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Liga da Justiça # 41

Por Robson Costa

Batalha pelo Cubo Cósmico
Parte I

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Washington

Lucius Fox termina de ler o último relatório da CIA sobre a situação no Oriente Médio. Ele coloca o dossiê sobre a mesa e olha para o seu relógio de pulso.

— Nossa! Já é tarde e tenho um compromisso bem cedo amanhã. Ou melhor, hoje.

Ele deixa o salão oval. Passa pelos agentes de segurança, que lhe desejam uma boa noite e, por fim, chega ao seu quarto. Sua esposa já dorme, cansada de esperá-lo. Fox retira o livro que estava em suas mãos, beija-lhe a testa e apaga o abajur ao seu lado. Ele dirige-se ao closet para trocar-se e poder dormir as poucas horas de sono que restam. No momento em que acende a luz do aposento, Fox assusta-se com uma voz vindo das suas costas.

— Presidente Fox, precisamos conversar.

Passado o susto, ele reconhece o seu interlocutor: Batman.

— Como você entrou aqui? Que pergunta! Gordon sempre disse que você entra onde quiser.

— No momento, como eu entrei na Casa Branca não é o assunto principal, mas, sim, outro assunto: o cubo cósmico.

— Hã?! Do que você está falando?

— Uma instalação do governo americano estava desenvolvendo uma nova versão do cubo cósmico, com a ajuda de três conhecidos vilões.

— Não tenho conhecimento disso, Batman. Mas por acaso você está me interrogando?

— Tal artefato é perigoso demais. Nunca deveria ter sido produzido.

— E onde ele está agora?

— Em um lugar seguro. — responde Batman laconicamente, enquanto se prepara para sair.

— Em um lugar seguro? Quer dizer com você ou com a Liga da Justiça? Batman, exijo que o cubo seja entregue a mim. Mandarei instaurar uma sindicância para descobrir o responsável e...

O cavaleiro das trevas não responde mais nada. Dispara o seu gancho para fora e se lança na escuridão, sumindo. Fox ainda corre para janela.

— Espere! — mas não o vê mais.

Fox fica pensando sobre a breve conversa que teve há pouco. O sono acabou. Ele pega o telefone e disca um número rapidamente.

— General Kane! Quero ter uma conversa cedo com o senhor No meu gabinete, às oito horas.

O general escuta o telefone ser desligado. Apesar de tonto com o sono, reconheceu o tom de urgência e raiva na voz do presidente.

Gotham City

Slade Wilson aproxima-se da única mesa ocupada no restaurante.

— Agradeço a presteza e a rapidez em conseguir a minha soltura. Vejo que você está muito interessado nos meus serviços.

— Queira se sentar, senhor Wilson. — fala o agente Henry Peter Gyrich, enquanto toma uma xícara de café — Deseja alguma coisa?

— Não, obrigado. Gostaria de ir direto aos negócios.

— Muito bem. É assim que eu gosto. Preciso que você invada um determinado local e recupere um objeto para mim.

— E qual é o local? E qual é o objeto?

— A Torre da Liga da Justiça na lua. O cubo cósmico.

— Está ficando cada vez mais interessante. E quanto ao morcego?

— Não se preocupe. A sua soltura passará despercebida por ele e por seus amigos. Nem mesmo aquele hacker, Oráculo, conseguirá avisá-lo a tempo. Uma parede de papéis e burocracia o ocultará. Além disso, não será uma missão solo. Já contratei outros para auxiliá-lo. Enquanto eles fornecem o despiste, você recupera o cubo. Então, aceita a missão?

— É claro que sim. Adoraria fazer o morcego de tonto.

Batman chega na Torre de Vigilância pelo teletransportador. O Homem-Borracha já está à sua espera.

— Morcegão! Entrei em contato com o Eléktron e com o Doutor Estranho, para que eles viessem dar uma olhada no cubo. Eles disseram que assim que possível estariam aqui.

— Certo, O'Brian. Você...

Antes que pudesse terminar a frase, Fóton e Aço invadem a sala de teletransporte.

— Batman! O que significa isso? — pergunta Mônica Rambeau — Com que direito a Liga se apropria do cubo?

— Acalme-se, Mônica. — fala Aço.

— Não, John, não vou me acalmar. Parece que o nosso amigo cavaleiro das trevas aqui se esqueceu que, por atitudes como esta, a equipe perdeu durante algum tempo a sua independência de ação, tendo que responder a um comitê de políticos e diplomatas. (*) O cubo cósmico é propriedade do governo americano e deve ser devolvido...

— Basta! — fala Super-Homem, interrompendo a bronca de Fóton — Mônica, a decisão de assumirmos a guarda do cubo cósmico foi tomada por todos os membros presentes em Oregon. O cubo é muito perigoso para ficar nas mãos de uma pessoa ou sob o controle de um país. Além do mais, ele ainda está instável e não confiável, segundo os instrumentos que usamos para analisá-lo.

— Muito bem, Super. — fala Fóton — Mas eu também acho que nem nós temos o direito de apropriar-nos do cubo.

Irada, Fóton deixa o aposento.

— Desculpa, Clark, — fala Aço — mas quando ela soube de tudo...

— Não precisa se desculpar, John. Agora, vá atrás dela para que se acalme. — Aço segue Fóton.

— Puxa, morcegão! — fala o Homem-Borracha — Desta vez, você pegou pesado. Nunca vi a Fóton reagir desta forma...

Eel O'Brian se cala ao ser fuzilado pelo olhar de Batman. Calado, Bruce Wayne deixa a sala de teletransporte, mas se detém ao ouvir o Super-Homem.

— Bruce. Precisamos conversar.

Homem-Borracha se esgueira rapidamente para fora da sala. Batman vira-se para Clark Kent.

— Quando você irá parar de manipular as pessoas para conseguir os seus intentos? Não questiono o fato de o cubo estar aqui na Torre, pois concordo com você. Mas você nos levou a isso, tomando esta decisão. E, saiba que continuo com um pé atrás com você, depois de tudo que me fez passar. Diana conseguiu me acalmar, mas, sinceramente, não gosto de me sentir uma marionete, mesmo com as melhores intenções que você tinha. (**)

— Fiz o que tinha de fazer pelo êxito do plano. — fala Batman — Seu conhecimento sobre ele poderia levar o embate a um outro resultado. Ra's perceberia. O que interessa agora é o cubo. Lucius não sabe de nada. E quanto aos outros?

— Dispensei todos, menos Ollie, a Caçadora e o Anarquia. Flash está no monitor. Você acredita na história que Anarquia contou?

— Sobre o Triunvirato? A única pessoa que poderia confirmar ou negar alguma coisa seria o Dr. Silvana, mas depois que foi preso pelo Capitão Átomo, ele desapareceu. Oráculo está rastreando onde ele poderia estar para que possamos interrogá-lo.

— Donna saiu-se muito bem. — comenta Clark Kent. Batman o olha com desaprovação.

— Donna é uma excelente Titã. Mas estamos na Liga da Justiça.

— Discordo. Ela conseguiu dominar dois dos nossos inimigos com um excelente estratagema.

— Depois foi manipulada pelo Dr. Silvana, facilmente. Ele não é um cientista louco, Kent, mas uma pessoa maquiavélica, tanto quanto Luthor.

— Senhores! — fala pelo alto-falante da Torre o Homem-Borracha — Informo que o Eléktron acaba de chegar no trem na plataforma nove e meia.

Gyrich chega em seu apartamento. Larga a valise que carrega sobre o sofá e acende um abajur para iluminar a sala. A luz ilumina o ocupante de uma poltrona à sua frente.

— Então?

— O grupo está montado e o Exterminador já elaborou a estratégia que eles vão usar.

— Excelente! Não contava com a intromissão da Liga da Justiça. As probabilidades eram poucas.

— E o grupo do Wilson terá sucesso?

— Calculo em torno de 75%.

— Olá, Eléktron. — cumprimenta Wally West.

— Tudo bem, Wally? Olá, O'Brian.

— Por aqui, Ray. — Super-Homem mostra a sala onde está o cubo cósmico. Ele, Ray Palmer e Batman entram.

No centro do aposento, o cubo está dentro de uma redoma, em cima de um aparelho que periodicamente o varre com um scanner laser, coletando informações. Batman o desliga.

— Muito bem! — fala Ray Palmer — Agora é com o especialista.

O cientista ativa o seu poder e diminui sua estatura, até ficar do tamanho do cubo. Super-Homem retira a redoma e Eléktron começa a analisar o artefato.

— Há várias rachaduras por toda extensão do cubo. Talvez seja por elas que escape tanta energia e o cubo fique instável.

— Oráculo conseguiu alguns esquemas e documentos da IMA sobre o cubo cósmico que talvez possam ajudá-lo. — informa Super-Homem.

— Ótimo. Pode transferir para o meu pad? Irei precisar de alguém para monitorar os equipamentos, enquanto diminuo o meu tamanho para analisar mais perto estas rachaduras, para que possa me avisar de qualquer atividade extra do artefato.

— Eu cuidarei disso. — fala Batman, posicionando-se perto dos monitores.

Um alarme soa por toda a Torre.

— Eu continuarei aqui com o Eléktron, Super-Homem. — fala Batman, enquanto observa as energias do cubo oscilarem no monitor — Ray pode precisar de auxílio neste momento.

— Certo, Batman. Boa sorte, Ray.

Super-Homem retorna para a sala do monitor, onde se encontra com Aço, Fóton, Homem-Borracha e Flash.

— Um incêndio de grandes proporções em Metrópolis, Super. Em um prédio residencial! — avisa Wally West.

— John! Mônica! Homem-Borracha! Me acompanhem. — comanda Clark Kent.

O grupo formado pelo Super-Homem entra no teletransportador e, em segundos, estão na frente do prédio em chamas.

— Super-Homem, não há ninguém aqui! Este prédio está abandonado! — fala Aço.

— É uma armadilha! — fala Super-Homem, localizando os explosivos com sua visão de raios-x. O kryptoniano lança-se sobre os colegas para protegê-los.

Uma série de explosões se segue e, rapidamente, o prédio vem abaixo, soterrando os heróis.

— Meus parabéns, Chip. — fala o Exterminador, observando os escombros — Mas esta explosão não os deterá.

— Não se preocupe, Slade. O meu scanner captou o sinal do teletransporte e posso enviar você e a Lince para Torre. Mas terão que ser rápidos. Prontos?

A um sinal de confirmação do mercenário, o pequeno cientista aciona o seu aparelho e teletransporta os dois vilões para a Torre. Um brilho surge dos escombros do prédio explodido e surge a figura luminosa de Fóton.

— OK, pessoal! A briga vai começar. — fala Chip.

Major Desastre e Cara-de-Barro surgem e posicionam-se ao lado de Chip.


Na próxima edição: A continuação do confronto da Liga com os vilões. A revanche: Batman x Exterminador!


:: Notas do Autor

(*) Como vimos em Liga da Justiça # 19. voltar ao texto

(**) Como vimos em Batman # 23. voltar ao texto

Agradecimentos ao Leonardo Araújo nos diálogos do Batman.




 
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