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Liga da Justiça # 19

Por Robson Costa

Colocando a Casa em Ordem

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— Esta espera está me estressando. — fala Kyle Rayner, o Lanterna Verde — Quando eles começarão a nos chamar?

— Não sei, amigo. — diz Flash — Mas tenha certeza que esta é uma nova fase para o grupo.

Fóton observa os seus colegas. Ela já viu isso acontecer quando fez parte dos Vingadores. Capitão América e o Gavião Arqueiro muitas vezes haviam lhe contado sobre a primeira administração de Gyrich no grupo. Mas a Liga é uma espécie de lenda, panteão, com quem ninguém mexe. Isto é o que ela e todos os outros achavam. As ingerências e missões de alguns integrantes haviam custado a liberdade de ação do grupo. Qual seria o próximo passo? Mais uma vez, ela passa os olhos sobre todos o que estão na sala. O grupo está completo, só não estão lá o Super-Homem (que está reunido com a comissão da ONU e Capitão Átomo), Batman (que foi expulso pela comissão) e o Arqueiro Verde.

"Será que Oliver Queen vai sair da equipe? Sei que ele é muito polêmico e, provavelmente, a comissão não o deixará na equipe." — pensa Mônica Rambeau.

Mas para a surpresa da ex-vingadora, o Arqueiro Verde adentra a sala, pensativo.

— Como ele está, Arqueiro? — pergunta a Mulher-Maravilha.

— Princesa, você sabe como ele é. Frio e seco. Fui despedir dele, mas quando cheguei à sala de teletransporte, Batman já não estava mais lá. Ah, Nick Fury também se mandou. Disse que tinha muitas coisas para fazer lá na SHIELD.

Novamente o silêncio se apodera da sala.

Sala de reunião

— Agente Gyrich, volto a insistir com o senhor sobre a expulsão do Batman... — fala Super-Homem.

— Super-Homem, este é um assunto que está encerrado. Batman é impulsivo e muito independente. Há vários organismos americanos e internacionais que já tiveram atritos com ele. Esta nova Liga será reestruturada e elementos com as características do Batman não podem ser aceitos: são desagregadores.

— Mas ele era o principal estrategista da equipe.

— Agente Gyrich, concordo com o Super-Homem. — fala Capitão Átomo — O papel de Batman é vital para a Liga.

— Desculpe-me, Capitão. — interrompe Bóris Lievin, representante da Rússia na comissão — Mas uma das razões do senhor ter sido escolhido é o seu passado militar e o excelente trabalho que teve frente à Liga da Justiça Europa e durante a Invasão alienígena.

— Muito bem. — conclui Gyrich — Como eu disse, o assunto Batman está encerrado. Vamos dar início a reunião de reestruturação. Por favor, todos se acomodem.

Os presentes sentam nas cadeiras indicadas pelo presidente da comissão. Capitão Átomo lança um olhar para o Super-Homem, tentando dizer que havia tentado, porém já estava tudo decidido.

— Muito bem. O primeiro a ser chamado será...

Mulher-Maravilha

— Como está, princesa Diana? — cumprimenta Gyrich.

— Não muito bem. Eu deveria ter sido convocada pela Assembléia da ONU para tratar desta intervenção.

— Desculpe-me, Mulher-Maravilha. — fala Farah Ahmed, representante árabe — Mas não houve convocação devido a interesses pessoais seus em relação à Liga da Justiça.

— O embaixador Ahmed está certo. — fala Gyrich — Mas tenha certeza: a intervenção será temporária. Apenas para acalmarmos os ânimos. Além disso, a sua permanência na equipe não foi em nenhum momento negada. Todos sabem do seu trabalho diplomático como "embaixadora da paz". E, sendo membro da Liga, isto apenas reforça o seu papel.

— Mesmo assim, princesa, temos que perguntar se aceita permanecer. — pergunta Mei Li, representante chinesa.

— Sim. Principalmente agora. — fala Mulher-Maravilha, olhando duramente para todos à mesa.

— Muito bem! — diz Gyrich — Outra coisa: parabéns pela exposição de artefatos das amazonas que vai haver em Washington. Tenho certeza que será um sucesso.

— Mulher-Maravilha... — fala Capitão Átomo — Espero que as nossas desavenças no passado já estejam superadas e que tenhamos um excelente relacionamento a partir de agora.

— Tenho minhas dúvidas, Capitão! — fala friamente a princesa amazona, enquanto deixa a sala. Capitão Átomo recolhe-se na sua cadeira, em um misto de humilhação e raiva.

— Muito bem. O próximo é...

Caçador de Marte

— O seu histórico na Liga da Justiça é no mínimo impressionante. — diz Lievin — Membro fundador, fez parte de praticamente quase todas as formações da equipe...

— Sou o único sobrevivente do meu povo e a Liga da Justiça tornou-se a família que eu perdi, embaixador. — fala J'onn J'onzz, secamente.

— Os seus poderes também impressionam bastante: é metamorfo, telepata, possui invisibilidade e superforça... é um adversário à altura do Super-Homem! — fala Mei Li.

— Esses "poderes" são próprios da minha raça.

— E os seres da sua raça são beligerantes, conquistadores? — pergunta Lievin.

— Não, senhor embaixador. A minha raça, os marcianos verdes, era composta por seres pacíficos, preocupados com o bem-estar de todos. Buscávamos a paz.

— Senhor Caçador! Acho que, ainda assim, o senhor concorda comigo que a sua natureza e os de seus poderes não inspiram confiança na humanidade. — fala Gyrich.

— Como?! Nunca fiz uso de meus poderes além de ajudar a Terra, meu lar adotivo.

— Senhor J'onn, vivemos em uma nova época. Os ataques terroristas levaram a mudança de atitudes por parte de todos: países, governantes, organizações mundiais...

— Chega, Gyrich! — levanta exaltado Super-Homem — J'onn é um dos melhores membros da Liga e um dos amigos mais fiéis. Além disso, eu também sou alienígena e, em nenhum momento, me pareceu que isto é um empecilho para a minha continuidade no grupo, como agora estão usando contra ele.

— Por favor, Super-Homem! — diz Gyrich — Você é mais americano que eu! Representa os ideais dos Estados Unidos e não é visto por todos como alienígena.

— Super-Homem, não precisa me defender! — fala o Caçador de Marte — Isto é um jogo de cartas marcadas. No momento que entrei neste recinto, nem precisei da minha telepatia para saber o meu destino. Apenas tentei argumentar. Uma breve esperança.

— Muito bem, senhor J'onzz. Assim torna-se mais fácil para todos.

O Caçador de Marte levanta-se da cadeira. Super-Homem tenta balbuciar, mas ele o interrompe. Desolado, Clark Kent cai derrotado em sua cadeira. Capitão Átomo sente-se envergonhado. Ele conhece o caráter e o histórico de J'onn J'onzz e sabe que ele jamais trairia a Liga da Justiça ou a Terra. A paranóia que tomou conta da comissão está levando a injustiças. J'onn sai da sala, passa mudo pelos outros heróis e dirige-se a sala de teletransporte. No momento que está digitando o seu destino, uma voz lhe chega à sua mente.

"Muito bem! Encontre-se comigo!"

O Caçador de Marte sorri brevemente. Ele então altera seu destino e parte.

Flash

— O seu tio, Barry Allen, era um homem muito bom e trabalhei com ele em algumas missões. — fala Gyrich.

— Obrigado! — fala, agradecido e surpreso, Wally West.

— O seu histórico e as informações que levantamos sobre você são impressionantes. Por isso, só gostaríamos de saber se deseja continuar na equipe. — pergunta Mei Li.

— Mas é claro, embaixadora.

— Então, muito obrigado pela sua atenção e paciência. — diz Gyrich — Poderia chamar o Lanterna Verde, por favor?

Flash levanta. Cumprimenta o Capitão Átomo e não pode deixar de perceber a apatia do Super-Homem.

Lanterna Verde

— Então o senhor faz da parte de uma espécie de polícia galáctica chamada Tropa dos Lanternas Verdes? — pergunta Farah Ahmed.

— Exatamente. E vários membros da Tropa já fizeram parte da Liga. — informa Kyle Rayner.

— O seu histórico não o desabona em nada, Lanterna Verde. Por isso, apenas gostaríamos de saber se deseja continuar na equipe.

— Claro! Retornei há pouco tempo e não gostaria de sair tão cedo.

— OK, muito obrigado. O senhor pode sair. O próximo é...

Aquaman

O rei de Poseidonis adentra a sala, encarando firmemente cada um dos integrantes da comissão. Mas logo o seu olhar fixa-se em Boris Lievin. Aquaman viu como ficou seu amigo J'onn e sabe que ele também é persona non grata. A forma que muitos países tratam os oceanos, seu território, seu reino, leva-o várias vezes a atritos com governantes, empresas e interesses muito fortes.

Quantas vezes ele já teve discussões graves com o Super-Homem e outros heróis? Aquaman deseja que Poseidonis integre a ONU, mas a atual situação com a Atlântida e interesses territoriais de outros países leva a discussões diplomáticas intermináveis no organismo. Aquaman aproxima-se da mesa onde está a comissão, Capitão Átomo e Super-Homem. Antes que Henry Gyrich abra a boca para começar, Aquaman levanta a mão, o interrompendo:

— Serei breve, membros da comissão. O meu reino, Poseidonis, precisa da minha atenção neste momento. Estamos passando por um período muito turbulento com o reino da Atlântida, como o agente Gyrich mesmo sabe. Por isso, faço aqui a declaração que faria perante os meus colegas de equipe: peço o meu afastamento da condição de membro titular da Liga da Justiça, para que eu possa me dedicar totalmente a defesa do meu reino. Obrigado pela atenção e adeus.

Aquaman dá as costas para a comissão e sai em silêncio do mesmo jeito que entrou. Capitão Átomo sorri ligeiramente: Arthur se comportou verdadeiramente como um rei. Ele percebe que os membros da comissão ficaram um pouco contrariados. Não puderam tripudiar sobre ele como fizeram com o Caçador de Marte.

— Vamos continuar. — fala Gyrich — O próximo é...

Capitão Marvel

— Capitão Marvel, seu trabalho em Fawcett City e, aqui, na Liga da Justiça são muito elogiados por todos. — fala Mei Li.

— Obrigado pelo elogio. Tento apenas fazer o bem para todos. Afinal, trabalhar com a Liga e com o maior ídolo de todos nós, super-heróis, é um prêmio! — fala Billy Batson, indicando o Super-Homem. O herói, porém, não se manifesta.

— Pelo jeito, não precisarei perguntar se deseja continuar na Liga depois desta declaração. Você poderia chamar Zauriel, Capitão, por favor?

— Com prazer.

Enquanto o Capitão Marvel sai da sala, Mei Li cochicha para os seus colegas:

— Será que é recomendável ter um integrante que é conhecido como Capitão Fraldinha?

— Senhora embaixadora. — fala Capitão Átomo — Acho que a senhora não leu a descrição da luta da Liga contra Terrax.

A embaixadora procura, então, o texto mencionado. Rapidamente, ela passa os olhos e engole em seco. Mas logo a atenção de todos é desviada com a entrada de...

Zauriel

A presença do anjo melindrou um pouco os membros da comissão. Durante algum tempo, um silêncio pesado pairou sobre todos os presentes na sala de reunião. Bóris Lievin decide iniciar:

— Segundo o seu perfil, Zauriel, você é um... anjo, correto?

— Exatamente, embaixador Lievin.

— Muito bem. E você é católico, judeu ou muçulmano?

— Não entendi a sua colocação, embaixador.

— É simples. — fala o embaixador Ahmed — Qual religião que você professa?

— E no que esta informação é pertinente? Aqui mesmo na Liga há crentes de vários tipos de religião. A princesa Diana professa um culto referente aos antigos deuses gregos. Há membros de igrejas protestantes e católicas e...

— Sim. — interrompe Lievin — Mas nenhum deles é um deus ou mesmo um anjo, Zauriel. A sua posição na Liga está causando várias discussões religiosas. E, no momento em que o mundo atravessa, seria interessante que você se coloque qual fé professa?

— Desculpe-me, embaixador. Mas não vejo importância. E mesmo que eu dissesse qual é a minha fé, isto também causaria repercussões bem piores. É como eu estivesse dando um aval a uma religião em detrimento de outras. Esta religião seria a "verdadeira".

— Zauriel, penso que percebeu que a sua permanência no grupo é um tanto conflituosa nos dias de hoje. — diz Gyrich. — Por isto, é por decisão desta comissão que está expulso da equipe.

— Muito bem, senhores. Retornarei então aos meus afazeres na Pax Dei.

E, dizendo isso, Zauriel saca da sua espada. Ela brilha intensamente, cegando a todos. Quando a luz abaixa, Zauriel não se encontra mais na sala. Todos os integrantes da comissão ficam perturbados, mas Gyrich logo se recompõe e chama o próximo membro da Liga. Silenciosamente, Super-Homem despede-se do agora ex-companheiro.

Eléktron

O diminuto herói se posiciona em cima da mesa, defronte a todos da comissão.

— Dr. Ray Palmer, a sua última missão na Rússia causou graves incidentes diplomáticos! — fala Gyrich.

— Agente Gyrich, fiz apenas o que considerei o que era certo. Sabia que o meu ex-colega de equipe, o Nuclear, poderia tranqüilamente resolver o problema da radiação no local, de forma que ele voltasse a ser habitável. Na minha opinião, fiz um grande favor.

— Mas sua atitude, antes de tudo, foi uma invasão ao meu país. — fala Lievin — O senhor não pediu e nem foi concedida nenhuma autorização do governo russo para esta aventura tresloucada.

— Embaixador Lievin, tresloucada não foi, pois calculei muito bem todas as variáveis do processo. Garanto que tudo foi feito com a mais absoluta garantia de sucesso.

— Mas, dr. Palmer, que eu saiba tal "missão" não foi autorizada nem mesmo pela Liga. Estou correto, Super-Homem?

Super-Homem é pego de surpresa. Sem falar nada, ele balança a cabeça afirmativamente.

— Então, pelo que eu vejo, houve uma desobediência flagrante ao que o líder e seu colega colocou.

— Embaixador Lievin, isto não é uma discussão de desobediência ou traição ou de interesses nacionais. Era uma questão de consciência. Eu sabia que havia uma maneira de salvar aquela região da Rússia e foi o que fiz e não me arrependo.

— Então, Eléktron, como presidente desta comissão, não vejo outra alternativa a não ser expulsá-lo da Liga da Justiça.

Fóton

— Todos da mansão dos Vingadores lhe mandaram lembrança, Fóton. — começa cordialmente Gyrich.

— Obrigado, agente Gyrich.

— Como está a adaptação ao novo grupo?

— Muito bem. Todos aqui são muito cordiais e amigos.

— Ótimo! A sua permanência na equipe está garantida, devido ao seu histórico. Para nós, nos basta apenas perguntar-lhe se deseja permanecer.

— Gostaria muito.

— Ótimo. Você é de grande valia para a Liga, Fóton. Você, por favor, poderia chamar...

Oráculo

O holograma da Oráculo surge quase que instantaneamente, logo após a saída de Mônica Rambeau.

— Oráculo, gostaríamos de sua presença física na sala de reunião. — exige Gyrich.

— Agente Gyrich, é desta forma que me apresento aos meus colegas de equipe e nunca tive problemas com isso.

— Oráculo, suponho pela voz que escutamos que seja uma mulher. — fala Ahmed.

— Infelizmente, embaixador, não posso nem confirmar nem negar a sua afirmação. Isto prejudicaria minhas atividades.

— Atividades ilícitas, você quer dizer. — fala Gyrich — Você invadiu os sistemas computacionais de quase todos os países, empresas e organismos internacionais. Alterou informações em várias companhias aéreas. Teve acesso a contas correntes de várias pessoas. Sabe o quanto se gasta atualmente em firewalls, proxies e sistemas de segurança para bloquear hackers como você, Oráculo?

— Sim, tenho uma idéia precisa, agente Gyrich. Como agora no momento, estou acessando a sua conta bancária...

— O quê?!

As telas de todos os computadores exibem toda a movimentação financeira do presidente da comissão. Valores passam rapidamente. Gyrich tenta desligar alguns computadores, mas a sua ação é inútil.

— Eu exijo que você pare com isto, Oráculo.

— OK.

No mesmo instante, os extratos param de ser exibidos e os monitores voltam a exibir as antigas funções.

— Não se preocupe, Gyrich, pela sua conta bancária percebi que você é honesto. Pena que esteja fazendo tudo errado. Adeus.

O holograma da Oráculo some, deixando a todos perplexos.

— Ela está expulsa? — pergunta Capitão Átomo.

— Sim. E hoje mesmo, todo o sistema computacional da base da Liga sofrerá um upgrade para que barre a ação desta hacker. O próximo!

Dr. Estranho

— O senhor é um bruxo, Dr. Estranho? — pergunta a embaixadora Li.

— Diria que sou um mago. Estudei durante muitos anos com o meu mestre no Tibete.

— E o senhor lida com estas coisas, como magia negra, invocação de demônios...

— Embaixadora, possuo o título de Mestre das Artes Místicas e Mago Supremo. Posso fazer estas "coisas", como a senhora citou, mas este não é o meu campo de ação. O meu papel é defender a Terra das várias ameaças místicas que todos os dias tentam levarmos ao caos e o fim de tudo.

— Dr. Estranho, o senhor percebe que o seu "trabalho" é muito mal compreendido pela população em geral. Além do mais, estamos em pleno século 21 e bruxarias são práticas de pessoas totalmente ignorantes.

— Embaixadora Li, as forças místicas do mal são muito poderosas. Para elas, não há diferença de tempo ou mentalidade. Podemos agora estar lidando com clonagem, manipulação genética, viagens a outros planetas e galáxias, computadores extremamente poderosos, lasers, mas, quanto o homem está em um lugar totalmente escuro, são os seus medos ancestrais que retornam. Podemos nos teletransportar de um canto ao outro do mundo, mas continuamos com medo dos nossos demônios milenares.

— Eh, bem... — continua a embaixadora, perturbada com o discurso de Stephen Strange — Mas de qualquer forma, está decidido que o senhor não fará mais parte da Liga. O seu perfil não combina com o do novo grupo.

Stephen Strange sorri. Calmamente, ele levanta da cadeira e despede-se de todos.

— Foi muito agradável trabalhar com todos vocês da Liga. Podem me chamar sempre que for necessário. — e, dizendo isso, o Mago Supremo some.

— Nunca gostei destes místicos. — diz Gyrich — Muito bem, vamos falar com o último integrante.

Arqueiro Verde

— Em primeiro lugar, — começa Oliver Queen — eu estou à disposição da nova Liga da Justiça. Sei que andamos um pouco perdidos e, certamente, com a liderança do Capitão Átomo e a gerência desta comissão, encontraremos novamente o nosso lugar.

Todos da mesa ficam espantados. Super-Homem, que permaneceu a maior parte do tempo catatônico, olha admirado para o Arqueiro Verde, depois do discurso.

— Ora, Arqueiro Verde... — diz Gyrich — Este seu comportamento surpreendeu a todos. Inclusive a mim. Não tenho boas relações com arqueiros.

— O senhor deve estar se referindo ao Gavião Arqueiro. Ele é jovem, impetuoso. Logo, ele colocará a cabeça no lugar. Tenho certeza que o Capitão América o endireitará.

— Mas aqui no seu perfil, também afirma que o senhor é polêmico e, por várias vezes, entrou em choque com colegas de equipe.

— Sou um cabeça-dura, agente Gyrich. Mas, depois de tanta bordoada que a vida me deu, acho que aprendi a minha lição.

— Muito bem. Então, por mim e pela comissão, você irá permanecer na Liga.

— Muito obrigado a todos e boa noite.

Arqueiro Verde levanta-se e sai da sala.

— Mas, Gyrich... — estranha Mei Li — O Arqueiro Verde não era um dos que seriam expulsos?

— Sim. Mas talvez o velho arqueiro esteja amolecendo com a idade. Vamos agora, pois o novo integrante da Liga está chegando.

Todos saem da sala de reunião em direção a sala de teletransporte. Super-Homem os acompanha, ao mesmo tempo em que tenta descobrir o que o Arqueiro Verde está tramando.

"Escute-me bem, Oliver. É agora que sua missão começa, como eu lhe disse. Faça o que for possível para permanecer na equipe. A Liga precisa que você continue e o Super-Homem também."

O Arqueiro Verde lembra das palavras ditas por Batman no momento em que deixava a base. Conseguiu ficar. Agora o próximo passo é o Super-Homem. Enquanto ele caminha pelos corredores, Oliver chega na sala de teletransporte. Lá estão todos reunidos para saudar o novo integrante.

— Você?! — fala espantado o Arqueiro Verde

Prédio da ONU

— Então, senhores, — diz Gyrich — eu lhes apresento a nova formação da Liga da Justiça!

Uma salva de palmas é ouvida por toda a assembléia geral da ONU, enquanto um a um dos integrantes são apresentados.

— Capitão Átomo, novo líder da equipe! Super-Homem! Mulher-Maravilha! Flash! Lanterna Verde! Capitão Marvel! Fóton! Arqueiro Verde! E Aço!

Os heróis saúdam a todos os presentes. Flashes estouram de todos os lados.

— Parece que estão felizes. — comenta Ray Palmer, diante do monitor.

— Não se engane, Eléktron. — diz o Caçador de Marte — São sorrisos falsos. Espero que Gyrich não faça o que nenhum dos nossos inimigos fez: acabar com a Liga da Justiça.

— Não se preocupem! — contesta Batman — Há um espião que eu coloquei no grupo. Quando chegar a hora, ele vai se manifestar. Agora venham para a reunião.

Caçador de Marte e Eléktron acompanham Batman pela batcaverna até uma mesa. Lá já se encontram sentados Homem-Borracha e Bárbara Gordon. Alfred termina de deixar uma bandeja com suco e água e volta para a Mansão Wayne.

— Primeiro, agradeço a presença de todos por terem aceitado participar desta missão. Oráculo, antes de sair da base, apagou todos os dados referentes à aliança de Savage e Dr. Destino dos computadores da Liga. Desta forma, poderemos agir sem que a Liga ou a comissão que agora está lá interfira na nossa missão. O plano é o seguinte...


Continua!




 
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