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Homem-Aranha # 24

Por Eduardo Regis, sobre um plot de Eduardo Regis e Conrad Pichler

Uma Praga!

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Fim de tarde em Manhattan. O Homem-Aranha está de tocaia em cima do prédio de uma escola. Quando Billy Connors sai, o aracnídeo joga um rastreador-aranha em suas roupas.

"Agora você não me escapa, Billy"

O Aranha segue o jovem Billy por algumas ruas, até que finalmente o garoto entra em um beco. Parando em um prédio próximo, o aracnídeo vê Billy conversando com um homem grande, gordo, careca e muito mal-encarado. O herói salta para dentro do beco e cai atrás do homem.

— Billy, vá pra casa. Eu e o seu amigo aqui vamos conversar.

Billy leva um susto e sai correndo. O homem puxa uma pistola e a aponta para o herói.

— Aí, inseto! O Ovo vai te queimar!

Simplesmente, o Aranha enche o cano da arma de teia e dá um peteleco nela, jogando-a longe.

— Ovo? Ovo? Ah, não. Isso não é sério. — o Aranha coloca as mãos no joelho e começa a rir.

O Ovo aperta um dispostivo no seu bolso enquanto tenta sair correndo. Silenciosamente aos ouvidos humanos, o dispostivo cumpre seu papel e desperta a atenção do mais novo empregado do Sr. Shell. O Homem-Aranha apenas pressiona seus lançadores de teia e prende o homem contra a parade do beco.

— Bem, Ovo... ahuauahuahuha. Err..Quem te passa as drogas? Droga! Aposto que o Batman não encara traficantes chamados "Ovo".

— Eu num sei quem me passa. — O Ovo responde.

— Peraí então que eu vou "clarear"..ahuahuaha.. "clarear" o Ovo..ahuauha.. "clarear" suas idéias!

O Ovo olha com cara de irritado para o aracnídeo.

— Tá bom, parei! — o herói bota a mão na barriga, afinal ela está doendo de tanta risada.

Subitamente o sentido de aranha avisa de perigo vindo de cima. O aracnídeo escuta um zunido de asas e se joga para o lado enquanto uma criatura parecida com uma mariposa humanóide desce no beco. A criatura pousa e dá um golpe com suas garras atingindo o Ovo, que desmaia.

— Charaxes mata! Matou Ota, Octa, Manda e mata Aranha! — a criatura-mariposa vira seus olhos insectóides para o Homem-Aranha.

— Peraí! Soltaram o zoológico? Ontem o Lagarto e hoje uma mariposa gigante? E eu reclamando do Ovo! Sai pra lá, Mocréia! — o Aranha salta e se desvia de um outro golpe.

— Aranha atrapalha Shell. Ovo chama Charaxes. Shell manda Charaxes matar Aranha! Charaxes gosta de comer Homem-Aranha. — Charaxes tenta aplicar outra seqüência de golpes, mas o aracnídeo desvia.

— Ei! Ei! Fala essas coisas baixo! Já duvidam da minha masculinidade só porque eu ando com esse uniforme apertadinho! — o Aranha acerta um soco no tronco da criatura.

— Uau! Exoesqueleto! — o aracnídeo salta após o golpe.

— Charaxes comer cabeça de aranha! — a mariposa humana alça vôo e acerta uma garrada no herói.

— De onde você saiu? Eu gosto de ser o único artrópode da cidade! Perdi minha exclusividade! Vou processar meu agente! — o herói salta e acerta um outro soco em Charaxes. Em segida, eles se engalfinham e começam a voar pelos céus da cidade.

O Aranha se solta e cai no topo de um prédio. Charaxes voa atrás.

— Atenção todas as unidades aracnídeas. Homem-Aranha sendo perseguido por primo de quarto grau enfurecido. Alerta geral. Alerta geral. — o Homem-Aranha salta de um prédio para o outro, sempre seguido de perto pelo mariposa. — Acho que as outras unidades não ouviram. Cadê a Mulher-Aranha quando se precisa dela?

— Para de fugir. Charaxes mata! — a criatura dá um mergulho no ar e agarra o Aranha novamente.

— Aí não! Debaixo do suvaco faz cosquinha! — ele tenta se livrar de Charaxes, mas não consegue.

— Comer! — Charaxes começa a acelerar o vôo.

— Você é muito pegajosa! Sai de mim! Mas que praga! Agora só falta o homem-percevejo fazer xixi em mim! — o Aranha aplica um soco na cara de Charaxes, que cambaleia e solta o aracnídeo, deixando-o em queda livre.

"Ótimo! Ainda bem que eu tenho meus lançadores de teia." O Aranha aperta o lançador da mão direita e nada acontece.

— Teia? Que droga de hora ruim pra acabar a teia! Isso só pode ser maldição de ex-namorada! Gata-negra, você me paga!

Ele tenta com a outra mão e nada também.

"Oh-Oh"

O aracnídeo tenta fazer uma manobra, mas cai violentamente contra uma cobertura.

Algum tempo depois...

"Ai-Ai... Saí de casa tão apressado pra Mary Jane não me pegar vestido de aranha que esqueci de verificar os lançadores"

Ei! Onde eu tô?

O aracnídeo está de cabeça pra baixo, preso em um casulo de seda num dos pilares da ponte George Washington. Ele começa a escutar o zunido das asas de Charaxes.

— Aranha morre. Charaxes come.

— Ah não. Sou eu quem geralmente prende as pessoas nesses trecos nojentos. — o Aranha tenta forçar sua saída do casulo, mas a seda é muito resistente.

"Pensa Parker. Pensa."

— Charaxes come aranha. — a criatura se aproxima do aracnídeo e abre a boca.

"Claro! Mariposas, assim como as aranhas, costumam digerir suas vítimas antes de se alimentar delas. Se eu puder mexer um pouquinho meu ombro para o lado." O aracnídeo faz força e, na hora que Charaxes cospe seu ácido nele, se joga um pouco para o lado e a substância bate no casulo, corroendo parte da seda. O Aranha agora faz força e se solta.

— Aranha não escapa! — Charaxes tenta aplicar um outro golpe no aracnídeo, mas o herói se livra da seda e começa a subir a pilastra.

— Aranha já escapou! — o aracnídeo escala a pilastra em uma velocidade impressionante, mas Charaxes voa logo atrás.

"Agora é só derrubar essa aberração da natureza! Sem teia, vou ter que apelar!"

Numa manobra rápida, o Aranha se joga em cima de Charaxes, aplicando um chute nas asas da criatura. As asas não resistem e se quebram. Charaxes e o herói começam a cair e mergulham na água.

O Aranha volta à superfície já catando os cartuchos dos lançadores e substituindo-os. Ele fica de prontidão esperando o próximo ataque da criatura.

"Acho que ele desistiu."

O herói lança um fio de teia para a ponte e segue em direção ao beco onde estava o Ovo.

"Tomara que alguém já tenha ajudado o cara."

Quando o Homem-Aranha chega perto, repara que o golpe foi superficial. O Ovo resistiu ao ataque, mas precisa de cuidados.

"Ele vai ficar bem. Pelo menos!"

O Homem-Aranha chama a polícia e segue para casa abatido. Enquanto balança, seus pensamentos voam.

"Não consegui nada com o Ovo. Que droga! Nunca consigo chegar perto o suficiente para conseguir a verdade."

O Aranha entra no sótão de sua casa e tira a máscara. Peter se olha em um espelho antigo, em meio a caixas e roupas esquecidas.

Alguém abre a porta do sótão.

— Peter é você? Nem o vi subindo. — A Tia May entra.

Peter rapidamente salta para o teto e se esconde entre as sombras.

— Que estranho. Jurava ter ouvido alguma coisa. — ela fecha a porta e desce as escadas.

Peter desce do teto e começa a se trocar. "Como nos velhos tempos. Quase que ela me pega"

Já com as roupas trocadas, ele aparece no quarto. Mary Jane está deitada, mas sem a pequena May.

— Aonde está May? — Peter pergunta.

— Tá com sua tia, lá embaixo. Eu tô dando uma descansada.

— Que bom... a gente podia aproveitar e...

— Peter! Tô de resguardo ainda! — M.J. dá uma travesseirada no marido.

— Ah! Quanto tempo isso vai durar? — Peter reclama.

— Pode ir se acalmando que ainda vai durar um tempinho!— M.J. se afasta do marido. — Você devia descer e curtir sua filha. Pra variar você passou a maior parte do dia fantasiado!

— Nem me fale. Encarei uma mariposa gigante! — Peter deita na cama.

— Argh. Nada de cama sem banho, Pete! — M.J. empurra Peter para fora da cama.

— Ah, M.J! — Peter reclama enquanto abre o armário atrás de uma toalha.

— Ei! Minha toalha? — ele se vira para M.J. .

— Ih. Acho que tá lá no banheiro. Caramba, Pete! Você tá com um arranhão gigante nas costas!

— Ah, esse foi do Lagarto. Aliás, lagarto, mariposa, amanhã eu vou encarar um ornitorrinco no cio! Isso que dá ser o Homem-Aranha, tinha que enfrentar esses vilões esdrúxulos mesmo!— Peter pega uma cueca e um short numa gaveta.

— Peter, convenhamos, seus vilões são todos esdrúxulos. Duende Verde, Rino, Lagarto, Camaleão, Doutor Octopus e Rocket Racer, por exemplo. Putz. — M.J. gargalha.

Peter a olha com cara de mau.

— Você sabia que eu já encarei o Thanos? E o Dr.Destino? Além do mais, o Flash tá pior. Capitão Bumerangue é triste.

— Você encarou o Gibão. Fim de discussão. — M.J. pisca pra Peter — E vai tomar banho que sua fedentina vai até fazer mal pro bebê!

— Caraca, isso que dá! Nem em casa eu tenho respeito! Eu sou o Homem-Aranha, droga! Eu fui picado por uma aranha radioativa, escalo paredes, lanço teias e tenha força e agilidade proporcionais as de uma aranha! Mesmo assim a minha esposa não me deixa ter a menor dignidade! Vou começar a pensar no divórcio! Ouvi dizer que a Mulher-Maravilha andou perguntando de mim por aí! A Mulher-Maravilha!

M.J. joga todas as almofadas da cama em cima de Peter e cai na gargalhada novamente.

— Te amo, Peter Parker.

Ela joga um beijo para ele enquanto ele entra para tomar seu banho.

— Ah, já ia esquecendo. Achou o traficante? — M.J. pergunta.

— Achei, mas não consegui nenhuma informação. A mariposa atrapalhou. — ele volta para o quarto. — Eu fico emocionado com o problema do Doutor. Imagina se nossa filha se envolve com drogas, eu não saberia como reagir. Eu preciso ajudar o Connors. Preciso acabar com essa pérola.

— Apenas me prometa que essa vai ser a última missão do Homem-Aranha, Pete. Por favor.

Peter Parker olha para a esposa e entra no banheiro. Ele não responde nada.





 
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