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Justiça Jovem # 17

Por Josa Jr.

Seriado Adolescente

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Gotham City.

— Parece que a gente não se vê há meses. — estranhamente tenso, Robin fala enquanto dirige lentamente pelas ruas escuras da cidade — Tem uma coisa importante que eu gostaria de contar.

— E o que é?

— Bem, é que você... — Tim Drake olha para o passageiro, outro membro da Justiça Jovem, que demonstra mais impaciência que ansiedade com os rodeios do menino-prodígio — É o meu melhor amigo e...

— Eu? — Superboy pára de beber seu milk-shake, surpreso com a revelação do líder da equipe — E seus amigos do Batsquad?

— Batsquad?

— Não é assim que vocês, vigilantes de Gotham, se chamam? Ou é "Amigos do Morcego"?

— Não. Que idéia ridícula! Bem, esse não é o assunto principal. — Robin diminui o volume do rádio — Eles são meus melhores amigos, mas não têm a minha idade, então não posso pedir que me ajudem.

— Ajudar com o quê?

Logo depois de perguntar, Kon-El percebe que o Redbird está andando lentamente, até parar em frente à quarta casa de uma rua iluminada, que abriga apenas residências, localizada num bairro afastado do centro de Gotham.

— Quero que você conheça Steph Brown, a Salteadora.

O quê??

Gateway City. (*)

— Estava ficando com saudades.

Impulso sorri para a Mulher-Maravilha assim que ela deixa a casa dos Sandsmarks. Pelo décimo dia consecutivo, ele visita a cidade, querendo acompanhar a amazona em sua ronda noturna por Gateway. Da janela, Cassandra observa uma constrangida Diana receber uma margarida arrancada de um jardim qualquer por Bart Allen. Ela sorri com o gesto ingênuo do colega e se pergunta se tomou a decisão certa quanto a namorar o Capitão Marvel Jr. Bart pode ser meio infantil, mas sabe tratar bem uma garota. Porém, ela afasta essas dúvidas tão rápido quanto Impulso corre pelas ruas da cidade.

— Gostou da flor?

— Claro, Bart. — Diana voa rápido, acompanhando o jovem velocista — Gostei muito!

— Você sabia que o pessoal da Justiça Jovem não acreditou quando eu disse que estava saindo com você?

— Bom, eles não tinham por que acreditar, não é?

— O que quer dizer com isso?

"Por Gaia!" — pensa a amazona — "Como eu não percebi que agora o garoto está interessado em mim?"

Fawcett City.

— Isto está parecendo mais um daqueles seriados adolescentes chatos!

Mary Broomfield comenta, tentando descobrir o enredo da atração que surge na TV. Ao seu lado, está Freddy Freeman, o Capitão Marvel Júnior, parceiro de Mary quando ela adota o sobrenome super-heróico Marvel e visita regular à casa dos Broomfields.

— Deixa aí! — Freddy tenta tomar o controle das mãos de Mary, mas a garota consegue ser mais rápida para desviar de seu ataque — Tá na nova temporada!

— Uma nova temporada que deve ser igual a alguma temporada passada de Dawson's Creek ou de Felicity. — Mary troca o canal — Veja, no 43 está passando um documentário sobre Gandhi.

— Putz, você não se cansa de ser senhora não?

— De ser o quê? Senhora?!

— Quando digo "senhora", quero dizer que você é adulta demais. — Freddy explica o apelido que criou para Mary, satisfeito por finalmente ter a oportunidade de revelar para ela sua definição — Tem quinze anos e fica agindo como uma adulta casada há trinta anos, sem qualquer traço de infantilidade.

— Você não deveria estar com sua namorada, ao invés de me encher o saco com essas teorias horríveis?

— Cassie está de castigo, pra variar! Nem ela mais sabe o porquê...

Mary digita os números do canal que transmite o tal seriado e vai até a cozinha de sua casa. Lá, ela se lembra de que tentaria ser mais divertida, mesmo que não faça a mínima idéia de como conseguir isso. A garota engole sua antipatia por aquele tipo de programa junto com o copo d'água que bebe e volta para a sala, abrindo um estranho sorriso.

— O seriado tá legal? Você me conta a história?

— Hã? — completamente sem ação pelas incoerentes atitudes de Mary, Freddy Freeman só tem uma resposta para a pergunta — Sr. Cérebro? Saia desse corpo! Ele não te pertence!!

Gotham City.

Parados há meia hora ao lado da casa de Stephanie Brown, preparando o disfarce para que a mãe da garota ou vizinhos abelhudos não estranhem a visita de dois uniformizados à casa, Superboy ainda está inconformado com a recém-adquirida (ou recém-manifestada) insanidade de seu amigo.

— Isso é ridículo! — Kon-El resmunga sem parar, enquanto veste a barriga falsa e a peruca loira trazidas por Robin — Nunca vi alguém escolher uma mulher desse jeito!

— Me parece um tanto lógico. — no disfarce de Alvin Draper, Tim Drake espera impacientemente a transformação de Superboy em sua nova identidade — Vai dizer que não é, Conan Mendel?

— Claaaaro! Quando tiver dúvidas, você chama um amigo, ele as avalia seguindo alguns critérios pré-estabelecidos e, no fim, te diz qual é a melhor. — Kon-El termina de calçar um tênis velho e se levanta em direção ao colega de equipe — E se você não percebeu, eu estou sendo irônico.

— Eu percebi.

— Bem, vamos entrar.

Tim toca a campainha da casa de sua namorada, esperando que a mãe dela atenda. Steph Brown, a Salteadora, não conhece a identidade secreta de Robin, o que levou o menino-prodígio a criar uma outra identidade para poderem sair juntos: Alvin Draper. Infelizmente, todo o trabalho que Robin e Superboy tiveram para se disfarçar foi em vão.

— Oi, Robin! — a jovem loira sorri ao ver seu namorado disfarçado ao lado de um amigo desconhecido — Quem é o cara de cabelo tingido?

— Steph, porque está me chamando assim? — os dois visitantes entram na casa — E a sua mãe?

— Ela não está em casa, "Alvin". Viajou. Podem tirar os disfarces.

Depois que Superboy resmunga um palavrão que Robin não consegue identificar, mas percebe, os dois se sentam no sofá dos Browns. Para sorte deles, a garota havia terminado de tirar do fogão uma fornalha de cookies e vai buscá-los na cozinha. Assim que ela deixa a sala, Superboy cutuca o líder da Justiça Jovem e comenta.

— Até agora, eu fico com essa.

Gateway City.

A princesa Diana já enfrentou centenas de desafios desde que foi criada a partir do barro e trazida ao "mundo dos homens". A maioria destes foram embates físicos, mas boa parte das batalhas também demandava certo raciocínio para serem terminadas. O caso que ela enfrenta agora não é bem uma batalha, mas a Mulher-Maravilha precisa encontrar uma solução inteligente para seu problema: dizer ao pobre Bart Allen que não está saindo com ele e, o desafio maior, não magoá-lo, pois o jovem acabou de passar por uma situação parecida com a Garota-Maravilha. Sentados na torre mais alta de Gateway City, ela pondera o que dizer ao garoto carregando comida grega para viagem.

— Bart, precisamos conversar.

— O que aconteceu, Diana? — preocupado com a tenebrosa frase e o tom de voz da Mulher-Maravilha, Impulso deixa a comida no chão e se aproxima da heroína.

— Espero que você não esteja se iludindo com essas patrulhas noturnas. Veja, eu só te chamei para ser meu parceiro, já que a Cassie está de castigo.

— Quer dizer que... — o rosto entristecido de Bart prepara-se para derramar lágrimas e assusta a Mulher-Maravilha, cada vez mais confusa quanto ao que fazer.

— É que eu tenho um romance... — "Por Hera! Os heróis da minha idade não são tão chorões. O que deu de errado nessa geração?" — ...com...

— ...com o Super-Homem? — Impulso agarra os dois braços de Diana com força. — É isso? Você tem um caso com o Super?

— É... — "Não! Lois vai me matar!" — É um caso com o Aquaman! — "Piedosa Atena! Isso foi o melhor que consegui pensar?"

Em outra dimensão.

A criatura chamada Mojo, soberano de um mundo que é justamente batizado em seu nome, observa atentamente suas opções para uma nova atração do canal de TV que ele comanda. Depois de seguir uma regra simples que descobriu assistindo as emissoras do planeta Terra — copiar os sucessos dos outros — o imperador dessa bizarra realidade decidiu lançar sua própria versão de um doentio reality show. Só existe um ingrediente faltando para o programa começar. Em um anúncio em cadeia mundial, Mojo avisa a todos os moradores de sua dimensão.

— Meus telespectadores, não percam, a partir da próxima semana, uma nova atração! O Olho do Observador está chegando! Você só precisa decidir: quem vai para a Casa? A Justiça Jovem, os Vingadores, a Tropa dos Lanternas Verdes ou The Clash?


A seguir: Você tem alguma dúvida de que equipe será escolhida?


:: Notas do Autor

Bem, estamos de volta! Espero que seja definitivo dessa vez. Quero agradecer ao leitor Alexandre Ferrer, que foi o único a enviar um e-mail perguntando sobre a ausência da JJ. Essa edição foi meio atípica, só para esquentar. Quer dizer, eu tenho um pouco de vontade de fazer mais edições sem vilões e tratando mais de relacionamentos e situações normais envolvendo os membros da Justiça Jovem. Mas isso só depende da opinião de vocês, leitores. Até o próximo mês (espero! :P)

(*) Essa história se passa antes da Mulher-Maravilha "tirar umas férias" em Nova York, como você pode acompanhar nas últimas edições de Mulher-Maravilha.



 
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