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Mulher-Maravilha # 32

Por JB Uchôa

Paraíso em Chamas
Parte I

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O rio Yamuna, um dos principais afluentes do Ganges, parece brilhar como uma safira pela manhã. A mulher de burca negra aproxima-se de sua margem e ajoelha-se, curvando o corpo em direção ao rio com as mãos em forma de concha. Com um gesto rápido, retira o véu e passa sua mão molhada pelo rosto e cabelos.

— Louvada deusa, que alívio! — Hipólita, outrora rainha das amazonas, retira as sandálias e coloca os pés dentro do rio retirando a poeira da viagem — Dizem que Krishna passou a infância nas margens do Yamuna... como poderei, então, achá-lo?

Enquanto refresca-se na beira do Yamuna, Hipólita percebe uma aproximação sutil do seu lado esquerdo. A grande vaca de cor caramelo verte-se de água ao lado da amazona que lhe afaga gentilmente a cabeça. O suave som de uma cítara preenche os ouvidos de Hipólita, que gira o corpo e depara-se com uma bela mulher de pele alva segurando o instrumento com duas de suas quatro mãos.

— Hipólita, eu presumo.

— Sim senhora. — a amazona faz um meneio de cabeça em sinal de reverência.

— Sua fama precede sua beleza, rainha das amazonas. Sou Sarasvati. — a deusa apóia-se em dois de seus quatro braços e senta-se ao lado de Hipólita; por onde passa, exala um suave cheiro de lótus.

— Pensei que teria mais dificuldade de encontrar o panteão hindu. — sorri Hipólita — Trago um recado do Olimpo.

— E qual recado seria esse? — o corpulento homem de quatro braços, pele azulada e cabeça de elefante aproxima-se das duas — Zeus nunca foi de mandar recados ou pedir auxílio.

— O recado não é de Zeus, mas de lady Pallas.

— Atena? Ora, ora que surpresa! Nas poucas vezes que estive com Pallas de olhos cinza, — afirma Ganesha com certa ironia — a achei mais arrogante que o pai. Qual o recado, Hipólita?

— Lamento, Ganesha, mas devo entregá-lo somente a Mahadevi.

— Minha mãe?

— Posso levá-la até a deusa, Hipólita. Ganesha não se importará. — Sarasvati levanta-se e, segurando a amazona pelas mãos, a guia através do Yamuna. Da margem, o corpulento deus hindu cruza os braços enquanto escuta a canção da cítara, tocada pela deusa das artes e da música.

Embaixada de Themyscira, NY

— Está pronto, Ferdinand? — Helena adentra a iluminada cozinha enquanto Ferdinand retira alguns biscoitos do forno.

— Quase, só estou retirando esses biscoitos para a jovem Cassandra e vou trocar de roupa.

— Biscoitos pra Cassandra? A uma hora dessas?

— Cassie prometeu para Carissa. — Ferdinand sorri enquanto Helena senta-se na mesa e retira um biscoito do imenso pote ao centro.

— Divino, como sempre, Ferdinand! — a professora olha para o perfil do kithirotauro e lembra-se do desenho no vaso — Hã... Ferdinand, eu poderia fazer uma pergunta?

— Como desejar, professora Sandsmark.

— Qual a sua idade? — a pergunta de Helena perturba Ferdinand que treme um pouco as mãos na hora de retirar os biscoitos, deixando a bandeja cair em cima do balcão.

— Desculpe-me, professora. Não entendi.

— Perguntei qual sua idade, Ferdinand. Quantos anos você tem?

— Professora Sandsmak, — diz, gentilmente, o chef de couisine da embaixada — eu sou mais novo que o tempo e mais velho que seu avô.

— Meu avô? — pergunta Helena, intrigada.

— Fui um grande amigo de Joseph Sandsmark. — Ferdinand vira-se para a mesa, coloca o restante dos biscoitos no pote — Com licença, professora, temos uma recepção para ir e preciso terminar de me arrumar.

Ilha Paraíso — suíte real

— Bom dia, princesa! — fala Donna, enquanto abre as portas do quarto — Preparada para tornar-se rainha?

— Sinceramente... não. — Diana já está em pé, envolta em uma túnica branca e olhando para a praia na sacada; o vento parece brincar com seus cabelos e seus olhos estão marejados.

— Oh irmã, eu entendo! — Donna a abraça gentilmente — Isso não quer dizer que ser rainha será uma prisão, Di!

— Não é, Donna? Quantas vezes mamãe abandonou Themyscira para lutar em diversas batalhas? Quantas vezes eu a vi vestir sua antiga armadura ou remexer fotos antigas? Donna, o peso da coroa era um suplício para mamãe, pois é um reinado eterno! Um reinado em que eu estarei presa, eternamente!

— Diana, Hipólita não está morta! Ela está cumprindo uma missão para os deuses, pode estar de volta a qualquer momento!

— Eu me pergunto, Donna, se essa missão foi imposta mesmo para ela. — ao ouvir tais palavras, Donna se cala. Ela tinha se feito esta pergunta e sabia que Diana também deveria ter se perguntado a mesma coisa, mas ao proferir as palavras elas parecem ter mais sentido do que faziam somente em pensamento. Cautelosamente, as duas se abraçam — E ainda é necessário se ter uma Mulher Maravilha.

Olimpo

— A princesa está amarga.

— Rainha, Apolo. Rainha!

— Ela não foi coroada ainda, Afrodite. E por mim nem seria, gosto de ver Diana voando pelos céus, o brilho do sol em suas pernas, a luz incidindo sobre seus seios...

— Tarado! — Afrodite dá um leve tapa no tórax de Apolo e sorri — Qualquer luz que incida na princesa é inferior ao brilho de seu coração.

— Isso eu tenho que concordar. — Atena adentra o imenso salão. Seus cabelos estão impecavelmente arrumados em coque, com suaves mechas onduladas caindo pelos ombros. Em seu ombro esquerdo pousa suavemente a coruja cinza que lhe afaga um dos cachos.

— Por que fazer Diana tornar-se rainha, Atena? — pergunta Apolo, enquanto ajeita as folhas de louro em seus cabelos.

— Porque sendo rainha, Diana tornar-se-á uma pessoa melhor. Minha pequena informante — fala Atena, acariciando a cabeça da coruja — acaba de me informar que Hipólita encontrou com Ganesha.

— Então ela vai conseguir falar com Mahadevi. — conclui Afrodite.

— Certamente, irmã.

Ilha Paraíso — suíte real

A carruagem de Apolo desce dos céus com um rastro de fogo contornando a Ilha Paraíso. Da sacada do palácio, Diana vê o deus, mas nada diz.

— Apolo está descendo do Olimpo. — aponta Donna para os céus, movendo o dedo em espiral, seguindo o rastro de fogo.

— Carissa disse que Atena informou ao Oráculo que os deuses iriam abrir a antecâmara do caos para que os convidados do mundo exterior pudessem comparecer. — Ártemis veste uma túnica branca com adornos dourados nos seios que lembram uma águia.

— Você está muito bonita, Ártemis. — Diana sorri e a saúda — Preparada para assumir seu novo cargo?

— Certamente, minha rainha. Vim informá-la que Cassie chegou e gostaria de falar com você.

— Peça-a para entrar. — Diana olha para fora da sacada e vê uma grande escuna amazona atracando no cais — Nossos convidados chegaram.

— Agora que Ártemis saiu... você acha prudente ter dado essa responsabilidade a ela?

— Ártemis conquistou meu respeito e admiração, Donna. Ela é perfeitamente capaz de suprir qualquer expectativa.

— Eu a acho por demais imperiosa. — Donna se afasta um pouco e olha para Diana — Rainha Diana, você está maravilhosa!

Diana veste uma túnica escarlate de um só ombro, um bracelete dourado em espiral em seu braço esquerdo e novos braceletes de prata, forjados por Hefestos, com detalhes entalhados com fios de ouro e jóias.

— Diana!!! — Cassie adentra a suíte, escancarando as portas, abraçando a amiga — Eu vou ser a Mulher-Maravilha? — atônitas, Diana e Donna se entreolham com certo espanto.

— Cassie... de onde tirou essa idéia?

— Seria uma escolha óbvia, já que eu sou a Garota-Maravilha! — Diana a segura pela mão e senta-se com ela na cama — Você não acha que faz sentido?

— Fará... um dia! Cassie, você é muito nova para ser a Mulher-Maravilha! Seu treinamento está incompleto e eu gostaria muito que nas férias você pudesse ficar aqui comigo na Ilha para darmos continuidade a ele.

— Eu não vou ser a Mulher-Maravilha? Oh... Bart disse que seria óbvio que eu seria a Mulher-Maravilha e eu... eu... me empolguei!

— Você já é uma heroína, querida. Uma grande heroína, e será um exemplo para os heróis de sua geração, acredite!

— OK. — Cassandra esfrega sua mão nas costas da mão de Diana e sorri desconcertadamente. Diana a toca gentilmente na face e sorri. Os olhos da Garota-Maravilha estão marejados, ela se levanta e caminha para as portas que deixou aberta há alguns instantes — Nos vemos depois da cerimônia, né?

— Quero você ao meu lado na tribuna, Cassie. — a garota dá um largo sorriso.

— Nos vemos na tribuna, então.

— Coitada. — diz Tróia, olhando para as portas que se fecham — Ela tem pressa de crescer.

— Cassie tem pressa de muitas coisas, Donna. Ela será uma grande mulher.

— Não duvido. Bem, majestade, — fala, em sorrisos — preciso me arrumar.

Ilha Paraíso — cais do porto

— Essa é a segunda vez que venho aqui, e eu sempre fico maravilhada com esse lugar. — Lois Lane ajeita os óculos escuros no rosto e apóia-se no braço do marido.

— Realmente, Lois, esse lugar é fabuloso. — Clark olha sobre os óculos para trás enquanto desce a rampa do navio — Droga, enviaram Jack Ryder!

— Putz! Esse cara é um saco! Mas tô achando que tem poucos jornalistas.

— Diana me disse que foram escolhidos somente dez, e em sua maioria do sexo feminino.

— Kent! — grita o apresentador, acenando e correndo de encontro ao casal — Por um instante pensei ser o único homem na escuna. Olá, Lois!

— Como você pode perceber claramente, Ryder, meu esposo está entre os jornalistas convidados.

— Pensei que você tivesse sido escolhida e ele fosse apenas seu acompanhante. — Jack Ryder sorri com ar de deboche e acena novamente — Nos vemos na coroação!

— Esse cara sempre me tira do sério!

— Fique tranqüila, Lois. Vá para o quarto, vou falar com Barda e Scott.

— Me encontre mais tarde, caipira! — Lois sorri e beija o marido, enquanto cumprimenta uma amazona que indica o caminho. Rapidamente, Clark Kent passa por de trás das bagagens e alça vôo como o Super-Homem.

Índia

Hipólita acompanha Sarasvati, que continua tocando sua cítara suavemente. O palácio exala um cheiro amadeirado e a cantiga entoada pela deusa parece um lamento. Adiante, grandes portões de madeira maciça se abrem.

— Hipólita, a grande rainha das amazonas. — Mahadevi está sentada em uma grande figueira, que curvou-se para servir de trono à poderosa deusa hindu, que alimenta-se de seus frutos.

— Senhora... — Hipólita faz sinal de reverência e beija suavemente uma das quatro mãos de Mahadevi — eu não sou mais rainha, vim como emissária do Olimpo.

— Hummm. — pondera a deusa-mãe dos hindus — Então os boatos que ouvi se fazem verdade. — Hipólita levanta-se e caminha de encontro a Mahadevi. Retira da aljava que carrega consigo uma urna dourada.

— Atena manda essa ambrosia em sinal de apreço.

— Diga-me, então, outrora rainha e agora emissária, o que Atena deseja.

Lady Pallas pediu para dizer que a mãe torna-se filha, e a filha torna-se mãe.

— Ironicamente, cara Hipólita, é o mesmo que ocorre com você. — Hipólita acena a cabeça em afirmação — Diga a Pallas de olhos cinza que ela tem o apreço e o apoio de Mahadevi. Você visitará outro local?

— Irei ao Egito.

— Ganesha garantirá sua segurança até o templo de Ísis. — Mahadevi levanta suas quatro mãos e as pousa suavemente sobre a cabeça de Hipólita — Eu abençôo sua jornada, Hipólita de Themyscira. — e entrega-lhe uma flor de lótus.

Ilha Paraíso — suíte real

— Diana? — o homem de negro encontra-se sorrateiramente na varanda.

— Bruce! Que bom que você veio! — Diana corre de encontro ao cruzado de capa e o beija.

— Claro que eu viria. Só queria que soubesse que já estou aqui. A cerimônia será ao anoitecer?

— Sim, será ao anoitecer. Queria que você ficasse um pouco mais comigo. — as portas da suíte se abrem e Donna Troy adentra o recinto. Batman esgueira-se pela varanda e se vai.

— Tinha alguém aqui com você? Tive a impressão que você estava falando com alguém, até pensei que fosse Mala ou Fátima, que vinham fazer sua maquiagem.

— Era Bruce.

— Batman?? — Donna Troy olha surpresa para Diana, que sorri e abaixa a cabeça — Rhéa!! Você e Bruce...

— Sim, Donna. — Diana ergue novamente o rosto e senta-se em um divã.

— Eu... eu não sabia.

— Bruce e eu estamos muito cautelosos, não falei nada a você, pois sei o que você pensa sobre a forma com que Bruce age.

— Desculpe, Di, eu não queria...

— Você tem razão de achá-lo frio e intransigente, pois essa é a forma que ele se apresenta. Mas eu conheço o homem por debaixo da máscara e ele nada mais é que um garoto que tem dificuldade em expressar o que sente, mas quando expressa o faz muito bem.

— Eu... tomei banho e fui me arrumar... acho que colocaram a roupa errada para eu vestir.

— Não, Donna, aquela é exatamente a roupa que você deve vestir. — Donna dá um largo sorriso e sai da suíte.

Anoitecer na Ilha Paraíso. As matizes de laranja e vermelho mesclam-se entre si criando rajadas que assemelham-se a fogo nas poucas nuvens no céu. O Coliseu de Themyscira encontra-se repleta de amazonas, todas de togas alvas e bastões em mãos. Do lado direito da tribuna, encontram-se os convidados especiais. Grande Barda, Scott Free, Batman, Super-Homem, Superboy, Arqueiro Verde, Canário Negro, Tempestade, Jéssica Drew, Flash, Etta Candy, Steve Trevor, Ferdinand, Helena Sandsmark, Sílvia, Julia Kapatelis, Sue e Ralph Dibny. Ao lado esquerdo os dez jornalistas convidados, entre eles Jack Ryder e Lois Lane.

— Como eu suspeitava, Lane, você foi a jornalista convidada. — Jack Ryder esboça um sorriso e retira a tampa de uma pequena filmadora de DVD.

— Não são permitidas fotos ou filmagens durante a celebração, Ryder. E Clark está acompanhando de outro local a coroação. Eu estou responsável por cobrir essa parte.

— Impeça-me de fazer alguma filmagem, Lane. — ao erguer a filmadora e ajusta o foco, Jack Ryder sorri com seu eterno ar de deboche. Subitamente, uma mão tapa a objetiva.

— Senhor, — diz a amazona com uma lança em punho — solicito que me entregue o equipamento. Ele será devolvido ao término da celebração. — Jack Ryder torce a boca e entrega a filmadora — O senhor poderia me entregar seu celular também?

— Será que você ainda sabe usar um lápis e uma caderneta, Ryder? Eu sou da velha guarda. — Lois Lane retira o bloco de papel da bolsa e cruza as pernas, esperando o início da cerimônia.

Duas amazonas destacam-se na tribuna. Como se estivessem em compasso, ambas levantam trombetas e fazem soar o anúncio de que a casa real themyscirana está chegando. Todas as amazonas e convidados levantam-se em silêncio. Ao final do soar das trombetas, a capitã da guarda, Phillipus localiza-se no centro da tribuna. Com um voz branda, mas que se faz ouvir por todo o coliseu, ela anuncia:

— Assim, pela vontade das deusas, eu anuncio a casa real de Themyscira.

— Princesa Donna Troy! — Donna aparece sob um manto branco com pequenos detalhes em azul claro que cobrem todo seu corpo, deixando apenas pescoço e a cabeça de fora.

— Primeira-ministra de Themyscira, Ártemis de Bana-Mighdall! — assim como Tróia, Ártemis veste o mesmo manto e encaminha-se para o lado esquerdo da tribuna.

— A jovem pupila de Diana, Garota-Maravilha! — assim como suas predecessoras, Cassie também aparece vestindo o manto branco com leves detalhes azulados que o contornam de ponta a ponta. Phillipus pigarreia, e em sua voz mais alta, ela chama, em tom melodioso, Diana.

— E com muito orgulho, Diana, princesa de Themyscira! — Diana aparece em sua veste escarlate, os cabelos bem penteados, que caem suavemente pelo seu ombro esquerdo, e ainda usando a tiara dourada da Mulher-Maravilha. O céu, antes cheio de matizes vermelhas e alaranjadas, parece se romper em luz e assim como nuvens aparecem no alto, ocupando todo o céu do coliseu, os deuses Atena, Afrodite, Ártemis, Héstia e Apolo vislumbram a humanidade. Do centro da luz que emana dos deuses, Hermes e Íris parecem correr o céu, deixando um rastro luminoso de arco-íris, Hermes aproxima-se de Phillipus, entrega um pergaminho e dá uma leve piscadela para Diana, voltando com Íris para próximo de onde se encontra a manifestação dos deuses no firmamento.

— Saudações. — lê Phillipus, em posse do pergaminho — Abençoada seja nossa filha de todo o coração, que irá guiar Themyscira a uma nova era de amor e realizações. Abençoada seja Diana, para que seu coração sempre pondere com hombridade e justiça acerca da verdade e da compaixão, reconhecendo em cada irmã a grande nação amazona que construímos a cada dia. — Lois Lane apressa-se na escrita, buscando não perder uma só palavra dos deuses, e sorri. Julia Kapatelis enxuga uma lágrima de seus olhos e sente a mão direita de Helena afagar-lhe o ombro, devolvendo um sorriso de concordância. Todas as amazonas passam a acender as tochas das irmãs ao lado, fazendo com que todo o coliseu esteja iluminado pelo tremular das chamas — Doravante, Diana de Themyscira, és nossa rainha!

Todo o coliseu se enche de aplausos, e aqueles que olham para cima podem perceber os deuses sorrindo. Cassandra retira o manto, deixando à mostra o uniforme da Garota-Maravilha, ergue o cinturão de Gaia e o coloca na cintura da nova rainha. Diana beija a testa de Cassandra suavemente e sorri em agradecimento.

Donna Troy aproxima-se de Diana, a nova rainha de Themyscira retira a tiara da Mulher-Maravilha e sorri. Tróia coloca no alto da cabeça de Diana uma nova coroa em ouro, ornamentada com pedras preciosas e entalhes de ouro branco. Diana sorri novamente e Donna retribui o sorriso. Tróia retira o manto branco que a envolve, revelando estar usando uma variação do uniforme da Mulher-Maravilha. Suas sandálias são de tiras, amarradas até o tornozelo e protegidas com uma caneleira de prata, forjada por Hefestos. Uma saia romana de azul escuro e estrelas de metal devidamente alinhadas. O top vermelho com uma águia em ouro adornando os seios e em relevo, e uma capa vermelha, presa ao top por ombreiras de cobre. Diana sorri e coloca a tiara da Mulher-Maravilha na cabeça de Donna.

— Agora é com você, irmã! — as duas mulheres dão-se as mãos e as levantam, deixando todos os presentes atônitos. Os deuses gregos sorriem ao ver Diana e Donna juntas na tribuna. Subitamente, um raio púrpura atinge Hermes e Íris, que caem descordados no centro do coliseu, e a imagem dos deuses desaparece. Um exército de restos mortais de piratas e guerreiros invade a arena, liderados pela Mulher-Leopardo e alguns bestiamorfos. Na frente do exército, encontra-se Circe, vestida com um grande manto verde que esconde quase que totalmente seu corpo e as mãos brilhando da mesma energia púrpura que rasgou o céu em instantes atingindo os deuses mensageiros.

— E então, querida... pensou que eu não viria?


Continua!!




 
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