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Jonah Hex # 05

Por Marcelo Augusto Galvão

Sobre Serpente e Víbora Andarás...

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O tiro certeiro da Winchester encerrou com um estrondo a vida do cavalo. O corpo do appaloosa arriou pesadamente no solo, levantando poeira naquela estrada esquecida no sudeste do Texas. Jonah Hex abaixou o rifle e mirou o animal, que quebrara a pata ao enroscá-la em um buraco na estrada. Aquela fratura estragara os planos do caçador de recompensas, impedindo-o de seguir para Houston, após recolher um bom prêmio em San Antonio; para chegar mais rápido no seu destino, tomara aquele atalho pouco usado e que lhe pouparia algumas horas de viagem.

Mas o tiro saíra pela culatra. Com o cavalo completamente inútil, só lhe restara abreviar o sofrimento do bicho e sacrificá-lo. Praguejando, o pistoleiro guardou a arma e retirou a sela do lombo da montaria; agora só lhe restava enfrentar uma longa caminhada sob o sol escaldante daquele final de verão de 1873. Sua casaca de confederado, aberta para aliviar o calor, não ajudava em nada. O ar úmido característico daquela região pantanosa do Texas, tão diferente do resto do estado, sufocava-lhe. Ao seu redor, arbustos e árvores altas compunham a paisagem, cercada de charcos e brejos que desaguavam no mar, a menos de cem quilômetros dali. O cheiro de vegetação em decomposição empestava o ar, lembrando-lhe dos pântanos da Louisiana.

Limpando o suor da testa, Hex começou a arrastar a sela, deixando o cavalo de banquete para abutres e moscas, quando escutou um grito agudo vindo de arbustos à sua direita. De imediato, ele levou as mãos ao cinturão, soltando a sela; quando o grito se repetiu um segundo depois, o pistoleiro seguiu em direção da vegetação. Atrás dela, havia uma pequena clareira, onde Hex viu uma menina apavorada, os olhos azuis arregalados, agarrada ao vestido surrado de uma jovem mulher. Esta segurava um galho de árvore, tentando afastar algo diante delas. Uma comprida cobra preparava-se para dar o bote, sua pele escamosa brilhando na relva sob o sol inclemente.

Sem se intimidar com o galho, a serpente saltou na direção das garotas. Antes que pudesse alcançá-las, sua cabeça explodiu, transformando-se numa polpa avermelhada. Só então as garotas, até então apavoradas, perceberam a presença de Hex, um rastro de fumaça saindo da Colt fumegante.

— Cês tão bem? — o caçador perguntou, aproximando-se e notando que as duas eram parecidas: ambas tinham o nariz pequeno, olhos claros, cabelos escuros. A moça mais velha começou a responder quando, de repente parou, de boca aberta, olhando fixamente para o rosto mutilado de Hex. Com um gesto automático, ela fez o sinal da cruz e deu um passo para trás, levando a outra menina junto.

A vegetação do outro lado da clareira se moveu. Três homens ofegantes saíram correndo do mato; dois deles levavam rifles e, tão logo viram Hex, engatilharam suas armas.

— O que está acontecendo aqui? — perguntou com uma voz grave e poderosa o homem alto e robusto que estava desarmado, sua camisa branca empapada de suor. Os olhos negros arderam como brasa ao mirarem primeiro as garotas e depois cravarem-se nas cicatrizes de Hex. Ao mesmo tempo, os outros homens, um negro atarracado e um chicano de barba rala, cercaram a clareira. Seus movimentos mostravam que o homem da voz profunda, que usava fartas suíças grisalhas, era o líder ali.

— Calma aí, minha gente. — Hex disse, a arma apontada para a relva — Só tava evitando que alguém se machucasse. — e mostrou o que restara da cobra aos seus pés. A jovem, que agora aninhava a menina nos braços, virou-se para o homem de suíças:

— Kate e eu estávamos colhendo umas amoras quando ouvimos um tiro vindo da estrada. A gente foi espiar e aí aquela serpente apareceu. Se não fosse por ele... — a moça balançou a cabeça na direção de Hex, mas ainda evitando encará-lo — ...eu não sei o que poderia ter acontecido... — e acrescentou apressadamente num tom desesperado — Foi isso mesmo que aconteceu, reverendo! Eu juro!

Os olhos do homem se estreitaram por um momento, mirando fixamente as duas jovens e expressando sua desconfiança. Após alguns segundos, falou com a voz mais grave ainda:

— Já falei que não é pra se afastar de casa, Martha. Nunca sabemos o que se pode encontrar lá fora. — e voltou o olhar para Hex. Aproximando-se dele, continuou — Raramente alguém utiliza aquela estrada. Não temos muitos forasteiros por aqui. Hex, sentindo a hostilidade do homem envolver-lhe como o ar úmido daquela região, explicou o acidente que lhe acontecera. O homem de suíças apertou mais uma vez os olhos ao acabar de ouvir a explicação. Sem aviso, deu um passo na direção do caçador, ao mesmo tempo em que abriu um sorriso de enormes dentes.

— Sou Atticus Ryker. — disse, estendendo a mão para Hex. Este, um tanto quanto surpreso pelo rápida mudança de comportamento do homem, apertou-lhe a mão de dedos calosos e apresentou-se:

— Hex. Jonah Hex.

— "A pomba do Senhor". — Ryker replicou, com um sorriso maior — É este o significado original do nome "Jonah". Sem dúvida, sua presença aqui, ao salvar a vida de nossas crianças das presas de uma víbora, o símbolo da maldade, é um bom sinal vindo do Senhor.

— Hã, claro. — Hex concordou, inclinando a cabeça — Bom, sendo assim, vou seguir minha viagem. — e, guardando a Colt no coldre, o pistoleiro virou-se para a estrada atrás dos arbustos. Com rapidez, o homem negro colocou-se à sua frente, impedindo seu caminho.

— Não precisa ter tanta pressa, senhor Hex. A cidade mais próxima está a uns sete quilômetros daqui. Com esse sol, duvido que chegaria tão longe assim. Amanhã terei que comprar alguns suprimentos por lá e ficarei satisfeito em dar-lhe uma carona. Até lá, o senhor pode ficar conosco em Prayville.

— Prayville...?

— Oh, sim! É o nome da comunidade cristã fundada por mim e outras pessoas e da qual eu sou pastor. Tenho certeza que meu rebanho o receberá de braços abertos, depois de saber que salvou a vida de duas das nossas pequenas ovelhas. Insisto que fique conosco.

Vendo-se sem alternativa, Hex encolheu os ombros e começou a seguir o reverendo por uma trilha do outro lado da clareira. Ryker ia na frente, junto de Kate e Martha; depois vinha Hex e, fechando a procissão, o chicano e o negro, os quais o reverendo chamava de Miguel e Cotton, arrastando a sela do caçador. Enquanto andava, espantando mosquitos, Hex viu a pequena Kate, agarrada no colo da outra jovem, mirando-lhe fixamente com seus olhos grandes e azuis. Eles brilhavam de uma maneira muito peculiar, de um modo que lembrava à Hex o de uma jovem ovelha ao caminho do matadouro.

A trilha terminava numa grande clareira. Uma placa de madeira, fixada logo acima do portão de entrada, com o dizer "Prayville" escrito em tinta branca, identificava o lugar. Passando por ela, Hex viu que a tal comunidade cristã se resumia a uns três galpões de madeira, dispostos em círculo pela clareira e, mais adiante, uma casa comprida de um só andar que ficava no centro do lugar. Do lado dela, havia uma construção branca com uma enorme cruz de madeira desenhada na folhas da porta.

Tão logo chegou, o pistoleiro viu-se rodeado por diversas pessoas, entre brancos, negros e mexicanos. Eles o observaram com desconfiança, mirando-o da cabeça aos pés. Sorrisos de satisfação, no entanto, apareceram em seus rostos após o reverendo contar-lhes como Hex salvara a vida das crianças. A voz melíflua do reverendo, que exagerava certos detalhes da história, prendia a atenção dos seus fiéis, que ouviram fascinados o relato.

— Somos um total de 42 pessoas, entre homens, mulheres e crianças. — o reverendo Ryker explicou, depois que os fiéis se dispersaram com o fim da história. Ao lado do pastor só permaneceram Cotton e Miguel — É aqui que nos dedicamos a louvar o Senhor Todo-Poderoso. Vivemos do que plantamos na pouca terra fértil que temos aqui e da pesca de alguns peixes. — e enquanto caminhavam, apontou para um lago mais adiante, nos fundos da propriedade; folhas verdes flutuavam na sua água escura, que desembocava nos pântanos do Texas.

O pistoleiro olhou em volta e comentou:

— Deve ser difícil viver aqui no meio do nada.

— Nem tanto, quando se tem Deus no coração. Pois eu, assim como o senhor — e ele fez um gesto na direção da casaca cinzenta do caçador — lutei contra os nossos irmãos do norte, naquela guerra sem sentido que devastou esta nação. Ao final, percebi que nada daquilo estava correto e acabei por me entregar ao álcool e à devassidão... até que Jesus Cristo me mostrou o caminho através do livro sagrado! — e retirou do bolso uma pequena bíblia, já com a capa de couro surrada. No mesmo instante, Hex escutou os dois homens que os acompanhavam murmurarem "aleluia". Ryker continuou:

— Todos nós temos nossa missão na Terra. A minha é levar os ensinamentos de Cristo por este Texas imenso. Todas estas pessoas aqui reunidas estavam perdidas, mas eu lhes apontei o caminho da salvação. O irmão Cotton, por exemplo, era acusado de currar a própria mãe, enquanto que o irmão Miguel vivia como bandoleiro na fronteira com o México. Juntos com os outros, encontramos este pedaço de chão e decidimos transformá-lo em nossa terra prometida. — os olhos dele flamejaram ao pronunciar as duas últimas palavras — É a partir daqui que pretendemos espalhar a palavra do evangelho, multiplicando-nos, enchendo a terra e submetendo-a à vontade do Senhor.

Hex acendeu um cigarro, sem nada dizer. Ante seu silêncio, o reverendo voltou a falar:

— Vejo pelas suas cicatrizes que foi um homem também marcado pela guerra. Saiba que aqui em Prayville temos lugar para todos, inclusive para o senhor, pois "Deus é nosso refúgio e nossa força", como se lê nos Salmos.

— Esse talho num tem nada a ver com a guerra, reverendo. Tenho meu próprio caminho pra seguir pela manhã. — disse, percebendo que o preço de sua estadia ali seria ter que ouvir sermões pelo resto do dia.

— Como queira. — Ryker respondeu, o sorriso ainda firme, porém menos intenso. Em seguida, apontando para um pequeno estábulo, onde encontravam-se um par de cavalos e uma pequena carroça, ele disse — Amanhã eu o levarei até a cidade mais próxima. Enquanto isso, o irmão Miguel levará o senhor até o alojamento dos homens.

— Alojamento?

— Sim. Em Prayville, homens, mulheres e crianças dormem em lugares separados. Dessa forma, evitamos que a lascívia nas relações carnais entre homem e mulher atrapalhe o nosso louvor ao Senhor. Mesmo as famílias já constituídas obedecem esta regra e assim as crianças tem um alojamento só delas. Todos, sem exceção, devem cumprí-la.

O pistoleiro, surpreso, não acreditava no que acabara de ouvir. Aproximando-se, disse em voz baixa:

— Desculpa a curiosidade, reverendo, mas como eles fazem quando querem — Hex fez uma pausa — se "multiplicar"?

— Eles pedem a minha permissão para deitarem-se juntos por uma noite. É mais do que o suficiente.

— Isso vale até pra você? — Hex levantou a sobrancelha, uma ponta de ironia na voz.

— Não tenho família. Quis o Senhor que eu não tivesse uma para não atrapalhar minha missão. Mateus escreveu que Cristo louvou "eunucos que se fizeram eunucos por causa do reino dos céus". Este é o meu caso. — e sorriu para logo depois prosseguir — Nossa ceia é às sete. Nos deitamos e levantamos cedo. Espero que aproveite sua estadia em Prayville, sem esquecer de respeitar nossas regras.

E dizendo isto, entrou no templo, deixando Hex com o mexicano.

O dia transcorrera sem problemas e, pelo que Jonah Hex descobrira, aquilo parecia ser o normal ali. O reverendo Ryker e suas ovelhas passavam uma metade do seu tempo cuidando da comunidade e na outra dentro do templo. Hex descobrira também outras regras que todos obedeciam. As crianças, por exemplo, eram proibidas de brincar: ou estavam a ajudar os adultos nas suas tarefas ou a rezar. Álcool e jogo também não eram permitidos e o mesmo valia para dançar e cantar, a não ser hinos religiosos.

Às sete horas, um pequeno sino tocou na varanda da casa comprida. Era ali que situava-se o dormitório do reverendo, bem como a cozinha e o refeitório onde os fiéis faziam todas as suas refeições. A ceia resumia-se a uma sopa de cebolas com pão preto; prato preferido de Ryker e que fora por ele mesmo preparado. O reverendo sentou-se na ponta de uma mesa e Hex ao seu lado direito.

Enquanto tragava a sopa, Hex fixou o olhar em um ponto na parede atrás do reverendo. Um chicote de couro, um pouco desgastado, encontrava-se pendurado em um gancho exatamente no centro da parede, como se ocupasse um lugar especial ali dentro. Suas três pontas estavam marrons; era sangue seco, notou o caçador.

— Este açoite pertencia ao meu pai. — Ryker contou, vendo o interesse de Hex — Eu fui um garoto muito levado e ele usava isto para me disciplinar. Quando ele partiu para junto do Senhor, decidi conservá-lo comigo.

— Tô vendo que ele ainda é usado.

— Às vezes, uma ou outra das minhas ovelhas se desgarra do rebanho e, da mesma forma que meu pai, eu preciso usar da disciplina. — ele disse, sério — Disciplina é essencial por aqui, ainda mais agora que estamos sendo atacados pelas crias de Satanás.

Hex franziu o cenho, confuso. Ryker explicou:

— Íncubos, senhor Hex. — e ao dizer isto, todos imediatamente pararam de comer para prestar atenção na voz que ressoava pela sala — São a prole do Inimigo. Há alguns meses, esses espíritos demoníacos molestam as mulheres e as crianças de Prayville. Atacam na forma de pesadelos libidinosos, cheios de pecados, pois sabem que a carne é fraca. — a fala do reverendo assumiu um tom ainda mais grave; as veias do seu pescoço saltavam, grossas como cordas — Machucam suas vítimas desacordadas e levam sempre um objeto estimado delas, como lembrança do seu ato macabro: uma escova, um lenço, um chapéu.

Ele fez uma pausa, como se quisesse ver a reação de sua audiência. Por todo o refeitório, fiéis faziam o sinal da cruz. Outros tremiam, visivelmente assustados.

— Fizemos vigílias noturnas no templo, nas últimas semanas, para evitar que esses demônios voltassem. Pela graça do Senhor, nossas preces foram atendidas e eles deixaram de nos atacar.

No momento em que acabou de falar, a porta do refeitório se abriu. Cotton entrou e caminhou até o reverendo, murmurando algo no seu ouvido. Ryker tirou um relógio do bolso e o consultou.

— Tem razão, irmão. Está na hora. — e levantou-se, dando a entender que a ceia estava encerrada, saindo em seguida. Seus fiéis fizeram o mesmo e Hex, sem alternativa, seguiu o grupo.

Ryker e seus seguidores andaram até os fundos da igreja. Duas caixas de madeira de tamanho médio estavam encostadas na parede branca. No lado superior de uma delas, meia dúzia de buracos, da grossura de um polegar, tinham sido perfurados na madeira grossa. Uma pequena tranca de ferro, presa com um cadeado, também havia sido instalada.

Com um sinal do reverendo, Cotton e Miguel abriram a caixa. Um deles acendeu uma lanterna e aproximou-se da abertura escura. Um débil gemido foi ouvido. Os dois esticaram seus braços e retiraram de lá um homem todo encurvado, tremendo. Seus olhos piscavam repetidas vezes, ante a luz da lanterna, que iluminava seu rosto macilento e os cabelos e barba desgrenhados. Um forte cheiro de urina e fezes preencheu o ar noturno, vindo da roupa em farrapos do homem, tão logo ele saiu da caixa. — É uma felicidade vê-lo outra vez, irmão David. — o reverendo disse, com um sorriso de júbilo — Espero que tenha deixado para trás todo o ódio que tinha no seu coração quando não quis seguir a palavra do evangelho em Prayville.

O homem, ajoelhado no solo, balbuciou um "sim" entre os lábios rachados. Marcas vermelhas no seu corpo apareciam entre os rasgos da camisa; sem dúvida ele havia sido "disciplinado", deduziu Hex.

— Muito bom! — Ryker disse, e virou-se para Martha e Kate, as garotas salvas pelo pistoleiro, que acompanhavam a tudo com uma expressão de horror — Agora vocês devem cuidar do seu pai. Ele precisa de vocês mais do que nunca.

Rapidamente, as duas se aproximaram do homem e, com ajuda de outros fiéis, levaram-no para o alojamento dos homens. A pequena multidão também se dispersou, sobrando apenas Hex e Ryker. Este falou:

— O irmão David foi uma daquelas ovelhas perdidas que eu havia comentado antes. Felizmente, eu consegui com que ele achasse o caminho correto outra vez. Nunca perco a oportunidade de salvar uma alma, senhor Hex. Nunca.

E se voltou para a casa principal, deixando o caçador de recompensas sozinho com seus pensamentos. Estes, por sua vez, se resumiam em uma única decisão: sair o mais cedo possível daquele buraco cheio de matutos carolas.

Nuvens escuras cobriam o céu sem lua. O silêncio era quase total em Prayville, exceto pelo coaxar dos sapos e o ruído das cigarras, como acontecia todas as noites. Mas na noite abafada de hoje, algo se movia na escuridão.

No pequeno galpão que servia de alojamento para os filhos dos seguidores do reverendo Ryker, uma sombra destacava-se no meio das trevas. Sorrateiramente, ela deslizou pela porta da construção e, ali dentro, encontrou meninos e meninas dormindo, uns juntos dos outros, em colchões de palha. Suas respirações pesadas ressoavam pelo ambiente.

A silhueta continuou movendo-se, passando por cima de algumas crianças e desviando-se de outras, como se procurasse por alguma em especial. Após alguns segundos, parou ao lado de uma, encolhida em um canto do galpão. Silenciosamente, curvou-se em direção da criança ali deitada.

Com um ligeiro tremor, a pequena Kate acordou, ao sentir o peso da figura sobre seu peito. A menina abriu a boca para gritar, mas a mão do atacante prendeu firmemente seu maxilar. Em desespero, ela ouviu a respiração daquela figura ficar cada vez mais ofegante, conforme sua outra mão gélida avançava lentamente sob a camisola amarela da garota.


No próximo número: Não perca a inquietante conclusão dessa aventura de Jonah Hex.



 
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