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Por
Eduardo Regis
Gotham
Um clarão corta o céu e é logo seguido por um estrondo. O trovão anuncia a tempestade. Nada mais comum para os habitantes de Gotham. Quando a chuva cai, alguns cidadãos se recolhem para curtir o aconchego do lar e descansar um pouco. Esta tarde, Claire Sherlton não fez diferente. Após um logo banho, ela senta-se em sua poltrona favorita para escovar seus longos cabelos negros. Por hábito, ela liga o rádio.
Alô, Gotham! Aqui quem fala é Don MacDowell, da rádio WXYR! Hoje promete ser mais uma noite chuvosa, perfeita para você ficar em casa ouvindo o que há de melhor na música mundial! E ligando para o 555-3311 você fala comigo e pede sua música! Vamos à primeira ligação da noite: sim?
Alô!
Quem está falando?
Quem quer saber?
Ora! Como assim? Aqui é Don MacDowell, da rádio WXYR!
Ah, tá! Legal esse seu nome!
Obrigado, mas e o seu?
Não gosto muito dele, não. Prefiro meu apelido.
É uma pena. Mas qual é então o seu apelido?
Coringa!
Ah! Isso deve ser uma piada, não é?
Na verdade, sim!
Então, vai dizer seu nome ou não?
Não era essa a parte da piada! Aliás, a piada já perdeu a graça. Vocês, locutores, não têm timing cômico. Mesmo assim eu vou tentar. O que a aranha disse pro morcego?
Ahn...corta a ligação, Joey! Corta!
Não é uma boa idéia...se você cortar a ligação, sua irmãzinha Sharon vai ser jogada do alto do prédio do hospital central de Gotham e todos vamos rezar para que os pára-quedas feitos de luvas hospitalares sejam realmente bons!
Seu louco!
Ah, você sabe conquistar fãs!
Eu não sei o que a aranha disse pro morcego!!
Ahhahahahahhaaha! Ela disse não me chateia! entendeu? Cha-teia!! Ahhuahahuhahuahuahuauhahauhahahahuahahhahauahahuahahaahhahauhaahhhauh!
O Coringa desliga o telefone celular enquanto termina de pintar a cara da pequena Sharon. Agora ela está parecendo um palhaço.
Boa menina, nada de choro para não borrar a maquiagem! diz o Coringa, sorrindo Vamos esperar o morceguinho chegar!
Repentinamente, uma figura vestida numa armadura negra aparece. Ela pousa e recolhe suas asas, que caem como uma capa. Seu elmo lembra a face de um morcego, mas exala um toque feminino.
Você já teve seu momento de fama hoje, Coringa! Hora de voltar pra Arkham! diz a Mulher-Morcego, parada, observando a cena.
Ahhhh. Que chato! Dessa vez os helicópteros não vieram! reclama o Coringa, fazendo cara de triste.
A Mulher-Morcego avança em direção ao Coringa. O palhaço reage soltando uma gargalhada e empurrando Sharon do alto do prédio. A mulher vestindo negro salta rapidamente e abre suas asas, voando em direção à menina, pegando-a em seus braços. Com uma ágil manobra aérea, ela sobe e volta para o alto do hospital. A heroína pousa e manda Sharon descer pelas escadas. Esta corre e desaparece na escuridão das escadarias.
Coringa, seu demente! Não adianta tentar se esconder atrás de caixas d'água ou de caixas de energia. diz a Mulher-Morcego, olhando bem à sua volta.
O palhaço do crime então pula de trás de uma caixa de água sorrindo e fazendo pose.
Tá-dá! Eu peguei você! Ahuahuahuahhahuahauhahahahahauhahuahuahuahahuhaaua!
O Coringa puxa de baixo de seu paletó roxo uma estranha pistola.
Certo. Mais uma pistola de bandeirinhas, ou dessa vez você colocou água? pergunta a heroína, ironizando.
Você ainda é uma novata perto dele. Ainda precisa aprender muito. Aprender a observar. Vou te dar uma dica. Já viu uma criança que não tem medo de palhaço? pergunta o coringa apontando a arma para a Mulher-Morcego.
A porta da escada bate. A Mulher-Morcego se vira um pouco para ver quem está chegando e se surpreende ao ver a pequena Sharon voltando. A menina pára e abre um leve sorriso. Subitamente, seu corpo começa a tomar uma forma diferente, e começa a se transformar numa mulher de barro.
Olá, Mulher-Morcego. A Eva-de-Barro aqui te pegou também. E eu adoro pegar você! a vilã se delicia tanto ao falar que passa sua língua sobre os lábios.
Viu, morceguinha? Você é apenas uma sombra dele! Ainda lembro bem. Pena que eu não vi quando o Espantalho o crucificou em frente à praça! Mas, enfim... você vai morrer por tentar ser igual a ele! Mas não vai ser assim! Vai ter drama! Glamour! Apelo! Hoje é a inauguração do centro de convenções Bruce Wayne! Ahahhahahahah! Todos os mais importantes figurões de Gotham estarão lá, e é claro, a TV! É lá que você vai morrer, aliás, você e todo mundo!
Não hoje, palhaço! grita uma voz feminina vinda do alto.
O Coringa olha para cima apenas a tempo de ver um pé o atingindo em cheio na cara. O palhaço vai ao chão na mesma hora. Aproveitando a oportunidade, a Mulher-Morcego se vira e desfere um soco na Eva-de-Barro. A vilã mal sente o soco e revida com dois golpes. Os braços da Eva envolvem a Mulher-Morcego, puxando-a mais perto.
Ah, Mulher-Morcego. Eu só queria provar os seus lábios. diz a Eva, com um tom sexy.
Que nojo! Nada contra, mas... que nojo! e uma teia atinge a cara da Eva.
A Mulher-Morcego se solta e começa a golpear Eva violentamente. A vilã se desfaz em lama e escorre pela canaleta de chuva do prédio.
Palhaço, acorda! diz a Mulher-Morcego, dirigindo-se ao Coringa. Ela o pega pela gola do paletó e o levanta. O palhaço do crime está inconsciente e não parece em condições de despertar.
Acho que eu o chutei muito forte. conclui a Garota-Aranha, chegando perto da Mulher-Morcego.
O Coringa está ficando velho para esse jogo. diz a Mulher-Morcego, largando o palhaço no chão Mas e você? O que faz em Gotham?
Por alguns instantes, a Garota-Aranha fica sem resposta. Simplesmente não pode dizer que veio junto de seu pai para a inauguração do centro de convenções Bruce Wayne e que enquanto passeava soube da confusão e resolveu ajudar.
De passagem, nada de mais. May responde.
Ótimo. Com licença, mas a Eva-de-Barro ainda está à solta. a Mulher-Morcego se aproxima do parapeito e abre seus braços fazendo com que sua capa se transforme num par de asas.
Ei! grita a Garota-Aranha.
A Mulher-Morcego continua com as asas armadas, mas pára, virando levemente o rosto na direção de May.
Você não acha melhor darmos uma olhada no centro de convenções? Pode haver alguma coisa por lá! sugere a Garota-Aranha.
Eu estou indo fazer isso. Não vejo como você possa me ajudar. a Mulher-Morcego responde objetivamente.
"Ai! Que saco essa Mulher-Morcego! Eu a ajudo a se livrar de uma boa aqui no teto deste hospital e ela ainda enche minha paciência. Droga! Mas, enfim, negócios são negócios! Fique calma e seja profissional, May!"
Eu acho que posso ajudar! Já te falei que eu possuo um sentido de aranha? É um sexto sentido que me avisa do perigo. Muito útil para achar criminosos e outras coisas no meio da multidão. May argumenta.
A Mulher-Morcego abaixa os braços (mas as asas continuam) e se vira para encarar a Garota-Aranha. Por alguns segundos, as duas se encaram, até que May vira rapidamente e lança um fio de teia na mão do Coringa, que estava sorrateiramente apontando sua pistola para as duas.
Viu? Sentido de aranha! fala a Garota-Aranha, em tom de exibição.
Certo. Você será útil. Pode vir. Vou providenciar um transporte mais adequado para nós duas.
Em poucos minutos, as duas estão percorrendo Gotham dentro do Batmóvel. O painel é um grande computador que exibe mapas e se conecta a todo o instante com a faixa da polícia.
Legal esse seu carro e esse computador de bordo, hein? Posso te fazer uma pergunta? Você conheceu o Batman? May dispara uma enxurrada de perguntas.
Sim. Para todas as suas perguntas. responde a Mulher-Morcego, conectando-se a uma faixa diferente de comunicação no computador Oráculo, aqui é a Mulher-Morcego. Informe situação do centro de convenções.
Um rosto virtual feminino se forma no monitor do computador.
Mulher-Morcego, o centro se encontra fechado no momento. Acesso restrito a funcionários e pessoal de segurança. Nenhum problema para você e a vingadora. Sugiro que entrem e procurem por dispositivos de ação em massa.
Certo. a Mulher-Morcego mexe no monitor, fazendo-o voltar a exibir um mapa virtual da cidade OK, Aranha. Você não conhece os métodos do Coringa. Ele é um psicopata. Possui um modus operandi clássico. Para ele, o que mais vale é o espetáculo. Porém, nesse caso, há uma variável, a Eva-de-Barro. A única coisa que interessa a essa mercenária é dinheiro. Concluo então que ela vai aproveitar a volta do Coringa para Arkham para tentar fazer as coisas do seu jeito e lucrar tudo o que puder com isso. Você procura por ela e eu procuro pelos dispositivos. Esse seu sentido de aranha talvez possa distinguí-la da multidão. Talvez não tenha reparado, mas ela é capaz de assumir qualquer forma. Certo?
Certo! afirma a Garota-Aranha Então o Coringa e essa Eva são parceiros?
Negativo. Eles provavelmente se associaram ao escaparem de Arkham. A proposta de me matar foi irresistível para a Eva, agora, porém, acredito que ela já tenha desistido disso e esteja tentando tirar proveito do plano.. explica a Mulher-Morcego, concentrada na direção.
Repentinamente, o Batmóvel pára.
Chegamos. diz a Mulher-Morcego, enquanto sai do carro.
O Batmóvel pára em frente a um grande complexo parecido com um estádio, tanto pelo tamanho como pela arquitetura.
Ahn... Mulher-Morcego... por acaso eu posso usar o telefone do carro um instantinho? May pergunta, bastante acanhada.
A Mulher-Morcego estranha o pedido, mas não vê problemas em deixar. May pega o telefone do Batmóvel e liga para o celular de seu pai.
Pai, sou eu! Olha só, nem responde que não é pra demorar muito. Tô te ligando do telefone do Batmóvel. Acho que você já entendeu, né? É melhor você não ir pro centro de convenções até eu te ligar de novo, tá? Te amo. Tchauzinho. May fala bem baixinho e tão rápido que nem dá tempo de Peter responder.

Claire Sherlton acaba de chegar ao centro de convenções. Como produtora de eventos, seu trabalho é verificar se tudo está indo como planejado e dar um jeito de consertar o que não estiver. Mas antes de começar, ela dá um pulinho no banheiro para retocar a maquiagem. Claire para em frente ao espelho e olha para suas unhas. Bem pintadas, exatamente como ela gosta. Quando volta a olhar o espelho, é surpreendida por uma pessoa idêntica a ela que a segura e tapa sua boca.
Shhhhhhhhhh! Nada de gritos, meu amor! Me diz seu nominho, vai. fala a cópia de Claire, soltando um pouco a mão de sua boca.
Claire Sherlton.
Ótimo, adorei seu nome. Você também é muito cheia de encantos a cópia de repente passa a língua pelo rosto de Claire, parando bem próximo de seus lábios mas vai ficar pra outra hora. a cópia gira Claire rapidamente e desfere um golpe certeiro no seu rosto, fazendo-a desmaiar. Com cuidado, a nova Claire coloca a verdadeira em uma das cabines do banheiro, amarrando-a e amordaçando-a. Quando acaba, sai pelo corredor assobiando.

Obrigado, Mulher-Morcego! Já coloquei o telefone do volta no carro. a Garota-Aranha fala, se aproximando da vigilante de Gotham.
A Mulher-Morcego apenas olha para o carro e aperta um botão em seu cinto.
Vamos. ela diz, se dirigindo à entrada.
As duas seguem para a porta do centro de convenções, onde encontram alguns seguranças. A Mulher-Morcego passa direto por eles e, de fato, nenhum se atreve a questioná-la. A Garota-Aranha passa junto dela e também não tem problemas. Assim que entram no grande complexo, a Mulher-Morcego vira para a esquerda e vai andando, deixando a Garota-Aranha para trás.
"Ela realmente gosta de trabalhar sozinha. Nunca vi alguém tão anti-social em toda minha vida, e olha que eu estudo com cada um... nem no ramo dos heróis eu tinha conhecido alguém tão azedo! Coitada. Tudo nela é sóbrio. A máscara do morcego parece até que saiu de um filme de terror! Será que o Batman também era assim? Ai! Ainda bem que eu sou mais animada! Bem, hora de parar com a brincadeira e ir atrás daquela Eva-de-Barro." pensa May "Se você fosse uma supervilã com o poder de virar qualquer pessoa no mundo, aonde você se esconderia? Ahn... que tal debaixo do nariz de todo mundo? Não tem jeito, vou ter que dar umas voltas por aí e torcer pro sentido de aranha tilintar na hora certa."
Depois de dar algumas voltas pelo teto do complexo, a Garota-Aranha já está achando que não vai ter sucesso.
"Ai, e agora? Como que eu vou achar a Mulher-Morcego?"
O sentido de aranha de May dispara. Ela se vira para a fonte do perigo e se depara com uma jovem mulher de longos cabelos negros que está parada, olhando-a fixamente. A Garota-Aranha pressiona os disparadores de seus lançadores, tecendo uma grande teia que fecha o corredor e prende a mulher.
Agora eu te peguei, sua cara-de-barro! May provoca a inimiga, enquanto pula para a frente da teia.
Você já está me perturbando, menina! a Eva-de-Barro fala, enfurecida, enquanto muda para uma aparência de um monstro de barro Essas suas teias são ridículas para mim! e a vilã escapa das teias, escorrendo de alguns fios e arrebentando outros.
"Droga! Isso quase sempre dá certo!" pensa May, enquanto golpeia Eva com um soco na cara.
A vilã revida com dois socos e, mesmo com seu sentido de aranha, May não consegue desviar, sendo jogada alguns metros para trás.
Aqui não é Nova York, menininha! Em Gotham, heróis sangram e morrem! E adivinhe só quem será a próxima? ameaça a Eva-de-Barro, enquanto desfere mais dois socos com seus braços de barro esticados e em forma de martelo. O primeiro atinge a Garota-Aranha no estômago, mas do segundo ela desvia com um salto.
Acho que você faria sucesso no canal do tempo com suas previsões! a Garota-Aranha ironiza, e acerta sua inimiga com um chute, empurrando-a um pouco para trás.
Minha linda, você ainda não percebeu que não conseguirá me vencer? a Eva-de-Barro desvia dos golpes da Garota-Aranha.
Aposto que você diz isso pra todas. May responde, socando a vilã.
Só pras que eu mais gosto! a Eva-de-Barro se transforma numa cópia exata da Garota-Aranha.
A Mulher-Morcego chega à cena e encontra duas Garotas-Aranha lutando. Após algumas horas e ter desarmado cinco bombas de gás, ela tinha escutado barulho de briga e resolveu conferir o que estava acontecendo. Confirmando suas suspeitas, encontrou a Garota-Aranha lutando com a Eva-de-Barro, mas qual seria a verdadeira Garota-Aranha? Os poderes da vilã tornam impossível a distinção entre ela e a heroína de Nova York, porém algo precisa ser feito. Uma das Garotas-Aranha está se saindo pior e a Mulher-Morcego não quer pagar para ver o final da luta.
May tenta se desviar dos golpes da Eva-de-Barro, mas esta é uma lutadora extremamente hábil. Mesmo com sua agilidade, a Garota-Aranha encontra dificuldades e é constantemente atingida por diversos golpes.
A vigilante de Gotham ainda fica por alguns instantes observando a luta na tentativa de reconhecer os movimentos de sua inimiga, mas é impossível. Ela, então, cerra os olhos e tira um batarangue do cinto. Com força e uma precisão milimétrica, atira-o e acerta as costas de uma das Garotas-Aranha. O batarangue brilha e explode logo em seguida, levando a Garota-Aranha ao chão. Assim que tomba, o corpo da Garota-Aranha caída começa a se transformar em barro e dá lugar ao corpo da Eva-de-Barro desacordada.
Uau! Essa passou perto, Mulher-Morcego. Mas como você sabia que ela não era eu? May pergunta, assustada.
Não sabia. Confiei no seu sentido de aranha. responde a Mulher-Morcego, enquanto pega seu comunicador para chamar as autoridades.
A Garota-Aranha fica boba por alguns instantes.
"Como assim? Ela podia ter me machucado!"
Obrigada pela sua ajuda. agradece a Mulher-Morcego, dirigindo-se para o Batmóvel.
"E agora ela vai embora assim. Ai, que saudades de Nova York!" pensa May, enquanto volta para o hotel.

No mesmo dia, à noite.
Inauguração do centro de convenções Bruce Wayne.
Peter é só mais um sentado no meio da multidão. Ele sabia que seria assim. Ele chegou, sentou-se ao lado de sua filha e ficou lá ouvindo enquanto falavam sobre a vida de Bruce Wayne. Mesmo sabendo que apenas ficaria ali parado, escutando, ele pediu para vir. Ligou para seus amigos na impressa para que conseguissem lugar pra ele e pra sua filha. Afinal, era seu dever saudar o homem que muito o ajudou e que prestou grandes serviços para todos. Um homem comum, sem poderes, porém marcado para sempre por um trauma. Talvez Bruce nunca tenha conhecido a paz que Peter conhece agora e, no fundo, é para dividir com ele um pouco dessa felicidade que Peter está lá.
Na saída, Peter abraça May, puxando-a para bem perto.
Como foram as coisas?
Ai! Ai! Não aperta aí, não! As coisas foram bem! Demos uma lição neles! Mas me machuquei um pouquinho... fala May, orgulhosa.
Quando May e Peter entram no carro e fecham as portas, a menina não resiste e pergunta:
Você o conhecia muito bem, não é?
Eu e ele passamos por algumas coisas juntos, não tantas assim, mas no fundo eu me identificava muito com Bruce. Ele perdeu os pais aos oito anos e eu perdi meu tio Ben. Nós dois carregávamos um vazio no peito que, em parte, tentávamos preencher quando estávamos fantasiados. Cada um do seu jeito.
Pena que eu não pude conhecê-lo. May se lamenta.
Quando ele morreu, você tinha uns nove anos. Pena mesmo que você não o tenha conhecido, ele era incrível! Você aprenderia muito com ele!
O silêncio reina por uns quinze minutos. Parece claro que Peter está perdido em pensamentos e lembranças. May não quer atrapalhar, então liga os fones de ouvido no rádio.
Alô, Gotham! Aqui quem fala é Don MacDowell, da rádio WXYR, com um informe especial! Parece que acaba de haver outra fuga do asilo Arkham. Ainda não temos a informação de quem teria fugido, mas...
May muda de estação.
"Era o que faltava. Boa sorte, Mulher-Morcego, eu tenho que voltar para cuidar de Nova York."
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