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Super-Homem # 13

Por Josa Jr.

Supermoças
Parte I

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— Achei que a lenda do Oreo era piada.

— Do que está falando, Lois?

— Você abriu esse pacote e... na época da Liga da Justiça Internacional diziam que você tinha problemas com esse biscoto, mas eu nunca confirmei para dar a notícia.

— Não acho que as pessoas se interessariam por um vício tão banal.

— As pessoas se interessam por qualquer notícia sobre homens voadores de capa. É sério. Você ficaria surpreso com as vendas do Planeta.

O Caçador de Marte sorri para a repórter discretamente, enquanto sua mente realiza uma busca por Metrópolis. Há algumas horas, Lois Lane começou a sentir enjôos e dores de cabeça muito fortes, a ponto de desmaiar várias vezes. Preocupado com a possibilidade destes problemas serem ataques a sua esposa, Super-Homem resolve deixar Lois no quartel-general da Liga da Justiça, a fim de melhor protegê-la.

Os problemas com Lois diminuíram assim que ela foi teletransportada para a Torre de Vigilância, mas por alguns instantes J'onn pôde perceber que havia uma mente manipulando seu cérebro e provocando tais sintomas em seu corpo. Até onde pôde constatar, o detentor desta poderosa mente estava na região de Metrópolis. Agora, Super-Homem e Supermoça estão sobrevoando a cidade, apenas aguardando um sinal do marciano.

É noite e J'onn ainda não percebe nada além de mutantes e meta-humanos que não tiveram tempo para desenvolver habilidades psiônicas fortes o bastante para atacar um rato. Apesar disso, o herói sabe que tudo é uma questão de tempo. Os sinais de uma mente são tão distintos e singulares quanto retinas e impressões digitais.

— Você deveria ficar mais calmo, Clark.

O homem de aço não responde às palavras de Supermoça. Sem saber o que dizer diante desta falta de reação, ela resolve se calar também. Há horas o kryptoniano usa seus sentidos especiais para detectar algum inimigo conhecido, mas está claro que o trabalho de detetive superpoderoso não cai bem no herói.

Suas hipóteses não vão além da galeria de vilões e, pelo que ele se lembra, apenas Brainiac teria poderes mentais nesse nível. Assim, a segunda opção seria a manipulação de Luthor, mas o poderoso empresário está no meio de um discurso de lançamento da exposição que Lexcorp está promovendo.

"Sim, estarei doando estas obras-primas seculares para a Fundação Museu de Metrópolis. A arte egípcia nunca foi minha especialidade, jamais passou pela minha cabeça que um dia encontraríamos uma joalheria escondida numa escavação. De qualquer forma, é mais interessante que estas raridades sejam estudadas por arqueólogos e depois exibidas pelo país."

— Desculpe, Linda. Estava ouvindo o discurso de Luthor.

— Não deve ser Luthor... Lobo disse que uma mulher o contratou.

— Poderia não estar relacionado. Mas ainda assim... quem seria telepata e teria a capacidade de contatar Lobo...?

— Ainda deve ter alguma relação com o caso do beijo em público de vocês dois, não?

— Sim!

"J'onn! Preciso que você contate urgentemente uma pessoa! Acho que chegamos a uma conclusão!"

"...a tradição egípcia dizia que os gatos capturavam o sol em seus olhos e por esse motivo não podiam ser mortos. O risco de que uma noite nunca mais terminasse, na crença dos seguidores de Bast, protegia os queridos felinos..."

— Finalmente algo interessante.

— Hã? — o arqueólogo olha para a moça ao seu lado e tenta conter seu entusiasmo. Suas experiências anteriores com belas cientistas comprovaram que as chances de alguma se interessar por ele é praticamente nula. Ainda assim, o comentário aparentemente fútil da mulher faz o dr. Altmann perder um pouco de sua timidez natural — Você tem gatos?

— Quê? — ela percebe que alguém está tentando iniciar uma conversa no meio do discurso — e com uma pergunta idiota! -, mas por se tratar de um dos envolvidos com a curadoria dos objetos recuperados no Egito, ela volta seus belos olhos verdes para o rapaz — Sim, mas estou mais interessada na cultura egípcia e pela Fundação. Você pode me falar um pouco mais sobre isso?

— C-claro — ele esboça um galanteio digno de um pesquisador que passa 90 horas por semana em um laboratório — Quem sabe você não seja a própria deusa que... o palestrante citou. A deusa dos gatos do antigo Egito... se não for, eu acredito que deveria ser.

— Você é muito bom com palavras, doutor.

"Que coisa idiota!" — Selina Kyle sorri para o cientista, apenas para agradá-lo. Ela está mais satisfeita com o fato de Luthor ter se retirado e o pobre moço ser um cativo de seu olhar quase felino e, assim, um ótimo instrumento para seus planos. Ao menos esta noite já pertence à Mulher-Gato.

"Máxima está na Zona Sul da cidade, no Metropolitan Palace, Clark. Se precisarem de ajuda..."

Não se preocupe, J'onn. Eu e Linda daremos um jeito nisso.

— Pronta?

— Claro! Vamos até lá!

Os dois atravessam a cidade como riscos quase magenta. O som produzido pelo homem e a garota de aço é ouvido atentamente por uma turba que reune-se há alguns meses no mesmo edifício. O propietário que recebe o aluguel destas pessoas declarou à prefeitura da cidade que se tratava de mais uma igreja pentecostal. Na verdade, as pessoas que fizeram este contrato passaram a idéia de fanáticos e ficaram felizes que ele assim pense.

Mas, embora possamos classificá-los como fanáticos, o conceito de igreja não se aplica bem ao grupo. Praticamente todos vestem uma camisa ou algo que tenha estampado o "S" estilizado, emblema do Super-Homem. Ao observarem os dois heróis passarem através de uma janela, as pessoas sonham mais uma vez com eles e com tudo o que representam para elas. Especialmente o homem de aço, claro. À frente deles, o líder do grupo se satisfaz com a reação e os entusiasma mais com palavras no idioma de Krypton, que alguns já conseguem falar fluentemente.

Apesar de ser tecnicamente uma máquina, o processamento dos dados que suas funções cibernéticas captam parece causar o mais próximo que é possível de um sorriso para o Erradicador.


A seguir: Mulher-Gato! Máxima! Supermoça! Lois Lane! E uma solução para a crise provocada pela saga "A Namorada do Super-Homem"?


:: Notas do Autor

Não vou prometer ser regular, porque já prometi mais de uma vez e não cumpri, mas saibam que, como das outras vezes, estou disposto a voltar a escrever mensalmente Super-Homem. Espero que dê certo. Pra quem está lendo depois de muito tempo, acho que a história faz referência a quase todas as edições passadas, mas em especial, às edições #02, #03 a #06 (especialmente a #04) e #12.




 
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