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Demonomania - O Quinto Círculo

Por Cesar Rocha Leal

Ritos Legais

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"Eu não sei muito bem como me portar. Parece estranho ouvir isso de um cara de quase dois metros de altura, completamente vermelho e com chifres amputados. Você poderia imaginar que com esse visual eu teria uma personalidade previsível. Mas desde que fui adotado e ganhei a alcunha de Hellboy me encontro nestas situações com freqüência... acredito que isso me faz mais humano, ou talvez apenas demonstre que sou anti-social. O que ocorre é que nunca soube me portar com a amiga com quem estou conversando."

"Amiga talvez seja uma palavra muito forte; ela é neta do advogado que cuidou de alguns problemas legais com meu transporte por aviões de carreira na década de cinqüenta. Apesar de ter ganhado o titulo de cidadão do mundo, algumas empresas queriam usar as regras de transporte de animal em viagens domésticas. Foi uma batalha legal extenuante. Acontece que sua neta é meio... digamos... estranha. Ela é dada a mudanças de humor repentinas e difícil de se manter no assunto sem divagações."

— Calma, Rajane. Vamos voltar para o início do problema. Você disse que três advogados do escritório em que você trabalha... morreram?

— Exatamente. É estranho... nem sei como dizer... Sabe, existe um grande negócio referente a uma casa... e ela matou meus colegas.

— Hummm... Vamos começar do início, qual é o problema com a casa?

— A construção está muito bem localizada, no centro de Park Avenue, e está vazia. O proprietário era um imigrante indiano de uma família conceituada que veio para os EUA nos anos sessenta. Ele era uma espécie de ermitão, vivia sozinho e isolado e acabou morrendo no início da década de oitenta. A casa deveria pertencer ao Estado, que contratou nosso escritório como agente terceirizado para averiguar a transferência. É meio complicada a situação de um escritório de advocacia particular intervir em negócios do Estado, mas como um dos sócios majoritários vai concorrer nas próximas eleições para promotor a gente acabou "pescando" esse contrato. Acredito até que ele tenha boas chances de vencer...

— Sem querer parecer extra de um filme policial, vamos nos ater aos fatos...

— Ah, claro... Bem, o que acontece é que existe uma pessoa contestando a titularidade do Estado com a propriedade. Também é uma descendente de imigrantes indianos que alega que o antigo proprietário tinha uma dívida com a família dela, não há documentação legal, o caso baseia-se em depoimentos de testemunhas e estamos tentando fazer um acordo para manter a situação longe dos tribunais. O que acontece é que os três advogados que foram indicados para o caso morreram em condições estranhas. O último faleceu em frente a seu computador, causas naturais. Mas todos eles eram jovens e eu estou com medo...

— Vamos ver o que eu posso fazer, garota. A história está estranha, mas não parece haver nenhuma conotação sobrenatural. E neste caso não sei bem no que poderia ajudar.

— Entenda... eu não sei o que fazer... Estou com péssimos pressentimentos, mas ninguém no escritório acha que estou com razão. Me consideram apenas como uma excêntrica; além disso, todos que morreram, por vezes, pareciam resmungar uma palavra... Porcelana.

— Porcelana? Havia algum tipo de vaso ou algo do gênero na casa?

— Nada. A propriedade é muito pouco mobiliada, mas todos começaram a falar nisso depois de se envolver no caso.

— Vamos fazer o seguinte. Me leve até essa casa e eu vejo o que me parece.

"A casa era imensa. Posso entender o interesse do Estado, o metro quadrado da área é muito valorizado. Mas a construção é antiga, toda em madeira e com móveis pesados e antiquados. Provavelmente seria demolida para dar lugar a um estacionamento rotativo."

— Não me parece haver nada de errado com o lugar, nem parece ter algum tipo de manifestação de qualquer espécie. Talvez as mortes tenham sido...

— Porcelana. Não vão levar minhas Porcelanas...

— Rajane! Do que você está falando?

"Em minhas pesquisas de campo com o sobrenatural eu já me deparei com todo o tipo de situação bizarra. Mas o rosto que estava estampado na fronte de minha amiga era algo que nunca tinha visto antes. Uma máscara de puro ódio. E enquanto ainda analisava a situação uma espécie de forma ectoplasmástica parecia nascer de sua boca, de seus olhos e cobrir suas vias respiratórias."

"Não havia tempo a perder. Rajane estava com as feições alteradas pela ira e pela falta de ar. Peguei a garota nos braços e corri para fora da casa. Ao chegar na calçada acabei por me lembrar de uma das coisas que carrego nos vários compartimentos de meu capote, uma espécie de captor dos sonhos australianos que fora alterado por um xamã para captar ou barrar outros tipos de energia. Após uma acelerada busca nos bolsos coloquei o aparato em sua testa."

— Hellboy? O que aconteceu? Eu...

— Garota! Vou lhe dizer o que eu vou fazer: vou dar mais uma busca na casa, mas acho que não será aqui que poderei achar qualquer indicação do que está acontecendo. Acredito que vou precisar das chaves do escritório e da indicação de onde fica a mesa de seu amigo falecido.

"Eu imaginei que não acharia nada na casa. Existem várias regras com figuras sobrenaturais, e com fantasmas elas parecem se multiplicar. Muitas aparições apenas são visíveis para as pessoas relacionadas com a missão que as mantém na Terra após a morte. Neste caso parece que somente quem está empenhado em tirar sua casa é atacado ou transubstancializado. A vítima passa por uma espécie de possessão que leva a morte com a alma adentrando a uma passagem direta para o inferno."

"Existe um filme com uma interessante teoria sobre passagens para o inferno. Nele um quebra cabeças místico serve de portal para o trânsito de demônios chamados Cenobitas. O que ocorre é que realmente existe um ritual tridimensional que pode abrir portas para o inferno. Mas somente mediante a condição de que o objeto a ser alterado tridimensionalmente já tenha agido ou estado próximo de um portal para o mesmo lugar."

"Obviamente que não poderia abrir uma passagem para o inferno alterando o rosto de minha amiga, mas se não estou enganado é possível fazer isso com o computador do colega dela. Ele morreu em sua mesa de trabalho, e desta forma próximo a seu PC. Se o programa com a animação 3D que meu amigo projetou der certo poderei saber mais sobre o que está acontecendo."

"Assim que o disquete é inserido e o programa roda sinto um cheiro de enxofre e gritos assustadores, mesmo diante da viagem que irei fazer não consigo deixar de sorrir em triunfo."

— Mandarino... Você vai ganhar uma cerveja em agradecimento ao programa!

"Os gritos continuam a ribombar em meus ouvidos e eu pareço não estar mais na Terra. A imagem clássica do inferno aparece, nada de novidade para quem já analisou pinturas sacras, montanhas, abismos, fogo, enxofre e torturas. Se o inferno se apresenta a cada um como suas próprias expectativas não imagino porque eu o vejo desta forma."

— Bem vindo ao 5o Círculo do Inferno. Hellboy. É bom tê-lo em casa... Deixe-me apresentar. Eu sou Belial e este é o círculo dedicado aos...

— Condenados que foram irados, furiosos e soberbos. Deveria ter imaginado que o caso me levaria até aqui.

— Ora... Como poderia saber? Existem outras alcovas no inferno. Será que noto um tom de soberba em sua voz?

Pai, com quem está falando? Para frente parece olhar... Mas mesmo com cuidado observando, ninguém consigo divisar.

— Saia, Etrigan, estou recebendo uma visita e quero ficar a sós com ela.

"Etrigan, o demônio rimador. Lembro dele, o maldito tentou me matar em Londres ano passado. Consegui me livrar graças ao encantamento do mago humano Constantine que evita que o demônio consiga perceber minha presença ou ouvir minhas palavras (*)."

— Queira perdoar o meu filho. Ele tem ciúmes de você, de seu destino. Você já ouviu falar da...

— Da coroa do inferno? Sim, eu já estou de saco cheio desta ladainha. Vocês esperam que eu reivindique um trono em que não tenho a mais remota vontade de me sentar. Deixei a coroa com meu pai em meu último encontro com ele (**) e lá ela ficará. Além disso, eu quero respostas...

— Pois faça seus questionamentos... caçula.

"Neste momento meu coração parece vir à boca. Nem que quisesse eu poderia descrever como me senti. Em todas as formas com a quais me defrontei com o demônio que alegou ser meu pai nunca pude determinar de que círculo ele poderia ter vindo e neste momento vi nas mãos amarelas de Belial a coroa do inferno, que foi renegada por mim e entregue a meu pai."

— Entenda, Hellboy, que a cada resposta que eu der também estarei embutindo informações que acredito serem interessantes...

— Eu entendo como funciona a língua mentirosa de um demônio. Por este mesmo motivo é que não aceito a sua alegada paternidade. Demônios mentem como uma segunda natureza desde que seja de seu interesse.

— Ora, se tem tanta certeza de que eu te mentiria porque veio até aqui procurando respostas?

"Não é necessário que ele saiba que o mais importante era descobrir em que nível do inferno a alma perdida que teria matado os advogados estava. Muito mais importante que qualquer informação que ele possa me prestar."

— Almas foram desencarnadas por alguém que é seu "hóspede" e vieram inadvertidamente para cá.

— Inadvertidamente? Por acaso você acredita que eles deveriam estar no céu? Ora, Hellboy, eles eram advogados no final das contas. É esse seu otimismo com relação à alma humana que te torna perfeito para tomar o trono da coroa que lhe foi oferecida. Trazer uma alma tão positiva para cá será uma vitória por si só. Não existe mérito em levar a tentação aos desvirtuados, isso seu irmão parece não conseguir entender, os justos é que são a recompensa de maior valor.

— Não me interessa, só quero saber quem é que precisa de... Porcelana.

"Neste momento eu vejo uma das vozes de ira e dor se sobressair. Um indiano com aparência jovem que fazia meus ouvidos ribombarem com a palavra repetida Porcelana."

— Pare, alma torturada. Se continuar a dar informações a este traidor ele poderá entender o que ocorre. Saiba, Hellboy, que mesmo que encontre a Porcelana, se não souber exatamente o que procura de nada adiantará. E saiba ainda que enquanto continuar a lutar pelos seus objetivos e renegar sua descendência, somente se tornará um prêmio mais tentador a meus olhos. Agora .

"Ao abrir meus olhos vejo que estou novamente no escritório de advocacia. Mas agora conheço meu adversário. Realmente é o indiano que era o proprietário da casa. Como me foi ensinado pelo meu amigo latinista Gabriel (***), a informação de com quem se defronta é essencial na maioria dos exorcismos. Acho que terei que fazer uma viagem até a Índia."

"Existe apenas uma certeza quando se lida com energias místicas. Você sempre tem um preço a pagar, e ele é cobrado de duas formas: ou se sente uma compulsão em fazer certas coisas ou você caba sendo energicamente cobrado mais tarde. Principalmente quando se envolve tanto em situações inusitadas quanto eu é melhor pagar da forma mais branda e natural."

"Por esta razão é que ao chegar na Índia acabei tendo que passar em um hotel antes de fazer as pesquisas que me levaram até aqui. Uma força de sincronicidade me fez encontrar com outra pessoa envolvida em circunstâncias fora do comum. Um homem misterioso, mas ao mesmo tempo comum — uma raridade em minha linha de trabalho. É uma pena que não pude ajudar mais do que dando alguns conselhos, mas meu tempo é muito curto (****)."

"Nessa época de modernidade eu poderia ter tentado conseguir essas informações por contatos pela Internet ou através de terceiros, mas como disse, meu tempo é curto. Não sei exatamente até quando o paliativo que está protegendo minha amiga irá ser efetivo."

"Além disso, a Índia não é exatamente um pólo de informação concentrada. Eu preciso de dados sobre a origem do dono da casa assombrada nos EUA. E só existe uma forma de fazer isso: procurar registros pessoais e informações de antigos vizinhos, pessoas que sejam descendentes de outras que conviveram com o tal de Arah Antee e que estejam dispostas a dividir essas informações."

"De início pode parecer estranho que alguém converse com um ser que aparenta ser um demônio das escrituras bíblicas, mas meu status de maior investigador paranormal do mundo e as circunstâncias que matérias a meu respeito circulam pelo mundo me transformam em uma espécie de celebridade. Às vezes sou mais conhecido em determinados locais do que a Britney Spears."

"É exatamente diante de uma senhora que estava encantada de falar com alguém que tinha sido capa de tantas revistas que consegui o que queria sobre nosso misterioso fantasma. Ele é de uma tradicional família indiana, mas não por nascimento, mas por meio de casamento. Ele acabou por adotar o sobrenome de tal família após a morte de sua esposa, diante da falta de outros descendentes, e depois se mudou para os EUA."

"Estranho que alguém mude o nome de seu pai adotando o nome da família da esposa, mas não havia ninguém para contestar tal fato. E a própria viagem para os EUA esteve marcada por circunstâncias estranhas. Parece que a morte da esposa de Arah nunca fora completamente entendida ou elucidada pelas autoridades policiais. Mas, por outro lado, não havia provas que pudessem levar a uma investigação. E foi quando vi uma antiga foto de uma festa é que meu sangue gelou, abaixo da imagem do feliz casal estava uma dedicatória na foto: Para meus estimados amigos, de Arah e sua porcelana."

"Porcelana! Era o apelido pelo qual ele chamava sua esposa que foi morta em condições misteriosas. Depois disso ele viajou para os EUA e construiu a casa em que morou por anos e onde eu sabia que encontraria suas outras porcelanas. De posse da certeza do que iria encontrar se averiguasse a casa eu já poderia enfrentar meu adversário."

"Foi uma corrida contra o tempo para voltar aos EUA. Eu ligo para minha amiga e fico aliviado em saber que ela está bem. Diante da casa de Park Avenue me preparo para enfrentar seus segredos mais uma vez... espero que seja a última."

"Belial disse que mesmo que achasse as porcelanas de nada adiantaria se não soubesse o que eram antes. Na verdade ele acabou por me ajudar, dando uma pista que tais porcelanas existem materialmente na casa. E agora eu tenho certeza do que se tratam. Arah era um homem solitário, mas muito de sua personalidade me foi passada por conhecidos na Índia. Um homem de casta inferior, que acabou por conseguir o coração da única herdeira de uma família de prestígio."

"Os pais da garota deveriam ser muito abertos por aceitarem alguém de casta inferior para casar com sua única filha. Nada muito fácil na sociedade indiana. Mesmo porque, segundo todas as pessoas que os conheciam, ele era um homem violento. Mas após dois anos eles vieram a falecer em um acidente de carro. Depois a moça também morreu em circunstâncias estranhas, após um assalto em que nada levaram da vítima. Os bandidos teriam fugido após matarem a mulher sem tempo de coletar o roubo; este foi o resultado do inquérito policial."

"Ele adotou o nome da família e ficou como único herdeiro. Acabou vindo para os EUA e construiu esta casa e nela guardou sua coleção... suas porcelanas... que era como chamava sua esposa."

Você não vai levar minhas porcelanas!

"O fantasma apareceu para mim, acabei por me tornar uma ameaça a ele. Tenho que agir rápido, quanto mais irado ele ficar mais forte se tornará."

Você não vai levar minhas porcelanas!!

"A aparição é forte. Eu estava quase no segundo andar quando ele me derrubou das escadas. E achei que dessa vez estaria em uma missão em que não cairia de algum lugar alto. Mas por mais que ele tente me impedir de subir ao quarto não posso deixar que consiga... Espere... o quarto fica no segundo andar, mas mesmo sendo tão sólida a casa não tem um piso ou paredes muito grossas para guardar o que procuro. A sala, embaixo da mesa de carvalho..."

Você não vai levar minhas porcelanas!!!

"Arah está cada vez mais forte ou meus inúmeros amuletos de proteção estão perdendo a força. Chegar a sala é como enfrentar um vendaval. Peças de mobília e outras coisas que não estão presas ao chão voam de encontro a min, apesar de ferido não posso parar..."

Deixe minhas porcelanas! Elas são minhas! Eu colecionei depois que perdi a principal!!!!

"Acabo chegando à sala. A dor é forte, mas eu consigo levantar a mesa de carvalho e bater com ela no chão de concreto, várias tonalidades de destroços demonstram que o chão da sala foi refeito várias vezes. Depois de várias tentativas eu consigo furar e caio em um vão abaixo do piso."

Nããããããããããããããoooooo!!!!

"Estou no meio de vários corpos, a maioria apenas restando os ossos. As porcelanas foram encontradas. E mesmo não sendo um médico legista tenho certeza que essas ossadas são de várias mulheres jovens que Arah matou e colecionou chamando de porcelanas, a exemplo do apelido de sua esposa na Índia. Esposa que ele deve ter assassinado também, mas não pode guardar o corpo."

Arghhhhhhhhhh...

"O fantasma se vai, ao encontrar os corpos acabei libertando os espíritos que estavam presos pela força do ódio de Arah. Vejo várias almas subindo aos céus com olhares de alívio, e, ao contrário do que acreditava Belial, acho que vi um ou dois dos advogados falecidos também."

"Arah voltou ao inferno, seu ódio que mantinha as almas de suas vítimas presas se foi. Eu venci. E salvei minha amiga."

"Mesmo tendo vencido, eu me sinto estranho. Muita coisa aconteceu neste caso. Belial declarou ser meu pai. Apesar de saber o quanto demônios são mentirosos, talvez haja alguma verdade nesta declaração. Isso explicaria porque o filho dele, Etrigan, tentou me matar para conseguir a coroa do inferno. E porque ele teve tanto interesse neste caso."

"Belial é um duque infernal, inimigo poderoso... mesmo tendo conseguido uma passagem para o inferno, nada o obrigava a responder minhas perguntas. E, como ele deixou claro ao me mandar de volta, poderia ter me expulsado a qualquer momento. Quais seriam os motivos de ter me recebido? E, mesmo inadvertidamente, me ajudado?"

"Entendam, é isso que me deixa nervoso. O sorriso de vitória que ele sempre levou ao rosto enquanto falava comigo. Quanto mais eu penso no assunto mais me convenço de que Belial só tinha a ganhar na situação, sendo ele realmente meu pai. Se eu falhasse em salvar minha amiga estaria melancólico, talvez uma presa mais fácil para as maquinações do maldito. Mas tendo vencido o espírito de Arah eu me tornei mais uma vez vitorioso contra as forças infernais e desta forma fiquei ainda mais valorizado como possível vítima destas mesmas forças."

"Será este meu futuro? Mesmo renegando minha possível descendência estarei destinado a sucumbir mais cedo ou mais tarde?"

"Como será que pessoas comuns reagiriam diante de dúvidas como essas?"

"Ao menos sei como eu reagirei. Afinal soube que na Espanha existe uma aparição que atormenta uma família chamada Lorenzo com promessas de usos inusitados de garrafas de vinho vazias... Eles devem precisar de alguém que os ajude. E a Espanha está linda nesta época do ano."


:: Notas do autor

(*) O encontro entre Hellboy, John Constantine e Etrigan aconteceu aqui mesmo no Hyperfan: foi em Imagine Hellblazer por Cesar Rocha Leal, parte do especial de primeiro aniversário do site. voltar ao texto

(**) Na saga "The Right Hand of Doom", infelizmente ainda inédita no Brasil. voltar ao texto

(***) Gabriel, o exorcista, é um antigo personagem da Marvel Comics criado por Doug Moench. Professor na universidade de Columbia, Gabriel teve sua esposa grávida retalhada, aparentemente em um suicídio. Seguindo o caminho da Igreja ele foi ordenado como sacerdote, mas acabou sendo dominado pelo demônio que assassinou sua esposa que o fez arrancar o próprio olho antes de poder exorcizar a si mesmo com um crucifixo incandescente. Largando a batina, continuou a sua luta contra o mal, procedendo exorcismos em casos negligenciados pela Igreja com a ajuda da paranormal Desadia. No Brasil, Gabriel, o exorcista, foi publicado pela editora Bloch no ano de 1976 na revista "Histórias Fantásticas", ao lado de personagens como Blade, o caçador de vampiros, Salomão Kane e Morbius. voltar ao texto

(****) O encontro no hotel na Índia foi com o aventureiro Victor Sage, o Questão, que você encontra aqui mesmo no Hyperfan em Questão #16. voltar ao texto



 
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