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Mulher-Maravilha # 39

Por JB Uchôa

Futuro Imperfeito — Parte II
Bem-vindo à Legião

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Planetas Unidos

Um grande clarão surge na ampla sala da sede da Legião dos Super-Heróis. Brainiac 5 anda com passadas largas coçando levemente o queixo. Donna Troy, Satúrnia e Relâmpago andam logo atrás. A Mulher-Maravilha para e começa a prestar atenção nos detalhes do ambiente.

— Garota...? — Balbucia Donna que olha para o trio enquanto caminha para a janela circular na parede próxima.

— Fala logo, Brainy! — Relâmpago eleva o tom de voz, mas o legionário continua andando e falando sozinho.

— Relaxa, Relâmpago. Você sabe que quando ele age assim demora um pouco pra nos deixar a par das idéias. — Satúrnia olha de relance para Donna, que caminha em direção a grande janela. Espalmando as mãos no vidro, Donna Troy abre vagarosamente a boca e passa a observar as pessoas voando, os carros futuristas e até membros da polícia intergaláctica.

Grande Réia!!! — Ela vira-se para o trio que a observa, com exceção de Brainiac 5, que continua a balbuciar para si mesmo e andar pela sala. — Você, loirinha, pode me dizer onde estou! — Em um rápido movimento, Donna Troy leva a mão ao laço mágico e o coloca em punho. — E eu quero a verdade.

Asgard

A suntuosa morada dos deuses nórdicos abre as portas para receber Hipólita, Ganesha e Bast. Ao centro do suntuoso salão, Odin, senhor dos deuses, levanta-se de seu trono dourado.

— Falai, Lady Hipólita. — Ganesha e Bast ajoelham-se reverenciando o deus enquanto a amazona aproxima-se um pouco mais. Aos pés da escada que leva ao trono ela abaixa a cabeça e depois levanta calmamente fitando Odin nos olhos.

— Lorde Odin. Eu vos saúdo com respeito, mas o assunto que me trouxe aqui me leva a falar somente com Lady Frigga.

Odin encara os olhos de Hipólita e nada diz.

— Milorde — balbucia Volstagg — Se quiserdes que tiremos a amazona e sua trupe de Asgard, contai conosco.

— Acompanhe Lady Hipólita, e somente ela, Volstagg, até Frigga. — Hipólita acena em agradecimento com a cabeça e acompanha Volstagg salão afora. — Vocês — diz Odin apontando para Bast e Ganesha — venham comer e beber conosco.

Planetas Unidos

— Não se aflija, Donna Troy. — Relata Satúrnia mexendo levemente no cinto de seu uniforme. — Você está no século XXXI, na base da Legião dos Super-Heróis. Brainiac 5 pediu para que nós localizássemos o Super-Homem, mas encontramos você... na hora certa.

— E talvez no lugar errado. Pelo Olimpo... todas as pessoas que eu conheci devem estar mortas! — A Mulher-Maravilha coloca as mãos na cabeça e retira a tiara, pousando-a suavemente no banco de metal ao seu lado. — Porque me trouxeram?

— Essa pergunta, Mulher-Maravilha, pode ser respondida com outra pergunta — Brainiac 5 finalmente volta sua atenção para Donna — Porque não você?

— Chega, garoto! — Donna Troy levanta-se e percebe que Relâmpago está com as mãos energizadas — Eu quero respostas concretas e não joguetes. De onde eu venho o nome Brainiac é sinônimo de problemas. — Donna segura a tiara com força e arremessa de encontro à Relâmpago.

Garth, cuidado, a tiara!!! — Satúrnia grita instantes antes da Mulher-Maravilha arremessar a tiara. Relâmpago energiza as mãos e dispara contra Donna, que se esquiva com rapidez. Brainiac 5 fica ao centro com as mãos espalmadas unidas de fronte ao seu rosto. Mesmo com o aviso de Satúrnia, a tiara continua seu trajeto, contorna o legionário e atinge Satúrnia na cabeça, que cai desacordada.

— Eu já tinha sacado que você era telepata, vaca. — Donna Troy voa por cima de Relâmpago e atinge sua nuca com o cabo da espada. — Pode me dar explicações, Brainiac?

— Hum... — Brainiac fita Donna Troy — Violeta? — Antes que Donna Troy pudesse entender algo a diminuta Legionária acerta suas têmporas com um disparo.

— Ela ficará desacordada por horas, Querl. — Deduz a pequenina

— Leve-a para um dos aposentos, espero que ela possa acordar com maior habilidade para o diálogo. — Querl Dox continua a conversar consigo mesmo e a andar de um lado pro outro da ampla sala.

Olimpo

— O que observas com tanto afinco, Afrodite? — Ares espreita a deusa do amor, deitada nua entre os lençóis de seda. Passa a mão com rapidez em seus curtos cabelos loiros e deita-se ao lado da bela deusa buscando ver a imagem na tina.

— A rainha, meu amante. — Afrodite parece entediada, remexendo o dedo indicador na tina dourada ao lado da cama. — Ela me parece... triste.

Ares aproxima-se de Afrodite, seu corpo nu roça levemente no dela. Ele começa a beijar-lhe a nuca, deslizando os lábios levemente pelo pescoço e orelha da deusa do amor.

— Deixe a rainha com seus afazeres reais, pois agora eu quero possuí-la. — Afrodite vira-se e beija o deus da guerra com volúpia. As ondas na tina reverberam em suas paredes de ouro e mostram Diana contemplando o horizonte.

Themyscira

Diana senta-se no alvo parapeito do palácio e vislumbra o amanhecer tocando o oceano. Os pensamentos de Diana divagam entre o novo dique que as amazonas estão construindo na parte sul da ilha, o cativeiro de Circe fortemente em vigília por suas melhores guerreiras, preocupa-se com Cassandra e Ártemis na embaixada — mas sente-se feliz quando recebe notícias de que tudo está bem — e claro, preocupa-se com Donna. Mais ainda, seus pensamentos sempre são pontuados com Bruce. O perfume de seu hálito, o timbre de sua voz quando sussurra seu nome, suas costas largas...

— Diana? — A doce voz da deusa da sabedoria é ao mesmo tempo melódica e firme. Sua imagem etérea, quase uma brisa, paira por trás da rainha de Themyscira.

Gloriosa deusa! — Diana ajoelha-se perante a deusa da sabedoria, que ajoelha-se junto à ela.

— Diana, preciso ser rápida. Prepare as amazonas. Uma grande guerra está por vir. — Tão repentina quanto surgiu, a imagem de Atena some entre o leve sopro de Éolo e os primeiros raios de sol trazidos pela carruagem de Apolo.

— Pelos deuses — sussurra Diana entre seus dedos à boca — uma guerra?

Planetas Unidos

Base da Legião. Após ser levada para uma ampla biblioteca e deitada em um divã, Donna Troy adormeceu por horas. Ao despertar nota que está sem a armadura, espada ou mesmo o laço mágico.

— Espero que esteja mais calma. — Sorri o rapaz de sorriso afável ao seu lado que a observava.

— Quem é você?

— Meu nome é Gim Allon, mas sou conhecido como Colossal. — Ele sorri de forma tímida e oferece um copo d’água para Donna. — Fui eu que disse ao Brainy para trazer um dos três grandes do século XXI. Você pode nos ajudar, Mulher-Maravilha.

— Ajudar em que, garoto? — Donna senta-se e verte o copo com água — Se é mesmo verdade e estou no século XXX..

— XXXI. — corrige o rapaz.

— Que seja... mas se é verdade que eu estou no século XXXI... vocês são o que? A Liga da Justiça?

— Hã... não. Se for para comparar, nós somos como os Titãs da sua era, sem a supervisão da Liga. E a Liga... Bem, não é como a Liga deveria ser.

— Eu estou um pouco... desnorteada. — Donna leva a ponta dos dedos a testa e nota que está sem a tiara. — O que aconteceu com os heróis?

— Bem... — explica o rapaz torcendo um pouco a boca — Resumindo: morreram, né?

— Desculpe — fala Donna em meio a um sorriso — eu estou mil anos no futuro e não dez anos.

— Você é uma grande heroína, Donna Troy. Realizou muitos feitos com a Batwoman e a Liga das Amazonas.

— Batwoman?

— Kathy Kane, a Batwoman. Fundou com você a Liga das Amazonas. — Colossal fita atentamente o olhar intrigado de Donna Troy. — Se você é a Mulher-Maravilha é porque Diana é a rainha de Themyscira, certo?

— Certo.

— E se Diana é rainha de Themyscira, Cassandra Sandsmark é a Garota-Maravilha e namora com o Superboy, certo?

— Certo.

— E o Batman ainda namora com Diana, certo?

— Certo.

— E Diana já está grávida do Batman?

— Diana terá um filho com Bruce?

— Hãã... Faz quanto tempo que você é a Mulher-Maravilha?

— Uns cinco meses.

— Hum... e você não conhece a Batwoman?

— Colossal? — O Ultra-Rapaz caminha em direção aos dois heróis — Acho que não devia estar contando tanto do futuro para nossa convidada.

— Você tem razão, Jo. — O rapaz acena para si mesmo um não com a cabeça e sorri timidamente.

— Mulher-Maravilha, perdoe nosso comportamento. Existe um banheiro atrás daquela porta, tome o tempo que for necessário para você se recompor e estaremos todos na sala de reuniões da Legião.

— Minhas armas?

— Estão sobre aquela mesa. Fique a vontade, em meia hora alguém virá lhe buscar.

Asgard

— O que me pede, Lady Hipólita, será difícil para meu marido entender. — Frigga segura firmemente as mãos da amazona.

— Mas não será para seu filho, Milady. — Hipólita sorri — Thor, assim como minha filha são heróis na Terra. Eles entendem o bem que estou buscando.

— Thor mudou muito depois de conhecer os heróis de Midgard... deveras tem razão nisso. — Frigga levanta-se e contempla Asgard pela janela. — Mas quem cuidará dessa criança??

Planetas Unidos — sede da Legião dos Super-Heróis

Donna Troy termina de lavar o rosto e o enxuga com delicadeza. Sai do banheiro e começa a coloca a armadura de Mulher-Maravilha, calçar as botas, a capa, a bainha da espada, os braceletes. Por fim ela volta ao banheiro e coloca a tiara.

"Mulher-Maravilha... Batwoman... filho do Batman e Diana... pelos deuses, o que será que vai acontecer ainda na minha vida??"

Donna vislumbra o lugar com curiosidade, o lugar parece uma ampla biblioteca, mas não possui livros. Ela senta-se à mesa e olha de um lado para outro a grande galeria de estantes que parecem repletas de CD’s de dados. — Como será que funciona isso?

— Bom dia, Donna Hinckley Stacey Troy-Harper — soa a voz metalizada no ambiente.

— Harper? — Balbucia Donna com um sorriso ao lembrar de Arsenal.

— Em que posso ajudá-la?

— Eu gostaria de saber sobre os heróis do século XXI. — Solicita Donna olhando para a tela que se forma diante dela.

— Pois não. Dados cumputados. Quarteto Fantástico: Reed Richards, Susan "Sue" Storm-Richards, Jonathan "Johnny" Lowell Spencer Storm e Benjamin "Ben" Jacob Grimm foram os membros originais. Com a aposentadoria de seus pais, o jovem Franklin Richards comandou a equipe juntamente com sua esposa, Rachel Grey-Summers, Luna Maximoff e Jennifer "Jen" Susan Walters. Atualmente a equipe possui base em Nova York e seus componentes são: Miguel O’Hara, Edward Stark-Queen, Marie LeBeau e Illyana Pryde.

— Fale-me sobre Edward Stark-Queen.

— Edward Stark-Queen, herdeiro do conglomerado de armas das empresas Queen-Stark. Filantropo, cientista. Casado com Mary Kane. É o super-herói conhecido como Arqueiro de Ferro, seus antepassados distantes foram o lendário vingador conhecido como Homem-de-Ferro, Arqueiro Verde e Canário Negro.

— Fale-me sobre Roy Harper.

— Roy William Harper Jr., o Arqueiro Vermelho.

— Arqueiro Vermelho? — Na grande tela translúcida que se forma diante de Donna, mostra um Roy Harper mais velho, vestindo um uniforme parecido com o do Arqueiro Verde, mas da cor vermelha.

— O Arqueiro Vermelho foi morto em combate quando atuava com a Liga da Justiça, juntamente com Garfield Mark Logan e Wanda Maximoff Lensherr contra o robô conhecido como Amazo. Roy Harper deixou a esposa Donna Hinckley Stacey Troy-Harper, a filha Lian Nguyen-Harper e o filho caçula Oliver Troy-Harper.

Piedosa Atena! — Donna leva a mão à boca quando passam imagens da morte de Arsenal e do filho que virão a ter. — Pare! Pare!

— Pesquisa concluída.

— Mulher-Maravilha? — Satúrnia adentra calmamente à sala — está pronta? — Donna assente que sim com a cabeça e acompanha a telepata. Elas passam em silêncio pelo longo corredor cromado sem janelas até chegarem à uma ampla sala onde estão sentados dezenas de pessoas usando uniformes.

— Quem são essas pessoas?

— Pessoal... — fala Satúrnia aumentando o timbre de voz — apresento-lhes a Mulher-Maravilha. Donna, esta é a Legião dos Super-Heróis.




 
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