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Mulher-Maravilha # 41

Por JB Uchôa

Futuro Imperfeito — Parte Final
O Retorno dos Cavaleiros

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Século XXXI.

Veja o Grande Starro. — Brainiac 5 puxa um leve e irônico sorriso pelo canto da boca — Ele parece bem grande pra mim.

Realmente... — Donna Troy, a Mulher-Maravilha, parece chocada olhando pela grande janela do cruzador espacial — Vocês já tentaram algum ataque?

Não. — Ultra-Rapaz vira pra Satúrnia e emposta a voz — Essa... coisa... tem mente?

Insondável. — responde a telepata.

Bloqueios telepáticos? — pergunta Etérea.

Não. Parece mais com uma espécie de transe. — Satúrnia retira as mãos das têmporas e contorce a boca, arqueando a sobrancelha direita.

Será que Starro cresceu tanto que se transformou em um ser acéfalo? — Donna leva a mão à cintura e pega o laço de Héstia — Será que o laço pode resgatar alguma fagulha da consciência coletiva?

Hum... — resmunga Brainiac — parece ser plausível.

Embaixada de Themyscira, Nova York.

Quem fez essa foto? — pergunta Superboy, olhando para cima.

Donna.

Uau!

Você gostou?

Como não gostaria? — o rapaz de olhos azuis sorri para a garota loura.

Sério mesmo?

Sério. Só está... grande. — as fotos de Cassandra, Diana, Donna e Ártemis passam do tamanho do museu.

Eu não sei porque estou aí, não fui Mulher-Maravilha!

Você é a Garota-Maravilha! — o jovem herói pega com delicadeza as mãos da namorada e lhe dá um longo beijo — Faz parte do nosso legado, você será a Mulher-Maravilha um dia.

E se eu morrer antes? — ela o abraça forte, aninhando a cabeça em seu tórax.

Cassie! — Kon-El leva o dedo indicador ao queixo da Garota-Maravilha e aproxima seus olhos dos dela, fitando-a — Eu sempre estarei por perto para te proteger.

Os dois heróis se beijam enquanto a equipe de produção continua o preparativo do Dia da Mulher-Maravilha.

Século XXXI.

O anel me protege no espaço? — Donna Troy o ajusta ao dedo e cerra o punho.

Não há com o que se preocupar, Mulher-Maravilha. — Vésper leva a mão ao ombro da heroína — Você respirará normalmente.

Estão prontas? — Colossal pega um taser e leva até a cintura — Brainy?

A Legião está pronta. — sorri Mon-El.

Satúrnia, Colossal, Vésper, Solar, Relâmpago, Ultra-Rapaz, Penumbra, Mon-El e a Mulher-Maravilha estão parados diante das portas do cruzador espacial.

Eu, Astro, Cósmico, Pluma, Etérea e Camaleão ficaremos como equipe de apoio. — Brainiac 5 aciona o botão e as portas se abrem. Donna olha para o espaço, o infinito. Adiante apenas o grande planeta, circundado por Starro — Adiante, legionários!

Asgard.

Viu o grande palácio dourado, Hipólita?

Sim, Ganesha. — Hipólita leva as mãos à tina d'água e lava o rosto — Por que pergunta?

Acho muita ostentação o palacete de ouro.

Somos convidados nessa terra, meu amigo. Falemos baixo o que pensa nossa mente. Onde está Bast?

Lady Bast estava se engraçando com o guerreiro de cabelos dourados.

A poucos metros do grande salão, Fandral, o galante, esgueira-se com Bast pelas colunas.

Tens a língua bastante áspera, donzela. — Fandral escorrega as mãos por baixo da blusa de Bast, apertando firme seus seios.

Imagine o que posso fazer com ela, cabelos dourados... — a deusa felina rasga a blusa do asgardiano e lambe seu tórax até o pescoço. Em meio a gemidos e risadas, os dois se amam escondidos no grande palácio dourado.

Themyscira — palácio real.

O sol de Apolo parece brilhar com intensidade nas praias banhadas pelo Egeu. Aproximando-se dos alvos muros que circundam a capital da Ilha Paraíso, Diana cavalga em uma égua de cor negra, pêlo brilhante e macio, que parece refletir o sol como uma jóia.

Minha rainha! — grita Phillipus, apertando o trote de sua montaria para aproximar-se da rainha de Themyscira — Diana!

Phillipus. — sorri Diana ao olhar para trás e, com um leve maneio das mãos na crina da égua, faz com que o animal reduza a cavalgada.

Diana. Circe está em trabalho de parto.

Dê-me a mão, irmã. — Diana estica o braço, segurando firme o de Phillipus, e alça vôo.

Séc XXXI.

Colossal e Vésper ajudam Donna a tocar o laço na grande estrela que parece englobar um planeta. Fechando os olhos, Donna vê imagens embaçadas de um período distante. Luzes e construtos esverdeados singram os céus.

Uma guerra. — relata a Mulher-Maravilha — Tudo o que vi foi uma guerra.

Contra quem?

Contra a Tropa dos Lanternas Verdes, Vésper.

E esse molusco? — Colossal cresce um pouco em sua estatura.

Está adormecido.

Será que nada é capaz de acordá-lo? — pergunta Solar, inflamando a mão direita.

O laço obriga que aquele envolto por ele diga a verdade. Eu posso sugestionar para que ele desperte e ver se dá certo.

Brainy?

Eu ouvi, Satúrnia. — a voz de Brainiac 5 sai pelo anel da Legião — Sei dos riscos de acordar esse gigante adormecido, mas se eu estiver certo, ganharemos muito mais.

"Se"? — ri Penumbra.

Eu sempre estarei certo, Tasmia. — responde o coluano, em tom seco.

Donna Troy se concentra e pede que Starro lhe mostre a verdade. O grande olho da estrela se abre e libera centenas de milhares de esporos.

Legião, debandar! — grita Ultra-Rapaz. Solar começa a fritar os esporos que caminham para o pequeno grupo. Da nave, Brainiac 5 vê alguns esporos grudarem no casco.

Brainy... — pondera o Camaleão — temos que resgatar o pessoal.

Gim! — Mon-El frita alguns esporos com a visão de calor, enquanto Colossal atinge maiores proporções e passa a afastar a nuvem de esporos com as mãos. Os outros legionários unem-se e passam a defender-se dos esporos, impedindo que se aproximem — Gim! Não cresça!

Mon-El! Solar! Queimem os esporos! — Donna Troy recolhe o laço na cintura e com a espada passa a cortar os esporos que chegam perto de si. Voa em direção a Colossal para resgatá-lo para que junto dos demais voltem para a nave. Ao chegar perto do grande rosto de Gim Allon, ela percebe que uma dezena ou duas de esporos já estão grudados em sua face. Com a espada, ela os atinge, mas sem grande êxito.

A estrela, chamada pelos legionários de Grande Starro, pisca novamente o olho, mexendo levemente um de seus tentáculos. Da nave, Brainiac 5 vê que Mon-El conseguiu mexer o tentáculo, tentando livrar o planeta. Um grande estrondo se faz dentro da nave e ele vê que Penumbra foi dominada por um esporo e projeta uma grande sombra que envolve o cruzador espacial.

Legionários, abandonar a nave! — Brainiac 5 mexe nos controles com rapidez.

Está louco, Brainy? — berra Cósmico.

Eu nuca estive tão certo, Rokk. Pegue uma arma, saia junto com os outros. Não deixe os esporos tocarem em vocês, eu vou salvar o dia!

Enquanto o grupo sai do cruzador espacial atirando para todos os lados, Mon-El queima o esporo na face de Penumbra.

Obrigada, Lar. — suspira a legionária — É horrível e maravilhoso estar com Starro. De repente fazemos parte de uma coletividade e perdemos a individualidade.

Os dois legionários são atingidos pelo corpo de Donna Troy, que foi esmurrada por Colossal, sob controle de Starro. Os motores do cruzador espacial explodem e uma grande bola de fogo e metal incandescente dirige-se ao olho do Grande Starro. Brainiac 5 surge por trás do grupo e pega Donna Troy, que está desacordada, em seus braços.

Quando a nave atinge o olho, a grande estrela liberta o planeta que começa a brilhar com uma luz verde.

Eu estava certo! — comemora Brainiac 5 — O planeta é Mogo!

Centenas de milhares de luzes saem de Mogo, combatendo os esporos.

— Eu, Brainiac 5, trouxe de volta a Tropa dos Lanternas Verdes!

Olimpo.

Meu pai. — Ares aproxima-se pelo salão em direção a Zeus, atraindo a atenção de Atena — Preciso lhe falar.

Héstia! — Atena chama a deusa para perto de si — Avise as Musas. Agora! — enquanto Héstia sai discretamente pelo salão, Afrodite aproxima-se da deusa da sabedoria.

Fale, Ares. — enquanto Zeus concede a palavra ao deus da guerra, Apolo observa Atena, que olha para o irmão e apenas sorri. Ajoelhado perante o grande trono de Zeus, Ares fala.

Desconfio, meu pai, que há uma conspiração contra vós. — Ares retira o elmo negro, deixando à mostra sua bela face. Passa a mão em seus cabelos loiros e levanta o rosto, com seus olhos vermelhos como sangue, fitando o deus-pai do Olimpo — Secretamente, as amazonas escondem Circe em sua ilha, que espera um bebê que ceifará o Olimpo.

Meu pai, peço permissão para lhe falar. — brada Atena, com a face serena, aproximando-se de Ares. Em pé, a deusa aguarda a concessão de Zeus.

Cale-se, Atena. Quero ouvir primeiro o que Ares tem a falar.

Ares levanta-se com o elmo sob o braço e encara a deusa da sabedoria.

— Atena sabia de tudo e orientou as amazonas para que escondessem Circe.

Atena! Como ousa conspirar contra o Olimpo? — Zeus brada com fúria contra a deusa, que permanece serena.

Engana-se ao se deixar levar pelas palavras de Ares, meu pai.

Diga, irmã! — berra Ares — Diga que a criança de Circe é filha de Loki, o deus da mentira!

Um grande silêncio se faz no Olimpo. As palavras de Ares ainda ecoam pela abóbada de mármore branco e lustroso do grande salão. Hera, ao lado de Zeus, olha de esguelha para Afrodite, que parece roer as unhas.

Sim, Ares, a criança que Circe espera é filha de Loki. — um grande burburinho toma conta do ambiente.

Silêncio! — como um trovão, o brado de Zeus atrai a atenção para si. De ímpeto, o deus-pai do Olimpo levanta-se e olha para Atena — Tu bem sabes o que dizem do nascimento de uma criança de panteão diferente.

Sim, meu pai, eu sei. — Atena está altiva, olhando para Zeus.

Por que escondeste essa informação?

Porque acredito que essa criança merece o benefício da dúvida e que sua criação com amor e honra guiará seu destino.

Tola! — Zeus ergue sua poderosa mão, que brilha com intensidade — Traidora! — em sua mão, aparece um grande raio que é lançado em direção a Atena. Rápida, Afrodite corre em direção à irmã e é atingida pelo raio divino em seu lugar.

Afrodite! — Atena ajoelha-se perante o corpo inerte da deusa do amor, enquanto os deuses estão atônitos.

Epílogo

Nova York, apartamento de Donna Troy. Um brilho intenso ilumina o quarto da Mulher-Maravilha revelando quatro formas humanas.

É aqui mesmo? — pergunta Colossal, com seu tamanho um pouco maior que o usual, com Donna Troy desacordada em seus braços.

Segundo dados que temos, é sim. — pondera Cósmico — É sim, veja! — Rokk Krinn aponta para um porta-retratos na cômoda onde se vê uma foto de Donna e Roy.

Tróia e Arsenal. — Satúrnia pega delicadamente o porta retrato em suas mãos — Eles formam um belo casal.

Uau. — suspira Colossal — Não consigo parar de lembrar. A Tropa dos Lanternas Verdes!

Ssshhhh! — gesticula a telepata, com o dedo em riste próximo aos lábios — Eu deixei a Mulher-Maravilha inconsciente, mas ela pode despertar a qualquer momento.

Ela não viu a Tropa, Satúrnia.

Eu sei, Rokk, mas já foi difícil apagar da mente dela algumas informações. — Satúrnia abre a pequena caixa preta que está em suas mãos que guarda o anel da Legião dos Super-Heróis e o coloca atrás do porta-retrato — E deixar outras...

Eu gostaria de vê-la novamente. — Colossal deita Donna Troy na cama, retira sua espada e junta-se aos outros dois legionários.

Eu também. — Satúrnia sorri — Quem sabe a Mulher-Maravilha não fará parte novamente de nosso futuro?

Vamos, legionários. — Cósmico aciona o pequeno controle em sua cintura — Deixemos nossa nova legionária despertar em casa.




 
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