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Mulher-Maravilha # 35

Por JB Uchôa

Uma Nova Esperança

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Broadway — Cidade de Nova York

A multidão aproxima-se para assistir a cena mais de perto. A mulher de cabelos negros luta contra o criminoso conhecido como Capitão Frio.

— É fim de carreira assaltar bilheteria de "The Boy from Oz"! — Donna arremata o laço da cintura quando percebe que o sacou uma pistola. — Calma aí garotão, você não vai disparar aqui... a gente pode entrar em acordo!

Saia da minha frente, Mulher-Maravilha!

— Pessoal, afastem-se! — Donna continua com o laço em punho, os braceletes em riste, preocupada com a multidão atrás de si e se os braceletes conseguem interromper a arma congelante.

— Isso é de algum musical? — pergunta o jovem abraçado com sua noiva.

— Talvez... — olha ela com cara pensativa reparando aos eu redor — tem muita gente assistindo, o vestuário é escandaloso...

— Bem colorido.

— Muito dourado... essa capa vermelha... — Dito isso, o Capitão Frio dispara contra o jovem casal, buscando uma distração a contento para que a Mulher-Maravilha o esqueça, dando oportunidade de fugir. Antes que o disparo possa atingir o jovem casal, Donna salta de encontro a eles cruzando os braços.

— Grande Réia! — O disparo ricocheteia nos braceletes, ela levanta vôo e solta o laço contra o Capitão Frio. Mesmo amarrado pelo laço de Héstia, Donna arremata a cabeça de Leonard Snart em seu joelho o levando a nocaute. — Espero que o Flash conte em Iron Heights que você adorou ver o Hugh Jackman rebolando em umca calça apertada.

Enquanto a multidão aplaude, Donna Troy sorri desconcertada. Apesar de ser reconhecida há anos como Tróia, ela tem certeza que as pessoas ali aplaudindo estão ovacionando a Mulher-Maravilha, o ícone. A polícia chega logo em seguida, Donna desamarra o Capitão Frio e parte rumo aos céus.

— Eu mereço um banho quente, depois dessa!

Embaixada de Themyscira

— Sílvia, eu ainda não consegui entender nada do que você me passou.

— Sra. Ártemis...

— Somente Ártemis, Sílvia.

— Ártemis — diz a secretária em tom desconcertado — antes de mais nada eu gostaria de dizer que não estou querendo impor como a senhora deve agir e nem forçá-la a continuar o que Diana começou. Com certeza vocês duas sabem o que fazer, eu só quero pedir que não seja feita nenhuma declaração sem falar com sua equipe antes.

— Você está falando sobre o comentário que fiz contra o porto-voz da Casa Branca?

— Precisamente.

— Eu apenas reclamei dele se meter em assuntos que não dizem respeito aos EUA. — Sílvia abre o jornal na frente de Ártemis e pigarreia.

— " não entendo porque o Sr. Presidente Fox utiliza de um subalterno para poder criticar as prisões feitas em Themyscira..."

— Mas foi isso o que o porta voz disse na televisão, que o Presidente não gostou de não terem mandado as prisioneiras juntamente com os heróis, que poderiam ter feito uma escolta apropriada. — Ao ouvir as palavras de Ártemis, Sílvia suspira e olha novamente para o jornal.

— Deixe-me concluir, senhora. Ham ham "... desde que pelo meu entendimento a Liga da Justiça não é uma marionete do governo, tendo apenas a agente Drew, da S.H.I.E.L.D. como representante do governo estaduniense e que não tinha nenhuma sanção diplomática válida em Themyscira."

— Só por causa disso?

— E, concluindo seu pensamento " as terroristas ficarão sob a guarda de Themyscira, já que nenhuma prisão americana parece capaz de conter tamanho mal durante muito tempo."

— To mentindo?

— Não, senhora. Mas em apenas um parágrafo a senhora criticou o presidente, criticou o porta-voz da Casa Branca, criticou o governo quando disse que ele manipula a LJA e o sistema penitenciário americano.

Helena Sandsmark passa pela sala com a máquina digital na mão. Pensava em pedir o cabo usb emprestado para baixar as fotos rapidamente, pois o seu não parece funcionar. "Meu Deus, eu não queria estar no lugar da Sílvia" — pensa a professora, passando rapidamente pela porta. — "Será que Cassandra tem esse cabo no lap top?". Helena para em frente a porta do quarto da Garota-Maravilha e mexe o trinco. O quarto está trancado. "Trancado?"

— Cassie? ... Filha?

— Por Zeus!!! — Assusta-se Cassie deitada na cama com Superboy. — Kon, acorde! Minha mãe!

Cassie!! — Helena bate mais forte na porta.

— O que é que tem? Nós não fizemos nada!

— Você ta sem camisa, Kon!

— Porque ta quente!

— Minha mãe não vai querer saber, Kon!

Cassandra!! — Helena itensifica as batidas na porta, Ártemis e Sílvia olham de esguelha pela porta do escritório.

— Ih, eu não queria estar na pele da Cassie. — Ártemis volta e senta-se à sua mesa.

— O Superboy está aí?

— Não sei, deve estar.

— Ih, eu também não queria estar na pele dela!

Cassandra Anne Sandsmark!!!

— Ai meu Deus, ela falou meu nome completo! Atena me ajude, Hermes, Afrodite.. não! Afrodite não! Ela só atrapalha!

— Já vesti a blusa, saio pela janela?

— Sai. — Quando Superboy já está de encontro da janela ela o puxa pelo braço. — Não, não sai.

— Não?

— Não!

— Não! — Diz o rapaz coçando a cabeça — Hã... eu tenho medo da sua mãe.

— Então sai!

— Saio?

— Sai, é melhor!

— Ok!

— Não, é pior! Minha mãe sabe que você vinha aqui hoje! Fica, eu abro a porta! Fica atrás de mim.

— Me protege?

— Te protejo! — Cassandra sorri e abre a porta.

Posso saber o porquê da porta estar trancada?

— Fala baixo mãe!

Eu estou falando baixo!

— Oi Senhora Sandsmark! — Kon-el acena enquanto tenta dar o sorriso mais simpático que sua boca consiga disfarçar.

— Não, mãe! Você não está falando baixo!

— Cassandra Anne Sandsmark...

— Piedosa deusa... mãe, não fala o Anne! Eu odeio o Anne!

— Porque essa porta está trancada?

— Não aconteceu nada Sra. Sandsmark, eu juro!

— Calado rapazinho, estou falando com minha filha.

— Pega leve, mãe! Acho que foi costume, não sei.

— Não sabe, Cassandra?

— Não sei mãe!

— Eu não quero ser avó agora, Cassandra. Está ouvindo, Kon-el?

— Sim, sra.! — Superboy remexe a sobrancelha esgueirando-se para o lado.

— Eu não quero um neto superpoderoso. — Helena olha para os dois jovens diante de si. Clados, estáticos. Cassie veste uma blusa vermelha que ganhou de Hipólita, com uma águia dourada bordada na frente, e Superboy está de calças jeans e uma camisa amarela escrito "Metróplis ama o Super-Homem". Não agora, ok? — ela muda o tom de voz, fala mais suave e compassadamente.

— Eu sei mãe. Você tem medo que eu seja abandonada e tenha que criar um filho sozinha, igual a senhora.

— Não Cassie! Não é isso! Você nunca ficará sozinha, minha filha! — Helena a abraça com força — Você tem sua mãe, ouviu? O que estou querendo dizer é que vocês têm que aproveitar melhor a juventude de vocês... ainda mais vocês sendo quem são.

— Fica tranqüila, mãe.

— Oh meu Deus. — Helena passa a mão em sua cabeça — eu... preciso de um cabo usb, você tem?

— Claro... — Cassandra abre a gaveta, retira o cabo usb e entrega pra mãe.

— Obrigada, filha.

— Tchau mãe!

— Tchau sra. Sandsmark

— Tchau, meninos. — Assim que Helena se vira, Cassie fecha a porta. A professora passa a mão no trinco e abre a porta, entra no quarto, retira uma estátua no criado mudo e a coloca no chão, prendendo a porta. — A porta fica aberta, Cassandra. Sempre aberta quando estiver namorando.

Mansão Wayne (*)

— Quer dizer que você nunca quis conhecer "melhor" suas irmãs? — Selina Kyle passa hidrante em seu corpo enquanto fita a bela morena deitada entre os lençóis de seda.

— Não... eu... não consigo pensar direito. — Diana, rainha de Themyscira cobre-se com o roupão — eu quero conehcê-las. Eu gosto de Bruce, gosto muito. O corpo dele parece pulsar quando está comigo...

— Ele é fantástico! Meia Gotham suspira por ele. Aquele corpo moreno, a barba rala...

— Eu gosto da forma que os pelos circundam seu tórax... — Diana fecha os olhos e mordisca o lábio inferior — GLORIOSA AFRODITE!

— Hummm — Selina percebe a pele arrepiada de Diana — se só em pensar ele já lhe proporciona esses espasmos, imagine quando estão na cama...

— Bom dia, senhoritas — Bruce Wayne veste um elegante roupão de seda com o brasão da família Wayne bordado do lado esquerdo, segurando uma suntuosa bandeja de café da manhã — dormiram bem?

Egito

— Já estamos chegando ao fim do Delta do Nilo, Rainha.

— Não sou mais rainha, Ganesha.

— Desculpe. — O enorme homem -elefante senta-se à beira do rio. — Estou cansado.

— Eu também estou. — Hipólita abre a aljava no colo e retira um fruto que oferece pro gigante — quer um damasco? — Ganesha usa a tromba para pegar o fruto na mão da amazona e o coloca na boca com rapidez.

— Será que o panteão egípcio não quer falar com você?

— Eles vão falar, acredite. — Hipólita sorri ternamente — vamos?

— Vai para onde, mulher? — A voz esganiçada sai das sombras, a parca iluminação do luar não revela totalmente o interlocutor.

— Quem está aí?

— Eu quero saber o que você quer mulher.

— Venho humildemente solicitar um encontro com Ísis.

— Pra falar com Ísis terá que passar por mim! — Em um único salto, ainda um pouco distante a figura se revela como a voluptuosa deusa felina.

— Lady Bast — Hipólita sorri gentilmente. — Venho a pedido de Atena.

— Hipólita, para trás! — Ganesha mexe com extrema rapidez seu corpo para frente da guerreira amazona, a deusa egípicia rasga as garras nas costas do corpulento deus hindu — Não é Bast, é Bastet!

Quinta Avenida — Nova York

— Eu sei Sílvia. — diz Donna ao telefone — Mesmo sabendo que a imagem da embaixada e a da Mulher-Maravilha estarem vinculadas, eu não vou fazer nenhum pronunciamento oficial.

— Nós temos que tentar minimizar o pronunciamento de Ártemis.

— O pronunciamento não foi oficial.

— Mas mesmo assim, em recente pesquisa já existem pessoas que acham que as amazonas vão invadir o s EUA.

— Você não me entendeu, Sílvia. Eu disse que aquele não foi oficial.... mas pode existir um oficial.

— Uma coletiva?

— Melhor... vamos fazer o dia da Mulher-Maravilha! — Donna sorri entusiasmada.

— Igual o que Mindy Mayer fez com Diana?

— Melhor. A embaixada dará um jantar beneficente para inaugurar a mostra Themysciriana.

— Hummm... já começo a achar uma má idéia você não trabalhar aqui!

— Um jantar? — Ártemis entra na sala enquanto Sílvia desliga o telefone — Com uma coletiva de imprensa?

— O importante, Ártemis e repassarmos o que será dito para a imprensa.

— Eu não acho que o governo do Presidente Fox, assim como a legislação americana, proteja os direitos das mulheres.

— Então, senhora embaixadora, é justamente isso que nós vamos fazer! — Ártemis sorri e cumprimenta Sílvia apertando-lhe o pulso.

— Por Themyscira!


:: Notas do Autor

(*) Leia a participação de Diana no arco "Feromônios", a partir de Batman # 20. voltar ao texto




 
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