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Liga da Justiça # 27

Por Robson Costa

Guerra Atlântida x Poseidônis — Parte I
Jogos de Guerra

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Cancún, México

O dia transcorre normalmente no balneário mexicano. Crianças brincando na areia, mulheres bronzeando o corpo, jovens em brincadeiras à beira d'água. De repente, um salva-vidas sopra um apito: ele acha que viu um tubarão aproximando-se da praia. Rapidamente, os banhistas saem da água, mães agarram os filhos. Os salva-vidas conseguem um pouco de ordem, no início de caos que surgiu. O chefe dos salva-vidas sobe na cadeira e, com binóculo, procura o tubarão avistado por seu colega. Ele encontra um vulto ainda submerso se aproximando. E cada vez que se aproxima, o vulto aumenta de tamanho. Quando de repente, ele emerge: é uma espécie de embarcação submarina, que continua avançando até a areia, onde encalha. Os curiosos tentam aproximar, mas os salva-vidas e policiais logo formam uma barreira entre a estranha embarcação e os populares.

Cidade do México

— Estes são os informes que chegaram de Cancún, senhor. — diz um assessor, entregando papéis ao presidente mexicano.

O presidente analisa os documentos e fotos da embarcação.

— O que vocês acham que é isto? — diz ele, apontando para o estranho objeto encalhado.

— Não sabemos, senhor, — diz um general de quatro estrelas — mas podemos convocar as nossas tropas...

— Não, general Garcia, — diz o presidente — isto é o tipo de coisa que devemos entregar para especialistas. E, caso isso seja uma nave espacial ou um submarino experimental, os mais indicados para nos responderem são os membros da Liga da Justiça.

Cancún

A multidão de curiosos aumenta ao redor da embarcação. Quando se ouve um grito:

— Vejam! A escotilha está se abrindo!

Todos desviam os olhos para o local apontado. Os policiais e os salva-vidas se viram para olhar. A escotilha se abre e surge um homem de pele azul, vestindo uma espécie de escafandro. De repente, ele saca uma pistola e começa a disparar raios contra todos. A multidão foge. Alguns policiais são atingidos pelos raios, enquanto outros sacam seus revólveres e disparam de volta. Logo mais dois seres de pele azul surgem, disparando também.

De repente, surge uma barreira de cor verde, separando os policiais dos atacantes de pele azul.

— Cessem a disputa! Quem está falando é a Liga da Justiça! — informa Kyle Rayner, voando acompanhado do Capitão Marvel e do Flash, que está em uma plataforma criada pelo amigo.

— Capitão Marvel, o pessoal da embarcação é atlante. — reconhece Wally West.

— Exatamente, Flash. Mas por que a nave deles encalharia na praia?

Antes que possa responder a pergunta de Billy Batson, os atlantes apontam as suas armas contra os heróis e começam a atacar. Flash sai da plataforma e avança em direção à praia para socorrer as pessoas atingidas pelas armas atlantes. Capitão Marvel posiciona-se entre os atacantes e Lanterna Verde, servindo como um escudo. O Lanterna Verde cria um construto em forma de mão e arranca as armas dos atlantes. Wally West surge e rapidamente algema os três atlantes.

— Muito bem, atlantes, por que vocês atacaram os banhistas daqui? — pergunta Capitão Marvel.

Neste momento, novos gritos são ouvidos da multidão. Os nossos heróis voltam os seus olhos para o mar e vêem surgir uma nova embarcação submarina. Logo, eles verificam que ela é diferente da atlante. Uma escotilha é aberta e surge um oficial.

— Justiceiros! Eu sou Trok, de Poseidônis, capitão do exército poseidon. Exijo que me entreguem os atlantes capturados por vocês para que sejam levados à justiça do meu país.

— Capitão, — fala Billy Batson — estes homens serão levados às autoridades mexicanas, para que sejam julgados ou deportados de volta ao país deles.

— Neste caso, Capitão Marvel, seremos obrigados a retaliar!

— Vocês têm certeza disso? — pergunta Kyle Rayner.

Os justiceiros se posicionam entre as duas embarcações. O oficial poseidon encara os heróis e analisa a situação, até que surge um subordinado e cochicha no seu ouvido.

— Muito bem, senhores. — fala o oficial — Recebi um comunicado do nosso rei, Aquaman, e ele concordou que os atlantes sejam entregues à justiça mexicana.

Dizendo isso, ele volta para dentro da embarcação e parte de volta ao oceano.

Sede da ONU, Nova York

— O governo mexicano exige que os representantes de Atlântida e Poseidônis sejam duramente punidos por este incidente em Cancún. — discursa o embaixador mexicano — Eles desrespeitaram os limites marítimos dos nossos países e trouxeram a sua desavença até nós, colocando em risco a vida de inocentes que nada sabem sobre isso.

— Apóio a recomendação do colega do México. Como todos sabem, há algum tempo atrás, — fala o embaixador americano — a cidade de Nova York foi vítima de ataques do exercito atlante. Namor nos assegurou que isto não voltaria a ocorrer (*), mas o que aconteceu em Cancún o desmente totalmente.

Outros embaixadores pedem a palavra e também condenam os ataques. Até que um silêncio total ocupa a assembléia da ONU.

— Senhores embaixadores, — informa o secretário-geral da ONU — informo a chegada do Super-Homem, líder da Liga da Justiça.

Todos os olhos estão focados na presença de Clark Kent. Junto com ele, está a Mulher-Maravilha. Os dois heróis descem a escadaria por entre os representantes dos países até chegarem à mesa principal. Super-Homem aproxima-se do pódio e fala aos embaixadores.

— Senhoras e senhores! Como vocês, nós também ficamos muito preocupados com o incidente e percebemos o alcance do que isto pode causar a todo o planeta. Sendo assim, eu e a Mulher-Maravilha viemos aqui para propor um acordo de paz entre os dois reinos submarinos. Mandaremos representantes a Atlântida e a Poseidônis e buscaremos o entendimento entre eles. Para isto, nós gostaríamos de contar com o apoio da assembléia da ONU e, é claro, dos representantes de Atlântida e Poseidônis, para esta missão.

Os embaixadores rapidamente discutem a proposta do Super-Homem. O embaixador mexicano pede a palavra:

— Concordamos com a missão de paz da Liga da Justiça. E quanto a Atlântida e Poseidônis?

Todos olham na direção das cadeiras ocupadas pelos dois reinos. O embaixador poseidon fala:

— O reino de Poseidônis concorda com a proposta.

— Atlântida nada teme e também concorda com proposta. — fala o embaixador atlante.

— Muito bem, — fala Clark Kent — agradeço o voto de confiança de todos na Liga.

— A reunião está encerrada até que o Super-Homem retorne com os resultados da sua missão de paz. — fala o secretário-geral da ONU.

— Diana, — fala Super-Homem — vou partir imediatamente para a base da Liga para tratarmos de tudo. Eu gostaria que você ficasse aqui na ONU e continuasse a conversa com os embaixadores de Atlântida e Poseidônis.

— Não se preocupe, Clark. Pode ir.

Kal-El parte, voando velozmente até um teletransportador que o leva até a lua. Lá chegando, ele encontra os membros do grupo todos reunidos na sala de reunião.

— O primeiro passo já foi dado e temos o apoio da ONU nesta missão de paz — fala o Super-Homem.

— Apesar de não gostar muito deste consentimento oficial, — fala Batman — depois dos últimos acontecimentos, foi o melhor a ser feito. (**)

— E o que faremos agora, Super? — pergunta Flash.

— Faremos duas duplas. Uma irá para a Atlântida e a outra para Poseidônis. Batman, gostaria que você e Aço falassem com Aquaman.

— Certo! — falam os dois heróis.

— Fóton, eu gostaria que você me acompanhasse a Atlântida. Você já foi companheira de grupo do Namor e também conhece a região.

— Estou preparada, Super-Homem.

— Muito bem. Quanto aos outros, gostaria que continuassem a verificar se houve mais algum incidente envolvendo os dois reinos. Diana irá ficar na ONU para acelerar o acordo de paz. A reunião está encerrada.

Batman e Aço partem imediatamente para os teletransportadores em direção a Poseidônis. Super-Homem vira-se para Fóton, depois que os seus dois colegas partem.

— Mônica, antes de irmos para Atlântida, nós iremos fazer uma escala.

— Aonde iremos, Super-Homem?

— Mansão dos Vingadores. (***)

Clark Kent aciona a máquina e os justiceiros somem da base da Liga, surgindo defronte ao portão da mansão dos Vingadores. Fóton insere o seu cartão na leitora perto do portão. Logo surge a imagem de Jarvis na tela do portão eletrônico.

— Senhorita Rambeau! Há quanto tempo não a vejo! E a senhorita tem companhia?

— Sim, Jarvis. É o Super-Homem! Nós gostaríamos de falar com o Capitão América. Ele está?

— Sim, ele está. Entrem! Ele ficará muito feliz em recebê-los.

Os heróis percorrem os jardins da mansão e entram na base dos Vingadores. Lá está Steve Rogers, pronto para recebê-los.

— Fóton! Super-Homem! Qual é o motivo desta visita? — pergunta o vingador.

— Capitão, — fala o Super-Homem — você deve ter acompanhado o incidente em Cancún. E nós, da Liga da Justiça, decidimos tentar um acordo de paz entre Atlântida e Poseidônis. Por este motivo, nós viemos aqui: gostaríamos que nos acompanhasse até Atlântida para falar com Namor.

— Desculpe, Super-Homem, mas eu não vou.

A reação de Steve Rogers surpreende os dois justiceiros.

— Mas por que, Capitão? — pergunta Fóton.

— Namor, que conheci durante a segunda guerra e aqui nos Vingadores, não é aquele que está sentado no trono atlante.

— Mas os atlantes não disseram que tudo o que aconteceu foi por causa da doença que o atacou? — pergunta Super-Homem

— Super-Homem, a traição de que fui alvo não me permite mais acreditar ou confiar em Namor. Por este motivo, eu pediria a vocês para saírem. Não gostaria de me envolver ou aos Vingadores em qualquer assunto que tenha a ver com Namor ou a Atlântida.

— Capitão, compreendemos a sua dor e, mesmo assim, agradecemos a sua atenção. — fala Super-Homem.

Os dois justiceiros partem. Capitão fecha a porta e se encaminha até um gabinete.

— Jarvis, — ele pede, ao ver o mordomo — não quero receber mais nenhuma visita por hoje.

Enquanto diz isto, ele tranca a porta do gabinete.

Cidade de Poseidônis

Batman e Aço são conduzidos à presença de Aquaman. Na sala do trono, ele, Mera e Vulko conversam, enquanto analisam um mapa aberto sobre uma mesa. Aquaman aproxima e abraça os dois colegas.

— Antes que vocês comecem a falar, — ele diz — já anuncio a vocês que Poseidônis não aceitará qualquer proposta de paz enquanto Namor ocupar o trono atlante.

— Isto não é uma vingança pessoal contra ele? — pergunta Batman.

— Vocês podem considerar assim, mas não têm idéia da humilhação que o meu povo passou com o ataque e a emboscada atlantes. (****) Foi por este motivo que me afastei da Liga. Quando tudo terminou e Namor fugiu, pensei que tudo havia terminado. Porém, com a volta dele ao trono, com a concordância do mundo da superfície, que aceitóu a desculpa esfarrapada que ele disse, vejo que não há outra coisa a fazer.

— Mas a guerra não é o caminho. — fala Aço.

— Henry, para a Atlântida, Poseidônis é uma espécie de colônia rebelde que deve ser trazida de volta. Nós somos livres. Temos nossas riquezas. Não vamos aceitar sermos tutelados pelos atlantes. Assim, esta audiência está encerrada e gostaria que vocês, amigos, se retirassem.

Batman e Aço olham entre si e se preparam para partir, quando é anunciada a chega de mais dois visitantes: Mestre dos Oceanos e Arraia Negra. Os heróis olham espantados para Aquaman.

— Em momentos assim, — diz o rei de Poseidônis — alianças surgem dos lugares mais inesperados.

— Mas, Arthur, — fala Batman — eles são os seus piores inimigos!

— E, agora são os meus maiores aliados! Agora partam! — ordena Aquaman.

Batman e Aço acionam o teletransportador e desaparecem, enquanto são acompanhados pelos dois vilões e Aquaman.

— Muito bem! E qual foi o resultado da missão que lhes passei? — pergunta Aquaman.

— Ele concordou em ser seu aliado na guerra contra Atlântida. — informa o Arraia Negra.

— Excelente! Agora Namor sentirá o que eu passei.


Na próxima edição: Alianças se formam dos dois lados. Como a Liga da Justiça reagirá?


:: Notas do Autor

(*) Na minissérie Capitão América & Namorita. voltar ao texto

(**) Em Liga da Justiça # 18 e # 19. voltar ao texto

(***) Esta história se passa antes da mudança dos Vingadores para a base Ronald Reagan, no Arizona. Acompanhe esta mudança em Vingadores. voltar ao texto

(****) Em Vingadores # 09. voltar ao texto




 
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