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Mulher-Maravilha # 38

Por JB Uchôa

Futuro Imperfeito

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Ilha Paraíso

Três amazonas percorrem a vasta planície da ilha adjacente à Ilha Paraíso, suas montarias são rápidas, e suas vestes açoitam o ar, criando pequenos estalos. Ao fim da planície, próximo à praia, encontra-se a mulher de cabelos púrpuras, conhecida como Circe. A rainha Diana ergue a mão direita, fazendo menção que as duas amazonas que lhe acompanham — Fátima e Phillipus — parem. Ela desce com suavidade da égua castanho-escura e caminha em direção a Circe. Enquanto se aproxima, percebe que a bruxa entoa uma canção.

— Circe.

— < Eu sou triste? Eu sou triste?... >

— Circe.

— < Estas lágrimas nos meus olhos não estão te dizendo. Eu sou triste?.... >

— Circe! — Diana aproxima-se da bruxa e segura-lhe a mão esquerda, atraindo sua atenção.

— Majestade.

— O que está fazendo?

— O que tem para se fazer, minha rainha. Estou cantando para escapar da solidão.

— Bruxas não cantam, Circe. Amaldiçoam. Ordeno que não cante mais. — Diana olha para a mulher e percebe o grande volume do seu ventre.

— Como desejar ... minha rainha. — Circe mantém o rosto levantando, olhando fixamente para Diana, com olhar irônico. A rainha de Themyscira vira as costas e caminha em direção às duas mulheres a quem confia sua vida.

— Phillipus, quero que Circe seja monitorada.

— Mais? — pergunta Fátima — Temos dezesseis amazonas de Bana-Mighdall se revezando em uma ilha cheia de móli.

— Quero que dezesseis themyscirianas dividam o fardo com vocês, Fátima. — Diana monta na égua e segura forte em sua crina — E quero que duas parteiras se revezem também. Em menos de dois ciclos lunares, Circe dará à luz.

Diana solta um grito e balança os braços, fazendo com que sua montaria dispare. Phillipus e Fátima fazem o mesmo, acompanhando sua rainha.

Casa Themysciriana

— Por que Donna está remexendo em fotos de Diana? — pergunta Cassandra, para Ferdinand.

— É para o dia da Mulher-Maravilha. — responde o khitirotauro, despejando biscoitos em uma grande lata decorada e servindo alguns no prato para a Garota-Maravilha.

— Mas Donna não é a Mulher-Maravilha agora?

— Sim, jovem Cassandra.

— Então porque ela não usa somente fotos dela? — questiona Cassie, com a boca cheia de biscoitos.

— Creio que ela usará as duas, minha jovem.

— E você, já fez suas fotos? — Helena pára na porta e retira os óculos de grau.

— Minhas? — Cassie pára de comer biscoitos.

— Não fale de boca cheia, Cassandra!

— Eu não tô sabendo dessas fotos, mãe.

— Pois você vai se atrasar, era para você estar às nove horas no estúdio de Donna, e já são oito e meia. — ao ouvir a mãe dizer as horas, Cassandra Sandsmark larga os biscoitos no prato e passa literalmente voando da cozinha para o quarto.

— O horário é às nove mesmo, professora Sadsmark? — pergunta Ferdinand, enquanto lava alguns legumes.

— Sim, eu esqueci de falar para Cassandra ontem. — Helena sorri, desconcertada — Mas ela tem superpoderes e a mãe dela não.

— Muito bem ponderado, professora. — Ferdinand sorri, coloca os legumes em uma grande vasilha e pega uma pequena faca de lâmina bem amolada.

— Preciso falar com você sobre essa foto. — Helena abre a pasta que traz consigo e retira a foto que imprimiu de um vaso onde se lê "Khitirotauro versus Górgona" logo abaixo da imagem — Pensei que você fosse o único, Ferdinand. De quando é esta peça?

— Hum... — Ferdinand pega delicadamente a foto das mãos da professora Sandsmark e olha atentamente — Me parece ser muito antiga, Helena.

Chicago

— Eu não sei onde vão prender três gigantes deste tamanho. — Wally West coça a cabeça olhando para os três ciclopes desacordados.

— Me preocupa muito mais de onde eles vieram, Wally. — Donna Troy guarda a espada na bainha.

— Eu trouxe. — a diminuta criatura loira com vestes vermelhas aparece no meio dos dois heróis com cara de espanto.

— Quem é você? — pergunta Donna.

— Ou o que é você? — questiona Wally.

— Vocês nunca iam saber falar meu nome. — etérea no ar, a diminuta mulher plana entre a Mulher Maravilha e o Flash — Eu achei que já estava na hora de você ter um desafio à altura! Ação! Aventura! Romance!

Enquanto fala, grandes pôsteres de filmes como Indiana Jones, Star Wars, Uma Linda Mulher — todos com a Mulher-Maravilha no lugar dos protagonistas — aparecem por trás da duende.

— Ei, peraí, você fez o Chewbacca com meu uniforme? — resmunga Wally West, sacudindo as mãos sobre o pôster que não se desfaz.

— Aliás, falando em romance... onde está aquele gatão ruivo?

— Chega! — Donna esbraveja, segurando a pequenina pela gola da roupa — Quem é você?

— Meu nome é Waltiete e sou sua fã! — a pequena criatura loira abraça o rosto de Donna e estrelas multicoloridas saltam de trás delas. Wally começa a rir da cena.

— OK, Waltiete. — diz Wally, segurando os risos — Mas você precisa dar fim nesses ciclopes.

— Você quer dizer... matá-los?? — questiona a pequenina, com uma enorme interrogação saindo de sua cabeça

— Não. Não! Claro que não. — grita Donna, se interpondo na conversa — Na verdade eu preciso saber de onde você os trouxe.

— Hummmm... — pensa a pequena Waltiete, pairando sobre a cabeça dos heróis com as pernas cruzadas — Eu não sei se devo dizer.

— Querida... — Donna e Wally se olham — Você não disse que era minha fã? Acha mesmo que deve ter segredos comigo? Não quer ser minha amiga?

— Oh, sim, eu quero. É tão divertido! — ao estalar os dedos, um belíssimo corcel alado aparece ao lado de Donna.

— Pégasus? — a amazona acaricia o animal, monta nele e segura forte em sua crina — Wally?

— Eu tenho que ir? — Donna acena que sim com a cabeça, enquanto o velocista escarlate se acomoda na garupa do animal e enlaça a cintura da Mulher-Maravilha.

Bifrost, a ponte do arco-íris

Hipólita caminha ao lado de Ganesha, seguida por Bast. Ao avistarem Heimdall, o trio pára e contempla a cidade dourada que os aguarda mais atrás.

— Será que vão deixar a gata entrar? — ironiza Ganesha.

— Se permitirem a entrada do paquiderme... — cutuca Bast, devolvendo a ironia na mesma moeda. Ganesha olha para a deusa felina de esguelha e deixa escapar uma leve risada.

— Sem piadas, Ganesha. — diz Hipólita — Lembre-se que ela seguiu conosco apenas para aplicar-lhe o soro contra o veneno de Bastet.

— Sim, amazona, mas isso não impede de brincar.

— Certamente... — Hipólita lança um olhar para Ganesha que o faz soltar a mesma risada que soltou para Bast.

— Quem caminha por Bifrost? — pergunta Heimdall, com sua voz de trovão.

— Sou Hipólita, de Themyscira. Estão comigo os deuses Ganesha, da casa de Mahadevi, e Bast, da casa de Ísis.

— Pode seguir ao palácio, Hipólita. — diz o deus guardião da ponte, abrindo passagem — Odin a aguarda.

— Eu vim falar com Lady Frigga. — explica Hipólita.

— Que seja.

O trio segue pela ponte do arco-íris contemplando cada vez mais de perto a beleza de Asgard.

— Hmmm! — exclama Ganesha — Espero que a comida seja boa, estou morrendo de fome.

— OK... — resmunga Flash, descendo de Pégasus — Que lugar é esse?

— Eu não sei... — responde a pequena duende, enquanto coça a cabeça — Nós íamos pra onde?

— OK, mocinha, — esbraveja Donna, colocando a mão sobre o laço mágico — está na hora de algumas respostas!

Envolvendo a diminuta criatura, que esperneia e grita, reclamando, com o laço mágico, Donna Troy, a nova Mulher-Maravilha pergunta:

— De onde vieram os ciclopes?

— Hmmmmmm! — sacode-se Waltiete, tentando fechar a boca — Do Olimpo!

— Quem os trouxe?

— Eu! Eu!

— Por quê?

— Porque eu estava cansado do Super-Homem! — os grandes olhos púrpuras da pequena duende faíscam. Wally e Donna se entreolham — Droga! Droga!

— Super-Homem? — pergunta-se Wally, olhando atentamente para a pequena criatura na sua frente — Donna?

— Percebi, Wally. Me diga, Waltiete, qual o seu verdadeiro nome?

— Nããããão! Não! Não! — agitando-se, tentando sair do laço, ela abre a boca de forma descomunal — Mxyzptlk!

— Ahá! — grita o Flash — Agora faz todo o sentido.

— Você vai devolver os ciclopes para onde eles estavam, — ordena a Mulher-Maravilha — e depois vai me dizer o seu nome ao contrário, sr. Mxyzptlk.

— E me disseram que você era muito mais divertida... sua sem graça! — suspira o duende da quinta dimensão — Kltpzyxm!

Imediatamente, o duende fica etéreo e some em um estrondoso "pop!", fazendo com que o laço de Héstia caia ao chão. Donna Troy recolhe o laço e o recoloca na cintura.

— É cada uma que aparece... — suspira Donna. Um grande clarão aparece por trás dos heróis.

— Onde está o Super-Homem? — três formas humanas vão aos poucos aparecendo através da luz.

— Super-Homem, de novo? — espanta-se o Flash — Donna, você precisa urgente da sua própria galeria de vilões.

— Eu não sei onde está o Super-Homem. Quem são vocês?

— A Legião dos Super-Heróis. — Satúrnia, Brainiac 5 e Relâmpago aparecem através da luz — O futuro precisa de ajuda, Diana.

— Meu nome é Donna.

— Donna Troy? — pergunta Relâmpago — Kathy Kane já é a Batwoman?

— Batwoman? — espanta-se o Flash.

— Não há tempo! — resmunga Brainiac 5 — Donna Hinckley Stacey Troy, você acaba de ser convocada pelos Planetas Unidos.

— Satúrnia toca a mão de Donna e o quarteto desaparece no meio do clarão.

— Putz! — Wally West coça levemente a cabeça — Batwoman?


Continua!




 
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