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Batman # 14

Por Leonardo Araújo

No capítulo anterior: Há algum tempo Batman vem suspeitando das atividades que ocorrem no laboratório L&C. Em investigações recentes, o detetive descobriu que a empresa vem adquirindo material de alta tecnologia por meios legais e ilícitos. Agora, o cavaleiro das trevas desenvolve uma meticulosa investigação disfarçado dentro do laboratório.

Fora de Controle
Parte II

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São sete e trinta da manhã quando Ian Mattenes adentra o novo complexo técnico da L&C. O crachá, identidade, passe eletrônico, tudo funciona perfeitamente. Ian fiscaliza a limpeza dos setores. Isso o permite andar por várias áreas nos prédios do complexo. Pode notar, de uma passarela elevada no terceiro andar, quando dois senhores e uma senhorita adentram pelo salão principal. Ela lhe parece familiar.

Já são quase onze horas. Uma desagradável constatação: na área Zero só entram as pessoas diretamente ligadas ao projeto que lá se desenvolve. Mesmo a limpeza é feita pelos cientistas e técnicos.

Com as informações que interessavam reunidas, Batman prepara-se para sair. Porém, ao cruzar por um dos corredores, nota que a equipe do governo teve uma sala de reuniões separada para eles, ao menos enquanto a "visita" durasse. Um paletó estava por sobre a cadeira e a mulher que faz parte da comissão digita algo enquanto os dois homens conversam. Ele a reconhece. Aguarda até que os dois homens se retirem.

— O que faz aqui, Selina? — pergunta o detetive.

— Humm! Ficou bonitinho neste uniforme. Mas eu prefiro sua roupa noturna. — responde ela,reconhecendo a voz por trás de um sorriso irônico.

— Você não me respondeu.

— Será que resolveu me seguir? Ou está buscando o mesmo que Amanda Waller? (*)

— Então você foi contratada por ela. Para quê?

— Eu não preciso responder as suas perguntas, afinal quem está em apuros aqui é você. — insinua ela, em tom sarcástico.

— Eu nunca estou em "apuros".

— E os seguranças que vêm para esta sala? O que digo a eles? — Selina cruza as pernas e levanta levemente o queixo para encarar o olhar do Batman.

— Há algo muito sério acontecendo aqui, e quero saber o que é.

— Rápido, ponha o paletó e fique do lado de cá da mesa, de costas para a porta. — a Mulher-Gato volta a digitar no laptop — Amanda não me disse. Só disse para eu pegar tudo que pudesse e entregar a ela.

— Acha que me verem de costas com paletó vai fazê-los ignorar minha presença?

Nisso ela o beija, demoradamente e de forma intensa. Os seguranças vêm a cena e ficam momentaneamente sem ação. Ela aumenta a intensidade, sua língua passeia, enroscando na dele. Ele entra no jogo. A perna dela sobe, pressionando com parte interna a perna dele, a mão do detetive desliza na bela perna. Os seguranças passam pela porta e falam em voz alta, com nítida intenção de serem percebidos:

— Vamos tomar um café, Anthoine! — o outro segurança confirma com a cabeça e faz um gesto obsceno com as mãos.

Os seguranças já foram e o beijo continua, muito mais intenso do que começou. Corpos se apertam até que, ela ofegante, afasta-se levemente dele.

— Se eu soubesse que era tão bom assim, teria feito isso na primeira vez, no lugar de lutar contigo! — Selina deixa escapar.

Ele, ainda vidrado nos olhos dela, responde:

— Obrigado por me ajudar com os seguranças. — Batman retira o paletó e sai da sala, mas antes observa, de canto de olho, a estonteante morena que acaba de beijar. Uma exclamação de alegria ecoa, indiscretamente, de dentro da sala que ele acaba de sair.

Embora se veja pensando em Selina em algumas partes do dia, Bruce se concentra na investigação em andamento. Seria fácil encontrá-la, mas isso o desviaria de seu objetivo.

Uma informação obtida nos bares junto ao porto tinha de ser confirmada: a descarga de um container, com mercadorias contrabandeadas, a ser entrega a uma das empresas de fachada da L&C.

Um novo disfarce e perambulação pelos bares novamente confirmam o fato.

Já são duas da madrugada quando a descarga do container começa. Um estudo preliminar da situação mostra que cinco homens descarregam o material. Um deles é o motorista do caminhão que recebe a carga. Há mais dois veículos que são usados para transporte do pessoal. Há ainda três "seguranças" para a operação, usando pistolas, facas e intercomunicadores. Dois deles estão junto ao desembarque da carga e o terceiro fica mais afastado, junto aos carros.

Quando um dos homens que descarregam a carga se afasta para urinar, não retorna mais. Os demais, percebendo a demora, chamam pelo companheiro. Um dos seguranças vai tentar encontrá-lo. Com uma zarabatana, Batman atinge o segurança, de elevada estatura, com uma quantidade cavalar de sonífero. Um impacto certeiro próximo à jugular. Leva menos de quatro segundos para que o "armário" desabe.

— Billy! Responda! Onde você está? — pergunta um outro segurança via rádio.

O silêncio se mantém. Os homens que estavam descarregando param seu trabalho e sacam pistolas. O segurança que estava junto aos carros agora se dirige para o local de descarga. Uma violenta explosão destrói os automóveis que seriam usados na fuga.

— Puta que pariu! Quem é o FDP que tá aprontando aqui? Espalhem-se, vamos achá-lo! — comanda um dos seguranças — Não segurem o dedo, rapazes, se virem qualquer movimento, atirem!

— Merda! — exclama Johnny, o motorista do caminhão, ao verificar que o tanque de combustível do veículo havia sido rasgado e o diesel espalhou-se pelo chão.

Após algumas "discretas" pequenas explosões, uma fumaça cinza toma conta do ambiente. Um vulto negro se move pela fumaça, quase como se esta tivesse vida própria. Uma respiração alta toma o ambiente, como de uma fera em uma caverna. Johnny sabe sobre a criatura que ronda o ambiente. Mal pode conter o pavor que lhe percorre a mente, faz um grande esforço para a urina não descer perna abaixo. Ele não percebe o soco se aproximando, até ter dois dentes quebrados e tombar inconsciente ao chão.

Vários tiros são disparados. Há gritos de pavor. Um a um, os homens vão tombando. Dentre os carregadores, só um permanece em pé. A fumaça começa a se dissipar. Batman investe contra um dos seguranças, que recebe um duro golpe no estômago, mas pouco manifesta sobre o impacto. Com surpreendente velocidade, o gigantesco oponente agarra-o e o lança a quase oito metros de distância. Batman evita o choque maior com a parede de um container, usando as pernas, dando um contra-impulso, girando no ar e caindo de pé. Um batarangue atinge o último dos carregadores que corria, aos gritos, para longe da zona de combate, atirando para trás sem qualquer orientação. Os dois seguranças correm em direção ao morcego.

Um detalhe curioso chama a atenção: um dos seguranças injeta uma droga no antebraço. Antes que possa preparar outra carga de sonífero com a zarabatana, um dos homens já está muito próximo, a ponto de saltar para agarrar o vigilante. Versado em diversas técnicas de combate, Batman utiliza o próprio impulso de seu adversário, pegando-o por um dos pulsos e colarinho, encaixando os pés no abdome do oponente e lançando-o na parede do container às suas costas. O impulso é tamanho que a parede de estrutura metálica amassa. Apesar de não estar nocauteado, o gigante agora está bastante atordoado. Batman pode escutar o sibilar de um objeto em sua direção: o outro homem, que se drogara, lança uma das pesadas caixas do carregamento sobre o detetive. Seus reflexos o impelem a saltar, deixando a caixa atingir em cheio o adversário que já estava atordoado. Para evitar surpresas futuras, enquanto gira no ar, o vigilante retira do seu cinto uma pequena bomba com gás sonífero para garantir que só reste um dos oponentes em pé.

O homem-morcego desvia-se de vários golpes rápidos e violentos, assimilando alguns. O segurança agora tenta agarrá-lo, em um abraço-de-urso. Batman aproveita e passa por debaixo de suas pernas, atingindo-o, a seguir, na parte posterior lateral do joelho. Nada o fará por o peso nesta perna por um bom tempo. O homem grita com o violento golpe e a dor aguda. Um batarangue atinge em cheio um dos ouvidos, o que o deixa sem orientação, permitindo que o vigilante dispare uma combinação de golpes sem igual. Um destes corta o supercílio de seu adversário, dando um banho de sangue na vista direita, outro, uma cotovelada direta sobre o bíceps do braço direito, causa forte dor e paralisia momentânea no braço. O marginal, quase por reflexo, gira o outro braço com violência, na tentativa de socar um adversário que esteja à sua frente. Para seu azar, o morcego já está na lateral de seu corpo e usa a oportunidade para desferir vários socos cruzados no queixo e, por fim, um chute na traquéia de seu oponente, que afunda. Somente um drogado se manteria de pé após tanta dor. Ele ainda tenta atingir o detetive, que só salta, defende-se e esquiva-se dos potentes golpes que destroem caixas e deforma contâineres. Por fim, a asfixia cobra seu preço e o gigante tomba em agonia. Batman aplica-lhe um dardo sonífero e, na seqüência, faz uma traqueostomia.

O detetive revista o homem ao chão — e depois seus comparsas seguranças — e verifica que usavam uma droga esverdeada. O detetive tem uma suspeita do que é e leva uma amostra em seu cinto para análise.

Quando alcança o seu carro, Batman abre o porta-malas e, usando o pequeno e bem equipado laboratório portátil, confirma suas suspeitas sobre a droga achada:

"Veneno! É provável que os capangas do Espantalho tenham usado da mesma fonte. Uma provável interligação Talvez proposital, para me manter ocupado. Crane (**) usou uma variação desta droga, pode ter produzido ou ter recebido o produto já acabado. A situação ficou mais complicada. Não tenho mais dúvidas que a L&C está fazendo algo que não vou gostar." — analisa Batman, mentalmente.

Batman, podemos falar? — pergunta Oráculo.

— Sim, já cheguei à caverna.

Daqueles arquivos que peguei, decriptografei doze deles. Palmer fez analise da metade. Já os envie a você.

— Estou vendo. Palmer também enviou as conclusões dele.

OK. Vou continuar trabalhando nos outros três. Desligo.

Batman lê os arquivos cuidadosamente. São pesquisas científicas bastante profundas e revolucionárias. Entre leitura propriamente dita e consulta a referências, leva cerca de cinco horas para concluir. A seguir, passa a ler os arquivos enviados pelo professor Palmer.

"O departamento de Defesa financiou parte do projeto: a L&C está pesquisando campos gravitacionais gerados por concentração de energia confinada." — raciocina Batman.

Segundo a teoria da Relatividade Geral, matéria e energia são duas faces de uma só moeda: uma pode ser convertida na outra. Em ambos os casos, são "fontes" de gravidade, pois são capazes de deformar a "quadridimensão" tempo-espaço. (***)

Batman analisa desenhos de naves com canalizadores de energia e campo eletromagnético em três posições simétricas. Em teoria, a nave geraria um potente campo gravitacional que a deslocaria, conseqüentemente deslocando o foco do campo gravitacional e arrastando-a consigo pelo espaço. Um sonho de tecnologia.

Só que os relatórios que Palmer analisou revelam que os testes preliminares falharam. Perderam milhões nos protótipos. Aparentemente, os campos de confinamento não puderam focar a energia geradora da gravidade de forma concentrada o suficiente para criar o campo gravitacional na intensidade que fosse capaz de deslocar uma pequena nave. Existiam outros problemas secundários. Algumas vidas também foram perdidas nos teste preliminares que não tiveram sucesso.

Os relatórios mais recentes indicam uma significativa mudança no rumo dos experimentos. Os projetos atuais dão indícios de que estão tentando criar imensos campos gravitacionais. Um mecanismo capaz de gerar um foco de gravidade pelo menos cinco vezes maior que a gravidade terrestre, num espaço delimitado segundo as dimensões desejadas: é algo similar que aparentava estar sendo feito.

Na noite seguinte, Batman resolve retornar ao complexo tecnológico dos Laboratórios L&C. Ele então estuda o filme feito pelo planador, as imagens do satélite, os arquivos que tratam de segurança, suas anotações pessoais — feitas no reconhecimento que vez no local — e, finalmente, as plantas das instalações. Passada esta etapa, decide levantar as informações na residência do diretor do complexo, uma das casas no condomínio dentro das instalações.

A ação começa à uma da manhã e ele pretende estar do lado de fora pouco após as quatro da madrugada. Um planejamento rigoroso e ações precisas terão de ser executados. O homem-morcego segue em seu automóvel até dois quilômetros afastado das instalações da L&C, junto uma das grandes linhas de transmissão de energia elétrica que vêm diretamente de usinas geradoras. Passa então a caminhar, vigorosamente, acompanhando os cabos de energia e suas torres.

Faltam mais de oitocentos metros para chegar à estação de energia na periferia do complexo. O vigilante escala uma das torres de transmissão. Vai até o topo, junto aos cabos de proteção, pára-raios, os quais não possuem tensão. Prende um dispositivo dotado de roldanas ao cabo, dispositivo este que será acoplado a um cinto de segurança e sustentará o peso do seu corpo enquanto Batman se move pelo cabo. A bem da verdade, ele poderia fazer isso com um dos três cabos mais baixos que transportam energia elétrica a 1.380.000 volts, desde que não tocasse em mais nenhum outro cabo ou nas torres. O problema seria não tocar nas torres, uma vez que teria de transpor algumas delas. Assim, a opção adotada é menos arriscada.

Ao chegar a uns quatro metros do primeiro obstáculo, primeira torre, o vigilante dispara uma corda que se enrola na secção seguinte do cabo de proteção, a mais de seis metros do ponto de contato deste com a torre de sustentação. Sobe no cabo em que está, desacopla o dispositivo com roldanas e impulsiona fortemente para a lateral, usando o mecanismo em sua mão para tracionar. A combinação dos dois impulsos faz com que Batman seja "arrancado" com elevada velocidade do cabo que estava lhe dando suporte. Esse cuidado todo é devido a um bom motivo: se acontecesse um curto-circuito ou um raio atingisse o cabo que ele se encontrava no exato momento em que ele trocava de cabo, a diferença de tensão o mataria instantaneamente. Pouco provável, mas possível.

Ele segue nesse deslocamento até a subestação. No alto da última torre, ele pode ver dois vigias. Sorrateiramente, o detetive desce a torre e contorna a subestação, evitando os vigias. A sombra entre os muros da subestação e do complexo propriamente dito cobrem sua presença de olhos e câmeras periféricas. Batman instala uma pequena câmera portátil na extremidade de um bastão retrátil e o distende até que passe da altura do muro. Ele conhece o tempo que os "rondantes" — vigias móveis — levam para retornar a esse ponto após uma passagem, mas precisa saber quando um deles passará. Assim que o vigia passa, ele observa a câmera periférica mais próxima e a aguarda girar de forma que não cubra, momentaneamente, sua posição. Esse é o momento exato para escalar o muro, de mais de cinco metros, usar sua capa para isolar os cabos elétricos de segurança que passam por sobre o muro e invadir, finalmente, o complexo.

A fim de evitar ser seguido pelos cães, usados nas rondas, Batman escala um dos prédios e, evitando as câmeras de segurança, passa de terraço a terraço, até o prédio mais próximo da zona residencial. Ele então desce este prédio e adentra pela passagem subterrânea, a mesma que leva às instalações de força, sinais, hidráulica e sanitária. É uma galeria curta e sem sensores, pois é interna ao complexo e só liga a área de pesquisa às residências.

A mesma câmera portátil que lhe serviu para saber o momento exato de transpor o muro, agora irá indicar quando o vigia e seu cão passarem junto à saída do subterrâneo em que está. Uma vez na superfície, o vigilante rasteja até seu alvo, a casa do diretor-geral do complexo e chefe dos cientistas. Durante todo o trajeto, a fim de evitar que os cães lhe farejem, um spray é usado para borrifar uma solução diluída de gás lacrimogêneo, quase imperceptível aos homens, mas bastante irritante para faros apurados.

Ao alcançar a residência alvo, retira o analisador de sinais, que deixara em sua primeira invasão ao local, e instala um simulador do espectro do sinal emitido quando a residência estava inviolada. Isso lhe permitiu abrir uma das janelas e invadir a residência. A planta, gravada em sua mente, levou-o ao escritório da casa, mas antes instalou um dispositivo na saída dos quartos, a fim de não ser surpreendido caso alguém acorde no meio da madrugada e vá passear pelos cômodos. Com o intuito de não deixar traços de sua visita, o detetive fecha a porta do escritório e fotografa o ambiente: isso possibilitará rearrumar o ambiente, caso seja necessário.

Uma analise da resposta às altas freqüências de sons nas paredes o indica a posição de um cofre. Com um amplificador de ruídos colado na porta do cofre, não encontra dificuldades em abrir o mesmo. Dentro desse há alguns papéis, que são fotografados, e um pen drive. Após copiar os arquivos do dispositivo portátil e do micro que existe no escritório, faz uma varredura no resto do cômodo. Uma pasta é encontrada com alguns documentos, que são rapidamente copiados. Controlando o tempo, verifica que já são 2h40min. Rearruma todo o ambiente e faz uma rápida verificação em outros ambientes, remove os dispositivos das entradas dos quartos e, às 3h15min, sai da casa.

Segue então o caminho inverso, conservando os mesmos cuidados, da residência até o prédio mais próximo. De acordo com seu planejamento, haveria um caminhão que transportaria, às quatro da madrugada, dois geradores de grande potência para manutenção em uma das afiliadas da L&C. Não quer despertar atenção.

Agora, sob o telhado do galpão de manutenção, analisa a conversa dos homens para ter certeza do veículo que será usado. Uma vez confirmado, aguarda o embarque das peças. Enquanto todos estão atentos à manobra de carga dos equipamentos, Batman desce pela lateral do prédio e, discretamente, prende-se sob o caminhão. Está feito; é só aguardar o veículo sair do prédio e "saltar" do transporte na primeira parada ou redução de velocidade.

Tudo ocorre como previsto. O veículo, às 4h20min, deixa o galpão. Pára no portão onde o motorista exibe a autorização para retirada dos geradores defeituosos. O caminhão é liberado. No primeiro cruzamento, a mais de um quilômetro de distância do complexo, o caminhão pára e Batman se solta do mesmo. Agora é só pegar seu veículo e retornar à caverna.

Já são mais de cinco da manhã quando Bruce começa a analisar os arquivos e documentos que conseguiu na sua investida às instalações da residência do diretor da L&C. O que descobre é aterrador. Não há detalhes, mas as informações novas são vastas e claras: o projeto havia mudado radicalmente de um sistema de transporte para uma arma. Trata-se de uma espécie de bomba, um gerador de buracos negros. Se fossem capazes de dominar o processo, a nova arma teria potencial de arrasar grandes regiões (ou até o planeta), destruindo tudo, com a "vantagem" de não gerar resíduos radioativos. Uma ação imediata se faz necessária.


No próximo capítulo: Batman força a evacuação do prédio da L&C e invade a área Zero, onde constata uma avançada e perigosa experiência científica pondo em risco a cidade, ou até o país. O homem-morcego luta contra o tempo e com seguranças que usam a droga Veneno para destruir um buraco negro artificial.


:: Notas do Autor

(*) Agente do escritório geral para assuntos super-humanos do governo dos EUA, entre outras coisas encarregada de ser o elo de ligação entre os Vingadores e o governo americano. voltar ao texto

(**) Em Batman # 10 e # 11. voltar ao texto

(***) Einstein revolucionou a física moderna. Uma de suas grandes contribuições foi na gravitação. Esse gênio da humanidade concebeu a gravidade não como uma força instantânea, capaz de agir sem aparente meio propagante, mas como uma deformação no espaço (e também no tempo, sendo rigoroso) provocada pela presença de matéria ou energia. Em duas dimensões, é como se você pegasse um lençol bem esticado e o deformasse, empurrando com seu dedo a superfície do mesmo. Uma esfera que se deslocasse nas imediações dessa deformação a "sentiria". O que é proposto aqui é que campos eletromagnéticos de altíssima potência possam confinar, num espaço diminuto, uma grande quantidade de energia, provocando uma deformação do espaço e um conseqüente campo gravitacional. voltar ao texto




 
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