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Lanterna Verde # 18

Por Igor Appolinário

A Nova Tropa do Imperador — Parte VIII
A Ascensão do Império

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Nova Oa

De volta a seu quartel-general em Nova Oa após a breve derrota na Terra, (*) o Imperador Parallax observa seus generais reunidos a sua frente, o pavor tomando o rosto de alguns deles.

— Meu senhor... — começa Fah'Zur, trêmula — Durla foi controlada, (**) mas outra insurreição eclodiu no sistema de Daxam...

— E em Nova Cartago. — continua In-Magg — Até mesmo os Dominions estão resistindo...

— Sem contar nas inúmeras regiões que ainda não conseguimos montar base. — completa GullaH.

Parallax ouve os relatos de seus generais com apenas meia atenção. Ele sabe que é apenas questão de tempo até conseguir deixar todo o universo sob o seu comando... todo o universo pacífico. Enquanto está ali, sentado em seu trono em Nova Oa, sua consciência vaga pelo espaço, procurando o paradeiro do Lanterna Verde rebelde Kyle Rayner.

— Eu acho que pode, sim, funcionar. — diz Kyle pelo comunicador, enquanto cruza o frio espacial ao lado de John Stewart.

— Então estamos combinados, você continua por aqui e eu vou procurá-lo. Até breve.

John Stewart deriva para o lado, deixando Kyle em seu trajeto até o centro do universo. Até onde ficava o grande planeta...

— Oa!

Kyle se defronta ao planeta estilhaçado, um grande campo de asteróides em meio ao vazio espacial. De repente, seu anel detecta a presença de uma naveta, que se aproxima velozmente. A naveta sofre o impacto de um asteróide, pousando pesadamente sobre um outro maior, suas luzes se apagando completamente. Kyle se aproxima e com a energia do anel abre o invólucro, envolvendo sua ocupante e ele em uma pequena atmosfera artificial.

— Moça... você está bem? — diz Kyle, tentando reanimar a mulher seminua e de pele magenta.

— Hummrr... Sinestro... ummrr

— Hum, korugarian...

— Sinestro! — Soranik Natu acorda em um sobressalto, dando um golpe em direção ao rosto de Kyle, deixando a marca de suas unhas na pele do Lanterna Verde.

— Ei! Cuidado aí, moça!

— Desculpe... eu estava tendo um... pesadelo... meus sistemas de suporte vital estavam falhando, a nave estava sem energia...

— Desculpe, mas o que você estava fazendo nessa nave... e porque mencionou Sinestro? O bastardo morreu há anos!

— Não morreu... o sistema nervoso korugariano é diferente do humano. Ele teve o pescoço quebrado, mas isso não o matou. Eu ajudei a recuperar aquele monstro e ele me enganou. (***) Eu quero vingança e quero que ele volte a Korugar para pagar por todos os crimes que cometeu!

— Eu não sei se isso vai mais ajudar ou atrapalhar a situação, mas tome, você estará sob o comando dos Lanternas Verdes, se isso ainda significa alguma coisa, e poderá levar Sinestro à justiça.

— Uma Lanterna Verde!? — exclama Natu, ao ver um anel esmeralda se materializar em seu dedo — Isso é... uma honra milenar...

— Espero não estar me enganando quanto a você, moça...

BOOM!

— Estamos todos aqui? — pergunta Alan Scott, olhando para os heróis reunidos a sua frente. Guy Gardner, Manto Negro, Jade, F.A.I.X.A., Sideral, Jack Knight, Dr. Destino e Poderosa se alinham ao lado dos Lanternas Rebeldes — Eu e Ted não poderemos acompanhá-los, mas Merayn aqui poderá manter contato conosco através da Oráculo se precisarem. É um orgulho ver vocês aqui reunidos para ajudar a moldar o destino do universo. Boa sorte!

A trupe de heróis levanta vôo, partindo da atmosfera terrestre em direção ao centro do universo.

BOOM!

Raios de energia amarela ricocheteiam na superfície do asteróide. Kyle e Soranik se protegem com seus anéis e veem Sinestro se aproximando, imponência e arrogância transparecendo em seu semblante. Soranik tem um acesso de fúria e ataca o intruso com seu anel recém-adquirido.

Sinestro desvia sem dificuldade os golpes da dra. Natu e continua impassível até se aproximar dela. Um grande construto amarelo cai próximo a ela, um grande guerreiro que a pega e a joga longe.

— Sinestro, pare! — grita Kyle, desintegrando o construto.

— Rato de beco. — diz Sinestro, olhando de soslaio para Kyle — Eu sinto o poder dos Guardiões em você...

— Sim, eu fui escolhido por Ganthet para impedir a loucura de Hal Jordan. E você não vai entrar no nosso caminho!

— Jordan? Hummmm... eu não vou impedi-lo, garoto, desde que eu tenha a chance de matar Jordan pessoalmente.

— Veremos, Sinestro — diz Kyle, preocupado com o novo "aliado". Ele deixa o assunto de lado por enquanto e se concentra no campo de asteróides que um dia foi Oa. Usando os poderes dos Guardiões, começa a reunir as rochas em uma bola cada vez maior e aos poucos vai reconstruindo o que antes era o planeta central da Tropa. Usando uma porção do poder esmeralda, Kyle Rayner restitui Oa, porém ainda uma bola de pedra árida e sem vida.

Soranik esquece do seu ódio por Sinestro nesse momento, presenciando o milagroso acontecimento que se desfralda aos seus olhos. Sinestro, por outro lado, observa estupefato essa demonstração do poder esmeralda, com uma ponta de ambição e ódio no olhar.

Sinestro! — diz Kyle, imerso no poder de Ganthet — Você vai nos ajudar contra a nova Tropa dos Lanternas Verdes, faça parte da segunda Tropa e terá a sua chance contra Jordan.

Uma nave gigante vaga lentamente pelo espaço. Sua lataria de desenho coluano está marcada por disparos de alguma nave inimiga, sua aparência geral bem detonada. Vril Dox olha incrédulo para o que vê logo à frente, no centro do universo, onde nada deveria mais existir...

— Oa!

A nave capitânia dos Darkstars desce no planeta árido, de frente para um grande prédio esmeralda. Vril desce na frente dos seus soldados e é recepcionado na entrada do prédio por Kyle e Soranik.

— Kyle Rayner, nós pedimos asilo... a Armada Esmeralda e a Tropa dos Lanternas Verdes são insaciáveis!

— Vocês são bem-vindos, Darkstars. Só peço que nos ajudem a proteger esse planeta quando a hora chegar. Em breve...

A grande nave de guerra bolovakiana se aproxima de Oa. Em seus monitores internos, seus ocupantes vêem a movimentação causada pelos Darkstars.

— Oa voltou... — suspira Laira, seus olhos grudados nos monitores.

— Será isso outro truque de Jordan? — diz Jack T. Chance, desconfiado.

— Eu não sinto Jordan aqui. — diz Kilowog — Sinto a energia dos Guardiões e outra energia mais jovem, porém muito forte.

— Devemos descer. Os Darkstars são inimigos da Armada e estão lá, não estamos em perigo. — raciocina Tomar-Tu.

A nave desce no solo oano e é recepcionada por Kyle Rayner, que emana uma aura de energia esmeralda reconfortante.

— Bem vindos. Você foram Lanternas Verdes antes do meu tempo e sei que foram guerreiros de valor...

— Quem é você?! — diz Boodika, ferozmente, contra o jovem.

— Eu sou Kyle Rayner. Eu assumi o manto dos Lanternas Verdes quando Hal Jordan destruiu a Tropa e... eu o ajudei a reconstruí-la... infelizmente.

— E essa nova Tropa está destruindo o universo, conquistando tudo como um grande império. — diz Kilowog — E o que você está fazendo para impedir isso, garoto?

— Eu estou organizando uma segunda Tropa, para enfrentar a tirania de Parallax. Sua experiência seria muito apreciada aqui.

— Nós aceitamos. — diz Tomar-Tu, tomando a frente dos companheiros. Os Lanternas Perdidos olham para o colega, mas concordam, aceitando das mãos de Kyle novos anéis energéticos, sentindo sua energia preencher seus corações.

— O poder dos Guardiões foi despertado...

Hal Jordan observa o espaço pela janela de seu castelo em Nova Oa. Olhando em direção ao centro do universo, ele sente o poder emanado pela reconstrução de Oa.

— Aquele moleque acha que pode me destruir reconstruindo velhas lendas... ele vai pagar caro por isso! Generais!!!

Os generais da Tropa dos Lanternas Verdes surgem nos aposentos do Imperador e se postam de joelhos a sua frente.

— Peguem seus batalhões, Lanternas e soldados,nós vamos para o centro do universo...


Na próxima edição: A Guerra dos Lanternas Verdes se alastra para o centro do universo e agora todas as forças do bem se reúnem para evitar uma catástrofe!


:: Notas do Autor

(*) Na edição anterior. voltar ao texto

(**) Também na edição anterior. voltar ao texto

(***) Em Lanterna Verde # 12. voltar ao texto




 
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