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Lanterna Verde # 01

Por Josa Jr.

Cavaleiro Esmeralda, Guerreira Jade

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Prólogo: A Noite Final

"Eu moldo o universo conforme minha vontade. Conforme minha imaginação. Conforme meus desejos. Porém, todo meu poder será gasto aqui. Deus, eu ainda não reconstruí Coast City! Todo meu poder será perdido aqui. Mas... se eu usar uma pequena parcela... Uma pequena fração da energia esmeralda é muito para alguém que tenha força de vontade suficiente."

"Eu quero estar em casa."

"A noite mais densa é consumida pelo dia mais claro. O dia mais claro é consumido pela noite mais densa. Meu poder desaparece. Estou há dias no Sol. Enfrentando as trevas com minha luz. Então, finalmente acaba. Mas, ainda resta a fé."

"Eu vou para casa."

Retirado do Grande Livro de Oa (destruído logo após o relato de número 15211):

"A 8765ª façanha.

(...)

Nós somos Lanternas em um futuro caótico. O universo está sem guardiões. Sem heróis. Apenas um homem mantém a paz. Nós queremos recriar a Tropa. Uma parcela de seus poderes nos ajudaria.

Porém, a sábia decisão dos Guardiões deveria esperar. O anúncio da chegada do Devorador de Mundos a outro planeta fez toda a Tropa dos Lanternas Verdes estar em alerta.

O nome do planeta é Krypton. Não há nada que os Guardiões possam fazer além de tentar salvar uma parcela da população. O Pacto Universal número 2 diz que o Devorador de Mundos tem plena liberdade de ação no Cosmos.

(...)

Louvados sejam os Guardiões."

Torre de Vigilância *

"Existem poucas honras no universo que se igualem a ser membro da Liga da Justiça. Os maiores heróis da Terra! Os Melhores do Mundo! Colegas que vão desde uma deusa grega até o maior detetive do planeta! E no meio deles estou eu. Kyle Rayner, o último Lanterna Verde. É uma responsabilidade e tanto."

"Só existe um defeito neste trabalho: a hora do monitor."

"Talvez você nunca tenha ouvido falar nisso, mas é o preço pago por ser membro da LJA. Você é designado para ficar vigiando qualquer perigo que possa ameaçar a Terra. Por oito horas seguidas! E eu nunca vi o Batman fazendo esse serviço! Muito menos o Super-Homem! Mas pelo menos, a gente sabe que o Super passa o dia salvando a Terra. E não acho uma idéia muito saudável reclamar com o Morcego..."

"Em situações como essas, só existe uma solução: passar o tempo. Eu sou desenhista e, quando consigo um bom trabalho, a mesa de reuniões da Liga se transforma em prancheta. Falando nisso, melhor limpar essa sujeira. Não estou com saco para ouvir o Batman reclamando de novo das pontas de lápis..."

"Finalmente, o alarme soa. Até que o tempo passa rápido quando você tenta bolar um logotipo para o site oficial do Superboy. É hora de alguém me substituir. Pela escala, deve ser o ligeirinho."

— Eaímané? Comoforamassuasoitohora... ops, desculpa. Como foram as suas oito horas assistindo TV?

"Seu nome é Wally West. Ele é o Flash, o homem mais rápido do Mundo. Temos algumas diferenças, mas é apenas coisa de amigo, eu acho. Tenho muito que aprender com ele."

— Tudo parado, babaca. Mais sorte para você.

— Parado, é? Tipo... você reparou no monitor de Opal?

— Que tem? Quer dizer... onde fica?

— Putz... Ao lado do monitor da Latvéria, anta.

"Eu tinha colocado minha pasta em cima dessa tela. Melhor não comentar com Wally. Nem tinha percebido. Merda! Eu não devia ser tão irresponsável. Hal Jordan, meu predecessor, nunca faria algo assim."

— Parece que o Parasita está atacando Opal City.

— Droga... eu não vi...

— Ei, desencana... O ataque deve ter começado agora. E tem dois dos nossos por lá, lembra? O Parasita não é páreo para Starman e Jade, o novo casal super-heróico.

"Novo... casal... super-heróico?"

— Eu vou lá.

— Não sei se é necessári...

— É pessoal. Tchau.

"Jade. Minha ex-namorada. Com o tal do Jack Knight, o Starman. Só me faltava essa. Ela me larga sem qualquer aviso e agora se junta com esse... Espera, porque eu tô culpando o cara? A culpa é dela! Precisamos nos falar e acho que essa é a melhor chance."

"Então é assim que tudo termina? Eu sou dado como morto e ganho um monumento? Bela estátua, mas ninguém nem se lembra que ela existe. Ninguém aparece por aqui. Num mundo cada vez mais povoado por super-homens, deuses do trovão e da verdade e heróis patriotas, o Lanterna Verde se torna apenas um cara com um anel e um nome engraçado."

"Por isso desisti dessa vida. Aqui, em paz e na presença de um memorial dedicado a mim mesmo, tento refazer minha vida. E minha cidade. Não é assim que começa? Um de cada vez? Pois bem."

"Sozinho, serei o primeiro morador de Coast City."

...

"Deus, eu me afastei tanto de todos... E de Carol..."

"Chego a Opal e lá está ela. Se tem algo que nunca me acostumei nesse tempo como Lanterna é a constante convivência com deuses. No caso de Jade, posso dizer que convivi com uma deusa. Mas não no sentido de ser uma lenda, como a Mulher-Maravilha, sabe? Mais no sentido de... hã... Gisele Bündchen."

— Oi, Jennie.

— Oi, Kyle.

"Argh! Bem fria para uma manipuladora da chama verde. Com Jennie se preocupando mais com as vítimas do ataque assassino do Parasita, é melhor me concentrar em deter o monstro. O poder dele é bem básico: ele suga a energia das pessoas para si. Acho que essa é a única forma dele se alimentar. Só preciso colocá-lo numa gaiola verde criada pelo anel e..."

— Pronto! Acho que daqui esse passarinho não escapa.

— Quer ajuda?

— Para colocar na gaiola?

— Você é ridículo, Kyle. Sério. Ridículo!

"Hein? Sinceramente, não entendi essa. Será que algum vilão andou controlando a minha mente e eu não percebi? Tá certo que fui irresponsável algumas vezes, mas não disse nada errado agora. Ou disse? Argh! Disse! Melhor me retratar ou a coisa vai ficar muito pior."

— Pronto. Fortaleci a prisão do Parasita. Vamos levá-lo pro S.T.A.R. Os cientistas de lá saberão o que fazer com ele.

— Ei, Jennie. Precisamos conversar.

— Depois que levarmos o Parasita...

— Não. Agora!

— Não sei se você reparou, Kyle, mas a gente tá no meio de uma batalha com um assassino.

— A batalha acabou. Eu quero saber porque você veio para Opal sem avisar nada. Pô, achei que a gente se amava.

— Isso mesmo! A gente se amava. A-ma-va. Verbo no passado. Sem contar que eu arranjei um emprego como fotógrafa aqui e precisava me mudar.

Eu não acredito! Você poderia muito bem voar pra cá todo dia! Essa desculpa foi a pior que ouvi desde... desde a primeira vez que me disseram "Não quero estragar nossa amizade"!

— Kyle, você é inseguro demais. Sempre se afastava de mim, com medo de acontecer comigo o mesmo que aconteceu com aquela outra menina, a Alex. Caramba, como o dono da arma mais poderosa do universo pode ser tão inseguro? O poder do Lanterna funciona baseado em força de vontade, sabia? Cadê sua responsabilidade?

"Responsabilidade. Se Ganthet soubesse como odeio essa palavra, nunca teria me dado o último anel verde. A arma mais poderosa do Universo na minha mão. Eu não devia ter aceitado esse negócio. Não devia mesmo... Putz! O que estou pensando? Estou comprovando o que Jennie falou! Se eu fosse tão inseguro, não estaria na Liga, pô!"

— Cadê seu novo namorado, o tal Starman 9? Ou é número 10?

— Em primeiro lugar, ele não é meu namorado. Ele tá investigando uns lances do La Comédia. O Parasita não é assim tão perigoso, então eu vim sozinha. E Kyle... vai a merda, tá?

"Infelizmente, algo inesperado acontece. Estávamos tão preocupados com acusações e problemas pessoais que não reparamos num detalhe — o tal poder do Parasita não é sugar a energia de pessoas para si. É quase isso. O poder dele é sugar qualquer forma de energia!"

"Ainda não percebeu? Meu poder é baseado em energia esmeralda. Aquela que toma a forma que você imaginar, se você tiver força de vontade suficiente para isso. Acho que enquanto brigávamos, o Parasita percebeu que poderia controlar a energia da gaiola. Só percebemos isso tarde demais..."

— Ei, Kyle. Coloca mais força na gaiola, porque ela tá sumindo.

— Mas eu colo... Essa não!

— Ei, gostosa! Acho que você vai à merda!

"A última coisa que vejo é Jennie sendo atingida por... hã... alguma coisa pastosa e desagradável. Só uma mente doentia poderia ter uma idéia dessas. E uma mente assim não deveria ter controle sobre o poder do Lanterna Verde. Em poucos segundos, metade da cidade está prestes a ser destruída por Parasitas gigantescos, criados pela energia verde. É melhor botar esse cara pra longe e ver como tá a Jade. Eu o afasto com um kame-hame-ha disparado por um Goku verde e me aproximo dela."

— Jade... você está bem? É o Kyle, amor.

— Uh... Jack.... onde?

"Não sei porque ainda ajudo essa mulher. Acabo de ter a confirmação de que realmente não sou o homem da vida dela. E falando no bastardo..."

— Ei, Lanterna!

— Hã? Oi, Jack...

— Que nojeira é essa na Jade?

— Foi o Parasita, cara. Ele é... muito cagão e acertou Jade na sorte. Cuida dela que eu vou atrás dele, tá?

— Melhor eu ir com você.

— Não, merda! Cuide dela! E cuide bem!

— Ei, qualé? Ainda tá com raiva porque ainda não te arranjei aqueles LPs piratas dos Beatles?

— Não tô não! Esquece!

"Saio de perto do casalzinho antes que tenha mais um ataque de infantilidade e vôo atrás do Parasita. O anel indica que ele está voando para a Costa Oeste. Mas o que ele vai fazer lá? O Super-Homem, com quem ele vive se encrespando, mora em Metrópolis... Na Costa Oeste só tem o... Costa Oeste?"

— Droga! Ele tá indo para Coast City!

"Melhor não incomodar Carol. Talvez seja melhor ficar sozinho aqui. Ninguém me incomoda. Nenhum vilão. A vida é bem tranqüila por aqui... Hã? Que barulho foi esse?"

— Estou sentindo cheiro de comida verde! Fi-fan-fan-fi... er...

"Não acredito! O Parasita, carregado da energia esmeralda dos Lanternas! O que o Kyle aprontou dessa vez? Provavelmente o monstro detectou a chama verde que queima no Memorial e veio para cá sugá-la. Era tudo que eu não precisava! Agora todo o mundo vai voltar seus olhos para Coast City. E eu serei descoberto!"

— Hã... Hal? Hal Jordan? — Kyle não consegue disfarçar o espanto — Você está vivo!

"Merda."

:: Notas do Autor

* Nota de editor: esta história se passa antes dos eventos de LJA # 01 e foi inserida meio na marra na época de Starman # 03, ambos do Hyperfan.



 
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