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Liga da Justiça # 34

Por Robson Costa

Destruidor Supremo — Parte I
Surge o Destruidor

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Clark Kent voa calmamente pelos céus de Metrópolis. Faz um bom tempo que não há grandes ameaças tanto na sua cidade quanto para a Liga da Justiça. Kent até pensou em fazer uma viagem de descanso com Lois. O duro é tirá-la do Planeta Diário.

"Às vezes, acho que Lois ama mais o jornal do que a mim." — ele pensa, com um sorriso nos lábios.

De repente, ele nota um engarrafamento em uma das principais avenidas de Metrópolis. Usando sua visão telescópica, vê um carro parado no meio do cruzamento. Um policial tenta afastar os curiosos. Clark sabe que, pelo tamanho do engarrafamento, a equipe de socorro demorará a chegar. Rapidamente, o último filho de Krypton chega no local.

— Super-Homem! — diz o policial — Que bom que chegou! Este carro parou no meio do cruzamento e está atrapalhando todo o trânsito. As portas estão trancadas e os ocupantes não respondem aos nossos chamados e batidas.

— Não se preocupe, oficial. Eu darei um jeito nisso.

Clark estranha não consiguir ver o interior do veículo com sua visão de raio-x. Posiciona-se, então, do lado da porta do motorista e tenta abrí-la. Surpreendentemente, a porta resiste. Super-Homem começa a aplicar cada vez mais força, mas a porta continua intacta. O nível de força que está aplicando já seria o suficiente para abrir um tanque como uma lata de sardinhas, porém o veículo resiste. O embate continua por mais alguns minutos, até que Super-Homem consegue arrancar a porta e lançá-la a uma grande distância. O kryptoniano decide verificar depois o que está ocorrendo. O que mais interessa é atender o motorista do veículo.

— Senhor! Senhor! O senhor está bem? — pergunta o herói, entrando no automóvel.

Não há resposta. Super-Homem decide tocar no motorista, achando que ele tivesse tido um enfarte. Ao ver o rosto do condutor, Clark Kent se assusta e afasta-se do carro: é seu pai, Jonathan Kent.

"Mas como? Sempre que eles vêm para Metrópolis, eles avisam. E este não é o carro deles!"

Tão logo Clark se recobra da surpresa, surge outra: o motorista vai tornando-se fumaça, aos poucos.

"É magia!" — conclui Clark.

Uma risada zombeteira corta o ar. Clark vira na direção da mesma e vê o policial assumir as feições de Loki, o deus nórdico do mal.

— Nunca me diverti tanto com um mortal quanto contigo, kryptoniano. — diz o deus — Mas, agora que consegui tua atenção, devo prosseguir com a realização dos meus planos.

Antes que Super-Homem possa reagir, Loki faz alguns gestos mágicos e os dois desaparecem diante de todos que acompanhavam o resgate.

— Nnnnnnnnnnããããããããõooooooooo!

O grito faz com que a multidão abra passagem para que Lois Lane chegue até o carro. Ela recebeu a notícia do resgate que estava sendo realizado pelo Super-Homem. Porém, chegou a tempo de ver apenas Loki seqüestrar o seu marido.

Mônica Rambeau e John Henry Irons chegam ao prédio do herói. Após tanto tempo, os dois resolveram começar um namoro, incentivados pelos colegas, principalmente Super-Homem e Supermoça. Naquela tarde, eles decidiram dar um tempo nos seus afazeres de justiceiros e foram assistir a um filme. Agora, eles voltam andando, comentando sobre as situações da película. No momento em que Henry coloca a chave para abrir a porta do seu prédio, Lois Lane surge.

— Lois? — pergunta Aço — O que aconteceu?

— Aconteceu algo muito terrível com Clark. Ele estava resgatando um motorista de um carro que estava atrapalhando o tráfego na Siegel Avenue, quando, de repente, ele sumiu diante de todos. — responde Lois.

— Mas ninguém viu quem fez isso? — pergunta Mônica.

— Segundo algumas testemunhas, um policial, que estava ao lado de Clark, se transformou em um cara fantasiado. Este cara fez alguns gestos e dois sumiram. Vim direto para cá para procurar ajuda.

— Você fez bem, Lois. — diz Henry, ao mesmo tempo em que ativa o teletransportador da Liga para levar os três para a base na lua.

Em questão de minutos, eles deixam Metrópolis e se materializam na sede do grupo. Esperando por eles, já estão a Supermoça e Kyle Rayner, que estranham o acionamento do teletransportador. Enquanto Henry e Mônica colocam seus uniformes, Lois conta o acontecido aos outros dois heróis.

— Kyle, — diz Aço — acho melhor convocar todos os membros disponíveis. Quem fez isto ao Super-Homem é muito poderoso e, provavelmente, precisaremos de toda a força possível.

— OK, John. — diz o Lanterna Verde.

Oráculo na escuta! — responde a hacker da Liga ao chamado de Fóton no comunicador.

— Oráculo, é Fóton. O Super-Homem foi seqüestrado por um feiticeiro bastante poderoso. Precisamos das imagens das câmeras de trânsito do local do fato.

— Sem problemas! — responde Bárbara Gordon — É só me passar as coordenadas.

— Lois, — fala Aço — eu acho melhor você retornar. Qualquer notícia, entraremos em contato com você.

— Obrigado, Henry... — responde a jornalista.

Ela entra no teletransportador, que a devolve para o seu apartamento em Metrópolis, enquanto Fóton recebe as imagens conseguidas por Oráculo.

Asgard

— Alto! Quem vem lá? — pergunta Heimdall, guardião da ponte Bifrost, ligação entre Midgard (*) e Asgard, o lar dos deuses nórdicos.

— O que aconteceu, guardião? — pergunta Loki, aproximando-se do irmão de Sif — A idade está lhe cobrando os sentidos apurados?

— Loki! Reconheço o som de teus passos, mesmo estando em Jottunheim! O que queres aqui, deus desprezível? Que eu tenha conhecimento, foste expulso de Asgard pelo poderoso Odin, após suas últimas maquinações e intrigas.

— Apenas vim tomar o que é meu por direito e merecimento: o trono de Asgard!

— Então, terás que pelejar comigo, pois sou o primeiro guardião da cidade dourada e nela não entrarás.

— Tens certeza?

De repente, antes que Heimdall possa se defender, é atacado pela poderosa armadura do Destruidor.

Enquanto isso, Vizir vigia o sono de Odin. De tempos em tempos, o todo-poderoso deve descansar para recobrar as suas forças. Neste período, toda Asgard fica de prontidão, pois estão menos protegidos das ameaças que atingem a cidade dourada. Vários inimigos já tentaram sem sucesso uma invasão, sendo rechaçados por Thor e seus amigos. Vizir está tranqüilo. O período do sono restaurador está se aproximando do fim e nada atrapalhou a paz da cidade dourada. Ele está para agradecer em pensamentos, quando alarmes disparam por toda a cidade. Thor, Hogun, Fandral e Volstagg atendem ao chamado. O Vizir chega a uma janela. Todos presenciam Heimdall ser jogado contra uma das paredes do palácio real.

— Ele está desacordado, meu príncipe. — fala Fandral, após examinar o deus caído.

— O quê ou quem poderia causar tais ferimentos e injúrias ao nosso amigo? — pergunta Thor.

— Quem mais, meu caro meio-irmão?

Logo, Thor e os seus amigos deparam-se com a chegada de Loki e do Destruidor.

— Despertaste novamente a armadura do Destruidor, Loki? Quem teve a sua alma roubada para dar vida a este novo sórdido plano tramado por ti?

— Tu nunca descobrirás, pois, no final deste embate, estarei sentado no trono de Asgard.

— Isto veremos, vilão! Amigos, juntos! Por Odin! Por Asgard!

— Por Odin! Por Asgard! — respondem os três guerreiros.

Os deuses investem contra a armadura encantada, mas o Destruidor joga seus atacantes longe. Fandral recupera-se primeiro e ataca novamente, com espada em punho. Destruidor dispara raios através do seu visor e derrete a espada do deus. Hogun tenta um ataque surpresa, porém a armadura levanta vôo e desvia do ataque. Thor e seus amigos são tomados pelo espanto e surpresa, com as novas habilidades demonstradas pelo Destruidor.

O Vizir também fica assombrado. Ele acompanha o combate através de um globo místico e vê Thor e os seus amigos investirem em um novo ataque.

— Como é possível? — pergunta-se — Provavelmente, a alma que está ocupando a armadura do Destruidor não deve ser de nenhum deus nórdico ou outro morador de Asgard ou dos reinos vizinhos. Globo! — convoca o Vizir — De quem é a força vital que alimenta o Destruidor?

Aos poucos, surge a imagem do Super-Homem na superfície do globo.

— Pelo poderoso Odin! Loki, desta vez, foi longe demais. O alienígena já é deveras poderoso, mas protegido pela armadura do Destruidor, pode se tornar invencível e temo pela vida de nosso príncipe e de seus amigos. Devo agir com celeridade. Se há alguém que pode nos auxiliar a detê-lo, e a Loki também, são os seus companheiros da Liga da Justiça.

Base da Liga

— Vejam! — fala Fóton — As imagens mostram o Super-Homem conversando com alguém, mas ele não aparece.

— Com certeza, é feitiçaria e das bravas! — fala Kyle.

Neste momento, o teletransportador é ativado normalmente e os justiceiros recepcionam os novos colegas que chegam: Batman e Arqueiro Verde.

— Feitiçaria?! — fala Queen — O meu negócio é acertar umas flechas nos traseiros de batedores de carteira e não enfrentar gente como Mordo e Dormammu.

— Também não gosto de magia, — fala Batman — mas nosso colega está em perigo e o Super-Homem não tem proteção contra este tipo de ataque.

De repente, uma fumaça surge na sala de reunião e envolve os heróis, antes que eles possam reagir. A fumaça some rapidamente, da mesma forma que surgiu.

— Morcegão! Cadê os outros? — pergunta o Arqueiro Verde.

Aço, Lanterna Verde, Fóton e Supermoça desapareceram.

— Cada vez mais, não estou gostando desta missão. — fala Bruce Wayne.


Na próxima edição: Os justiceiros unem forças a Thor e a seus amigos contra o Destruidor e na defesa de Odin. E surge um novo oponente.


:: Notas do Autor

(*) A Terra, no dialeto dos deuses nórdicos. voltar ao texto




 
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