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Por
Eduardo Regis
A Irmandade
May de repente se dá conta de que horas são.
"Meu Deus! São 5:30! Já tinha que estar em casa! Ai! Minha mãe vai me matar se eu não chegar a tempo de encontrá-la para ir ao cabeleireiro!"
Ela olha para os lados procurando um beco aonde possa se tornar a Garota-Aranha e balançar rapidamente para casa, mas na pressa acaba esbarrando num jovem que vinha andando pela rua.
Ai, desculpa. Eu tô tão apressada que nem te vi.
Tudo bem. o rapaz sorri para May Até que foi um bom esbarrão.
Bom, se tá tudo bem, então eu vou indo!
Ei! Espera! Não quer aproveitar que você derrubou meu refrigerante e aceitar meu convite para tomar outro?
May nem tinha reparado na lata de refrigerante que tinha caído das mãos do rapaz. Mas agora, reparando bem, nota que o rapaz é muito mais interessante do que o refrigerante caído. Trata-se de um jovem homem de talvez 20 anos com cabelos negros bem curtos, olhos verdes, excelente porte físico e um sorriso viciante.
Ah, desculpa mesmo! Eu não posso, você quer outro? Eu te pago!
Não... não... então faz o seguinte! Me dá seu nome e telefone que eu te convido outro dia.
May fica um tanto vermelha de vergonha por causa dos constantes galanteios, mas...
Está bem. Parker, May Parker. O telefone celular é 87765325.
OK. Eu te ligo. Ah, a propósito... eu sou Walker, Kit Walker. Foi um prazer.
Ela volta a correr pelas ruas atrás de um beco enquanto pensa.
"Kit Walker! Uau!! Que cara! Bonitão mesmo! Ai, eu bem que tava precisando sair com uma pessoa diferente mesmo e tirar o idiota do Miller da minha cabeça! Quem sabe esse Walker não é um bom partido? Ai, mas com a velha sorte dos Parker, o cara nunca vai me ligar!"
May, já transformada na Garota-Aranha, se balança até sua casa.
Droga, May!! Mary Jane reclama, ferozmente.
Ahn, mãe... desculpa. É tudo culpa do Kit Walker.
De quem? MJ faz cara de curiosa.
Ai, mãe... ai! O cara mais lindo do mundo! Eu esbarrei com ele na rua e você nem vai acreditar, ele pediu meu telefone e me chamou para tomar um refrigerante com ele! May suspira enquanto se joga no sofá.
Refrigerante, que romântico! MJ ironiza, puxando a filha Vamos! Temos que ir! Eu estou com hora marcada na cabeleireira e a senhorita também!
Ah, mãe... refrigerante! Qual o problema? Eu não posso beber álcool mesmo! Você não deixa!
Mocinha, nem vamos entrar nessa discussão! MJ fecha a porta assim que May passa e se prepara para fazer sinal para um táxi.

Enquanto isso, algumas ruas à frente, um bando de homens se prepara para um feito ousado. Eles são ladrões, mas não ladrões comuns. Todos vêm de uma linhagem antiga de piratas e hoje, sob o comando do capitão Arca-Negra, eles se preparam para inovar.
A pirataria conheceu seu auge há muito tempo atrás. Naquela época, homens levantavam a bandeira pirata em seus navios e atacavam outros navios em busca de especiarias, ouro e até provisões. Nessa época, a Irmandade Singh dominava os mares, e por muitos anos ela agiu sem conhecer inimigos, até cruzarem o caminho de Kit Walker e seu pai. Após a morte de seu pai, Kit jurou sob a caveira do assassino que iria combater a pirataria e a vilania e que seus descendentes seguiriam seus passos. Assim surgiu nas selvas de Bengala o primeiro fantasma. Desde então, eles dão ao filho primogênito o nome de Kit Walker e estes assumem o manto do pai assim que ele morre.
Kit Walker está perdido. Ele procura uma loja de roupas desesperadamente, faz tempo que não vem a Nova York e o tempo que passou em Bengala o fez esquecer a localização da loja. Logo a única loja do mundo onde ele poderia comprar um terno bonito com desconto, afinal, o dono é seu amigo de escola.
"Ótimo, Walker! Lindo! Agora você não consegue achar nem uma loja de roupas!"
Ele dá a volta no quarteirão e algo o surpreende quando vira a esquina.
Um minijato com o símbolo da Irmandade Singh pintado sobrevoa a rua e pára acima de um carro-forte.
May está andando com MJ para o shopping, quando se depara com a mesma cena na rua. Ela apenas olha para a mãe que, fazendo cara de quem não gostou, aponta para um beco.
Kit corre para a rua de trás para se trocar.
Em instantes, o minijato Sengh está começando a içar o carro-forte. Os seguranças saem correndo desesperadamente pelas ruas. Parece não haver nada capaz de impedir a ousadia dos piratas.
Surgem, então, na rua, duas figuras mascaradas. A primeira é a Garota-Aranha, que balança entre os prédios com sua graça super-humana, e correndo por entre os carros, com duas pistolas em punho, o espírito-que-anda se aproxima rapidamente do minijato.
A tripulação do jato se assusta ao avistar o Fantasma:
Capitão, o espírito-que-anda!
O capitão Arca-Negra coça sua longa barba e dá um chute no jato:
Droga! Droga! Por que ele não morre? Eu dei cinco tiros no infeliz! No meio da fuça dele! Eu vi quando ele caiu no mar! Ele não pode estar vivo! Não pode!
Capitão?
O quê?
Tem mais um!
Hein?
É! Parece uma aranha e tá vindo em direção ao jato.
A Garota-Aranha vai de encontro ao jato com uma velocidade incrível. Ela assume posição e se choca contra a fuselagem, amassando o jato e fazendo-o perder altitude, encostando o carro-forte no chão novamente. Ela continua presa ao jato e vai escalando até o vidro.
O Fantasma observa a ação da aracnídea e de baixo ele mira nos tentáculos de aço que estão içando o carro-forte. Ele dispara violentamente seus raios laser, mas os tentáculos parecem ser muito resistentes e não cedem.
A aracnídea começa a socar o vidro.
De dentro, o capitão gargalha:
Ahahaha! Esse vidro é resistente a quase tudo, sua aranha idiota!
Mas os socos incessantes da Garota-Aranha começam a rachar o vidro. May, no entanto, percebe que mesmo que consiga quebrá-lo, levaria muito tempo, e pensa em outra coisa.
Ela olha para baixo e grita:
Saiam! Saiam! Saiam da rua! nesse momento, ela avista o Fantasma.
"Ahn... quem é aquele de roxo ali embaixo?"
O Fantasma começa a subir uns prédios em direção a um mastro de bandeira, ele se equilibra no mastro e lança seu corpo em direção ao jato, agarrando-se em uma das pequenas asas.
A Garota-Aranha começa a tecer uma enorme teia, prendendo o jato ao asfalto.
O capitão, quando percebe a manobra, solta o carro-forte e sobe rapidamente com o jato. O Fantasma se segura na asa enquanto o jato voa rapidamente para o céu de Nova York. May não tem problema em se prender à fuselagem da aeronave, mas o céu aberto não é seu elemento. Ela anda até perto do Fantasma.
Não sei quem é você, mas não deve estar com eles. Eu vou pular, quer vir?!
"Que ótimo! Meu sentido não tocou! Esse cara deve ser novo na cidade, só isso!"
O Fantasma olha para baixo e sorri de volta para a Garota-Aranha.
Acho que vou aceitar sua doce oferta, senhorita aranha.
Ela o agarra com uma das mãos e se joga por entre os prédios. Em poucos segundos, ela lança uma teia e se balança até o topo de um prédio, acompanhada do Fantasma.
Acho que precisamos de apresentações. ela fala, enquanto o solta Você deve ser novo por Nova York... ahn... qual o seu nome mesmo?
Fantasma. Eu sou o Fantasma, e você, quem é? Algo tipo "a estonteante Mulher-Aranha"?
"Estonteante... uau! Gostei desse cara!"
Quase! Garota-Aranha, na verdade! E o estonteante fica por sua conta!
Obrigado pela sua ajuda, Garota-Aranha, mas infelizmente eles fugiram. fala o Fantasma, olhando para o céu.
A gente pega eles na próxima, seja lá quem eles forem...
A Irmandade Singh. o Fantasma se vira para a heroína Piratas, gente da pior estirpe. Há séculos eles vêm maculando o mundo com sua vilania. Meu dever maior é lutar contra eles.
Peraí. Piratas? Tipo aquele filme antigo do Johnny Depp? pergunta a Garota-Aranha.
Acho que não vi esse filme, mas, sim, são piratas! Só que pelo que parece trocaram o mar pelo mar de concreto e os navios por aeronaves.
É... pena que eu não possa voar para ir atrás deles. Ei, peraí! Eu tive uma idéia! fala a aracnídea.
Do que se trata?
Faz o seguinte, me espera aqui que eu já volto! May se lança por entre os prédios da cidade, se balançando com sua incrível agilidade até chegar à sua casa.
Paaaaaiiiii!! grita May, ao entrar pela janela.
Peter levanta-se do sofá, onde tinha caído no sono.
O que foi, May?
Preciso de um favorzinho seu! Será que você ainda tem algum daqueles rastreadores sobrando por aí?

De volta ao topo do edifício onde deixamos o Fantasma.
"Nova York é realmente uma loucura, bem que meu pai me dizia. Todas essas figuras uniformizadas saltando para lá e para cá, parece que a cidade vai estourar a qualquer segundo. Que saudades de Bengala. Ah, meu pai... se você não tivesse repetido várias vezes o quanto é importante conhecer a selva e a cidade como se fossem um só, acho que não estaria aqui."
Kit anda todo o topo do prédio, impaciente com a demora da heroína. Quando se encosta no parapeito do lado oeste, alguma coisa o chama a atenção. Seus olhos se fixam em um letreiro de bar. Para um olho destreinado, aquele seria apenas mais um letreiro comum, mas para o Fantasma ele diz muito mais. Em meio às letras, ele consegue distinguir o símbolo da Irmandade: a teia de aranha. Aquele lugar é um ponto de encontro e isso significa que a Irmandade já está infiltrada na cidade.
"'Apenas os tolos cruzam o caminho do Fantasma', já dizia o ditado na floresta, e é hora de provar que isso é verdade."
O Fantasma começa a descer as escadas de incêndio do prédio.
A Garota-Aranha repentinamente se lança na parede ao lado da escada.
Ei, você tá indo aonde?
Ali! o Fantasma aponta Aquele bar, senhorita Aranha, é um refúgio para os membros da Irmandade. Dentre as letras, eu consigo perceber o símbolo da teia da aranha, o símbolo da Irmandade.
Ah, não, agora eu fiquei danada da vida! Eles estão usando o meu símbolo! May pula para o chão.
O Fantasma toma a frente e abre a porta do bar Norse Breed. Assim que ele abre, o som de conversa vaza para a rua, mas ao dar o primeiro passo para dentro, o som acaba.
O sentido de aranha de May dispara loucamente quando ela também cruza a porta e entra no bar. Todos os homens no recinto estão olhando para os dois, e com caras nada boas.
Quando o Fantasma pergunta, ele espera uma resposta. Onde está a Irmandade? pergunta o Fantasma, em tom ameaçador.
O silêncio continua a imperar no recinto. Alguns homens se entreolham, mas é o máximo de reação que eles esboçam.
Que pessoal mais caladão, Fantasma! Acho que o jeito vai ser a gente dar um incentivo pra eles! fala a Garota-Aranha.
Você tem razão. o Fantasma rapidamente agarra um dos homens e o joga em cima do balcão do bar.
Pra vocês verem como o cara é mau, eu ia sugerir que quem falasse ganharia uma tatuagem de âncora inteiramente grátis e uma lata de espinafre! May salta e se prende no teto, de onde começa a soltar teias e prender vários homens que iam em direção ao Fantasma.
O Fantasma começa a derrubar vários homens com seus golpes certeiros. Os homens que ele não derruba, a Garota-Aranha prende em sua teia, e em poucos instantes só sobra um homem ainda consciente, o barman, e ele está sendo levantado pela gola pelo Fantasma.
Agora, diga-me onde está escondida a Irmandade! pergunta o espírito-que-anda.
Porra nenhuma! responde o barman, cuspindo no chão.
O Fantasma joga o homem em cima das garrafas, as costas do barman caem sobre um monte de cacos de vidro.
Responde. mais uma vez pergunta o Fantasma.
Sifudê! grita o barman.
O Fantasma sobe em cima do homem, enfiando a carne do pobre coitado nos cacos de vidro com seu peso.
Ei! Pode parar! a Garota-Aranha tira o Fantasma de cima do homem Você tá pensando o quê... não dá pra ir fazendo isso com o cara e...
Tá bom! Eu falo! grita o barman Eles tão num prédio antigo dos correios na avenida Lee Falk.
Deu certo. diz o Fantasma, indo em direção à porta do bar.
A Garota-Aranha vai atrás:
Deu certo... unf! Não gostei desse negócio de ficar enfiando cacos de vidro no cara!
Não é muito diferente de esbofetear alguém. responde o herói.
É totalmente diferente! retruca a Garota-Aranha.
Você vai me ajudar ou não a acabar com esses caras? pergunta o Fantasma.
Claro! Alguém tem que ficar de olho em você! Além do que... eu plantei uns localizadores nessa galera, vai dar pra descobrir se esse endereço que o barman te passou é falso ou não! e a Garota-Aranha começa a escalar um prédio próximo.
Você vai aonde?
Me esconder pra seguir esses caras, ué! e a heroína continua a subir as paredes.
O Fantasma pula e se agarra a uma escada de incêndio, ele sobe rapidamente até um ponto alto aonde espera pela saída dos piratas. Não demora muito tempo e alguns homens começam a sair. Vários deles tomam direções diferentes.
Vamos seguir aquele cara ali com a bandana vermelha! diz a Garota-Aranha, chegando perto do Fantasma.
Você é quem sabe, os localizadores são seus. responde o Fantasma, se preparando para ir para o topo do prédio.
Vem! Vou te dar uma carona! May segura o fantasma com uma das mãos e se balança para um prédio próximo.
Os dois seguem o homem por alguns minutos até que ele entra em um carro, a perseguição se acelera, mas, no fim, a Garota-Aranha e o Fantasma seguem o pirata até um prédio residencial.
Aqui não é a avenida Lee Falk. fala a Garota-Aranha.
Pode ser só a casa dele! responde o Fantasma, descrente.
Duvido! Depois de um ataque desses, esses caras iam correr pro chefinho pra contar tudo! retruca a aracnídea.
É... acho que você tem razão! diz o Fantasma, apontando para um homem parado próximo ao prédio que exibe a tatuagem da Irmandade em seu braço.
Ótimo! Vamos tentar uma abordagem mais ao meu estilo agora! Siga-me! May joga sua teia e se balança, carregando o Fantasma, para o prédio que parece ser o quartel-general da Irmandade. Ela procura por alguns instantes até que acha uma janela aberta em um dos andares. Os dois entram no cômodo e mesmo com a luz apagada é possível perceber que se trata de algum depósito. Várias caixas estão jogadas pelo chão e empilhadas. A Garota-Aranha logo acha o que queria: a entrada para um tubo de ventilação.
Vem comigo pra dentro do tubo! ela diz, baixinho.
A Garota-Aranha arranca a grade de entrada para o tubo e ela e o Fantasma entram. Assim que os dois estão acomodados, ela prende novamente a grade com a teia e eles começam a rastejar.
Depois de alguns minutos andando, eles param próximo a uma saída de ar de onde é possível escutar uma conversa:
Sim, a oferta é essa mesmo. É verdade o que ouviu por aí. Só há um problema, meu amigo, você não é membro dessa Irmandade, portanto a oferta não é válida para você. diz uma voz rouca de homem.
Acho que você não está entendendo. Quando eu me ofereço para fazer um serviço, não aceito recusa! diz, com bastante energia, uma voz masculina.
Não adianta, a oferta pela cabeça do espírito-que-anda não está aberta para você! responde a voz rouca Homens, acabem com essa discussão!
A Garota-Aranha e o Fantasma escutam alguns barulhos e rapidamente se faz silêncio.
Então meu preço acaba de dobrar! ouve-se a resposta da mesma voz masculina de antes.
O Fantasma quebra a grade da saída de ar e pula para dentro da sala. Ele cai entre um homem vestindo roupas negras, sobretudo e chapéu, e um homem vestindo um colete e cheio de brincos em sua orelha.
Isso acaba agora! diz o Fantasma.
A Garota-Aranha surge logo atrás.
É! Caramba, ele matou os outros! May fala, ao reparar nos corpos de três homens, todos com estiletes cravados no crânio.
Ah! Adoro quando o trabalho vem assim! o homem no sobretudo puxa algo do bolso e atira em direção ao Fantasma, que logo em seguida solta um grito. Ao mesmo tempo, o homem que parece ser um pirata tenta correr para uma porta que há na sala, mas a Garota-Aranha sela a porta com uma rede de teia.
O Fantasma grita ao arrancar um estilete de seu peito, enquanto o atirador puxa outros dois estiletes de bolsos laterais do sobretudo.
O Mercenário nunca erra!
"Ah, não! Esse doido não!" a Garota-Aranha pula em direção ao Mercenário, tentando atingí-lo com um soco, mas ele desvia.
Você não é meu alvo, garota. Saia enquanto pode! o Mercenário diz, enquanto aplica um chute na aracnídea, mas ela também se desvia.
Ainda se recuperando, o Fantasma é atacado pelo pirata. O homem encosta uma lâmina no pescoço do herói e diz:
Você morrerá de vez pela lâmina da Irmandade!
O Mercenário joga um dos estiletes e este passa longe da Garota-Aranha. Na verdade ela não era seu alvo, mas sim o pirata. O membro da Irmandade cai com um arremesso preciso em seu pescoço.
Ele é meu, seu... unfh! a Garota-Aranha acerta um soco na cara do vilão.
Dá pra parar de matar gente, seu maníaco... a heroína acerta outro soco no estômago do Mercenário, que cambaleia.
Só mais uma pessoa então: você! o vilão atira outro estilete, agora na direção da aracnídea, que, graças aos seus reflexos sobre-humanos, desvia.
Ih! Acho que alguém perdeu a receita do oftalmologista! Não se preocupa, ouvi dizer que o sistema de saúde da prisão é ótimo! a Garota-Aranha lança um fio de teia que se enrosca em uma das mãos do Mercenário.
O Fantasma pula para cima do Mercenário, atingindo-o com um chute.
Isso é pelo estilete! o herói diz, enquanto cai por cima do Mercenário, pisando no peito dele contra o chão. Os dois caem sobre algumas caixas, que viram.
A Garota-Aranha prende os dois braços do vilão ao chão com sua teia.
Ei! Olha só o que temos aqui! a heroína aponta para as caixas que tombaram, revelando armas.
Típico da pirataria, devem ser todas fruto de roubo. Assim como aquelas caixas que vimos quando entramos, devem estar todas cheias de coisas roubadas. Deveríamos chamar a polícia. fala o Fantasma.
Soltem-me! Soltem-me! Hummphhh... o Mercenário é calado por um fio de teia na boca.
Vou chamar a polícia e levá-lo a um hospital! fala a Garota-Aranha, puxando um cartão de um cinto dentro do uniforme.
Não é preciso, eu tenho os remédios que preciso comigo, senhorita Aranha. responde o Fantasma.
Ah! Voltamos com o bom humor! a aracnídea mexe no cartão Alô?! Mainframe! Me faz um favor, avisa a polícia que tem um prédio cheio de bandidos e coisas roubadas na Smith com Kane. Isso! Isso! Vou ver o que consigo fazer aqui pra facilitar o trabalho deles! Avisa que o doido do Mercenário tá aqui embrulhado pra presente também!
O Fantasma sorri e diz:
O que faremos agora?
Eu vou pegar mais uns desses caras enquanto a polícia não chega e você vai cuidar desse ferimento! fala a Garota-Aranha, arrancando a porta que estava presa com a teia.

Alguns dias depois...
Ai... resumindo: até agora nada do tal do Kit Walker me ligar! May fala, revoltada.
Do outro lado da linha, Davida responde:
Homens! Se não ia ligar mesmo, pra que pegou o telefone?!
Eu é que vou saber?! Deve ser mais um desses idiotas! O mundo tá cheio deles! Nem acredito que fui boba de acreditar que esse cara ia ser diferente dos outros! responde May, irritada.
Ah, May! Já tá mesmo na hora de você cair na realidade! Esses homens são todos uns trogloditas! Deviam todos ir morar na selva!

Enquanto isso, na selva de Bengala...
Pois é, meu amigo, era uma jovem muito bonita e eu fui perder o telefone dela no mesmo dia! Tudo culpa daqueles piratas! fala o Fantasma, olhando para um lobo, enquanto entra em uma caverna...
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