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Titãs # 15

Por JB Uchôa

O Império Contra-Ataca

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Os Titãs escancaram as portas da Torre. Mesmo com a ajuda na enfermaria dos X-Men, os ferimentos de Mutano são graves. Ravena vem em uma maca, apoiada por Cyborg. Tróia caminha com facilidade, mas mesmo assim Roy oferece seu braço como apoio. Alguns dos Titãs, como Tróia, Asa Noturna, Estelar, Arsenal e Jesse Quick vestem uniformes antigos dos X-Men, cedidos gentilmente por Kitty Pryde.

— Não seria melhor levá-lo a um hospital? — pergunta Koriander, apertando a mão do amigo esmeralda.

— Não. Arsenal, venha comigo para Gotham, falarei com uma velha amiga. — Asa Noturna nota que Jesse está olhando para ele e se vira repentinamente — Quer falar alguma coisa?

— Não, estou só prestando atenção nas ordens! — Jesse sorri e, enquanto Asa Noturna pega o telefone, vai conversar com Tróia — Está se sentindo bem?

— Estou, obrigada. Mas estou preocupada com Ravena. Apesar dos ferimentos de Gar serem bastante graves, sei que a dra. Thompkins vai ajudar. Já Ravena está além de qualquer ajuda humana. — Donna estica a mão e toca o rosto de Ravena. A Empata está dormindo, ainda bastante ferida — Mas, como ela mesma diz, Azur não a abandonará.

— Querida, Ravena foi capaz de um ato de grande amor ao próximo. Deus não vai deixá-la desamparada. — fala Roy, segurando a mão de Donna Troy.

— Deus? Nossa, Roy, não sabia que você...

— Era religioso? Acredito que deve existir uma força maior que me traz todo dia pra perto da minha filha e da mulher que amo. Temos que dar um tempo à Ravena, ela vai sarar. — Donna dá um beijo em Arsenal e senta-se na cadeira ao lado da maca de Ravena.

— Nita? Leve Ravena para o quarto dela, passarei a noite lá antes de cuidar da minha vida. Quero vê-la bem, ainda tenho que ver como vai ficar a reforma do meu apartamento. — Donna levanta-se e ajeita a capa de Ravena. Olha-se em um espelho e ri do uniforme amarelo e azul escuro com um grande X no cinto — Eu realmente não acredito que os X-Men usem isso como uniforme reserva!

Meia hora depois, Jesse Quick está em seu escritório revisando alguns índices econômicos. A vantagem de ser velocista e workalholic é que uma passada rápida nos negócios não toma muito tempo. No risca-e-rabisca de sua mesa ainda está um desenho que fez antes de ir para a Torre Titã e ser tragada para o Limbo. Pode-se notar claramente o rapaz alto, de cabelos negros e sorriso de galã. Jesse desenha desde pequena, quando fantasiava as aventuras de seus pais heróis por meio de papel e giz colorido. Com o passar dos anos, sua técnica foi sendo aperfeiçoada, e desenhar é a única forma de extravasar durante reuniões estressantes.

— Oh, Deus, porque não consigo tirar você da minha cabeça? Eu sei quem é você, Asa Noturna, mas como posso explicar para você, se nem mesmo eu entendo o porque de tanta angústia? — Jesse Quick abre a gaveta e pega com carinho a foto antiga em que ela aparece junto dos Graysons Voadores. Na foto, o sorriso metálico da garota e o garoto esguio em nada lembram o homem e a mulher que se tornaram. Apenas o brilho nos olhos permanece igual — ainda não havia sido maculado pelas tragédias sofridas ao longo dos anos.

Em uma galáxia muito, muito distante...

— Então, majestade, tomaste uma decisão? — Diken ajoelha-se perto de Lilandra, que observa o cosmo através da grande janela atrás de seu trono. Como fiel conselheiro da galáxia, espera uma resposta da soberana com paciência.

— Ainda não, mas teremos que fazer valer a lei. Seja ela qual for, a acusada deve pagar por seus crimes.

— Majestade... sei de sua predileção pelos heróis da Terra...

— Uma rainha não deve ter predileções, meu amigo. Chame Cerise e o Gladiador, eles me acompanharão para prender a assassina! — Lilandra se levanta e caminha para fora da sala do trono. Atrás de si resta o espaço, frio e silencioso, oculto em segredos.

Gotham City.

Estelar insistiu para vir acompanhando Asa Noturna e Arsenal. Como tem evitado a presença da princesa de Tamaran, Dick Grayson mandou-a na frente com Arsenal enquanto saltava por telhados em Gotham, buscando clareza em seus pensamentos. Horas depois, encontra os amigos no consultório da dra. Leslie Thompkins.

— Asa Noturna? — pergunta a senhora com jaleco branco, retirando as luvas e estendendo a mão, como se segurasse o rosto do rapaz em sua frente.

— Tudo bem, Leslie. Eles são meus amigos. Pode me chamar pelo nome. — Asa Noturna sorri e abraça a amiga.

— Oh, Dick! Como está meu garoto? — a médica puxa Dick Grayson para perto e lhe dá um beijo no rosto. Ele retribui com um beijo em sua testa — É bom vê-lo de novo. Não se preocupe, seu amigo ficará bem. Só precisa de repouso... absoluto!

— Ei, chefia! — diz Arsenal, sentando-se em uma poltrona — Se quiser voltar com a princesa para Nova York ou Bludhaven, eu levo o abacate para casa amanhã.

— Dick, se preferir, podemos esperar. — pondera Estelar, apoiando-se em uma mesa.

— Não, Kory. Acho que devemos mesmo voltar à Torre. Detesto esses joguetes místicos, não dá para saber se Trigon foi mesmo derrotado. É hora de ficarmos juntos, e três de nós fora da Torre deixa-a muito exposta. — Asa Noturna aproxima-se da janela e contempla Gotham. Quase se sente balançando pelos telhados ao lado de Batman. E pondera sobre uma decisão que vem relutando a tempos, de assumir sua verdadeira identidade para Jesse Quick. Com a máscara nas mãos, só se desconcentra quando Kory o chama — Estou indo. — Dick beija novamente a face de Leslie e dá um abraço em Arsenal. Gar sorri e acena com a mão, fazendo sinal de positivo, enquanto a dupla deixa o prédio.

— Ele me parece um pouco preocupado, Roy. — pergunta a dra. Thompkins, enquanto serve uma xícara de café para Arsenal.

— Bem, doutora, com todo respeito... qualquer um ficaria neurótico se tivesse sido educado pelo morcegão! — Arsenal adoça o café enquanto Leslie esconde o sorriso por trás da xícara.

Torre Titã, madrugada. Victor Stone faz reparos no computador quando percebe a chegada de um e-mail com notificação de "importante". Ao abrí-lo, descobre que apenas pede para que o herói se dirija até o deserto de Nevada e aguarde instruções. Antes que Cyborg possa reler a mensagem, o e-mail é automaticamente apagado.

— Putz, que estranho. — pondera o titã, coçando a cabeça, enquanto uma colega de equipe passa pelo corredor.

— Tudo OK, Vic? — pergunta Namorita, vestindo seu velho maiô verde e com uma toalha na mão.

— Hã... acho que sim. Vai nadar?

— Um pouquinho, já estou ficando com a pele ressecada. — Namorita sorri e se dirige para os elevadores — Você está com uma cara...!

— Hum... Namorita? — ela se vira para Cyborg novamente — Eu vou ter que dar uma saída, OK? Avisa o pessoal para não ficarem preocupados.

— Relaxa. Tróia está no quarto com Ravena. Jesse, Estelar e Asa Noturna estão acordados na sala de reuniões. O Asa parece bastante preocupado. Vou só tomar uma ducha e ficarei lá com eles.

Cyborg assume sua forma humana, e sai da sala de comunicações. Namorita segue seu rumo para os elevadores, mas muda seus planos ao ouvir um sinal de alerta de invasões vindo da sala de reuniões. Nita corre até lá e chega na sala a tempo de ver três figuras se materializando à sua frente. Quase ao mesmo tempo, chegam Asa Noturna e, em alta velocidade, Jesse Quick. Tróia chega apressada, amarrando a faixa do roupão.

— Por Rhéia... outra invasão? — Tróia coloca-se em posição de defesa.

— Acalme-se, Tróia da Terra! — fala Cerise, em voz alta, ladeada pelo guerreiro Shiar conhecido como Gladiador e pela rainha Lilandra — Viemos buscar a princesa de Tamaran! Acusada de assassinado e designada a receber um julgamento justo na corte intergalática de Shiar! Peço aos humanos que não interfiram em assuntos da galáxia.

— Espere aí! — grita Jesse Quick — Acusada do assassinato de quem?

— Xhal... deve estar havendo algum engano! — Estelar prepara suas poderosas rajadas, mas Namorita pede que abaixe as mãos, quando nota que o Gladiador cerra os punhos.

— Lilandra! — grita Asa Noturna — Permita que eu acompanhe a princesa Koriander como seu advogado!

— As leis galácticas não são iguais às terrenas, humano. Agora, afaste-se... — Gladiador é interrompido quando Lilandra ergue uma das mãos.

— Que seja, então. — declara a rainha. Lilandra, Cerise, Gladiador, Estelar e Asa Noturna são desmaterializados. Jesse Quick, Tróia e Namorita espremem-se na fachada de vidro da Torre e conseguem ver uma espaçonave se distanciando.

— E agora? — Jesse olha, espantada, para Namorita, que dá de ombros.

— Vamos ter que esperar chegar o amanhã! — responde a atlante.

— Pelos deuses, será que não é um pesadelo? — fala Tróia — Jesse, verifique se Asa Noturna possuía algum sinalizador! Namorita, aumente a freqüência. Se eles precisarem de nós, os Titãs devem estar preparados!

Deserto de Nevada.

O sol está raiando. Curiosamente, a forma que o corpo robótico de Victor Stone assume neste momento o deixa visualmente parecido com o Cyborg de anos atrás, quando entrou para os então Novos Titãs. Partes metálicas se contrapõem com partes aparentemente humanas. Encobrindo os primeiros fachos de sol, Victor percebe uma sombra, e ao olhar para cima vislumbra um carro, que se propulsiona pelos ares através de jatos. O veículo pára próximo a Cyborg e suas rodas viram, assumindo a posição horizontal, e disparando lufadas de ar que o permitem descer verticalmente sobre as areias do deserto. Suas rodas retornam para a posição vertical quando chegam próximas do chão, garantindo um pouso perfeito e silencioso. O titã observa, com curiosidade, o motorista do carro, um oriental, descer do veículo e se dirigir a ele.

— Bom dia, senhor Stone! — diz o homem, vestindo um terno Armani de corte perfeito — Eu sou Jimmy Woo, e você foi convocado para o CLASH!


:: Notas do autor

Cyborg no CLASH? Estelar, uma assassina foragida do império? Com Ravena e Mutano sofrendo baixas de guerra, quem sobrou nos Titãs? Perguntas? Opiniões? Escreva para o autor, através do e-mail uncanny_jb@hyperfan.com.br!




 
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