hyperfan  
 

Lanterna Verde # 14

Por Igor Appolinário

Soldados usando uniformes verde-escuros, com a insígnia dos Lanternas Verdes no peito, marcham por uma planície alienígena, disparando de suas mãos raios esmeraldas. Do outro lado do grande campo de batalha, um exército de robôs é massacrado pelos ataques e vão recuando, porém estão cercados na beira de um penhasco e vão lentamente sendo jogados para o vazio abaixo.

— A Armada Esmeralda está aqui para garantir a segurança de vocês! — grita um soldado mais graduado para a população do pequeno planeta assolado pela guerra — Os Lanternas Verdes são Paz!

— Os Lanternas Verdes são Paz! — respondem os cidadãos em uníssono.

A Nova Tropa do Imperador — Parte IV
A Batalha de Nova Oa

:: Sobre o Autor

:: Edição Anterior
:: Próxima Edição
:: Voltar a Lanterna Verde
:: Outros Títulos

Nova Oa

— Jordan!

Kyle Rayner invade a sala de comando da Fortaleza dos Lanternas Verdes em Nova Oa, onde Hal Jordan, o Guardião do Universo está sentado sozinho, pensativo. Ele se aproxima do Guardião e lança ao chão o capacete chamuscado de um guerreiro Khúndio.

— Você fez isso, Hal? Os restos deles estão espalhados pelo Setor 18!

— Eles pediram por isso, Kyle — diz Hal, olhando para o capacete, sem expressar emoção — Eles exterminaram um Sistema Estelar inteiro. Serviram de exemplo para qualquer outro que pense fazer o mesmo.

— Você está louco! A Armada... essa chacina... Você está ficando sem controle. O poder dos Guardiões não lhe dá o direto sobre a Vida e a Morte no Universo.

— Eu discordo...

Uma chama verde envolve o trono de Hal e se expande, cobrindo todo o salão. Kyle se assusta e se distrai, sendo atingido por um aríete de energia esmeralda, sendo lançado em meio ao salão. Meio grogue ele se ergue e vê Hal, envolto em luzes energéticas esmeraldas, sobrevoando logo acima dele.

— Você quer mesmo me enfrentar por causa disso? — pergunta Kyle, se levantando por fim.

— Você desafiou minha liderança pela última vez! — diz Jordan, partindo para cima de Kyle, causando uma explosão de luz verde.

— John, todos os nossos recrutas que têm retornado das missões com a Armada tem a mesma opinião — diz Ferrin Collos — Uso de força excessiva e um medo constante no ar.

— Eu vi com meus próprios olhos — diz Furtiva, tremendo ao falar — As cidades são sitiadas pelos soldados. A Paz é mantida sob o olhar de matadores portando o poder dos Lanternas Verdes...

— Isso tem que parar, agora — diz Stewart, se dirigindo aos participantes do Conselho que compartilham de suas idéias.

BOOM!!!

— O que foi isso?! — pergunta John, se dirigindo para a janela e vendo a explosão luminosa emanando da sala do Guardião Hal Jordan.

— Isso, Conselheiro Stewart — diz a Conselheira In-Magg — É o som do fim de sua traição — conclui ela, entrando na sala e apontando seu Anel para o coração de John.

In-Magg, Fah’zur e os outros conselheiros entram no salão, cercando os Conselheiros rebeldes. Mgun Am’yr entra logo atrás, hesitante em ameaçar os colegas Lanternas.

— Me desculpe... — diz ele timidamente.

— Vocês estão presos por traição ao Alto Comando dos Lanternas Verdes, entreguem seus Anéis e nos acompanhem até as celas de segurança.

— Vocês vão ter que nos matar antes de pegar esses Anéis — diz Ferrin, disparando contra Am’yr, que cai desmaiado. Os outros agressores começam a disparar e uma parede é derrubada, levando o conflito para as ruas de Nova Oa.

— Mas o que está acontecendo? — se pergunta Jean Grey ao ouvir os barulhos e olhar pelas janelas do seu aposento — Por que...? Ahhhh!

Jean sente uma inesperada vertigem e aperta forte seu abdome, sentindo uma pontada. Ela tenta se apoiar no beiral da janela, mas se desequilibra, derrubando um candelabro que estava sobre a penteadeira e caindo ao chão. A chama verde que queimava nas velas atinge as cortinas e inicia um incêndio, bem perto a Jean que está inconsciente.

— Mas que diabos?

Tomar-Tu sobrevoa Nova Oa e se surpreende em ver seu planeta natal reconstruído com a nova sede dos Lanternas Verdes. Mais surpreendente ainda são as explosões que cortam a superfície do pequeno planeta, visíveis até além do campo atmosférico.

De repente, quando ele se prepara para tentar pousar, um raio de tração puxa sua pequena nave de fuga, afastando-a da atmosfera do planetóide. Minutos depois, Tomar-Tu se vê atracado a uma nova maior, e se arma ao ouvir barulhos vindos pela escotilha de saída.

— Quem são vocês!? — grita ele, apontando a pistola laser para a porta — O que querem comigo!?

A porta se abre com um estrondo e, em meio a uma fumaça azulada, uma grande silhueta avança para dentro da nave de fuga, seus contornos intensificando à aproximação.

— Apenas rever um bom amigo — diz Kilowog, ao chegar perto de Tomar-Tu. Os dois companheiros se abraçam e logo atrás outros ex-Lanternas Verdes entram na nave.

— Boodikka? KE’Haan? — balbucia o xudariano — Eu achei que vocês estavam mortos!

Os dois ex-Lanternas se aproximam do colega, junto com Hannu, Graf Toren, Kreon e Laira, todos que perderam seus anéis após o expurgo de Parallax. G’nort corre para a nave, mas tropeça na entrada, caindo em meio aos colegas.

— Sempre desastrado, hunf... — diz Jack T. Chance, o último a entrar.

— Fico feliz em ver que vocês estão aqui, são e salvos depois de tanto tempo. Mas o que estão fazendo aqui? Vocês também sentiram a energia?

— Sim — diz Kilowog — Sentimos o chamado da Energia Esmeralda. Mas algo mais terrível nos perturba. Ela está sendo manipulada por aquele que quase nos destruiu.

— Jordan...?

— Sim — diz Boodikka, acariciando a mão metálica que substitui àquela arrancada por Parallax — Ele se autodeclara Guardião desta "Nova Oa" e recriou a Tropa sob o seu comando.

— Mas, isso é impossível, ele também morreu... Noticias da Terra diziam que ele se matou ao expulsar um Devorador de Sóis.

— Ele está de volta — diz Laira — E nós, que sobrevivemos ao expurgo de Parallax, somos os Lanternas Perdidos e não podemos retornar e ser liderados por ele.

— Você não pode me derrotar — diz Kyle criando um grande escudo contra o ataque de Jordan — Eu sou imune ao seu poder!

Os dois se chocam em uma onda de destruição, que derruba o teto da Sala de Comando. Eles partem para os seus de Nova Oa, lutando logo acima do incêndio e destruição causados pela batalha no Conselho.

— Eu sou o Guardião do Universo! Nada pode resistir ao meu poder!

Jordan lança estacas esmeraldas contra Kyle, que as apara com um grande escudo medieval. O Guardião se enfurece ainda mais e lança diversos projéteis, que, com dificuldade, são defletidos pelo adversário. Em um acesso de fúria, Jordan concentra uma grande massa energética, que estala e brilha entre suas mãos. Kyle observa a concentração borbulhar e pulsar, e a energia esmeralda se transforma em um brilho vermelho. A explosão derruba Kyle em meio a destroço de um prédio destruído. Hal pousa e pisa sobre o seu peito, em cima do símbolo da Tropa, e aponta seu anel para o rosto do jovem adversário.

— Você nunca foi páreo para mim...

— Professora Grey!

Cilyx Mirkel vê os aposentos de Jean Grey ardendo sob o poder das chamas esmeraldas e corre em sua direção. Usando seu anel, a curandeira se alça à janela mais próxima e vê Jean em meio as chamas, intocada porém inerte.

De repente, Jean acorda, seus olhos com um estranho brilho dourado. As chamas ao seu redor mudam do verde para o vermelho intenso e todo o aposento explode, lançando para longe o corpo sem vida de Cilyx, incapaz de se proteger do impacto iminente.


Na próxima edição: No ponto alto de sua Guerra Civil, Nova Oa presencia o retorno da maior força intergaláctica conhecida. E ainda: Sinestro faz a jogada de mestre para engrenar sua maligna vingança.




 
[ topo ]
 
Todos os nomes, conceitos e personagens são © e ® de seus proprietários. Todo o resto é propriedade hyperfan.