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Liga da Justiça # 12

Por Fernando Lopes

Decisões
Final

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Na escuridão da noite russa, dois homens caminham furtivamente até os limites de uma área fortemente guardada por tropas do exército vermelho. Daquele ponto em diante, estende-se um território desolado, consumido pela intensa radioatividade resultante da destruição de Ninji-Novgorod.

— Está pronto?

— Tem certeza de que não há perigo, professor?

— Absoluta. O máximo que pode acontecer é não conseguirmos resolver tudo em uma hora e seus átomos se dispersarem em excruciante agonia, apagando-o para sempre da existência.

Ronnie Raymond encara Eléktron em silêncio por alguns segundos. O rosto do professor Ray Palmer permanece impassível, como se suas palavras não fossem absolutamente perturbadoras, para dizer o mínimo.

— O senhor tá tirando uma com a minha cara, não tá?

— Você não quer realmente saber, quer?

— Você é maluco?

— Depende do ponto de vista — responde Palmer, sério. — Se você considerar que estamos numa missão não-autorizada em território hostil, sim. Mas se você achar que estamos aqui para ajudar um país vítima de um dos maiores inimigos da Humanidade, talvez encare a coisa toda sob outro prisma.

O jovem olha confuso para o homem de cabelos castanhos à sua frente. Ele sabe que é a coisa certa a fazer, mas isso não é exatamente um grande conforto. Por fim, resigna-se ao que diz sua consciência.

— Tá legal, vamos nessa — Ronnie dá lugar mais uma vez a seu flamejante alter-ego, Nuclear. — Afinal, o que pode dar errado?

— Esse é o espírito, garoto. Agora relaxe. Pode haver um desconforto momentâneo.

Vestindo um traje anti-radiação e portando um contador geiger, Eléktron reduz seu tamanho e o de ser companheiro a níveis subatômicos.

— Cara, isso é muito louco!

— Você ainda não viu nada... Vamos.

Incógnitos, os dois heróis partem em direção ao perímetro protegido, dispostos a concluir o que se dispuseram a fazer quando deixaram os EUA, um dia antes.

Gotham City — 2h17

Pasquale Galante dorme tranqüilo. Encastelado em sua mansão, cercado por guarda-costas fortemente armados, ele desfruta de um tipo de segurança que apenas sua posição como líder das Cinco Famílias de Gotham pode conferir. Mas não é só o aparato de vigilância que dá a don Pasquale a tranqüilidade de que usufrui. Para chegar aonde está, ele teve de lutar, e muito. Sobreviveu a atentados e fez com que seus inimigos conhecessem o peso de sua ira. Mais do que um simples "empreendedor"— como define a si mesmo e às suas atividades mafiosas — Pasquale Galante é um sobrevivente.

Toda a segurança e experiência do chefe mafioso, porém, não são suficientes para prepará-lo para a repentina pressão da mão enluvada contra sua boca. Na penumbra de seu quarto, Galante abre os olhos e encara, aterrorizado, o rosto encapuzado do homem que há mais de uma década desafia o submundo de Gotham em sua guerra solitária. A pressão em sua mandíbula aumenta quando o enorme vulto negro se aproxima, encarando-o com os olhos vítreos de sua máscara. Uma voz profunda e sombria gela sua alma:

— Grite, e será o último som que vai emitir.

Percebendo a fragilidade de sua posição, Galante faz um sinal de assentimento com a cabeça. A pressão contra a sua boca se afrouxa.

— O... o que quer?

— Respostas.

— Sobre o quê?

— Um de seus cães atacou a Caçadora no hospital ontem à noite. Quero saber quem deu a ordem.

— Ah, isso... — o rosto de Galante se fecha numa expressão de desagrado. — Foi uma estupidez. Uma tolice de um tal de Urbano, um tenente dos Panessa, que achou que poderia subir de posto se conseguisse tirar aquela vagabunda de circ... — A mão se fechando em seu pescoço impede que o chefe mafioso continue a frase.

— Cuidado com o que diz, velho. Isso não é jeito de falar de uma dama. Onde encontro esse tal Urbano?

— Receio que não será possível. Digamos que ele saiu da cidade... permanentemente.

O Homem-Morcego arranca o chefão criminoso de sua cama com um puxão, segurando-o violentamente contra a parede.

— Você é um verme, Galante. Ouça o que vou lhe dizer, e ouça com atenção: fique longe da Caçadora. Se ela pegar uma gripe sequer, vou ficar extremamente aborrecido e virei atrás de você. E eu posso ser um sujeito profundamente... desagradável quando estou aborrecido.

Batman arremessa o bandido de volta na cama e se prepara para sair.

— Espere — diz o criminoso, chamando-o de volta. — Há mais um.

— O que quer dizer?

— Antes de... deixar a cidade, Urbano despachou um segundo homem para eliminar a vag... a Caçadora.

— Quem?

— Uma mulher. Parece que o nome é Lady Vic.

"Lady Elaine Marsh-Morton, herdeira de uma longa linhagem de mercenários britânicos. Andou dando trabalho ao Asa Noturna há algum tempo(*)", pensa Batman. "Mais difícil de encarar do que um pistoleiro de segunda categoria."

— Por que está me contando?

— Não é por medo, se é o que está pensando. — Galante assume o controle da conversa pela primeira vez. — Toda esta história foi um erro desde o princípio. Não é preciso que ninguém vá atrás da tal Caçadora. O próprio ódio, mais cedo ou mais tarde, vai acabar com ela. O que quer que tenha contra nós, vai fazê-la passar dos limites, mais cedo ou mais tarde. E daí ela terá de se entender com você... — Um sorriso se forma no rosto do mafioso, que se diverte com a situação.

— Talvez — diz o Homem-Morcego, soturno. — Com sorte, você não estará vivo para assistir.

Apartamento de Clark Kent e Lois Lane — manhã seguinte

— Tem certeza, Batman?

— Absoluta. A vida da Caçadora ainda corre perigo. Temos de mantê-la sob vigilância até que possamos removê-la para um lugar mais seguro.

— O que pode não ser breve — pondera o Super-Homem. — Estive conversando com os médicos pouco depois do atentado. Há algo de muito errado com a recuperação da Caçadora. Pelo tempo que ela está internada, os ferimentos já deveriam ter cicatrizado, mas isso não aconteceu. A luta contra o assassino só piorou a situação (**). O estado dela se agravou e os médicos a levaram a um coma induzido para tentar salvá-la. Talvez ela não resista...

— Vai resistir. Ela é forte. Precisamos garantir que ela tenha chance de lutar. Não posso deixar Gotham por enquanto, tenho um caso importante aqui (***). Quem pode cuidar dela?

— Esse é outro problema... A maioria de nós está com problemas urgente e alguns não puderam ser contatados. Parece que o Homem-Borracha é o único disponível.

— O'Brien? — Batman pensa alguns segundos. — Sim, ele é capaz de dar conta de Lady Vic sem maiores problemas.

— Em que está pensando?

— Naquilo que você me disse sobre os ferimentos da Caçadora. Acaba de me ocorrer uma coisa. Ligo quando tiver algo concreto. Batman desligando.

O rosto do Homem-Morcego desaparece do comunicador. O Super-Homem entra em contato com Oráculo e pede a ela que mande o Homem-Borracha o mais rápido possível para Arkansas.

— Você parece preocupado.

— E estou, Lois. Batman está excessivamente confiante na recuperação da Caçadora. Na verdade, acho que ele precisa acreditar nisso. Foi ele quem a indicou para o grupo e, conhecendo-o como o conheço, tenho certeza de que se sente responsável pelo que aconteceu com ela. Tremo só em pensar no que pode acontecer se ela não resistir.

O som do comunicador desperta Patrick Eel O'Brien de mais um de seus agora freqüentes pesadelos. Ele estica seu braço elástico até a cômoda, pegando o pequeno aparelho.

— Borracha, é Oráculo.

— Que é que manda?

— Você foi escalado para guardar a vida da Caçadora no hospital. Temos fortes indícios de que ela sofrerá um novo atentado. A principal suspeita é uma mercenária inglesa chamada Lady Vic. Ela usa um arsenal de armas antigas e... Está me ouvindo, Borracha?

— Tô, por quê?

— Estou falando há um minuto e meio e você ainda não me interrompeu com nenhuma piadinha. Você está bem?

— Eu tô legal, não esquenta. Olha, me manda os dados da tal assassina. Vou me aprontar e já estou indo bancar a babá da gata selvagem, falou? Borracha desligando.

O'Brien se levanta e estica o pescoço até o banheiro, olhando-se no espelho. "É, meu velho", pensa, "é hora de ver se você ainda tem pique para esse trabalho ou se está na hora de pendurar as chuteiras".

— Santo Deus!

A desolação do lugar que um dia foi a cidade russa de Ninji-Novgorod choca tanto Eléktron quanto Nuclear. A magnitude da destruição é tamanha que faz os heróis se sentirem insignificantes, mesmo retornando ao seu tamanho natural.

— Eu não podia imaginar o estrago...

— Eu podia — diz Ray Palmer, amargo. — Acha que pode resolver?

— Bem, o senhor me explicou como converter a nuvem radioativa em substâncias inertes, mas eu não sei se consigo fazer algo dessa magitude...

— Só há um jeito de descobrir, rapaz.

Nuclear dá um suspiro e fica em silêncio por um segundo. Em seguida, o jovem se concentra e, com seu incrível poder, começa a transmutar as partículas radioativas no ar. Ao seu lado, Ray Palmer acompanha o trabalho do rapaz, monitorando os níveis de radioatividade e rezando para que ele agüente a pressão da tarefa. Por incontáveis minutos, o silêncio é total. A princípio lentamente, depois mais rápido, as leituras do equipamento do físico mostram a queda do índice de radioatividade no ar. Para evitar que Nuclear seja detectado pelas patrulhas russas, Eléktron miniaturiza-o novamente. O herói atômico então alça vôo em círculos cada vez mais largos, num esforço hercúleo para vencer a nuvem venenosa. Quarenta minutos depois, os níveis de radiação estão normais e o professor Palmer comemora.

— Parabéns, garoto! Você conseguiu!

— Não, professor. Nós consegui...

Nuclear não completa a frase, desmaiando de cansaço. É amparado por Eléktron, que devolve ambos a seu tamanho natural.

— Garoto, não é uma boa hora para dormir! Precisamos sair daqui imediatamente antes que sejamos...

— Descobertos? Acho que é meio tarde para isso, camarada. Considere-se preso.

Ray Palmer não precisa se virar para reconhecer o inglês fortemente carregado de sotaque russo do mutante Vanguard, provavelmente o mais antiamericano dos membros da equipe de heróis nacionais da Rússia, a Guarda Invernal.

— Você acreditaria se eu dissesse que há uma explicação perfeitamente racional para isso?

— Não. E, honestamente, não me importa. Vocês invadiram território russo, contrariando uma ordem direta de Moscou. Se dependesse de mim, seriam executados aqui mesmo.

— Felizmente, não depende de um cabeça-quente como você.

Os dois homens se voltam em direção da voz do estranho que acaba de chegar. Eléktron reconhece o uniforme do Guardião de Aço, líder da Guarda Invernal.

— O que quer dizer com isso, tovarish?

— Quero dizer que nós não faremos nada contra estes homens.

— O QUÊ? Você enlouqueceu?

— Não. Na verdade, quando fui notificado na repentina queda nos níveis de radiação da área de conflagração, deduzi que houvesse algum tipo de intervenção meta-humana. Mais especificamente, da participação de Nuclear. Contatei Moscou e fui instruído a avaliar a situação.

— Mas esses dois invadiram nosso país, entraram em área proibida e...

— E resolveram um problema ambiental que levaríamos décadas para remediar.

— Isso não quer dizer que...

— Cale-se, Nicolai! — ordena o Guardião de Aço, em russo, num tom ríspido. — Enquanto eu for o líder deste circo de aberrações, as coisas serão feitas ao meu modo!

— Você não pode fazer isso!

— Diga isso ao presidente. Foi ele quem me deu autonomia para resolver este caso da forma que julgasse melhor. E é isso o que vou fazer.

Nicolai Krylenko se cala, a fúria queimando em seu peito.

— Quanto a vocês dois, — diz o Guardião de Aço, voltando-se para Eléktron e o ainda desacordado Nuclear — devem deixar o país imediatamente. Gostaria de expressar a gratidão do povo russo pelo que fizeram hoje, mas é imperativo que isto seja mantido em sigilo. Para todos os efeitos, vocês jamais estiveram aqui. E, para seu próprio bem, aconselho que não voltem a pisar na Rússia sem que sejam convidados. Nossa recepção pode ser bem menos... cordial da próxima vez. Vou acompanhá-los até a fronteira.

— Está bem. E obrigado.

— Não me agradeça, Eléktron. Diferente de Vanguard, eu sei que bons homens não são medidos por sua nacionalidade, mas por seus atos.

— FOGO! O hospital está pegando fogo!

O alerta provoca pânico nos corredores do Hospital Geral de Little Rock, fazendo com que médicos, enfermeiras e pacientes se precipitem para as saídas de emergência. Na ala de segurança, onde a Caçadora repousa em coma induzido, o último dos dez guardas destacados para protegê-la tomba inconsciente. Bombas de fumaça estrategicamente colocadas nos dutos de ar providenciaram a distração necessária para a entrada de Lady Vic no hospital, enquanto o gás sonífero tirou os guardas de ação. A mercenária sabe que tem apenas alguns segundos para infiltrar-se no quarto de Helena Bertinelli para cumprir o contrato de US$ 5 milhões pela vida da vigilante e fugir, aproveitando-se da confusão.

No quarto aparentemente vazio, apenas o corpo da mulher mascarada repousa solitário em uma cama central, cercado por aparelhos. "Seria fácil simplesmente desligar os aparelhos", pensa Elaine Marsh-Morton. "Mas me pediram para deixar claro o motivo para a dona ter morrido. Portanto, vai ter de ser do jeito mais difícil." A assassina saca uma adaga bundhi afiadíssima e se encaminha para a cama.

— Não lhe ensinaram que brincar com facas pode ser perigoso?

— O quê? Quem disse isso?

Sem qualquer aviso, o tapete vermelho e amarelo do quarto cria vida, enrolando o braço de Lady Vic e afastando-o de sua vítima. Surpresa, a mercenária é tirada do chão e vê o tapete assumir a forma do Homem-Borracha.

— Seu palhaço! O que pensa que está fazendo?

— Ganhando pontos com um certo morcego, se tiver sorte.

— Você vai ganhar é um caixão, seu idiota — a assassina saca outra lâmina e tenta atingir O'Brien, que desvia seu corpo elástico.

— Nossa, moça, qual é o seu problema? Está naqueles dias? Por que simplesmente não aceita que foi vítima de meu charme irresistível?

— Você fala demais — livrando um dos braços, Lady Vic dispara uma lâmina na direção da Caçadora.

— NÃO!

O grito do Homem-Borracha é acompanhado por uma reação instintiva de seu corpo maleável. Ele larga a mercenária e apara a faca em pleno ar. Aproveitando a chance, a assassina dispara porta afora, tentando fugir.

— Sua louca! Se você não sabe a hora de parar, está mais do que na hora de alguém lhe ensinar.

O'Brien estica o braço no encalço de Lady Vic, enlaçando suas pernas enquanto corre. Desequilibrada, a mercenária cai com o queixo no chão, desmaiando. "Droga. Quase pisei na bola desta vez", pensa o Homem-Borracha, enquanto recolhe o corpo inerte da adversária. "Não adianta. Não estou mais com cabeça para essa loucura toda. Acho que está na hora de dar um tempo ou alguém vai acabar morrendo. E o pior: talvez seja eu."

Horas mais tarde

— E esta é a situação, senhor Caçador. Não podemos continuar mantendo sua colega em nosso hospital. Isso está comprometendo não só a segurança dela, mas também a nossa e dos outros pacientes. Por outro lado, não podemos removê-la sem colocar sua vida em risco.

O diretor do hospital sente-se um pouco desconfortável com sua situação. Não apenas pelo problema em si, mas pela estranha presença de seu interlocutor, o alienígena conhecido como Caçador de Marte.

— Entendo, doutor. O Super-Homem tinha me colocado a par da situação... inusitada da Caçadora, que não apresentou qualquer melhora apesar de seus esforços. Analisando o problema, concluímos que talvez os senhores pudessem contar com a ajuda de um outro especialista. Por favor, deixe-me apresentá-lo ao doutor Stephen Strange(****).

O homem magro, de bigode e cavanhaque pretos e têmporas grisalhas se aproxima, estendendo a mão para o médico.

— Strange? Curioso... Acho que me lembro vagamente de ter ouvido falar do senhor, há cerca de uns 12 anos. Mas ouvi dizer que tinha abandonado a medicina.

— Digamos que eu hoje prefira uma abordagem mais... holística das coisas.

— Sei... — o médico assume uma postura que alterna desdém e despeito. — Mas não vejo em que o senhor possa ajudar. Já tentamos todos os procedimentos possíveis, sem resultado.

— Então o senhor seguramente não irá se importar se eu der uma olhada na paciente, não?

Constrangido, o diretor do hospital não tem escolha senão permitir a entrada do Doutor Estranho no quarto.

— Se me permite, gostaria de ficar a sós com a paciente.

— Ora, mas isso é...

— Doutor, — interrompe o Caçador de Marte — nós realmente agradeceríamos a sua colaboração.

— Bem... hã... Creio que não haverá problema algum.

Assim que a porta se fecha, o Doutor Estranho desfaz o encantamento que encobre seus trajes consagrados e se aproxima do leito onde jaz Helena Bertinelli, em coma. Lentamente, o medalhão em seu peito se abre e o místico Olho de Agamotto flutua para fora, pousando suavemente sobre a testa do médico. Sob a luz do olho que tudo vê, a situação se torna clara para o Mago Supremo da Terra. "Exatamente como pensei. Quando Batman me explicou a situação, logo imaginei que a natureza mística dos ferimentos causados pelos N'Garai estava impedindo a recuperação física da Caçadora. É hora de remediar isto." Recitando encantamentos há muito esquecidos, Stephen Strange trabalha para eliminar a influência nefasta dos N'Garai no corpo de sua companheira de equipe. Uma hora depois ele deixa o quarto.

— Creio que ela vá ficar bem — diz o místico, dirigindo-se ao Caçador de Marte. — Acredito que em dois ou três dias ela esteja plenamente recuperada.

— Isto é impossível! — retruca, irritado, o diretor do hospital. — Que espécie de charlatanice é essa?

— Veja o senhor mesmo.

O médico entra no quarto e constata, com surpresa, que os ferimentos estão praticamente curados. Estupefato, ele olha para o estranho que caminha para a saída, depois de despedir-se do Caçador de Marte.

— Strange, espere! Como fez isso!

Com um discreto sorriso, o Doutor Estranho olha por sobre o ombro e responde, ajeitando o sobretudo.

— It's a kind of magic.

:: Notas do Autor

* A mercenária Lady Vic fez sua primeira aparição na revista Nightwing 4 (inédita no Brasil). Recentemente ela apareceu por aqui como integrante do Tártaro, grupo que reúne vários inimigos dos Titãs.

** Última edição.

*** Saiba mais lendo as aventuras de Batman. Desde que o Mordred as escreva, é claro...

**** Esta história se passa imediatamente antes dos eventos da mini-série O Estranho e o Louco. Aliás, se você ainda não leu, o que está esperando?



 
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