de embaralhar poderes e vôo são na verdade uma junção de alguns aliens. Estou trabalhando para que o processo seja mais rápido e eficaz. Meus filhos estão há quase dez anos no tratamento, se queremos humanos melhores, temos que reduzir esse tempo a dias, horas! — Hamilton olha para David, que está visivelmente abalado — Esse mundo não é de vocês, garoto. É nosso, dos homens!

— Pai, chegamos! — Daniel chega, apoiando Richard em seus ombros.

— Richard! Coloque-o no tanque, rápido! — com as ordens do pai, Daniel tira o resto da armadura do irmão e o coloca no tanque. Hamilton enche-o com o líquido esverdeado e olha para o outro filho — Em duas horas ele fica bom. O que aconteceu?

— Camilla montou um outro supergrupelho. A mulher-gato foi quem mais deu trabalho, mas prendemos todos. — Daniel sorri e o pai esfrega as mãos animadamente — O senhor acredita que eles estavam todos uniformizados? Ridículo, pai, simplesmente ridículo!

— Que sejam ridículos, então! Não tire a roupa deles, filho; os coloque uniformizados nas celas. Vão servir de exemplo que nesse mundo os únicos heróis são os homens de verdade. — Daniel abre as celas e coloca um a um preso e inconsciente.

— Entra na cela! — fala Daniel para Flecha — Ou vou ter que dopar você com gás como fiz com os outros? — Flecha entra na cela e permanece calado, ao seu lado está Impacto, ainda inconsciente.

— Os Flood estavam com eles? — pergunta Hamilton, olhando para Impacto e Force. Ele abre a cela e toca no rosto de Guido — Ele lembra a mãe.

— Estavam, pai. Sabe, Rick e eu vamos ser chamados de DNA e RNA. Assim a gente não fica falando nossos nomes na frente de ninguém. A gente teve a idéia com esses imbecis aí. — Daniel sorri e segura a bolha de Fernanda nas mãos — Então quando a gente ligar para o senhor a gente fala: DNA para Geneticista. Até que é legal, não?

— Pode ser, filho. — Thomas fecha a cela de Guido e caminha observando Kelly, Jack e para em frente a de Solar — John Munroe Jr., meu Deus, como a vida é engraçada!

— Você me conhece? — John acorda e olha friamente para Thomas Hamilton — O que está acontecendo aqui?

— Garoto, você não tem idéia do poder que tem. Se não fosse por Helen eu teria lhe trazido no dia em que seus pais morreram e o criaria como um filho. — John encara o Geneticista — A vida é realmente engraçada. Helen lutou tanto para manter o "príncipe" da raça de vocês longe de mim.

— Ei, pai! — grita Daniel, com a bolha de Fernanda — Você vai deixar eu brincar com ela, não vai? Rick tem razão, ela é muito gostosinha! — David esmurra as paredes da cela com força.

— Largue ela agora! — David esmurra várias vezes a parede de sua prisão até sua mão sangrar. Daniel olha firmemente para ele e sorri ironicamente.

— Você já teve sua vez na lua-de-mel, não teve? — quando David começa a gritar e esmurrar a cela novamente, Daniel toca o sensor que energiza a cela e deixa David desacordado — E aí, gatinha, vai ser por bem ou por mal? — Daniel Hamilton lambe a superfície da bolha e Fernanda dispara uma rajada, mesmo sabendo que será ineficaz.

— Daniel! Venha aqui me ajudar com seu irmão!

— Depois gatinha, depois! Eu sempre tive tesão na Sininho! — Daniel coça o saco e coloca a bolha de Fernanda em cima da cela de Marreta, depois se vira e junto com o pai verifica os índices no computador que controlam o tubo onde se encontra Richard. Mais além, se encontra um outro tubo com o corpo de uma garota de aproximadamente cinco anos. Thomas Hamilton manda o filho cobrí-lo. Daniel pega uma lona e obedece.

No hospital, a enfermeira Joanie troca o soro do paciente Tom Sanders quando ele desperta.

Meu Deus! Não, não! — grita Tom, apavorado — Onde... onde eu estou?

— No hospital, senhor Sanders. O senhor vai ficar bem. — fala a enfermeira, com doçura.

— Você não entende, senhorita. Meu patrão corre perigo, preciso sair daqui! — Joanie pede que o homem se acalme e corre a porta do quarto.

— Tenha calma, senhor Sanders, o senhor vai dormir um pouquinho, mas a polícia quer ouvir o que o senhor tem a dizer. — embora Tom peça para que ela não dê nenhum calmante a ele, ela ministra a dose junto com o soro e fecha a porta.

— Patrão John... — murmura o mordomo, já dopado — Não volte pra casa...


Continua! Em breve... aguarde novas e emocionantes aventuras de The Cast no Hyperfan!




 
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