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Mulher-Maravilha # 06

Por JB Uchôa

O Capricho de Um Deus

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Gateway City é fascinante. Uma cidade rica, que prosperou muito nos últimos 25 anos. A arquitetura histórica, lugares antigos coexistindo lado a lado com as maravilhas da modernidade. No último ano, a cidade ganhou mais um atrativo. Uma moradora ilustre, a princesa amazona de Themiscyra e membro da LJA: a Mulher-Maravilha! A apenas poucos quarteirões do Museu de Cultura Antiga, ocorre uma cena que só seria permitida séculos atrás ou em países do Oriente Médio, não em uma grande metrópole dos EUA.

— Não defenda essa vagabunda, Mulher-Maravilha! A justiça tem que ser feita com sangue!

— Por Réia! Diana, essas pessoas estão fora de controle! Como isso pode estar acontecendo?

— Isso não é normal, ainda mais nessa época! Se estivéssemos um século e meio atrás, pelo menos...

— Você vai continuar defendendo a vagabunda, Mulher-Maravilha? — A multidão continua furiosa. O pior é que mesmo que Tróia leve Maria Madalena para longe, a salvo, nada vai adiantar, pois só fugiriam do verdadeiro problema.

— Saia de perto dessa vadia, Diana!

— Essa voz? — A Mulher-Maravilha plana a um metro acima do solo e vê Helena Sandsmark no meio da multidão. Diana conhece Helena há algum tempo para saber que ela não agiria assim em nenhuma circunstância. Com a rapidez e precisão de Ártemis, a Mulher-Maravilha envolve sua amiga no Laço da Verdade. — Helena, o que está acontecendo?

O semblante de raiva desaparece do rosto da Dra. Sandsmark. Ela leva a mão ao rosto e pergunta o que está acontecendo.

— Ares... Claro! Como poderia não ser? Pessoas do século XXI com atitudes tão medievais!

O deus da guerra apenas se diverte um pouco. Felizmente esse incidente pode ser remediado. Uma vez mais, a princesa usa o poder do Laço, envolvendo a multidão e libertando-a da maldade inspirada por Ares.

Museu de Cultura Antiga de Gateway

— Tô te dizendo, Lorenzo! Ela é realmente maravilhosa! E quando ela vem de shortinho azul com estrelinhas... ai, ai... Aquele bustiê de ouro, não sei o que é mais valioso, ele em si ou o que ele guarda... — Edward Sales está no telefone conversando com um de seus muitos amigos. Aliás, é algo que ele faz várias vezes por dia. É a parte de seu "trabalho" no museu que ele mais gosta, ligar para os outros e fazer inveja por poder ver a Mulher-Maravilha todos os dias. — Não dá para detalhar aquele corpão, não, Lorenzo, não dá mesmo! Aquilo só pode mesmo ter sido um presente dos deuses! Ontem eu recebi um beijinho dela no elevador, e sabe o que ela disse? Que eu era o homem mais cheiroso do mundo e...

— Estou atrapalhando, Ed?

— Mulher-Maravilha? — Diana realmente sente vontade de rir com a cara de susto que Ed faz ao vê-la.

— Mulher-Maravilha... Dona Diana... Me desculpe, e-eu só tava falando com um amigo sobre o quanto você é linda, perfeita, maravilhosa... hã... Você não está interessada em saber, está?

— Não.

Mais que depressa, Eddie desliga o telefone e sai correndo da sala, apressado e nervoso demais para ouvir as gargalhadas de seu amigo Lorenzo do outro lado da linha. Tróia traz uma xícara de chá para Maria Madalena, que conta onde esteve, como conheceu Ares, como tudo se encaixava em uma brincadeira ou fantasia sexual com um estranho que dizia ser um deus grego, ou ao porre que havia tomado de cerveja e absinto.

— Com certeza esse lugar era o Areópago e você foi vítima de um capricho. — Como estudiosa de cultura antiga, a professora Sandsmark pode reconhecer não só um local, como o comportamento arrogante de Ares e qualquer outra divindade mitológica.

— Mais uma vítima, Diana. Os deuses não podem ter o comportamento que tinham na Grécia Antiga ou todos os heróis da Terra irão contra eles. E você acha que mesmo os deuses poderão contra a Liga, os X-Men, os Vingadores e os Titãs juntos? E você, sabe de que lado irá ficar?

— Do lado justo, Donna.

A resposta de Diana é seca e deixa em aberto muitas dúvidas para Donna Troy. O lado justo seria o dos mortais ou o dos deuses em que ela acredita e aos quais tanto deve? Afinal, a Mulher-Maravilha só existe porque detém poderes presenteados dos próprios deuses gregos, e aquilo que foi dado, pode ser facilmente tomado. No entanto, as palavras de Tróia apenas reafirmam o que Diana já sabia. Não estaria a Terra pronta para os deuses, mas estariam os deuses prontos para a Terra? O mundo mudou, as pessoas mudaram, suas crenças... Hoje temos um alienígena como o maior herói do planeta, e o mais humano também. Seu poder talvez se equipare ao do próprio Zeus. Fora os mutantes, que a cada dia nascem com poderes mais surpreendentes e fabulosos. Alguns nem têm conhecimento das próprias capacidades. Poderiam os deuses contra telepatas poderosos como Xavier, Fênix e a Rainha Branca?

Enquanto isso, no mundo todo, coisas estranhas acontecem, principalmente na Grécia. Em Delfos, o oráculo de Apolo é reconstituído; na ilha de Creta um templo de adoração a Afrodite aparece das ruínas de um antigo oráculo. O mais impressionante acontece na capital grega, Atenas, onde as ruínas do Parthenon recuperam todo seu esplendor. O templo de Olímpia volta a guardar a colossal estátua de Zeus, considerada uma das sete maravilhas da antigüidade, com quinze metros de altura, adornada em ouro e pedras preciosas. Em Roma, o Capitólio, maior templo de adoração a Zeus, também recupera sua glória máxima. E assim ocorre em todo mundo, até nos países e continentes que não pertenceram à Era Clássica. Em Cabul, um suntuoso templo em homenagem a Zeus, pai dos deuses, ergue-se em meio às ruínas devastadas pela guerra civil, para o desprezo do governo teocrático local. Gotham ganha um templo de adoração a Hecáte, deusa da lua, das trevas e do oculto, e a Ares, o temível deus da guerra. Em Fawcett City, o oráculo de Hermes começa a ser adorado por comerciantes e ladrões. Em Metrópolis, de frente à prefeitura, num terreno da Lexcorp, ergue-se um suntuoso templo em homenagem a Hera, protetora da família, das mulheres e das esposas.

— Tá batendo boas fotos, Jimmy?

— Claro, Lois, eu sempre bato boas fotos! Cadê o Super que não aparece agora? — A Sra. Super-Homem sabe que o homem de aço está na Lua, tentando falar com a Mulher-Maravilha para contar sobre os recentes acontecimentos no Afeganistão.(*)

— Deve estar salvando o mundo, Jimmy! Só porque em pleno centro de Metrópolis apareceu do nada uma belíssima casa feita em mármore carrara não quer dizer que é o fim do mundo. Vai, Jimmy, menos papo e mais fotos!

No novo Olimpo, os deuses soltam as mãos. Zeus ainda está contrariado com a tal tecnologia, com os super-heróis que podem ser tão poderosos como eles e pensa se essa volta não foi precipitada.

— Está feito, pai, o mundo todo agora tem certeza de que estamos de volta para restaurar a glória do Olimpo! — Os demais deuses aplaudem as palavras de Ares, mas o poderoso Senhor do Olimpo apenas observa os demais se retirarem... E pondera se não seria melhor voltar ao Olimpo. Sentado em seu trono, Zeus pensa em seu confronto com a Liga da Justiça, e na conversa com o anjo Zauriel.

— A Presença, ele diz. Que raio de deus é esse que não tem sequer um nome. — resmunga, Zeus, em voz baixa. — Insolente, nem ao menos me confrontou e mandou por um subalterno o seu recado.

— Lorde Zeus. — fala o vulto feminino com uma voz ronronante atrás das sombras da escadaria.

— Bast. Entre criança. Para vires tão sorrateira ao meu encontro deves me trazer más notícias.

— Certamente. Os egípcios temem que a Presença se manifeste. Fui designada para alertá-lo do que pode acontecer a todos nós caso Ele se irrite. — diz mansamente a deusa Bast, segurando suavemente um escaravelho de ouro, com o qual presenteou o pai dos deuses gregos.

— Cale-se! Já ouvi o recado uma vez, duas não se faz necessário.

— Não vim trazer um recado, Milorde. Somente Odin não deu seu parecer sobre a situação. Ganesha e Quetzalcoatl chegaram a cogitar a hipótese de nos restabelecermos no mundo moderno, mas os recentes conflitos, incluindo com os ditos super-heróis, nos fez descartar essa hipótese. Vim apenas pelo apreço que meu pai tem pelo Senhor. — E assim, mesclando-se às sombras, a bela mulher com cabeça de gato desaparece.

— Raios! — estrondos de trovões ecoam por todos os lados. "Talvez, apenas talvez, seja a hora de retornarmos ao Olimpo. O mundo já tomou conhecimento de nosso poder." Seus pensamentos e dúvidas são interrompidos pela chegada inesperada da princesa amazona.

— Lorde Zeus, preciso lhe falar em particular.

Diana abre as portas do palácio tão rápido que mal é anunciada pelas trombetas. Seu tom de voz é firme e se fosse em outros idos seria considerado profano.

— Fale, criança. O que a incomoda para vires tão apreensiva ao meu encontro?

— Perdoe-me pela ousadia, milorde, mas o assunto é sério. É de vosso conhecimento que o mundo não é o mesmo de antes, e por isso certas atitudes causarão estranheza e revolta.

Enquanto a Mulher-Maravilha relata em detalhes como encontrou a mulher de nome Maria Madalena na rua, sendo apedrejada por pessoas que estavam sob o comando de Ares, de como o pérfido deus usou da pobre mulher e a tornou vítima de seus jogos sexuais, Tróia tenta manter a ordem na cidade, onde centenas de mulheres se aglomeram em frente aos portões do Novo Olimpo pedindo beleza e juventude, clamando pela deusa Afrodite. Centenas de pessoas também estão bêbadas em frente à fonte de Dionísio, enchendo jarras do mais puro vinho olimpiano, e Eros, o cupido, sai distribuindo suas flechas encantadas na população.

— Calma aí, Eros! Você não pode sair flechando as pessoas! -— Tróia agarra pelo braço o deus das paixões avassaladoras e dos amantes, impedindo que ele atinja mais um mortal, que cairia apaixonado pela primeira mulher que passasse em sua frente.

— Você se tornou uma mulher muito bonita, Moça-Maravilha. Bela e valente.

— O nome agora é Tróia. Você não pode nem sair por aí despertando paixões e muito menos voar nu. Você não está na forma infantil como a maioria das pessoas acreditam que o Cupido seja.

— Quer dizer que te incomoda a perfeição de meu corpo? Você, filha dos Titãs, que foi educada nos moldes gregos? Surpreende-me tua atitude. Não estarias te sentindo atraída por mim?

A voz suave e mansa deixa Tróia sem reação. Quando Eros solta seu braço e a envolve em um abraço terno, ela perde toda e qualquer ação.

— Não sentes o meu cheiro? Não gostas do calor da minha pele na tua? Não desejas o toque suave de meus lábios nos teus?

Um longo beijo cala os dois novos amantes. A voz de Eros, o toque suave de suas mãos percorrendo os belos cabelos negros de Tróia deixaram-na em êxtase, quase hipnotizada, com a mente vazia, ocupada apenas pelas carícias do filho de Afrodite.

— Donna! Tróia!

Helena Sandsmark leva a mão aos olhos, procurando bloquear a luz do sol para ver melhor a cena que se passa no alto dos prédios. O susto que toma ao ver o beijo do deus e o que poderá acontecer — já que Tróia parece incapaz de qualquer decisão diante do que está acontecendo com ela — só deixa uma alternativa.

— Eddiiiie! Larga esse sanduíche e vem aqui me ajudar!

— O que foi, professora Sandsmark? Eu estou na minha hora de almoço!

— Sua hora de almoço já acabou faz meia hora, Eddie. Me ajuda aqui com essa espada.

A espada em questão é uma relíquia por demais valiosa, encontrada na Alexandria e que, pelos estudos e o teste de carbono-14, poderia ter pertencido a Alexandre Magno.

— Bata com força, Ed! Se essa espada colocou meio mundo de joelhos, deve servir para acalmar a empolgação de um deusinho qualquer!

O hidrante explode em um jato de água, acertando Tróia e Eros e trazendo a Titã de volta à razão.

— O quê? — murmura Tróia, ainda confusa, os lábios colados aos de Eros.

— Confusa? Deixe-me mostrar novamente...

— Afaste-se, Eros! Não me obrigue a reagir!

— Reagir contra o quê? Contra o que estava sentindo? Ao seu corpo que pulsava de desejo por mim?

Ao sorrir, ele é acertado pelo punho de Tróia, caindo na fonte de Dionísio.

— Que melhor maneira de sentir um beijo provando o melhor vinho do mundo? — E o deus gargalha.

— Pode rir, Eros. — descendo suavemente do ceú, Tróia vai de encontro aos seus salvadores. — Obrigada, Helena e... como é seu nome, rapaz?

— Eddie! Edward Sales!

— Obrigada, Ed. — A única maneira que Tróia imagina para recompensar o assistente da professora Sansdmark é com um beijo na testa.

— Ããããh... Professora Sandsmark, eu preciso dar um telefonema... digo, eu preciso voltar ao trabalho!

— Está bem, Ed, se Cassandra ligar me avise pelo celular. "É hoje que esse daí não larga o telefone", pensa Helena.

— Poderoso Cronos, se o resto do mundo estiver assim, nós teremos mesmo um confronto ou outra guerra mundial.

— Aparentemente, as ações dos deuses estão restritas a Gateway. Assim como antigamente, eles não vão sair do seu domínio. Vi na TV que apareceram templos em diversas cidades do mundo — aqui, em Gotham, Metrópolis, Sidney, São Paulo, Buenos Aires, Nova Iorque, Lisboa — mas algo bem discreto. Em Atenas e em toda a Grécia os templos foram recuperados, talvez mais do que já tenham sido. Creio que essas ações são muito bem pensadas, Donna. Zeus não é tolo para deixar sua arrogância o dominar. Ele sabe que o mundo mudou, e atrair atenção demais seria prejudicial à ele próprio. Ao menos, nada do que ouvi até agora...

— Então por que essa volta, Helena? — indaga Tróia, ainda intrigada.

— Só eles sabem, menina, mas se fosse feito um estardalhaço em torno disso teríamos que aceitar os asgardianos, hindus e vários outros deuses querendo impor seu trono.

— Mas Thor já está entre nós! O que impede Apolo, Ártemis ou até mesmo Atena entrarem numa superequipe? Ou então fundarem uma? Os Olímpicos!

— Donna, estamos falando dos deuses gregos, que possuem todos os defeitos mortais. Concordo que será mais comum vê-los em noticiários, jornais, mas muito difícil que sejam em grandes feitos. Se eles tivessem intenção de se tornar heróis, Gateway não estaria de pernas pro ar.

— É verdade... Onde está Diana?

— Ela ia deixar Maria Madalena no aeroporto e depois ia falar com Zeus. Nunca vi Diana tão exaltada.

— Helena, Diana estava passiva demais acatando a volta dos deuses. Acredito que toda essa interferência de Ares, com requintes de crueldade, despertou a amazona nela. Seja lá o que Diana vai fazer, será como a princesa de Themyscira.

Novo Olimpo. Há aproximadamente uma hora, a Mulher-Maravilha adentrou a sala do trono bastante transtornada.

— Perdoe-me, milorde, mas como embaixadora amazona não posso tolerar um comportamento desse tipo contra qualquer ser humano, ainda mais uma mulher! E antes que você fale, Ares, não posso tolerar esse comportamento vindo de um deus!

— E como você queria que eu me divertisse? Precisava relaxar, princesa... e você sempre foi contra meu amor por você.

Os deuses apenas observam a discussão entre a princesa amazona e o vil deus da guerra. As cinco deusas e Hermes, responsáveis pelo nascimento de Diana, também não tomam partido algum. Nem mesmo Zeus parece querer interferir. Talvez ele ache que Ares merece uma lição. E, como Hera diria, das mãos de uma mulher seria mais doloroso.

— Você me insulta, princesa! Pai, o senhor irá tolerar que ela nos insulte desse jeito?

— O único que está sendo insultado aqui é você, irmão.

— Mantenha-se calada, Atena!

— Ofereça a face, Ares. Quem sabe, meu filho, essa disputa não deva mais ser prolongada?

— O que uma reles mulher pode fazer contra o deus da guerra, mãe? A cólera do Olimpo? Bata forte princesa, e trema perante minha fúria!

Se Ares fosse mais pesado teria derrubado o prédio que fica a um quilômetro de distância da sala do trono. Hera apenas sorri, na medida em que a Mulher-Maravilha voa em direção ao deus da guerra, para garantir sua vitória.

— Isto é inaceitável!

— Inaceitável, Zeus, é o comportamento de vosso filho contra nossa eleita. Desde nossa decisão, Ares parece bater contra o que planejamos, e brincar com as amazonas foi o pior de seus erros. Deixe que ele tenha sua lição.

— Sábias palavras, Hera. — Ao ouvir o apoio de Hades, Hera sabe que nem mesmo Zeus poderá vir a interferir no destino da batalha.

A Mulher-Maravilha não deixa tempo para que Ares levante. Ela retira seu elmo com o Laço da Verdade, deixando o deus da guerra mais vulnerável. Mesmo sendo imortal, ele está sujeito a levar uma surra. E quem mais poderia aplicar o corretivo do que a amazona presenteada com a força da terra? Cada soco de Ares parece moer seus ossos, mas em vez de fraquejar, ela obtém mais força. Basta lembrar de Antíopa, de todas as amazonas mortas quando Ares influenciou Hércules a massacrar suas irmãs. Tão vil é o deus da guerra, que escondeu seus atos sob o trabalho que Hera decretou ao príncipe do poder. Aliás, quem pode garantir que mesmo Hera, a mãe dos deuses, é imune à vil influência de Ares? Aprisionando Ares no Laço da Verdade, a Mulher-Maravilha sorri.

— Me prendeu, mulher, mostrou seu valor... E agora, o que poderá fazer? Não possui uma arma capaz de me matar!

— Donna!

Donna Troy traz consigo do museu o chakran da princesa perdida, escondido pela Mulher-Maravilha durante a volta dos imortais. Apesar de adorar os deuses, a Mulher-Maravilha adotou Gateway como sua cidade e o mundo de hoje como seu lar. Eles não violarão o pacto. Ela concordou em escoltá-los de volta ao mundo, mas não deixará que façam mal algum aos mortais. Em meio a toda a loucura criada pelo retorno dos deuses gregos, Maria Madalena foi o basta. Tróia fecha os olhos e faz uma prece. Como não sabe se poderá pedir a Ártemis que guie sua mão com firmeza, ela pede a Diana Trevor por coragem. O chakran sibila ao vento e parece conduzido até a mão da Mulher-Maravilha.

— Reconhece, Ares? Posso dar-te um fim agora mesmo! Trouxe o chakran da Ilha Paraíso, caso você tentasse mais algum gracejo.

— Basta! Assim ordena Zeus, Senhor do Olimpo! Criança, abaixe tua arma, já provaste teu valor! Deixe que Ares seja punido por minha mão divina. — Sobrepondo um de seus poderosos raios ao tridente de Netuno e o cetro de Hades, Zeus recupera a cidade. — É hora de partir, meus compatriotas.

Antes que os deuses partam, o novo Olimpo transforma-se em um mediano templo de adoração à Héstia, Ártemis, Afrodite, Atena e Deméter, as cinco deusas que se consideram mães da Mulher-Maravilha. Enquanto Donna, Diana e Helena conversam sobre tudo o que aconteceu, uma sombra aparece atrás das três mulheres e dos deuses, impedindo que partam.

— Parece que eu cheguei no melhor da festa, putada!

— Quem é, Diana? — pergunta Helena, aflita, sem saber quem é o homem com palavras tão rudes.

— O ronco da moto espacial, os palavrões, as más atitudes... Lobo!

Na próxima edição: A volta dos deuses chega ao fim! Lobo e os deuses em um confronto final.

:: Notas do Autor

* Como visto em LJA # 09 e # 10.



 
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