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Homem-Aranha # 22

Por Eduardo Regis, sobre um plot de Eduardo Regis e Conrad Pichler

Força Letal

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O Homem-Aranha salta para cima de Spool, caindo na frente dele e dos outros Morlocks. Ele tece uma gigantesca teia no buraco feito na parede enquanto grita:

— Morlocks, esses caras vão atirar pra valer! Se protejam! — O Aranha vira seus lançadores para a porta entreaberta e, mais uma vez, tece uma grande rede.

Eles começam a ouvir algumas vozes:

— Vejam, teias! Eles estão lá dentro!

Saiam! Saiam agora mutantes, ou vamos atirar!

Caliban vai até a rede de teia e ameaça rasgá-la.

— Não! Seu louco! Mesmo que você consiga resistir à saraivada de balas, vários Morlocks irão morrer, assim como a nenezinha. Pare por um instante e me ajude! — O Aranha começa a juntar leitos velhos e colchões rasgados — Vamos fazer uma barricada em torno de todos nós. Morlocks, fiquem ao meu redor, você aí, transparente, fica aqui do meu lado!

Os Morlocks olham para Caliban, como se esperassem por aprovação.

Mais gritos dos policiais invadem a ala desativada:

— OK. Nós demos à chance. Preparem-se para metralhar esses mutantes asquerosos!

Caliban, em silêncio, se junta aos Morlocks e começa a puxar leitos para a barricada. O Homem-aranha começa a fazer um grande casulo de teia em volta de todos. Quando ele está terminando, começam os primeiros tiros.

Spool se vira para o Aranha e fala:

— Eu posso ajudar com meu campo de força! Spool pode!

— Faça isso! — o herói se apressa em colocar cartuchos de teia novos em seus lançadores.

Spool se concentra e sua pele parece se estender até o casulo de teia, reforçando-o.

Os tiros começam a bater no escudo. Por uns cinco minutos eles são metralhados, ouve-se até barulho de explosivos. A parede da enfermaria parece desmoronar. O ataque é brutal e se não fosse pelos esforços combinados dos Morlocks e do Aranha, muitos teriam morrido.

O ataque dá a impressão de parar.

— Muito bem, vamos fazer o seguinte. Spool, baixa seu campo de força. Caliban, você rasga a teia. Assim que ele rasgar o casulo, a gente derruba os policiais, mas sem mortes! Tá escuro, vai ser mais fácil pra vocês! Spool, você pega a nenezinha e foge com ela daqui com seu campo de força ativado, ok? — o Aranha olha para Caliban.

— Feito! — Caliban se prepara para rasgar a teia.

O aracnídeo coloca a mão no ombro de Spool, em um gesto de apoio ao mutante, que claramente está com medo. Quando o herói tira a mão do ombro do morlock, deixa um pequeno rastreador aranha.

Agora! — O Aranha grita e Caliban destrói o casulo, jogando os leitos para todos os lados. Os Morlocks e o Aranha vão para cima dos policiais, que estavam se preparando para recarregar as armas e são pegos de calças curtas.

Os policiais usam pistolas e cacetetes para conter o avanço dos Morlocks, mas os mutantes se mostram mais do que capazes de derrotá-los. O Aranha procura pelo líder dos policiais, e vê um homem de meia-idade que dá ordens o tempo todo para os demais. O herói salta até esse homem e prende suas mãos com a teia.

— Morlocks, aproveitem para fugir. Eles mandarão mais e mais policiais! Saiam daqui enquanto podem! Continuem confiando em mim! — o Aranha sobe para o teto e pendura o capitão de cabeça para baixo.

Os Morlocks começam a correr para os esgotos, deixando vários policiais caídos.

— Escuta aqui, seu maluco! Você tem noção de que isso é um hospital? Poderiam haver pessoas doentes, funcionários e havia pessoas aqui dentro, eu e aqueles mutantes! Como, diabos, vocês entram aqui e saem atirando para tudo que é lado?

— Você não me assusta. Vocês são da mesma laia! Esse pessoalzinho merece mais é ser varrido da face da Terra mesmo. Só servem pra causar confusão e espalhar doenças! — o Capitão faz cara de desprezo.

— Meu Deus, homem... você não tem nenhum respeito pela vida. — o Aranha lamenta enquanto simplesmente deixa o capitão cair do teto.

— Seu desgraçado! — o policial reclama ao atingir o chão.

— Ah, cala a boca... -o Homem-Aranha joga um fio de teia na boca dele e pula para o bueiro.

O herói aracnídeo cai nas galerias de esgoto. O cheiro forte e fétido invade e queima sua narinas.

— Aposto que o Capitão América nunca tem que entrar nos esgotos.

Seu sentido de aranha passa a guiá-lo pelo local, enquanto ele procura pelo pequeno rastreador aranha que colocou no mutante Spool. Após algum tempo caminhando ele tem certeza de que está perto. Alguns Morlocks estão jogados pelas galerias, muitos comendo coisas dentro de sacos de lixo, outros se drogando, seja com heróina, crack e até a pérola. É uma cena triste, degradante. A raiva que ele está sentindo pelos Morlocks começa a se transformar em um misto de pena e nojo. Fica difícil dissociar esse tanto de emoções. A medida que ele passa, alguns Morlocks esboçam tentar impedi-lo, mas uma voz ecoa pelas galerias:

— Aranha, amigo dos Morlocks. Aranha passar. Aranha passar.

As galerias dão em um grande salão, que parece um dia ter sido usado para a manutenção de canos e máquinas, mas que agora está tomado pelos Morlocks. A maioria dos que estava no ataque ao hospital está reunida no salão, revirando os sacos que roubaram do hospital. Spool e Caliban estão conversando quando o aracnídeo entra.

— Caliban, devolva-me a menina agora! — O Aranha para em frente aos Morlocks.

Todos os Morlocks começam a murmurar, causando um grande eco no salão. Caliban grita:

— Calem a boca, Morlocks!

— Eu estou falando sério, Caliban. Eu já mostrei que não estou contra vocês, mas eu vou sair daqui com aquela menina nos braços, custe o que custar! — o aracnídeo dá um passo em direção ao líder dos Morlocks.

— Não entendo. Você está disposto a morrer aqui por uma menina que nem conhece? — Caliban faz um olhar curioso.

— Eu estaria, se fosse o caso. — o Aranha responde estufando o peito.

— Caliban...— fala Spool

Caliban olha para Spool com cara de raiva.

— Deixe-me falar. Deixa Spool falar. — o pequeno mutante implora.

— Deixe-o falar, Caliban. Escute seu povo! — se intromete o Homem-aranha.

— Aranha não engana Spool. Sou esperto. Aranha só veste máscara e roupa de gente. Você estava no hospital. Você ama aquela menininha como ninguém mais pode amar. Você lutou em desespero. Caliban... — Spool se vira para o líder — Aranha se importou com a gente, com a menina. Você só pensou em ser o mais forte. Morlocks não precisam de um líder assim!

Caliban se enfurece e anda em direção ao Spool.

— É verdade, Caliban! Se você quer ajudar esses que são iguais a você, então você deve se preocupar com eles tanto quanto se preocupa consigo mesmo! O pequeno Spool está falando a verdade! Deixe-o falar! — o aracnídeo começa a se mover para perto de Spool.

— Não se meta nos assuntos Morlocks. Você não pode ter a mutante de volta! — Caliban ameaça.

— Então eu vou ter que socar tua cara feia! — O Aranha pula para cima do poderoso mutante.

— Abram espaço! — Spool grita e envolve os dois em seu campo de força, fazendo uma redoma para proteger a galeria e os outros Morlocks da luta.

O Aranha acerta um violento soco na cara de Caliban, jogando-o para trás, ele se gruda no peito do mutante e salta, caindo de pé enquanto Caliban tenta manter o equilíbrio.

— Você ajudou Morlocks! Podia ter ido embora vivo! Mas agora vai morrer! — Caliban soca o Aranha e o segura com as mãos, esmagando-o.

— Argh... você é um idiota.. humph! — o Homem-Aranha se solta e dá um chute no joelho do mutante.

Os dois começam a se socar ferozmente. O Aranha prende as mãos do inimigo com sua teia, mas Caliban rasga.

— Deixe os mutantes com os mutantes! — caliban grita.

— Vou deixar é meu pé na tua cara! — o herói acerta um chute no rosto de Caliban.

Os Morlocks começam a querer invadir o campo de força de Spool.

— Você está traindo Caliban, Spool! -eles gritam e avançam para cima do mutante semitransparente.

Spool, por reflexo, retrai seu campo de força para si enquanto é atacado, e livra o Aranha e Caliban da redoma.

Alguns Morlocks começam a partir para cima do aracnídeo, mas Spool grita de dentro de seu campo de força:

— Parem! Morlocks burros! Aranha ajudou a gente! Aranha amigo! Caliban está querendo roubar criança dele! Vocês querem que a criança cresça sem os pais? Igual a vocês?

Os Morlocks param.

Caliban também para o ataque ao perceber a reação dos mutantes.

Spool anda por entre os mutantes e entra em um dos corredores. O Aranha e os Morlocks ficam parados, olhando para Caliban, que nada faz. Em poucos instantes, Spool volta com a pequena May no colo. Caliban fica surpreso.

— Tome, Aranha. Pega a menininha e vai embora. Os Morlocks vão se resolver. Caliban aprendeu sua lição.

Os Morlocks abrem espaço para o Aranha ir até Spool.

O aracnídeo pega May no colo. Ele levanta sua máscara e dá um beijo na filha.

Mais tarde...

Mary Jane abre um sorriso que mal cabe no seu rosto.

May! — Tia May e tia Anna correm para a porta de encontra a M.J , Peter e a mais nova Parker.

— Parabéns, Pete. — Paul Grant, velho amigo de Peter, vai até ele e o cumprimenta.

— Estávamos todos preocupados. — O Dr.Curt Connors se levanta do sofá.

— Doutor, Paul... Nossa, obrigado pela preocupação de vocês! — Peter se surpreende com a solidariedade dos amigos.

— Que isso, Pete. Agora sai da frente que viemos ver aqui sua filha! — Paul vai em direção a M.J e Mayzinha.

O Doutor Connors se aproxima de Peter.

— Afinal de contas, que loucura foi aquela no hospital?

— Ih, Doutor. Nem eu sei direito, mas pelo que eu ouvi enquanto fui feito de refém, um cara de "seis braços" matou alguns daqueles mutantes e eles queriam vingança. — Peter responde se sentando no sofá.

— Seis braços? — Curt não entende.

— É. Seis braços. — Peter se perde em pensamentos.

"E eu só consigo pensar em um cara que bata com essa descrição, meu velho amigo o Doutor Octopus. Será que era ele? Se fosse, o que ele queria com os Morlocks?"

— Peter, Peter! — M.J quase grita para chamar a atenção do marido. -Vamos tirar uma foto nossa!

— Claro! — Peter se levanta para tirar a foto mais feliz de toda a sua vida.




 
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