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Liga da Justiça # 28

Por Robson Costa

Guerra Atlântida x Poseidônis — Parte II
Alianças

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Atlântida

Enquanto esperam ser recebidos por Namor, Super-Homem e Fóton olham a imensa sala do trono atlante. Pinturas de batalhas enfeitam as paredes por todos os lados. Mônica tenta entender a mudança por qual Namor passou. Ela sabe que ele sempre foi arrogante, mas estas atitudes de conquistador do mundo são surpreendentes até para ela.

"Agora eu acho que sei o que o Capitão deve estar sentindo. Steve sempre defendeu Namor de todos os ataques, mesmo os vindo de dentro da equipe.".— ela pensa.

O criado anuncia a chegada de Namor. Fóton e Super-Homem aproximam-se do trono. O príncipe submarino cumprimenta os dois heróis:

— Sejam bem-vindos ao meu reino, justiceiros. Como vai, Fóton? Faz um bom tempo que não nos vemos...

— É verdade, Namor. — responde Mônica Rambeau — Eu entrei para a Liga e você estava envolvido com os Vingadores e Atlântida.

— Namor, — fala o Super-Homem — nós não viemos aqui para tratar de amenidades nem fazer visitas oficiais. Você sabe muito bem do que viemos tratar: o clima de guerra entre Atlântida e Poseidônis. O último incidente entre vocês causou vítimas em banhistas inocentes em Cancún.

— Eu sei, Super-Homem. — fala Namor — Os meus embaixadores estão tratando disto diretamente com as autoridades mexicanas. Tenha certeza que estes soldados serão severamente punidos e...

— Mas não é sobre isso que estamos falando, Namor. É sobre a guerra que você e Aquaman estão prestes a declarar. Eu e Fóton viemos aqui para tentar iniciar um tratado de paz entre os dois reinos submarinos.

— Super-Homem, o único item do seu tratado de paz é a rendição completa de Poseidônis e o seu retorno como colônia atlante.

— Mas isto eles não aceitarão. — fala Fóton.

— Mônica, Poseidônis é considerada uma província rebelde de Atlântida e, como tal, deve retornar imediatamente a fazer parte do reino atlante. Não há negociações neste ponto!

Super-Homem e Fóton percebem que a intransigência de Namor continuará. A guerra cada vez mais parece inevitável. Os dois heróis despedem de Namor e teletransportam-se de volta à Lua. Após a partida dos justiceiros, Namor chama Krang.

— Krang, é hora de procurarmos os nossos aliados. Mande preparar uma escolta, pois um deles será bem difícil.

Enquanto isso, em um ponto no oceano Pacífico, um estranho encontro acontece. Aquaman e Vulko aproximam-se do recife de corais, acompanhados pelo Arraia Negra. Eles escutam trombetas anunciando a sua chegada. Após seguirem por um corredor, eles se deparam com a figura de Attuma. Aquaman já ouviu falar das crueldades cometidas por este bárbaro submarino, cujo único objetivo é dominar Atlântida.

— Como vai, rei Aquaman? — pergunta Attuma, recepcionando os visitantes.

— Vamos direto ao assunto, Attuma: Namor. — fala Aquaman.

— Muito bem. Fale, então.

— De início, iremos estabelecer que não somos amigos, como também nunca serei do Arraia Negra. Estou propondo uma aliança. Você sabe tão bem quanto eu que esta sede de conquista de Atlântida não será bom nem para Poseidônis nem para a sua tribo de nômades. Namor pretende construir um império submarino e isto me custará o meu reino e, a você, a sua liberdade. Por este motivo, estou aqui: proponho uma aliança para proteger nossos interesses.

— Muito bem, majestade. Você me convenceu. Mas o que eu ganho com isso?

— Atlântida. Se ganharmos esta guerra, Atlântida é toda sua. Eu exijo apenas uma coisa.

— O quê?

— Quero que me entregue Namor vivo para que eu possa julgá-lo em Poseidônis por tudo o que ele causou.

O bárbaro analisa a situação e concorda.

— Estamos combinados, Aquaman. Namor é todo seu, pois você me deu o que eu mais queria: Atlântida.

Aquaman e o seu grupo partem de volta a Poseidônis.

— Tenha certeza que você fez um bom acordo com Attuma. — diz Arraia Negra — O exército dele é muito bom e temido em todos os mares.

— Eu sei. — responde Aquaman — O que eu temo é ter feito um acordo com o próprio demônio.

Base da Liga da Justiça, lua.

Todos os justiceiros se encontram na sala de reuniões. Batman e Super-Homem relatam seus encontros com Aquaman e Namor, respectivamente, e o fracasso de ambas as missões.

— Eu também não tenho muito que acrescentar de positivo. — fala a Mulher-Maravilha — Os embaixadores de Atlântida e Poseidônis também se mostraram irredutíveis, com exigências que apenas impedem o acordo.

— Então, — fala Kyle Rayner, o Lanterna Verde — estamos prestes a entrar em uma guerra.

— Uma guerra que será prejudicial a todos. — fala Aço — Isto afetará a economia mundial drasticamente.

— Por mais que eles tentem, isto prejudicará a todos. Mesmo que eles garantam que não atacarão a superfície, é claro que muitas pessoas serão atingidas. — fala o Arqueiro Verde.

— Então todos nós concordamos que a Liga deve impedir esta guerra. — fala o Super-Homem.

— Sim. — concordam todos os heróis.

— Muito bem. Devemos agora decidir de que forma agiremos.

— Eu proponho irmos direto a raiz do problema. — fala Capitão Átomo.

— E qual seria? — pergunta a Mulher-Maravilha.

— Namor. Desde o caso Arjuna com os Vingadores esta situação se encontra desse jeito.

— Capitão, não se esqueça que Namor fez um acordo com os Estados Unidos e as desculpas que ele apresentou foram aceitas por todos. E, além do mais, um ataque direto a Namor é um ataque direto a um país soberano e membro da ONU.

— Mas vocês mesmo perceberam que os dois querem ir para a guerra. Aquaman é membro fundador da Liga. Ele não fará nada se prendermos Namor.

— Capitão, — fala Batman — eu concordo com a Mulher-Maravilha. Uma atitude destas pioraria mais do que resolveria a situação.

— Eu proponho que a Liga fique de prontidão. — fala a Mulher-Maravilha — Devemos reforçar a busca por um acordo entre eles, para que a guerra não seja declarada.

— Gostei da sua proposta, Diana. — fala Super-Homem — Talvez sabendo da nossa vigilância eles não tentem nada. Passemos à votação.

Todos os justiceiros votam a favor da proposta da Mulher-Maravilha, menos o Capitão Átomo. Na saída da reunião, ele comenta com Diana:

— Princesa, decididamente esta sua proposta é para um mundo mais utópico.

— Capitão, a Liga busca a paz. Podemos usar até de força e violência, mas o diálogo sempre foi a nossa primeira arma.

Leesburg

Supermoça chega em seu quarto após uma missão de salvamento. Ela pousa suavemente para não acordar os pais que dormem ao lado. Liga um abajur e se surpreende com uma figura no seu quarto: Namor. O rei de Atlântida está sentado em uma poltrona, esperando sua chegada.

— Mas como você chegou aqui e me encontrou?

— Um rei possui vários subterfúgios para isto, Supermoça.

— O que você quer? — fala, agora com raiva, Linda Danvers

— Supermoça, o nosso tempo nos Vingadores foi curto, mas acho que foi marcante para nós dois. Eu sei que despertei o seu interesse por mim e tenha certeza que também fiquei muito interessado em você. Cada vez mais eu me certifico que você é a única mulher que pode sentar ao meu lado no trono de Atlântida.

— Você está louco? E depois de tudo que aconteceu quando você assumiu a identidade de Arjuna. Sim, eu assumo que fiquei interessada por você. Você, quando quer, Namor, é bastante galante e sabe encantar uma mulher. Mas agora para mim você não passa de um conquistador como tantos que eu combato.

— É, eu já achava que esta nossa conversa não seria tão pacífica assim.

— É, não seria mesmo. Pois bem, Namor, pode retornar ao seu reino debaixo da água, pois a resposta à sua proposta de casamento é não!

— Dê-me mais uma chance, Linda. Afinal, gostei muito dos meus futuros sogros.

Ao ouvir isso, Linda Danvers é tomada por um sentimento. Voando rapidamente, ela percorre todos os aposentos da sua casa e arredores. Ao não encontrar os seus pais, volta rapidamente ao seu quarto e ataca Namor.

— Onde eles estão? O que você fez com eles?

— Não vai ser deste jeito que você achará os seus pais. — diz Namor, livrando-se da heroína — Já que a minha proposta de casamento foi recusada, tenho outra para você: seja minha aliada na guerra contra Poseidônis. Ajude-me a conquistar o reino do Aquaman e você terá os seus pais de volta, totalmente ilesos.

Linda Danvers se desespera. Ela sabe que Namor nunca dirá onde eles estão por mais que bata nele. E até onde ela iria? Por fim, ela se rende.

— Muito bem, Namor. Eu vou lhe ajudar.

Pentágono, Washington.

No outro dia, Capitão Átomo se apresenta para uma reunião. Um soldado o acompanha até a sala. Nathaniel agradece o recruta e entra. Lá já se encontram três homens que Nathaniel Adams reconhece logo: general MacAllister, seu superior atual; o vingador Agente Americano; e o empresário Lex Luthor.

— Obrigado por comparecer, Capitão Átomo. — diz o oficial — Sente-se, por favor. Muito bem, Capitão, nós gostaríamos de saber qual será a posição da Liga da Justiça quanto ao que está acontecendo entre Atlântida e Poseidônis.

— Senhor, foi decidido que a Liga não ficará de nenhum dos dois lados. A sua posição será neutra, buscando um acordo pacífico entre os dois reinos.

— Como eu lhe disse, general, — fala Luthor — eles tomariam esta posição de ficar em cima do muro.

— Molóides, como o Vovô América! — diz o Agente Americano.

Nathaniel observa os dois visitantes. Apesar de não gostar deles, por que está concordando com eles?

— Capitão, — retoma o general — há pessoas dentro do governo americano que não gostaram muito do perdão que Namor recebeu após pagar a indenização e entrar para a Coalização da Boa Vontade. Como eu sei qual é a sua posição neste assunto, gostaria de saber se você participaria de uma missão especial.

— Todos os heróis estão de braços cruzados quanto a este assunto. — fala Luthor — Você sabe, Namor já foi um dos seus. Lutou ao lado dos aliados na Segunda Guerra, fez parte dos Defensores e dos Vingadores. Isto acaba por colocar os seus colegas super-heróis na situação de tentar defendê-lo ou colocar panos quentes. Afinal, você sabe como é: corporativismo.

— E esta é a missão. — continua o oficial — Capturar Namor e trazê-lo para ser julgado pela justiça americana. Assim ele pagará por todos os atos que cometeu, sem se esconder atrás da mentira de que estava doente. (*) O senhor Luthor se comprometeu a nos fornecer o transporte e os materiais necessários para o sucesso da missão. O Agente Americano já se colocou a favor. Mas precisamos de mais aliados. Por este motivo, lhe pergunto, Capitão Átomo: aceita participar desta missão?

— Senhor, — responde Nathaniel Adams — eu sou sempre um soldado pronto para qualquer missão em prol do meu país.


Na próxima edição: Todos preparam-se para o confronto. E um novo aliado integra o grupo do Capitão Átomo.


:: Notas do Autor

(*) Na minissérie Capitão América & Namorita # 02. voltar ao texto




 
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