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Super-Homem # 07

Por Josa Jr.

"...Pensei que fosse mais astuto, Super-Homem! Nós dois somos as criaturas mais poderosas da Terra, mas com uma diferença — eu escolhi usar o poder para impor minha vontade ao mundo. Você, não."
(Victor von Doom, em Super-Homem/Homem-Aranha 1, por Jim Shooter)

Ditador de Aço

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Por Jimmy Olsen, para o Planeta Diário

Metrópolis nunca foi modesta em se tratando de superlativos — A maior cidade do mundo, a sede do mais influente jornal da Terra, o lar do maior herói de todos. E este herói, o Super-Homem, também é generoso em sua grandiosidade. Líder da LJA, é considerado por muitos como o mais poderoso e mais bondoso de todos os heróis. Metrópolis não deveria se surpreender, então, com a misteriosa aparição do líder da ditadura mais poderosa da Terra, do país mais avançado da Europa, em termos tecnológicos. Para os metropolitanos, porém, foi um espanto a vinda do Doutor Destino à cidade. Pouco se sabe quando começará, mas todos temem aquilo que pode se tornar a maior batalha de todos os tempos, quando o maior dos heróis enfrentará o maior dos vilões.


— Olsen! Cadê o Olsen?

Perry White atravessa a redação do Planeta Diário rapidamente, procurando o computador em que Jimmy Olsen trabalha, desde que foi promovido a repórter. O editor-chefe do Planeta facilmente deduz que seu mais novo jornalista deve estar na mesa de Jack McGee, desaparecido há algum tempo(*). Como de costume, Perry acerta e Olsen está em seu computador, já redigindo mais uma matéria.

— Jimmy, precisamos conversar sobre seu texto — Perry mostra uma folha impressa há pouco.

— Tudo bem, chefe? — O jovem fotógrafo passa a temer uma advertência de seu editor. — O que houve?

— Bom, é que seu texto... ele está meio exagerado, filho. Para não dizer eufórico demais. "Mais influente jornal da Terra"? Isso nos torna arrogantes para o público. E veja, não existem provas de que o Doutor Destino continua em Metrópolis.

— Mas todo mundo acha que...

— São boatos, Jimmy. Boatos podem ser derrubados a qualquer momento. Um jornal precisa de fatos. Contra fatos não há argumentos.

Em uma sala próxima, Lois Lane espera o café ficar pronto, e nem repara a chegada de seu marido Clark Kent, carregando um buquê, recém-comprado na França. Sem usar qualquer dos seus poderes, o Homem de Aço surpreende a esposa com um rápido beijo, revelando as flores em seguida.

— Rosas parisenses, Clark? Que lindo!

— Com botões da Argentina, para enfeitar.

— Ainda não entendo o que aconteceu! Porque diabos você beijou o Super-Homem, Lois(**)? — Dirk Armstrong, colega dos dois jornalistas, entra na sala, mastigando uma rosca de caramelo. — E, ao que parece, Kent nem se importa com isso.

— Eu me importaria se, algum dia, Lois me traísse. Aquela imagem, seja lá o que represente, não é da minha esposa. Ainda não sei o que houve, mas ela não estava nos EUA quando aquilo aconteceu.

— Eu nunca trocaria Clark por outro homem, Dirk.

— Mas...

Sem responder, o casal sai da sala de café, deixando Armstrong confuso e insatisfeito com tudo o que foi dito. Mas Lois e Clark sabem que nem todos acreditam na farsa que ambos criaram e, tentando não comentar o problema, imaginam como poderão sair dessa situação.

— Hã? — Clark Kent afasta-se de Lois, como que prestando atenção em alguma outra coisa.

— O que foi, Clark?

— Gritos! Deixe eu ver... o Parasita! Parece ser um trabalho para mim, lá no Beco do Suicídio!

Torre Lexcorp

Para impedir que sua recente derrota nas mãos de Lois Lane e do Super-Homem possa afetar demais seu trabalho, Lex Luthor resolveu evitar qualquer tipo de reunião por dois dias, e gasta boa parte de seu tempo treinando várias formas de luta com suas duas seguranças, Mercy e Hope. Para as duas mulheres, torna-se cada vez mais óbvio que seu chefe está muito desconcentrado, especialmente quando ele não repara uma insistente batida de um visitante no vidro, acompanhada de sua sombra projetada — que cobre quase todo o escritório de Luthor. Acostumado aos refinados protocolos que teve de aprender ao assumir o cargo de Soberano da Latvéria, Victor von Doom aguarda que alguém abra a janela para sua entrada. Cabe a Hope esta função, enquanto Mercy avisa Lex da chegada do Doutor Destino.

— Luthor, recebi sua mensagem pelo meu canal particular de comunicações. — Sem tocar os pés no fino carpete do escritório, Destino entra na sala, deslizando suavemente no ar. — Que assuntos deseja tratar com Doom?

— Obrigado, Mercy. O que faz aqui, Doom? — Luthor limpa o suor com uma toalha e se aproxima do imperador europeu. — Mais especificamente, o que faz na minha cidade?

— Você nada tem a ver com o que eu faço aqui, Luthor. Como chefe de estado, Doom tem livre direito de ir aonde quiser no território dos EUA.

— Eu sei que você salvou a vida de Ellie Lane. — Luthor aponta o dedo para Destino, que permanece de braços cruzados desde que chegou. — O que pretendia, Destino? Veio aqui apenas para isso? Eu não me importo se você quiser atravessar a América... desde que não cruze o meu caminho.

— Não tenho a obrigação de responder às suas perguntas, Luthor. E muito menos de lhe obedecer. Outros planos me trouxeram a esta cidade. Salvei aquela mulher apenas para provar minha superioridade sobre Richards.

— Você acaba de provar que precisa de um psicólogo, isso sim...

— E, involuntariamente, Doom também provou ser superior a você. — A armadura do ditador latveriano parece brilhar mais ainda, como se recebesse energia extra. — Com licença, ainda tenho compromissos... na cidade do Super-Homem.

Sem mais dizer, Destino sai por onde entrou, deixando um irritado Luthor para trás.

"Luthor é incompetente. Há dez anos tenta derrotar o Super-Homem, apenas para voltar a ser o homem mais querido de uma cidade. O que é uma cidade — mesmo a maior da Terra — quando se domina um reino europeu e, em breve, o mundo? Mas não é hora de divagações. Doom ainda tem de verificar como está o andamento do plano. Parece que o Super-Homem já foi atraído ao Beco do Suicídio e enfrenta meu assecla, o Parasita. Sim! Posso sentir a energia solar do Homem de Aço sendo transferida para mim! Logo, Doom terá os poderes do Super-Homem! Mas... espere! Há algo errado!"

Enquanto o Doutor Destino se aproxima, a luta entre Super-Homem e Parasita já dura mais de dez minutos. Cuidadosamente, o kryptoniano levou a batalha a uma área destruída, para que não houvesse mais destruição de propriedades no bairro mais pobre da cidade. À distância, o Homem de Aço lança destroços de prédios e nota que, como da última vez em que se enfrentaram(***), Rudy Jones está sugando energia, sem, contudo, ficar mais forte.

"O que está acontecendo com ele? Talvez essa roupa..."

Super-Homem deduz que a armadura que o Parasita veste deve ser o motivo para as mudanças nos poderes da criatura. Com seus poderes visuais, o herói enxerga uma trilha de energia saindo da veste de Jones e, ao mesmo tempo, nota que alguns dos circuitos presentes nela são bastante semelhantes a outra armadura que ele já enfrentou, e cujo poder conhece muito bem.

— Doom! — Quase simultaneamente à descoberta do Homem de Aço, o monarca da Latvéria aparece sobrevoando o local da batalha, surpreendendo os dois oponentes. — Achei que já tinha deixado Metrópolis.

— Enganou-se, filho de Krypton. Convenci Rudy Jones a me ajudar pois somente Doom seria capaz de permitir que ele alternasse da forma humana para a forma de Parasita quando quisesse. Planejava absorver suas energias e me tornar poderoso como um Homem de Aço, mas algo inesperado aconteceu: percebi que a energia solar só dura alguns minutos em um corpo humano normal, já que nossas células não podem se recarregar com o Sol. Ainda assim, Doom pôde criar um plano ainda mais brilhante. Ataque, lacaio!

— Que plano, Desti... ARGH!

A criatura de cor roxa pula em direção ao Super-Homem e se agarra ao herói o máximo que pode. Logo, Kal-El sente-se enfraquecido pelo poder do Parasita. Com suas últimas forças, ele esmurra o monstro para longe, deixando-o desacordado. Em seguida, investe contra Destino, mas o ditador revida com um disparo de sua armadura, derrubando o Homem de Aço.

Com o Super-Homem caído, completamente enfraquecido pelo ataque do Parasita, o infame déspota se aproxima e, segurando o rosto do herói de Metrópolis com as duas mãos, fixa os olhos cheios de amargura e ódio nos de Kal-El.

Poucos minutos depois, Victor von Doom solta o Super-Homem e cai, desmaiado. O Filho de Krypton se levanta e voa, carregando o corpo de Destino até a pequena nave latveriana que, até então, sobrevoava incógnita a cidade. Por entre os destroços de um prédio, o jornalista Jimmy Olsen vê e fotografa tudo, até o momento em que Super-Homem sai da naveta de Doom e voa para longe, em direção a Nova York.

— Eu disse pro Perry! Eu disse!

Aprisionado em sua própria nave, o homem sob a máscara de ferro se desespera, mas não há ninguém para escutá-lo.

"Alguém precisa detê-lo! Ele é completamente louco! Com esses poderes voltados para o mal, não há nada que impeça que a Terra seja completamente dominada... e destruída!"

A seguir: O que aconteceu com o Homem de Aço?

:: Notas do Autor

(*) Saiba onde McGee está atualmente lendo Hulk.

(**) Em Super-Homem #2.

(***) Na última edição.



 
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