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Batman # 12

Por Leonardo Araújo

Sala de Aula

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— O sr. Frederick, do museu de Gotham, ligou. Eles conjecturam trazer múmias egípcias para expor durante o mês vindouro! — comenta Alfred.

— Mande um cheque. — responde Bruce.

— Há seis recados em seu celular da srta. McNamara. Ela ficou deveras frustrada com o encontro que não houve.

— Diga que eu tive de viajar.

— O senhor recebeu um convite para a festa de assunção da nova diretoria do nosocômio...

— Diga que estou febril.

— Patrão Bruce, o uniforme que utilizou ontem tinha uma mancha vermelha no ombro. Não era de sangue, me pareceu maquiagem, batom para ser exato. Será que...

— Alfred! — interrompe Bruce, encarando seu amigo e mordomo.

— O senhor poderia fingir que tem senso de humor. Não iria fazer mal. Quem sabe outras emoções pudesse aflorar daí em diante.

Já nas ruas da cidade, Tim Drake, já trajando o uniforme de Robin, e Batman fazem uma habitual patrulha noturna.

— Tudo tranqüilo. Até demais. Parece que nosso trabalho vai indo bem. — fala Tim.

— Nestas horas não devemos diminuir nosso nível de atenção. Não podemos ser pegos desprevenidos. A rotina leva ao relaxamento. Para nós, esse é um luxo dispensável.

— OK, foi só um comentário.

O alarme de um banco interrompe a conversa. Rapidamente, os dois vigilantes tomam a via mais rápida para chegar ao local.

Analisando a situação externa, pode-se ver que a policia está iniciando o bloqueio das rotas de fuga. Pela conversa no rádio, uma das saídas, ao fundo do banco, foi arrombada. Não há indícios de que haja reféns.

A dupla dinâmica entra em ação. Robin invade o banco. Bumerangues sibilam no ar enquanto tiros são disparados. Uma explosão é escutada mesmo por quem está fora do banco. São seis assaltantes. Robin detém os dois que estavam mais perto da porta e se dirige ao local da explosão. Chegando no ambiente, verifica que há uma cratera no chão, acessando o sistema de galerias de águas pluviais subterrâneo. Um leve sorriso é esboçado.

"Como ele sabia?" — pensa o menino-prodígio.

Vinte minutos é o tempo que o jovem vigilante leva para encontrar Batman na cobertura de um edifício circunvizinho ao banco.

— Eles estão amarrados e inconscientes junto à demolição que fizeram no piso. — fala Batman pelo rádio com um dos policiais.

— E então? Como sabia que eles iriam pelo esgoto? Sentiu o cheiro?

— Só havia um carro nas imediações, provavelmente o que usaram para chegar ao banco sem levantar suspeitas. Era um modelo antigo, de pouca potência, ruim pra fuga. Como o alarme foi acionado, a polícia já havia coberto as rotas possíveis de serem usadas. Um helicóptero aqui seria de difícil acesso, pois o prédio do banco é baixo em relação aos edifícios vizinhos. Só sobrou...

— Pra baixo. OK. Qualquer alternativa e a polícia os estaria na cola deles.

— Vamos!

— Aonde?

— Houve um roubo na mansão de Chen Luo. Quero que você investigue o caso.

Discretamente, Batman entra na mansão do sr. Chen Luo, e passa a supervisionar a investigação de Robin sobre o caso em questão:

"Mantendo-se nas sombras, ótimo. Ele só aparecerá quando for realmente necessário." — analisa o morcego.

— Dizem que só o par de brincos vale mais de meio milhão. — comenta um policial com outro.

— E o conjunto todo? — pergunta outro policial.

— Uns três milhões, por baixo. É coisa pra colecionador!

Eles se referem ao objeto roubado: a coleção Olhos de Gato. Uma obra artística única com esmeraldas e ouro, dentre outras preciosidades.

Haveria uma festa na mansão no dia seguinte, onde a coleção Olhos de Gato estaria exposta aos amigos e convidados do senhor e senhora Luo.

"Ele notou a porta dos fundos arrombada, com o vidro de decoração quebrado. Viu as marcas de pegadas na lama ao lado da calçada e providenciou um molde em gesso da pegada. Pode ser importante em eventual comparações para saber o calçado, desgaste desse que seja característico da forma de pisar, provável sexo, e talvez, o peso da pessoa. Ele voltou à porta. Está analisando o chão da cozinha e já deve ter percebido que não há lama no piso. Os fragmentos de vidro junto à porta, no lado interno a casa, se espalham até a sala onde ficavam as jóias. Um pedaço grande de caco de vidro chama sua atenção. Será que há sangue? Não... é um pedaço de fibra, rasgado quando o painel de vidro foi quebrado." — reflete Batman, enquanto avalia o trabalho de Robin.

Robin procura encaixar o pedaço grande de vidro com a amostra do tecido no painel quebrado. Após algumas tentativas, acha o exato local que a peça se ajusta. O laminado desse pedaço com tecido fica para a parte interna da casa.

Um velho sargento chega à cozinha. Robin o percebe, mas antes que ele intervenha no trabalho, Batman aparece ao seu lado. O policial coloca a mão no nó da gravata, afrouxa-o, sorri e diz:

— Volto em dois minutos.

"Bom, Tim. Está recolhendo possíveis fragmentos de vidro no lado de fora da casa, junto a porta, com papel jornal úmido."

Robin retorna ao Batmóvel, onde acessa o sistema de segurança do imóvel, analisando a planta e outras informações úteis, sempre com Batman ao seu lado.

A seguir, percorre as instalações externas de segurança, verificando câmeras, sensores e cabos, bem como suas conexões diversas e aparelhos auxiliares. O cabo que faz a comunicação com a central de segurança da empresa contratada pelo sr. Luo está partido e há um pequeno dispositivo ligado a ele, provavelmente servindo de fonte para o sinal de normalidade do sistema. O cabo passava junto com vários outros, todos bastantes similares, por um duto subterrâneo.

Investigando agora as instalações de segurança, Robin constata que as câmeras que deveriam filmar a parte externa da porta arrombada e todo o trajeto no interior da mansão dessa porta até o local das jóias furtadas foram quebradas.

Há uma central de segurança computadorizada interna ao imóvel. Um backup do banco de dados é feito.

Seguindo para a biblioteca, local onde as jóias deveriam estar e onde seriam expostas na festa no dia seguinte, Robin analisa o ambiente. Há uma pequena cúpula de vidro com um tecido vermelho acolchoado em seu interior, exatamente onde as jóias estariam. Uma pequena área de segurança ao redor desta estrutura foi montada: uma grade de alumínio polido com cerca de um metro e vinte de altura. É notório que a estrutura teve uma parte comprometida, pois apresenta torções em suas barras, suaves, mas perceptíveis. A quantidade de resíduos químicos deixados pelos peritos da polícia denuncia que uma tentativa de obter impressões digitais não teria sucesso.

Os sensores eletrônicos haviam sido cuidadosamente desligados, junto ao local onde a peça estaria exposta.

Após as investigações no local do crime, Tim junta a suas anotações o arquivo que a polícia montou com as circunstâncias e pessoas que estavam presentes na mansão antes ou após o crime. O backup mostra que o sistema foi comprometido às 17h20min. Na hora do crime, os donos da mansão estavam ausentes: o sr. Chen tratava de negócios no escritório, a sra. Chen tinha ido a um salão de beleza e às compras. Os empregados estavam de folga e somente a governanta estaria no local, mas esta aproveitou a calmaria para também fazer algumas compras. Um jardineiro terminava alguns preparativos externos, havia um porteiro que controlava, com ajuda do sistema de segurança, a entrada e saída da mansão. Os preparativos da festa, contratado a uma empresa especializada, haviam terminado às 14h e só seriam retomados, para complementar eventualidades, na manhã seguinte, após as 9h. A exposição iniciaria com um almoço na parte externa do imóvel, às 13h, e aconteceria de fato na biblioteca, com a famosa peça cercada por uma pequena grade de alumínio, com aproximadamente 1,2m de altura. Esta apresenta uma de suas estruturas comprometidas, torta. Os cabos dos sensores eletrônicos da biblioteca estão cortados.

Um pequeno sistema foi acoplado junto aos cabos partidos os quais acionariam a polícia e a empresa de segurança contratada. Tal aparato impediu que a violação do sistema fosse notada. Outro aparelho similar fazia com que as imagens das câmeras danificadas fossem simuladas, repetindo os segundos anteriores à destruição destas.

As 15h30min, um técnico da empresa de segurança esteve na casa. Trocou o monitor defeituoso e checou o sistema. Estava tudo perfeito, segundo o relatório emitido. Ele foi recebido pela sra. Chen. Esta saiu cerca de duas horas após a chegada do técnico. O sr. Chen estava ausente desde as 14h.

Às 19h15min chegou uma entrega de flores sintéticas, já programada, as quais foram rapidamente descarregadas, em parte, em uma das áreas laterais à mansão.

Às 20h, a governanta percebeu o vidro quebrado e contatou os patrões. A polícia foi chamada.

É notório que alguém interno à casa passou informações que possibilitaram o crime.

Robin analisa, num microscópio, o jornal úmido que passara junto à porta com o vidro quebrado. O jornal recolhido apresenta cacos de vidro. Prepara um e-mail informando ao comissário Gordon para repetir o procedimento.

Batman observa silenciosamente, mas com plena atenção, seu jovem pupilo trabalhar.

Na noite seguinte, antes de partir em uma ronda noturna, Bruce Wayne ouve o noticiário local. Dentre outras notícias, a jornalista informa sobre seguidos pequenos tremores ocorridos e como são incomuns. Relata também que o ultimo blecaute foi devido a um curto-circuito nas proteções da subestação de energia elétrica dos Laboratórios B&C. Isso provocou um desarme das proteções da subestação de energia elétrica que abastece a cidade.

Já nas Torres Gêmeas, Batman observa uma calma Gotham, sem qualquer ocorrência significativa no momento. É quando percebe que não está só.

— Alguma notícia dos Olhos de Gato? — pergunta a Mulher-Gato.

— Você sabe algo que eu deva saber?

— Sabemos que eu nada tenho a esconder, não sobre isso.

— Escutou algo que possa ajudar a solucionar o caso? — diz ele, encarando-a.

— Não. Esperava que você dissesse algo. Assim, quem sabe, eu poderia roubá-lo novamente.

— Selina...

— Não precisa trincar os dentes. Não tenho mais medo disso. Você sabe que é brincadeira! — ela se aproxima — Só farei de novo se for uma forma de manter você por perto. Afinal, qual a garota que não gostaria disso?

A distância é tão curta que ele sente a respiração dela em seu peito. Ele a fita, o tempo parece interminável, mas é uma fração de segundo. Um impulso o impele a beijá-la. Mas uma terceira presença o faz retomar o sóbrio semblante.

— Robin, algo novo no caso do furto a mansão do sr. Chen?

— Pensei que ela poderia nos dizer. Assim que o vi aqui com ela, eu...

— Concluiu errado! E chegou numa péssima hora. — ao terminar, Selina se lança no vazio, prendendo seu chicote em um ressalto da torre e impulsionando-se para uma janela aberta na própria estrutura.

— Não entendi. — diz Tim.

— Esqueça. Novidades?

— Bom, verifiquei os álibis e todos estão confirmados. Vistoriei as fitas de entrada e saída de pessoal. Muitos empregados na montagem da festa, muito material entra e sai, mas havia sempre o cuidado de não entrar ninguém na biblioteca. Contrataram três seguranças para vigiar durante a arrumação do ambiente, e mais trinta para a festa.

— Os seguranças tomaram atitudes pouco comuns à função deles?

— A entrada e saída deles não apresentaram qualquer indício. Usavam as mesmas roupas e sacolas na entrada e na saída. Além disso, o sr. e a sra. Chen afirmara que as jóias estavam intactas após a saída deles, cerca de 14h45min.

— E os Chens? — pergunta Batman.

— O senhor Chen sai e retorna usando terno e uma maleta, do tipo executiva, como de costume. A senhora Chen sai portando duas bolsas, uma pequena e outra grande e, aparentemente, um tanto mais pesada. Retorna com a bolsa pequena mais três menores ainda. Um carregador a acompanhava com diversas caixas, pacotes e sacolas de compras.

— Os demais empregados e serviçais?

— O técnico entra com uma pequena pasta com ferramentas. Volta e busca o monitor novo. Ao sair, leva o monitor velho e retorna para pegar sua maleta de ferramentas. A governanta sai com uma bolsa de mão e retorna com esta e mais uma sacola de supermercado e uma da farmácia. O jardineiro não acessa, aparentemente, o interior da residência. Troca de roupa no vestiário externo de empregados e sai levando uma bolsa de tamanho médio. O porteiro não entrou ou saiu da mansão no período considerado e tampouco ausentou-se da saleta de controle de acesso.

— Mais alguém?

— Tiveram os entregadores de flores. Mas eles não acessaram, em qualquer momento, segundo a governanta e a fita de segurança, o interior da residência.

— O que concluiu até agora?

— O roubo foi executado por um agente com informações precisas sobre a segurança local. O ladrão tem de ter um bom conhecimento de eletrônica para cortar os cabos corretamente e muita habilidade de infiltrar-se em recintos vigiados, pois as câmaras cobriam o exterior da mansão também e nada foi detectado até o corte dos cabos às 17h20min. Ficou claro também que alguém quebrou aquele vidro propositalmente, de dentro para fora, e quis dar a impressão que o vidro foi quebrado de fora para dentro. Uma simulação de arrombamento.

— O que pretende fazer agora?

— Investigar o pessoal que aparece na fita. Se ninguém for suspeito, passo a ampliar meu circulo de investigados.

Robin inicia sua investigação.

Chen Luo é um conhecido e antigo milionário de Gothan. Tem 66 anos. Os negócios transcorrem normalmente. Havia seguro das jóias, mas tudo indica que, como colecionador antigo, o sr. Chen não aplicaria esse tipo de golpe, pois preza a posse das mesmas. Não há registro oficial de irregularidades no passado do sr. Chen, e os arquivos pessoais de Batman também nada registram.

A senhora Chen, antiga Sharon Poterasu, era uma modelo que se tornou executiva de uma empresa intermediadora de negócios na área de jóias raras. Assim conheceu o sr. Chen. Tem 34 anos, e agora só se preocupa com roupas, festas e viagens.

Dos empregados da residência, nenhum tem passado criminoso.

A governanta é inglesa, trabalha há quinze anos na casa. Fala quatro idiomas e tem uma conta corrente generosa, acima do esperado para um emprego deste porte. Merece uma pequena investigação.

O porteiro é um policial aposentado. Um bom policial, honesto, mas limitado. Cumpriu seu dever e agora trabalha para o sr. Chen para ajudar a custear a pensão paga às três ex-esposas e cinco filhos.

O técnico da aparelhagem de segurança não tem antecedentes. Não há movimentação monetária em seu nome que denote atenção. Os seguranças e os empregados que trabalharam na arrumação do ambiente para a festa também não apresentam nada que previamente possa indicar um desvio de conduta ou tendência ao crime. Todas as contas bancárias não sofreram movimentação de grandes importâncias e são compatíveis com o que eles ganham.

No fim daquela noite, antes de encerrar suas atividades noturnas, Robin vai a mansão Chen e espalha algumas escutas e vigias eletrônicas pela casa.

Já é fim de tarde quando Tim chega na caverna e encontra Bruce lá.

— Aproveitei a calma de ontem à noite e andei escutando algumas fontes. — fala Bruce.

— Como a Mulher-Gato? — pergunta Tim.

— Sim. Nada sobre os Olhos de Gato. O ladrão não fez alarde.

— Vi algo interessante aqui no vídeo: Sharon Chen opera o sistema de vigilância eletrônico. No relato da polícia diz que somente os técnicos especializados da empresa de segurança fazem isso, mais ninguém. Os próprios Chens confirmaram isso.

— O que fará?

— Vou seguí-la.

Nos dois dias seguintes, de muito trabalho no caso, Tim passa a adotar diversos disfarces e segue o casal Chen. O senhor Chen se limita a ir das empresas para casa, e algumas vezes passa no clube de golfe. A senhora Chen faz muitas compras. Encontra-se com algumas amigas à beira da piscina para discutir coisas relevantes como marcas e grifes famosas. A rotina é essa. Vão a um caro restaurante local. As conversas telefônicas do casal são gravadas. Movimentações bancárias nada indicam de anormal.

Neste período, Tim investiga também a governanta da casa. Uma coisa interessante que descobre é que ela aplica na bolsa de valores parte de uma herança familiar.

No terceiro dia de vigilância, fica claro que a senhora Chen tem um amante. Alguém com quem ela se encontra num apartamento de sua propriedade num bairro discreto e calmo.

Um cofre para jóias está no nome de Sheila Lugon, a governata.

Na noite que segue ao quarto dia, Tim faz uma vistoria na empresa de organização de festas contratada para cuidar da recepção na mansão Chen e na empresa de segurança Forte Eletrônica, firma contratada pelo senhor Chen para segurança de seus imóveis. Em particular, investiga objetos que tenham entrado ou saído na casa, identificado pelas fitas de vídeo e o armário do funcionário que esteve naquele dia na mansão.

No depósito da empresa de segurança, descobre que o monitor defeituoso removido estava sem o tubo de imagem.

Ao chegar na caverna, invade o sistema da empresa e verifica que o procedimento padrão adotado é doar o material antigo a instituições carentes. Bruce o observa.

— Isso lhe chamou atenção? Por quê? — pergunta Batman.

— Era para o monitor defeituoso ter sido descarregado, doado. Mas a carcaça dele está lá, sem o tubo de imagem. — responde Robin.

— Ontem você puxou uma informação sobre o aluguel de um cofre para guarda de bens. Notou que a ficha de assinaturas veio junto com os arquivos?

— Sim, puxei tudo do arquivo deles.

— E...

— Se eu precisar de algo, eu vejo lá.

— Comparou a assinatura dela com a de outra conta?

— Não! — responde Robin, já levantando.

— Veja no monitor principal. — aponta Batman.

— São diferentes!

— Sim. Ela tem conta em mais dois bancos e três cartões de crédito. Somente a assinatura neste banco é diferente.

— Pode não ter nada a ver com o que investigamos, mas tem algo estranho aí.

— Não esqueça: tudo é importante. Nenhum dado pode ser desprezado.

No quinto dia de investigação, Robin reconhece o carro que entra no prédio em que a senhora Sharon Chen encontra seu amante. A placa não deixa dúvidas: é o técnico da empresa de segurança. Um sujeito forte, novo, praticante de esporte. Ele é o amante de Sharon.

Uma escuta é colocada nos veículos de ambos, na garagem do prédio.

Rapidamente, Robin vai até a residência do técnico. Procura por locais onde possam estar escondidas as jóias. Não tem sucesso. Numa gaveta, restos de cédulas de identidade estão dentro de um livro. Há uma identidade falsa de Sheila Lugon, a governanta.

Naquela noite, na caverna, Tim pára ao lado de seu mentor e vê os arquivos sobre a B&C que Oráculo enviara.

— Fez uma visita ao Paul? — pergunta Batman, referindo-se à residência de Paul Mills, técnico de segurança.

— Sim, mas falta algo. — responde Robin.

— Vejamos o quê.

— OK, vamos ao que concluí: a sra. Chen simula o assalto, quebrando as câmeras que interessavam, o vidro da porta nos fundos e forçando a grade de isolamento junto ao local de exposição das jóias. Ela poderia ter feito entre a chegada dela das compras e a chegada da governanta, pois teve mais de meia hora pra isso. A casa estava praticamente vazia. O detalhe aqui é que o ladrão teria de estar muito preocupado em limpar os pés ao entrar na mansão, pois não há barro da lama externa, no quintal ao fundo.

— Que naturalmente seria trazida pela sola do calçado do invasor.

— O vidro foi quebrado de dentro para fora, mas se quis dar a impressão, pela posição dos cacos, que foi de fora para dentro. Paul, ao chegar, implanta a informação da "falha de segurança" na central, de forma que dissimule o fato real. Ele pode ter cortado os cabos e implantado o dispositivo eletrônico de cobertura, o que enviava sinal falso sobre a integridade da segurança do imóvel, em qualquer das suas visitas técnicas semanais. Eles simulam um defeito de um monitor e colocam a peça rara no interior deste. Assim, ao substituir a monitor, ele leva a coleção.

— E o que falta?

— A relação com a governanta. Eles falsificaram a identidade, e tudo indica que o cofre alugado foi para guardar as jóias. Mas ainda não o fizeram. Não podemos descartar a hipótese da sra. Lugon está envolvida, embora me pareça improvável.

— Verifiquei os formulários preenchidos pela suposta sra. Lugon junto ao banco que lhe alugou o cofre. Um exame grafológico mostra que a letra é de Sharon Chen. — informa Batman.

— Então o caso acabou.

— Como concluirá?

— Informarei ao comissário e eles manterão vigia discreta nos dois. Quando eles forem guardar a coleção no cofre, serão autuados em flagrante.

— Você trabalhou bem no caso, Tim.

— Obrigado! A propósito, em relação a você e a Selina...




 
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