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Justiça Jovem # 06

Por Josa Jr.

Na edição anterior: A Justiça Jovem consegue derrotar a Vingança Juvenil, na verdade um grupo de experimentos de Modok. Enquanto isso, a LJA decide que é hora da JJ ter um mentor....

Ao Vencedor, a Batata Quente!

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Caverna da Justiça. 19h

— Por favor, alguém se ofereça!

— Eu não!

— Eu até faria, mas Gotham precisa de mim.

— O mesmo com Fawcett para mim.

— Eu me ofereceria, mas vou ser um peso, já que só atiro flechas e não vôo ou corro.

Frustrada, a Garota-Maravilha se senta na cadeira do ex-Lanterna Hal Jordan. Ao lado dela, Impulso dorme na cadeira de seu avô, o antigo Flash. Cassandra olha para ele e, depois para seus companheiros. Uma idéia brota em sua mente.

— E se eu levar o Impulso para Gateway? Vão sentir falta?

— Por favor, alguém se ofereça!

— Wally, eu não acho que é assim que conseguiremos um mentor para a Justiça Jovem. — diz o Super-Homem — Proponho que aguardemos mais um tempo. Afinal, foi ontem que oficializamos a JJ e o anúncio do mentor foi feito.

Torre de Vigilância. A Liga da Justiça tenta decidir o futuro da Justiça Jovem. Em volta da mesa estão Super-Homem, Flash, Caçador de Marte, Arqueiro Verde, Homem-Borracha, Zauriel, Eléktron e Fóton. Há um certo desconforto na sala. Ninguém quer se tornar responsável por um grupo de adolescentes, mesmo que saibam da importância deste alguém existir. O problema é que esta pessoa parece não existir... e maioria deles teme se tornar ela.

Oito horas da noite. Bart finalmente acorda. Ele se lembra de estar dormindo na Caverna, e agora está numa casa totalmente estranha.

— Meu deus! Fui parar em outra realidade! — Em dois segundos, ele atravessa o estranho ambiente em que está. Até parar num quarto, com uma placa em madeira na porta. — Hã... "Cassie". Então significa que...

A porta se abre e a Garota-Maravilha aparece sorrindo.

— Entra, Bart. Esse é o meu quarto.

— O que estou fazendo aqui?

— Hã... eu...

— Ei, a Mulher-Maravilha mora aqui, né?

— Mora sim.

— Obacadêeladeixaeuvereuadoroamulhermaravilha

— Ela está fora da cidade*. Esse é o motivo de você estar aqui.

— Que que tem a ver?

— Minha mãe não queria deixar eu fazer a ronda sozinha pela cidade, porque eu acabei de ganhar os poderes. Aí eu perguntei se ela deixava eu patrulhar com algum herói experiente... e ela concordou.

— E quem você vai chamar?

— ...

— Hein?

Caverna da Justiça. Três dos quatro heróis restantes da equipe conversam sobre um e-mail recém-chegado do Cavaleiro das Trevas. Mary Marvel é responsável por monitorar a segurança mundial e se mantém um pouco distante desta discussão acalorada.

— Um absurdo! Quem são eles para decidirem isso??

— Hã... os Melhores do Mundo? Os maiores heróis da Terra? A Liga da Justiça da América?

— Você fala isso porque o seu chefe está lá e você não pode nunca contestá-lo, "menino-prestígio"!

— Flechete... eles só querem nos treinar para sermos a próxima geração de heróis da Terra. Eu acho que um mentor, responsável e experiente...

— ...seria o ideal para o seu amigo de Gotham saber sempre o que está rolando na nossa caverna.

— Oba! Será que vai "rolar" entre eu e você, loira?

— Calaboca, Superboy! Você devia era estar preocupado com o que esse grupo fascista-puritano-tradicionalista vai fazer concosco.

Até então, Mary tinha tentado não se intrometer, mas tamanha ofensa a seu irmão e seus colegas a deixaram furiosa. Nada poderá impedi-la de fazer esta arqueira nervosinha ouvir umas verdades.

— Ei, a mesa está tremendo! — grita Superboy.

Na verdade, um ataque à Caverna pode fazer Mary esperar um pouco. Pela câmera instalada fora do QG, todos podem ver os mercenários da famigerada Gangue de Espadas. Eles são ladrões que se vestem como cartas de baralho, mas quase todos os membros da equipe são seres humanos comuns e incompetentes. A exceção é o Ás de Espadas, um gigante robótico que já foi capaz de derrubar vários heróis de versões antigas da Liga. Sabendo desta peculiaridade, Robin já tem uma estratégia em mente.

— Flechete, Superboy e Mary, peguem o grandão. Eu cuido dos outros.

— Você tá doido? São quatro contra você e um contra nós três!

— Anda logo, Superboy. Atraiam os outros para cá.

— Se você quer assim...

— E apaguem as luzes antes de saírem.

— Você quer ser o Batman Júnior mesmo, hein?

— Anda, droga!

Gateway City

— Mãe, este aqui é o Impulso. Ele vai me ajudar na ronda.

— Oi, tia.

— Oi, querido. Qual é seu nome de verdade?

Cassie já sabe o que vem por aí e senta-se no sofá da sala, enquanto aguarda a bateria de perguntas para Bart. A Garota-Maravilha não entende como pôde ter esperança de que não passaria por isso.

— Bart Allen.

— Eu sou Helena Sandsmark. Você mora com seus pais? De onde você veio? Você é neto do Barry Allen? Quanto tempo está nessa?

— Bem... eu moro com outro velocista, o Max Mercúrio...

Quarenta minutos depois, os jovens justiceiros conseguem finalmente sair pelas ruas da cidade. Apesar de eventuais ataques de vilões como Darkseid, Neron ou Mesmero, a cidade da Mulher-Maravilha é uma das mais tranqüilas que existem. Assim, mesmo em alta velocidade, os dois heróis têm algum momento de conversa.

— Sua mãe é legal, mas acho que tenho medo dela.

— Normal, quase todo mundo tem.

— Acho que foi a primeira vez que tive senso de perigo.

— Hahahaahah! Vai, ela não é tão ruim assim.

— Não, foi a primeira vez que respondi perguntas em supervelocidade.

— Hahahahahaaha... tadinha.

— Na escola, sempre tenho que ter paciência com aqueles professores lerdos...

— Ah... Isso me lembra um negócio que eu queria saber.

— O quê?

— O que você vai fazer depois?

— Tá me chamando pra sair?

Não! Tô falando... quando crescer. Vai seguir alguma carreira, ou vai ser herói?

— Ah... eu preferia ser só herói, mas o Max acha que é bom ir pra faculdade. Acho que vou fazer alguma coisa de computação, pra fazer videogames. Acredite: eu tenho muita experiência nisso.

— Sei... eu vou fazer arquitetura, acho. Adoro o estilo de Metrópolis. Adoro ver fotos de Gotham e de Opal. Pena que Gateway não tenha uma cara como essas cidades.

— Você sabe o que dizem das meninas da arquitetura, né?

— Não, o quê?

— Que todas são maravilhosas, e lindas e...

— Você está dizendo que eu sou linda?

— Claro que não, eu estou falando que as meni... ops...

E então Cassie descobre porque ele é chamado de garoto mais rápido do mundo.

Robin gostaria de saber o que saiu errado, mas agora não tem tempo para isso. Levou quatro minutos para derrotar todos os oponentes. Quatro minutos! O que Bruce pensaria disso? Tim até pensa em acender a luz, mas realmente se sente melhor na escuridão. "Droga, estou ficando como o Batman", pensa, "só falta agora eu ter que salvar...".

Saindo da caverna, ele vê os seus três colegas derrotados. "Não, não falta mais nada", pensa. Assim que o Ás nota sua presença, Robin percebe que numa coisa ele não se parece com o Batman: a ausência do famoso Plano B. Quando a criatura vem em sua direção, só resta ao Menino-Prodígio uma última oração... interrompida pela chegada de um herói, no mínimo, inesperado.

Com um disparo saído de suas mãos, ele afasta o vilão de Robin por alguns segundos. Tempo suficiente para que possa alterar sua rota de vôo e resgatar o garoto do caminho de Ás.

— Gladiador Dourado? O que está fazendo aqui?

— Eu soube que estavam sob ataque e resolvi dar uma ajudada.

— Hã... valeu. E então, o que faremos para vencer aquele cara?

— Trouxe um colega.

Surge então, nos céus, a majestosa nave-besouro. Há muito tempo esquecida, a maravilha tecnológica criada por Ted Kord dispara alguns mísseis no robô, destruindo-o por completo. Robin pode observar o Besouro Azul, dentro da nave, sorrindo e fazendo um sinal de positivo para o Gladiador.

— Azul, Dourado e Justiça Jovem fazem uma boa equipe, hein, Robin?

— Oh-oh...

Gateway City. 22h - Lanchonete Tio Pança

Os dois heróis na cidade já deixaram seus uniformes e aproveitam alguns momentos de descontração.

— Claro que eu não fiquei com raiva de você, Bart. Mas diz aí... depois do curso, você vai exercer a profissão, ou continuar herói?

— Sei lá. Só sei que vou morar longe do Max, nem que tenha que me casar.

— Eu também quero me casar.

— Eu não disse que queria, disse que faria isso pra me livrar do Max.

— E eu queria sair de casa. Mas acho que só vou conseguir depois de terminar a faculdade.

— Eu também...

— Então vamos ser noivos!

— Quê? Tem certeza?

— Eu tava brincando... volta já pra mesa. Você sabe de quem eu gosto. Ou gostava. Hmpft...

— Tá, tá.

— Então... você aparece aqui amanhã... — Ela diz sorrindo. — ... noivo?

— VoltosimputzjásãodezequinzeomaxvaimematarprecisoirtchauCassie.

— Tchau, Bart. Um beijo.

Minutos depois

O jovem velocista finalmente completa seu percurso até sua cidade. Durante o trajeto, ele pensa em quão estranho foi o dia de hoje. Sentiu algo que nunca lhe aconteceu antes — a sensação de perigo. Mas não é isso que o preocupa. Ele se preocupa com outra sensação que surgiu. E esta, nenhum simulador do século XXX pôde lhe ensinar...

Enquanto isso, numa galáxia muito, muito distante...

Ele está a horas observando aquele planeta, destruído há mais de 60 anos terrestres. Também está orgulhoso da posição em que se encontra agora. As pernas semi-abertas, as mãos nas costas, a cabeça baixa — a postura perfeita de um vilão ameaçador, algo que ele percebeu em Darkseid e resolveu copiar para si.

Mas isto já está entediante. É hora de um novo movimento, mais dramático. Algo que faça seus servos tremerem, pois já devem estar cansados de vê-lo no mesmo lugar. Por sua experiência, ele percebe o que fazer. E grita.

— Tremei, universo, porque o seu maior comerciante está de volta! HAHAHAhaah... hmmm... nah, comerciante não é muito ameaçador... Tremei, universo! O maior mecenas... não...

Os servos ali presentes se olham, perguntando-se quando seu mestre irá parar com esta mania insuportável. A atenção volta a ele depois do barulho de um soco no vidro na nave.

— Tremei, ó universo! Lorde Mangá Khan voltou. E não está nem um pouco satisfeito. Contemplem minha criação, ó poderosos! E temam!

Satisfeito, Khan se volta para seus servos.

— Com toda a potência! Para Krypton, agora! — Depois de balançar sua capa de forma intrigante e misteriosa (mesmo que isto não faça sentido algum), Khan aponta na direção do que um dia foi um planeta. — e... R-Lom? Destruí a janela da nave com o soco. Traga um pouco de plástico, por favor.

A seguir: Gladiador e Besouro — mentores da Justiça Jovem?

:: Notas do Autor

* Saiba aonde a Princesa Diana está nas últimas edições de Mulher-Maravilha



 
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