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Garota-Aranha # 05

Por Eduardo Regis

A Irmandade

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May de repente se dá conta de que horas são.

"Meu Deus! São 5:30! Já tinha que estar em casa! Ai! Minha mãe vai me matar se eu não chegar a tempo de encontrá-la para ir ao cabeleireiro!"

Ela olha para os lados procurando um beco aonde possa se tornar a Garota-Aranha e balançar rapidamente para casa, mas na pressa acaba esbarrando num jovem que vinha andando pela rua.

— Ai, desculpa. Eu tô tão apressada que nem te vi.

— Tudo bem. — o rapaz sorri para May — Até que foi um bom esbarrão.

— Bom, se tá tudo bem, então eu vou indo!

— Ei! Espera! Não quer aproveitar que você derrubou meu refrigerante e aceitar meu convite para tomar outro?

May nem tinha reparado na lata de refrigerante que tinha caído das mãos do rapaz. Mas agora, reparando bem, nota que o rapaz é muito mais interessante do que o refrigerante caído. Trata-se de um jovem homem de talvez 20 anos com cabelos negros bem curtos, olhos verdes, excelente porte físico e um sorriso viciante.

— Ah, desculpa mesmo! Eu não posso, você quer outro? Eu te pago!

— Não... não... então faz o seguinte! Me dá seu nome e telefone que eu te convido outro dia.

May fica um tanto vermelha de vergonha por causa dos constantes galanteios, mas...

— Está bem. Parker, May Parker. O telefone celular é 87765325.

— OK. Eu te ligo. Ah, a propósito... eu sou Walker, Kit Walker. Foi um prazer.

Ela volta a correr pelas ruas atrás de um beco enquanto pensa.

"Kit Walker! Uau!! Que cara! Bonitão mesmo! Ai, eu bem que tava precisando sair com uma pessoa diferente mesmo e tirar o idiota do Miller da minha cabeça! Quem sabe esse Walker não é um bom partido? Ai, mas com a velha sorte dos Parker, o cara nunca vai me ligar!"

May, já transformada na Garota-Aranha, se balança até sua casa.

— Droga, May!! — Mary Jane reclama, ferozmente.

— Ahn, mãe... desculpa. É tudo culpa do Kit Walker.

— De quem? — MJ faz cara de curiosa.

— Ai, mãe... ai! O cara mais lindo do mundo! Eu esbarrei com ele na rua e você nem vai acreditar, ele pediu meu telefone e me chamou para tomar um refrigerante com ele! — May suspira enquanto se joga no sofá.

— Refrigerante, que romântico! — MJ ironiza, puxando a filha — Vamos! Temos que ir! Eu estou com hora marcada na cabeleireira e a senhorita também!

— Ah, mãe... refrigerante! Qual o problema? Eu não posso beber álcool mesmo! Você não deixa!

— Mocinha, nem vamos entrar nessa discussão! — MJ fecha a porta assim que May passa e se prepara para fazer sinal para um táxi.

Enquanto isso, algumas ruas à frente, um bando de homens se prepara para um feito ousado. Eles são ladrões, mas não ladrões comuns. Todos vêm de uma linhagem antiga de piratas e hoje, sob o comando do capitão Arca-Negra, eles se preparam para inovar.

A pirataria conheceu seu auge há muito tempo atrás. Naquela época, homens levantavam a bandeira pirata em seus navios e atacavam outros navios em busca de especiarias, ouro e até provisões. Nessa época, a Irmandade Singh dominava os mares, e por muitos anos ela agiu sem conhecer inimigos, até cruzarem o caminho de Kit Walker e seu pai. Após a morte de seu pai, Kit jurou sob a caveira do assassino que iria combater a pirataria e a vilania e que seus descendentes seguiriam seus passos. Assim surgiu nas selvas de Bengala o primeiro fantasma. Desde então, eles dão ao filho primogênito o nome de Kit Walker e estes assumem o manto do pai assim que ele morre.

Kit Walker está perdido. Ele procura uma loja de roupas desesperadamente, faz tempo que não vem a Nova York e o tempo que passou em Bengala o fez esquecer a localização da loja. Logo a única loja do mundo onde ele poderia comprar um terno bonito com desconto, afinal, o dono é seu amigo de escola.

"Ótimo, Walker! Lindo! Agora você não consegue achar nem uma loja de roupas!"

Ele dá a volta no quarteirão e algo o surpreende quando vira a esquina.

Um minijato com o símbolo da Irmandade Singh pintado sobrevoa a rua e pára acima de um carro-forte.

May está andando com MJ para o shopping, quando se depara com a mesma cena na rua. Ela apenas olha para a mãe que, fazendo cara de quem não gostou, aponta para um beco.

Kit corre para a rua de trás para se trocar.

Em instantes, o minijato Sengh está começando a içar o carro-forte. Os seguranças saem correndo desesperadamente pelas ruas. Parece não haver nada capaz de impedir a ousadia dos piratas.

Surgem, então, na rua, duas figuras mascaradas. A primeira é a Garota-Aranha, que balança entre os prédios com sua graça super-humana, e correndo por entre os carros, com duas pistolas em punho, o espírito-que-anda se aproxima rapidamente do minijato.

A tripulação do jato se assusta ao avistar o Fantasma:

— Capitão, o espírito-que-anda!

O capitão Arca-Negra coça sua longa barba e dá um chute no jato:

— Droga! Droga! Por que ele não morre? Eu dei cinco tiros no infeliz! No meio da fuça dele! Eu vi quando ele caiu no mar! Ele não pode estar vivo! Não pode!

— Capitão?

O quê?

— Tem mais um!

Hein?

— É! Parece uma aranha e tá vindo em direção ao jato.

A Garota-Aranha vai de encontro ao jato com uma velocidade incrível. Ela assume posição e se choca contra a fuselagem, amassando o jato e fazendo-o perder altitude, encostando o carro-forte no chão novamente. Ela continua presa ao jato e vai escalando até o vidro.

O Fantasma observa a ação da aracnídea e de baixo ele mira nos tentáculos de aço que estão içando o carro-forte. Ele dispara violentamente seus raios laser, mas os tentáculos parecem ser muito resistentes e não cedem.

A aracnídea começa a socar o vidro.

De dentro, o capitão gargalha:

Ahahaha! Esse vidro é resistente a quase tudo, sua aranha idiota!

Mas os socos incessantes da Garota-Aranha começam a rachar o vidro. May, no entanto, percebe que mesmo que consiga quebrá-lo, levaria muito tempo, e pensa em outra coisa.

Ela olha para baixo e grita:

— Saiam! Saiam! Saiam da rua! — nesse momento, ela avista o Fantasma.

"Ahn... quem é aquele de roxo ali embaixo?"

O Fantasma começa a subir uns prédios em direção a um mastro de bandeira, ele se equilibra no mastro e lança seu corpo em direção ao jato, agarrando-se em uma das pequenas asas.

A Garota-Aranha começa a tecer uma enorme teia, prendendo o jato ao asfalto.

O capitão, quando percebe a manobra, solta o carro-forte e sobe rapidamente com o jato. O Fantasma se segura na asa enquanto o jato voa rapidamente para o céu de Nova York. May não tem problema em se prender à fuselagem da aeronave, mas o céu aberto não é seu elemento. Ela anda até perto do Fantasma.

— Não sei quem é você, mas não deve estar com eles. Eu vou pular, quer vir?!

"Que ótimo! Meu sentido não tocou! Esse cara deve ser novo na cidade, só isso!"

O Fantasma olha para baixo e sorri de volta para a Garota-Aranha.

— Acho que vou aceitar sua doce oferta, senhorita aranha.

Ela o agarra com uma das mãos e se joga por entre os prédios. Em poucos segundos, ela lança uma teia e se balança até o topo de um prédio, acompanhada do Fantasma.

— Acho que precisamos de apresentações. — ela fala, enquanto o solta — Você deve ser novo por Nova York... ahn... qual o seu nome mesmo?

— Fantasma. Eu sou o Fantasma, e você, quem é? Algo tipo "a estonteante Mulher-Aranha"?

"Estonteante... uau! Gostei desse cara!"

— Quase! Garota-Aranha, na verdade! E o estonteante fica por sua conta!

— Obrigado pela sua ajuda, Garota-Aranha, mas infelizmente eles fugiram. — fala o Fantasma, olhando para o céu.

— A gente pega eles na próxima, seja lá quem eles forem...

— A Irmandade Singh. — o Fantasma se vira para a heroína — Piratas, gente da pior estirpe. Há séculos eles vêm maculando o mundo com sua vilania. Meu dever maior é lutar contra eles.

— Peraí. Piratas? Tipo aquele filme antigo do Johnny Depp? — pergunta a Garota-Aranha.

— Acho que não vi esse filme, mas, sim, são piratas! Só que pelo que parece trocaram o mar pelo mar de concreto e os navios por aeronaves.

— É... pena que eu não possa voar para ir atrás deles. Ei, peraí! Eu tive uma idéia! — fala a aracnídea.

— Do que se trata?

— Faz o seguinte, me espera aqui que eu já volto! — May se lança por entre os prédios da cidade, se balançando com sua incrível agilidade até chegar à sua casa.

Paaaaaiiiii!! — grita May, ao entrar pela janela.

Peter levanta-se do sofá, onde tinha caído no sono.

— O que foi, May?

— Preciso de um favorzinho seu! Será que você ainda tem algum daqueles rastreadores sobrando por aí?

De volta ao topo do edifício onde deixamos o Fantasma.

"Nova York é realmente uma loucura, bem que meu pai me dizia. Todas essas figuras uniformizadas saltando para lá e para cá, parece que a cidade vai estourar a qualquer segundo. Que saudades de Bengala. Ah, meu pai... se você não tivesse repetido várias vezes o quanto é importante conhecer a selva e a cidade como se fossem um só, acho que não estaria aqui."

Kit anda todo o topo do prédio, impaciente com a demora da heroína. Quando se encosta no parapeito do lado oeste, alguma coisa o chama a atenção. Seus olhos se fixam em um letreiro de bar. Para um olho destreinado, aquele seria apenas mais um letreiro comum, mas para o Fantasma ele diz muito mais. Em meio às letras, ele consegue distinguir o símbolo da Irmandade: a teia de aranha. Aquele lugar é um ponto de encontro e isso significa que a Irmandade já está infiltrada na cidade.

"'Apenas os tolos cruzam o caminho do Fantasma', já dizia o ditado na floresta, e é hora de provar que isso é verdade."

O Fantasma começa a descer as escadas de incêndio do prédio.

A Garota-Aranha repentinamente se lança na parede ao lado da escada.

— Ei, você tá indo aonde?

— Ali! — o Fantasma aponta — Aquele bar, senhorita Aranha, é um refúgio para os membros da Irmandade. Dentre as letras, eu consigo perceber o símbolo da teia da aranha, o símbolo da Irmandade.

— Ah, não, agora eu fiquei danada da vida! Eles estão usando o meu símbolo! — May pula para o chão.

O Fantasma toma a frente e abre a porta do bar Norse Breed. Assim que ele abre, o som de conversa vaza para a rua, mas ao dar o primeiro passo para dentro, o som acaba.

O sentido de aranha de May dispara loucamente quando ela também cruza a porta e entra no bar. Todos os homens no recinto estão olhando para os dois, e com caras nada boas.

— Quando o Fantasma pergunta, ele espera uma resposta. Onde está a Irmandade? — pergunta o Fantasma, em tom ameaçador.

O silêncio continua a imperar no recinto. Alguns homens se entreolham, mas é o máximo de reação que eles esboçam.

— Que pessoal mais caladão, Fantasma! Acho que o jeito vai ser a gente dar um incentivo pra eles! — fala a Garota-Aranha.

— Você tem razão. — o Fantasma rapidamente agarra um dos homens e o joga em cima do balcão do bar.

— Pra vocês verem como o cara é mau, eu ia sugerir que quem falasse ganharia uma tatuagem de âncora inteiramente grátis e uma lata de espinafre! — May salta e se prende no teto, de onde começa a soltar teias e prender vários homens que iam em direção ao Fantasma.

O Fantasma começa a derrubar vários homens com seus golpes certeiros. Os homens que ele não derruba, a Garota-Aranha prende em sua teia, e em poucos instantes só sobra um homem ainda consciente, o barman, e ele está sendo levantado pela gola pelo Fantasma.

— Agora, diga-me onde está escondida a Irmandade! — pergunta o espírito-que-anda.

— Porra nenhuma! — responde o barman, cuspindo no chão.

O Fantasma joga o homem em cima das garrafas, as costas do barman caem sobre um monte de cacos de vidro.

— Responde. — mais uma vez pergunta o Fantasma.

— Sifudê! — grita o barman.

O Fantasma sobe em cima do homem, enfiando a carne do pobre coitado nos cacos de vidro com seu peso.

— Ei! Pode parar! — a Garota-Aranha tira o Fantasma de cima do homem — Você tá pensando o quê... não dá pra ir fazendo isso com o cara e...

— Tá bom! Eu falo! — grita o barman — Eles tão num prédio antigo dos correios na avenida Lee Falk.

— Deu certo. — diz o Fantasma, indo em direção à porta do bar.

A Garota-Aranha vai atrás:

— Deu certo... unf! Não gostei desse negócio de ficar enfiando cacos de vidro no cara!

— Não é muito diferente de esbofetear alguém. — responde o herói.

— É totalmente diferente! — retruca a Garota-Aranha.

— Você vai me ajudar ou não a acabar com esses caras? — pergunta o Fantasma.

— Claro! Alguém tem que ficar de olho em você! Além do que... eu plantei uns localizadores nessa galera, vai dar pra descobrir se esse endereço que o barman te passou é falso ou não! — e a Garota-Aranha começa a escalar um prédio próximo.

— Você vai aonde?

— Me esconder pra seguir esses caras, ué! — e a heroína continua a subir as paredes.

O Fantasma pula e se agarra a uma escada de incêndio, ele sobe rapidamente até um ponto alto aonde espera pela saída dos piratas. Não demora muito tempo e alguns homens começam a sair. Vários deles tomam direções diferentes.

— Vamos seguir aquele cara ali com a bandana vermelha! — diz a Garota-Aranha, chegando perto do Fantasma.

— Você é quem sabe, os localizadores são seus. — responde o Fantasma, se preparando para ir para o topo do prédio.

— Vem! Vou te dar uma carona! — May segura o fantasma com uma das mãos e se balança para um prédio próximo.

Os dois seguem o homem por alguns minutos até que ele entra em um carro, a perseguição se acelera, mas, no fim, a Garota-Aranha e o Fantasma seguem o pirata até um prédio residencial.

— Aqui não é a avenida Lee Falk. — fala a Garota-Aranha.

— Pode ser só a casa dele! — responde o Fantasma, descrente.

— Duvido! Depois de um ataque desses, esses caras iam correr pro chefinho pra contar tudo! — retruca a aracnídea.

— É... acho que você tem razão! — diz o Fantasma, apontando para um homem parado próximo ao prédio que exibe a tatuagem da Irmandade em seu braço.

— Ótimo! Vamos tentar uma abordagem mais ao meu estilo agora! Siga-me! — May joga sua teia e se balança, carregando o Fantasma, para o prédio que parece ser o quartel-general da Irmandade. Ela procura por alguns instantes até que acha uma janela aberta em um dos andares. Os dois entram no cômodo e mesmo com a luz apagada é possível perceber que se trata de algum depósito. Várias caixas estão jogadas pelo chão e empilhadas. A Garota-Aranha logo acha o que queria: a entrada para um tubo de ventilação.

— Vem comigo pra dentro do tubo! — ela diz, baixinho.

A Garota-Aranha arranca a grade de entrada para o tubo e ela e o Fantasma entram. Assim que os dois estão acomodados, ela prende novamente a grade com a teia e eles começam a rastejar.

Depois de alguns minutos andando, eles param próximo a uma saída de ar de onde é possível escutar uma conversa:

— Sim, a oferta é essa mesmo. É verdade o que ouviu por aí. Só há um problema, meu amigo, você não é membro dessa Irmandade, portanto a oferta não é válida para você. — diz uma voz rouca de homem.

— Acho que você não está entendendo. Quando eu me ofereço para fazer um serviço, não aceito recusa! — diz, com bastante energia, uma voz masculina.

— Não adianta, a oferta pela cabeça do espírito-que-anda não está aberta para você! — responde a voz rouca — Homens, acabem com essa discussão!

A Garota-Aranha e o Fantasma escutam alguns barulhos e rapidamente se faz silêncio.

— Então meu preço acaba de dobrar! — ouve-se a resposta da mesma voz masculina de antes.

O Fantasma quebra a grade da saída de ar e pula para dentro da sala. Ele cai entre um homem vestindo roupas negras, sobretudo e chapéu, e um homem vestindo um colete e cheio de brincos em sua orelha.

— Isso acaba agora! — diz o Fantasma.

A Garota-Aranha surge logo atrás.

— É! Caramba, ele matou os outros! — May fala, ao reparar nos corpos de três homens, todos com estiletes cravados no crânio.

— Ah! Adoro quando o trabalho vem assim! — o homem no sobretudo puxa algo do bolso e atira em direção ao Fantasma, que logo em seguida solta um grito. Ao mesmo tempo, o homem que parece ser um pirata tenta correr para uma porta que há na sala, mas a Garota-Aranha sela a porta com uma rede de teia.

O Fantasma grita ao arrancar um estilete de seu peito, enquanto o atirador puxa outros dois estiletes de bolsos laterais do sobretudo.

— O Mercenário nunca erra!

"Ah, não! Esse doido não!" — a Garota-Aranha pula em direção ao Mercenário, tentando atingí-lo com um soco, mas ele desvia.

— Você não é meu alvo, garota. Saia enquanto pode! — o Mercenário diz, enquanto aplica um chute na aracnídea, mas ela também se desvia.

Ainda se recuperando, o Fantasma é atacado pelo pirata. O homem encosta uma lâmina no pescoço do herói e diz:

— Você morrerá de vez pela lâmina da Irmandade!

O Mercenário joga um dos estiletes e este passa longe da Garota-Aranha. Na verdade ela não era seu alvo, mas sim o pirata. O membro da Irmandade cai com um arremesso preciso em seu pescoço.

— Ele é meu, seu... unfh! — a Garota-Aranha acerta um soco na cara do vilão.

— Dá pra parar de matar gente, seu maníaco... — a heroína acerta outro soco no estômago do Mercenário, que cambaleia.

— Só mais uma pessoa então: você! — o vilão atira outro estilete, agora na direção da aracnídea, que, graças aos seus reflexos sobre-humanos, desvia.

— Ih! Acho que alguém perdeu a receita do oftalmologista! Não se preocupa, ouvi dizer que o sistema de saúde da prisão é ótimo! — a Garota-Aranha lança um fio de teia que se enrosca em uma das mãos do Mercenário.

O Fantasma pula para cima do Mercenário, atingindo-o com um chute.

— Isso é pelo estilete! — o herói diz, enquanto cai por cima do Mercenário, pisando no peito dele contra o chão. Os dois caem sobre algumas caixas, que viram.

A Garota-Aranha prende os dois braços do vilão ao chão com sua teia.

— Ei! Olha só o que temos aqui! — a heroína aponta para as caixas que tombaram, revelando armas.

— Típico da pirataria, devem ser todas fruto de roubo. Assim como aquelas caixas que vimos quando entramos, devem estar todas cheias de coisas roubadas. Deveríamos chamar a polícia. — fala o Fantasma.

— Soltem-me! Soltem-me! Hummphhh... — o Mercenário é calado por um fio de teia na boca.

— Vou chamar a polícia e levá-lo a um hospital! — fala a Garota-Aranha, puxando um cartão de um cinto dentro do uniforme.

— Não é preciso, eu tenho os remédios que preciso comigo, senhorita Aranha. — responde o Fantasma.

— Ah! Voltamos com o bom humor! — a aracnídea mexe no cartão — Alô?! Mainframe! Me faz um favor, avisa a polícia que tem um prédio cheio de bandidos e coisas roubadas na Smith com Kane. Isso! Isso! Vou ver o que consigo fazer aqui pra facilitar o trabalho deles! Avisa que o doido do Mercenário tá aqui embrulhado pra presente também!

O Fantasma sorri e diz:

— O que faremos agora?

— Eu vou pegar mais uns desses caras enquanto a polícia não chega e você vai cuidar desse ferimento! — fala a Garota-Aranha, arrancando a porta que estava presa com a teia.

Alguns dias depois...

— Ai... resumindo: até agora nada do tal do Kit Walker me ligar! — May fala, revoltada.

Do outro lado da linha, Davida responde:

— Homens! Se não ia ligar mesmo, pra que pegou o telefone?!

— Eu é que vou saber?! Deve ser mais um desses idiotas! O mundo tá cheio deles! Nem acredito que fui boba de acreditar que esse cara ia ser diferente dos outros! — responde May, irritada.

— Ah, May! Já tá mesmo na hora de você cair na realidade! Esses homens são todos uns trogloditas! Deviam todos ir morar na selva!

Enquanto isso, na selva de Bengala...

— Pois é, meu amigo, era uma jovem muito bonita e eu fui perder o telefone dela no mesmo dia! Tudo culpa daqueles piratas! — fala o Fantasma, olhando para um lobo, enquanto entra em uma caverna...




 
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