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Mulher-Maravilha # 33

Por JB Uchôa

Paraíso em Chamas — Parte II
A Bruta Flor do Querer

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Uma grande iluminação púrpura verte da tina de ouro que se encontra no centro do grande salão principal do Olimpo. Atena, Héstia, Apolo, Ártemis e Afrodite caem para o lado e sentem o chão do Olimpo estremecer.

— O que é isso?? — indaga Héstia — O que aconteceu?

Aquele grande brilho púrpura acertou Hermes e Íris e a conexão com Themyscira foi cortada. — Apolo passa a mão suavemente na tina dourada, buscando resgatar a imagem — Não consigo estabelecer a conexão novamente.

Themyscira

Durante a coroação da nova rainha de Themyscira, a princesa Diana, Circe noucateou os deuses mensageiros do Olimpo, Hermes e Íris, encerrou a manifestação dos deuses no firmamento que fazia conexão com a cerimônia e lidera um ataque à nação amazona com um exército de guerreiros mortos.

— Di, querida, não pensou que eu ia deixar passar em branco esse momento, não é? — Circe dispara uma poderosa rajada contra a tribuna, que começa a ruir. Diana retira o manto vermelho que lhe cobre o corpo e alça vôo. Donna Troy, a nova Mulher-Maravilha e Cassandra Sandsmark alçam vôo atrás de sua rainha. Ártemis salta para fora do palanque e grita instruções para as irmãs amazonas que tentam impedir o avanço dos guerreiros.

— Renda-se, Circe! — ao proferir essas palavras a Circe, a bruxa cria uma gigantesca bola de energia que explode próximo das três guerreiras, lançando-as de encontro ao palanque onde estão os jornalistas e quebrando uma das vigas. Rapidamente, Cassie segura o palanque para que não caia sobre Diana e Donna e machuque os convidados. As duas se levantam e olham para os outros heróis no palanque adjacente — Cassie, agüente firme enquanto Donna desce as pessoas, depois leve-as para um lugar seguro.

— Pode deixar, Diana! Por favor, cuide de mamãe.

No momento em que os deuses caem ao solo, Grande Barda salta pro lado de fora do palanque juntamente com Batman, sendo surpreendidos pela horda de guerreiros semi-mortos que invade o Coliseu.

— Barda, você vai na frente pra derrubar a maioria desses guerreiros!

— Sim, Batman! — Barda Free retira seu bastão e corre de encontro à tropa que se avista juntamente com Arqueiro Verde e Canário Negro. O homem-morcego percebe a amazona saindo às pressas do local e acompanha Ártemis para fora do Coliseu.

— Eles parecem cães! Quanto mais Barda os derruba, mais eles avançam! — Scott Free invoca os discos sob seus pés e voa por cima dos guerreiros, atingindo suas cabeças com espadas.

— Cuidado, Dinah! — ao ouvir o grito de Oliver Queen, Dinah Lance emite uma rajada sônica, atingindo a Mulher-Leopardo. Super-Homem e Tempestade alçam vôo. O último filho de Krypton chega próximo a Circe, mas é atingido pela explosão da bola de energia que Circe havia criado para deter Diana, Cassandra e a Mulher-Maravilha.

— Coitado do superbichinho, é vulnerável à magia! — Circe cria correntes feitas de energia púrpura e acorrenta o pescoço e mãos de Kal-El, puxando-o para junto de si.

— O que você pretende, Circe? — pergunta um agonizante Super-Homem, incapacitado de erguer os punhos.

— A glória, meu bem! — Circe o puxa para junto de si e o beija.

Super-Homem! — Lois Lane grita, enquanto desce do palanque ajudada pela Mulher-Maravilha — Donna, Circe irá matá-lo!!

— Acalme-se, Lane, aposto que o Super-Homem dá conta de uns amassos!

— Cale-se, Ryder! — Lois Lane salta dos braços de Donna, pega uma das lanças fincadas no chão e corre de encontro a Circe.

Superboy está usando sua telecinésia táctil para desmembrar alguns guerreiros quando vê a jornalista do Planeta Diário correndo em direção ao Super-Homem, abrindo caminho entre as amazonas e atingindo alguns guerreiros de Circe com alguma destreza.

— Sra. Lane!! — voando, ele segura a jornalista com força e a puxa para o alto, impedindo que seja atacada por alguns piratas putrefatos que vinham ao seu encontro munidos de redes e espadas.

— Me largue, Kon! Me largue agora!!!

— Você não pode contra todos esses zumbis, sra. Lane!

— Não há nada que uma das garotas de Sam Lane não consiga fazer, garoto! Me coloque no chão... agora!!

— Lois, veja! — Superboy aponta para o alto, onde anteriormente encontrava-se a manifestação dos deuses. Nuvens negras e relâmpagos correm por cima do Coliseu, enegrecendo o céu por cima de todos — É Tempestade!

Os relâmpagos parecem crepitar diretamente das mãos da mutante, seus olhos estão brancos e o vento dança ao seu redor, colocando-a próxima de Circe e do Super-Homem. Suas belas vestes brancas começam a ficar transparentes por conta da fina chuva que cai sobre o local.

— Solte-o, bruxa! — um forte trovão estronda sobre o local, anunciando a tempestade. Circe solta o Super-Homem, que cai desacordado aos seus pés.

— O que vai acontecer, ralé? — um poderoso relâmpago ofusca os céus, transformando a noite em dia caindo sobre Circe. Quando sua visão começa a clarear, a filha de Hecate permanece imóvel como se nada a tivesse atingido — Ha, ha, ha, ha.! Isso é o melhor que pode fazer? — Circe dispara contra Tempestade, lançando-a para fora do Coliseu. Tempestade cai desacordada na mata da Ilha Paraíso. Etta Candy e Steve Trevor olham novamente o céu clarear e juntam os demais jornalistas por trás dos escombros do palanque.

— Fiquem juntos! — grita Steve — Eu tenho certeza que a Mulher-Maravilha derrota Circe em instantes.

— Qual Mulher-Maravilha? — pergunta Jack Ryder, com um gravador em punho — O senhor deposita suas esperanças na nova ou na velha?

— Cale-se, homem! — Etta Candy aperta forte a mão de Jack Ryder, jogando o gravador que ele segurava para longe dos escombros. Três guerreiros zumbis surpreendem o grupo, mas são decapitados por Phillipus.

— Coronel Trevor, enterrem as cabeças e peguem as espadas. Protejam-se!

Egito — delta do Nilo.

— Já é noite, Ganesha. — Hipólita retira o véu que cobre seu rosto e joga areia sobre a fogueira — Já podemos retomar a caminhada.

— Por que acha que Ísis virá até você?

— Você veio até mim, não foi? Por quê?

— Eu... — Ganesha desvia o olhar, apagando a fogueira com um punhado de areia — apenas acompanhei Sarasvati.

— Ísis ou alguma divindade egípcia virá ao nosso encontro, devemos apenas continuar a caminhada.

— Você sabe exatamente aonde está indo?

— Ao longo do Nilo, o rio informará que tenho um recado para a deusa.

Themyscira

Flash cria pequenos vórtices, prendendo uma dezena de guerreiros mortos a fim de destroçá-los, abrindo caminho para algumas guerreiras amazonas que estavam encurraladas. Ao ver que deu certo, ele verifica se é seguro correr por todo a área sem machucar os heróis e as amazonas. Antes que possa tomar uma decisão, ouve pequenos estalos vindo do monte de ossos que derrubara há instantes.

— Eles não são piratas? — Ralph Dibny, o Homem-Elástico, estica seu corpo por detrás do Flash — Eles estão se juntando?

Antes que possam formar outro pensamento, os guerreiros estão em pé, remontados pela mesma magia que os deu vida, e saltando sobre os dois heróis.

— Wally... corra!

— Eu não consigo, Raplh! — os piratas seguram os corpos do Flash e do Homem-Elástico, enterrando-os no solo, impedindo que possam fazer qualquer movimento. Uma seqüência de tiros destrói dois esqueletos, fazendo com que a mão de Ralph Dibny se solte. Ele a estica ao máximo e liberta o velocista escarlate.

— Homem-Elástico, meu nome é Jessica Drew. — diz a mulher, que porta uma pistola — Você consegue esticar seu corpo para fora do Coliseu para tirarmos os civis daqui?

Antes que possa responder, alguns bestiamorfos atacam o trio, juntamente com o restante dos zumbis, deixando-os ocupados.

— Cuidado com esses bichos! — grita o Flash — Não os matem!

— Alguém devia dizer isso pra eles... — reclama a antiga Mulher-Aranha, enquanto atira em um enorme homem-lagarto que avança sobre ela.

— São homens, transformados por Circe em animais! — um dos bestiamorfos, meio homem e meio dragão de Komodo, salta sobre o Homem-Elástico, logo seguido por uma dezena de outros bestiamorfos.

Coliseu de Themyscira

— Helena, por Deus, o que está acontecendo?

— Professoras, fiquem junto a mim! — Ferdinand rasga a camisa e, urrando, amedronta dois bestiamorfos de aparência felina.

— Fique calma, Julia. Ferdinand pode nos proteger.

— Vocês vêem o meu marido? — Sue Dibny esgueira-se também por detrás de Ferdinand — Ralph foi ajudar o Flash mas agora não vejo nenhum dos dois.

— Você também tem... — pergunta Julia — você sabe...

— O que?? Superpoderes??

— Isso, superpoderes.

— Não, professora, se eu tenho algum superpoder é o de ser a melhor esposa do mundo. — Sue dá um sorriso enquanto desvia o olhar procurando pelo Homem-Elástico.

— Mamãe!! Você está bem? — Cassandra voa para o lado de sua mãe e a abraça.

— Ferdinand está conosco, filha. Vá, ajude Diana! — a Garota-Maravilha sorri quando percebe que sua mãe a encoraja a agir.

Amazonas, corram! — Phillipus brande a espada no ar, quando percebe uma gigantesca bota cobrindo a parca iluminação.

— Grande Hera! — Diana pára de lutar com os guerreiros e olha para cima. As amazonas começam a correr enquanto o gigantesco pé destrói parte do Coliseu, causando um grande estrondo.

— Giganta! — Donna Troy pega o laço de Héstia, mas é surpreendida com a rapidez de Doris Zuel, que a joga longe.

— Superboy, — pede Lois — me deixe junto à professora Sandsmark e vá ajudar Donna, a velocidade com que Giganta a arremessou pode ser fatal! — fazendo sinal de consentimento, o garoto de aço solta a jornalista com as outras mulheres e voa Coliseu afora em busca da Mulher-Maravilha.

Um enorme bestiamorfo, meio mulher e meio harpia, irrompe os céus atrás de Giganta e avança sobre Diana. Seus gritos sônicos são tão, ou mais, potentes que os da Canário Negro, fazendo com que todos os presentes tampem os ouvidos e olhem para o céu. Suas grandes asas prateadas derrubam a rainha de Themyscira e ela avança sobre Cassandra, que é jogada contra a parede, mal tendo tempo de erguer seus braceletes e formar um escudo contra o grito sônico. Mesmo percebendo que Cassie está correndo perigo, Diana vê Circe erguer um punhal e sorri, olhando para o Super-Homem. Ela retira a coroa e a lança contra a mão da bruxa, atingindo-a, mas sem causar efeito algum.

— Pobre amazona, ainda pensa que tem sua maravilhosa tiara! Talvez aquele seu brinquedinho tivesse decepado minha mão, mas esse?!? — Circe gargalha — Esse é uma jóia, Diana! — a bruxa pega a coroa e a coloca sobre sua própria cabeça — Doravante, eu sou a rainha das amazonas! — sua gargalhada preenche o local e ela não percebe que uma furiosa Diana voa velozmente para atacá-la.

— Circe, cuidado! — Giganta coloca a mão em frente à bruxa, buscando protegê-la do encontro com Diana, que pára o vôo, planando a poucos metros da enorme mão.

— Se você tentar me segurar, Dóris, eu juro que arranco os seus dedos.

— Uhhh... está tão valente! Ficou assim depois que virou rainha?

— O que você quer, Circe? — a bruxa faz sinal para que Giganta abaixe a mão e fita os olhos de Diana.

— Eu quero o que é meu, vagabunda! Eu mereço ser a Mulher-Maravilha!

Cassandra segura forte os braços da bestiamorfa, impedindo que ela a corte com suas garras. Como por ironia, a grande Harpia sorri e Cassie se assusta, abrindo brecha para que seja arremessada novamente, dessa vez próxima a Ferdinand, Julia, Helena, Sue e Lois Lane. Ferdinand coloca seu corpo na frente das mulheres, absorvendo o maior impacto da rajada sônica da Harpia.

— Meu Deus, o que é isso? — Sue Dibny pega um pedaço de madeira, buscando ter algo em mãos para se defender, embora seja irrisório.

— É um dos bestiamorfos de Circe. — explica Ferdinand, cerrando os punhos — Fiquem atrás de mim, senhoras.

— Não tenha medo, homem-touro. — fala a bestiamorfa, com uma voz esganiçada — Eu sou a Harpia de Prata, e não faria nenhum mal à minha própria mãe.

— Vanessa??? — Julia Kapatelis leva as mãos ao rosto tentando reconhecer a filha — Você não estava na entrevista para a Roxxon? Circe a obrigou...

— Não seja tola, velha! Eu sempre quis essa vida! Meu assunto é com a Galinha-Maravilha! — um poderoso grito sônico afasta Ferdinand, Julia, Lois, Helena e Sue de Cassie.

— Pode vir, Vanessa! — diz Cassandra, enquanto empunha uma espada e um escudo — Eu não estou mais despreparada, dessa vez farei o que tem que ser feito!

O barulho de motores irrompe na batalha. Um grande lança-mísseis é disparado contra Giganta, que se desequilibra e cai desacordada fora do Coliseu.

Amazonas, atacar! — Ártemis freia bruscamente o jipe, atropelando dezenas de mortos-vivos, acompanhada por Batman em outro veículo. Logo, as amazonas de Bana-Mighdall correm de encontro à primeira-ministra, que distribui armas — Eu sabia que seria de grande valia guardar esse tipo de tecnologia!

— Flash! — Batman acena para o velocista, que atinge alguns guerreiros para passar. O Homem-Elástico e Jessica Drew abrem essa passagem à força, empurrando os guerreiros e atingindo-os com tiros — Nesse jipe temos várias redes feitas de vibranium...

— OK, Batman. Já entendi! — enquanto Wally West corre pelo Coliseu prendendo os zumbis, Bruce Wayne retira das mãos de duas amazonas mortas duas espadas e passa a auxiliar o Arqueiro Verde. A Canário Negro continua a se defender dos golpes da Mulher-Leopardo.

— Eu agora entendo por que Diana não acaba com você de uma vez. — sorri a bela loura, com sarcasmo — Você é um ótimo saco de pancadas! — Bárbara Minerva urra e salta por cima de Dinah com fúria, que abre a boca forçando a garganta e emitindo uma poderosa rajada sônica, fazendo com que a Mulher-Leopardo caia desacordada.

Olimpo

— Espere! — Atena levanta-se, ajeitando as vestes — Afrodide, dê-me sua mão! — assim que a deusa do amor enlaça os dedos com a deusa da sabedoria, Atena estica a mão para Ártemis, que enlaça os dedos com Apolo, que por sua vez segura firme na mão de Héstia, que fecha o círculo, segurando a mão de Afrodite. Os deuses gregos estão em volta da grande tina dourada e Atena pede que Afrodite cante uma canção. A deusa da sabedoria solta a mão de Ártemis e passa os dedos sobre a água, que começa a gerar uma imagem turva.

— Circe! — grita Apolo, soltando a mão de sua irmã gêmea.

— Circe nunca foi tão poderosa! — Ártemis olha com espanto as imagens do exército de mortos-vivos entrando no Coliseu, enquanto Hermes e Íris permanecem deitados no chão.

— Piedosa Gaia! — exclama Héstia — Circe não é, nunca foi e nunca será poderosa assim! Esse poder vem de seu ventre.

— Chame Hebe, Apolo! Rápido! — enquanto o deus solar corre pelos grandes salões olimpianos, Atena pára de passar a mão sobre a água e se senta — De quem seria essa criança?

Coliseu de Themyscira

Diana chuta a mão de Circe, fazendo-a soltar o punhal que ameaçava o homem de aço.

— Solte Kal, agora!

— Você é ótima para dar ordens, não é? Vai ser uma excelente rainha, Diana! — Circe bloqueia alguns golpes de Diana e a segura forte pelos cabelos — Preste atenção, você não percebeu que sou mais poderosa que você?!?

A rainha de Themyscira esmurra o queixo da oponente, que cai, revelando sobre o manto verde sua barriga.

— Grande Hera! — exclama uma atônita Diana, fitando o ventre de Circe.

— Parabéns, Di! Você vai ser titia!


Conclui a seguir!




 
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