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X-Men # 18

Por Eduardo Sales Filho

Imperius X
Parte Final

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Há dez minutos atrás, a Cidadela, a sede do governo genoshano, foi invadida em três pontos diferentes. Os alarmes soaram estridentes, mas o som parou depois que Forge neutralizou toda a rede elétrica do prédio.

Enquanto um grupo de pesos-pesados formado por Tempestade, Colossus, Homem de Gelo, Destrutor, Polaris, Banshee e Arcanjo, entre outros, enfrenta os acólitos de Magneto na entrada principal, um pequeno grupo composto por Cable, Forge, Kitty Pryde, Noturno e Míssil se infiltra pela entrada sul e avança sem maiores problemas em direção a sala do trono.

Ao longo do caminho, Cable mantém contato telepático com Tempestade e Banshee para traçar as estratégias e ver como os amigos estão se saindo do lado de fora. Kitty Pryde e Noturno ainda estão um pouco abalados pela situação das crianças mutantes que salvaram juntamente com a Rainha Branca. Forge apenas olha para seus aparelhos e vai fazendo ajustes à medida que caminha. Já Míssil não tem muito tempo para pensar em nada além de não decepcionar seu mentor, Cable.

— A sala do trono. — aponta Forge.

— Preparem-se, X-Men. — avisa Cable — Vocês sabem o que fazer, então vamos em frente!

Míssil atravessa a porta voando e a deixa em pedaços. Cable e Forge entram a seguir, atirando na direção de Magneto. Erik Lehnsherr cria um escudo magnético que o protege dos projéteis. Noturno se teleporta para dentro do escudo erguido por Magnus e começa a socar o mutante repetidamente, atordoando-o. O escudo cede e então Kitty Pryde emerge do chão com uma arma especial projetada por Forge em suas mãos. Lince Negra dá um único disparo certeiro na direção de Noturno. O mutante alemão se teletransporta no último instante e Magneto é atingido bem no peito.

Ao ser atingido, Magneto sente seu corpo queimar. Seu peito arfa violentamente procurando por ar enquanto seu coração acelera até os limites do suportável. Tão rápido quanto começou, tudo cessa.

— O que vocês fizeram comigo, malditos? — berra Magneto.

— Seus poderes foram temporariamente anulados. Isso nos dá tempo o bastante para fazer isso! — Cable dá um soco no mutante, levando-o ao chão.

— Isso é tudo que pode fazer? — desafia Erik, enquanto cospe sangue.

— Não. Também posso fazer isso, e mais isso, e isso também! — Nathan Dayspring aplica uma violenta seqüência de socos e chutes no seu oponente.

— Chega, Cable. — interfere Noturno — Magnus já está derrotado.

— Não estou, não... cof... cof... vai ser preciso muito mais que um mutante contaminado para me derrotar.

— Ora, seu desgraçado! Vou te mostrar quem é contaminado! — é preciso que Míssil e Forge ajudem Noturno a segurar Cable antes que ele ataque Magneto novamente.

Em meio ao combate do lado de fora da Cidadela e ao crescente clima de tensão na sala do trono, uma voz pode ser ouvida na mente de todos os X-Men.

"Meus X-Men, cessem as hostilidades imediatamente. Os acólitos não serão mais problema."

Instantaneamente, todos os acólitos de Magneto desmaiam. Suas mentes foram desligadas pelo maior telepata da Terra. Charles Xavier está de volta.

— Professor X?! — surpreende-se Tempestade, quando uma pequena nave shiar pousa em frente à Cidadela.

— Não estou sozinho, Ororo. — responde Charles, apontando para o homem que pilota a espaçonave.

— Scott! Como é bom te ver de novo! — Tempestade abraça Ciclope — Onde está Jean? (*)

— Ela não voltou, te explico depois. — responde o mais velho dos irmãos Summers.

— Levem-me a Magneto imediatamente. — ordena Charles Xavier.

Fera pega o Professor X nos braços e entre saltos o conduz à sala do trono. Quando chega ao seu objetivo, repousa o corpo de Charles em uma poltrona e se afasta.

— Obrigado, Hank. Preciso conversar a sós com Magnus. Por favor, deixem a sala.

Cable é o último a sair, sob protestos cada vez mais altos.

— Olá, velho amigo. Como você está?

— Este não é o melhor momento para ironias, Charles. — responde Magneto, enquanto senta-se em seu trono.

— Um amigo não pode se preocupar com outro?

— Seus alunos me mostraram o seu tipo de preocupação.

— Não tenho nada a ver com este ataque, Erik. Acabei de voltar à Terra depois de uma longa temporada com Lilandra.

— Ah, sim, você sempre gostou de se refugiar em algum lugar distante para fugir dos seus problemas.

— Já você insiste em repetir os mesmo erros... parece que nunca aprende. Será que não entende que este seu jeito não funciona?

— E qual será a solução então? A sua receita mágica de tolerância entre as espécies? Até agora ela não vêm se provando muito útil.

— Você tem razão. Meu sonho continua apenas isso, um sonho. Já o seu se tornou um pesadelo.

— Não concordo com sua afirmação.

— Sua ilha secreta, seu paraíso perdido, sua terra santa... é assim que vê Genosha?

— Um local onde todos os mutantes, todos os excluídos genéticos podem ter paz e liberdade de ser quem são.

— Liberdade? Sob uma ditadura? E o que acontecerá quando algum mutante discordar da maneira como você conduz a ilha? Será executado?

— Isso não vai acontecer. Genosha será um local de paz de companheirismo.

— A revolução de Cuba tinha esta mesma intenção e você sabe o que acontece por lá.

— ...

— Magnus, eu acredito em seu sonho para Genosha. Acredito em seu desejo de criar um verdadeiro refúgio para os mutantes do mundo. Acredito no sonho de liberdade de todos eles.

— Mas...?

— Mas não existe liberdade sob uma ditadura.

— O que você quer de mim afinal?

— Uma democracia. Eleições. Liberdade de expressão.

— Eleições? Você sabe que eu venceria qualquer eleição feita em Genosha hoje.

— Sim, eu sei. E você sabe que eu não deixaria que ninguém manipulasse os números para obter a vitória.

— Qual a sua proposta, afinal, Charles?

— Os X-Men vão embora de Genosha. Você continua no poder. Em seis meses serão realizadas eleições gerais para todos os cargos e para a criação de uma constituição. Eu manterei alguns observadores na ilha para me certificar de que tudo correrá bem.

— E para me vigiar?

— Não só a você. Tenho mais medo de outros mutantes que o cercam.

— Cortez?

— Principalmente, mas não apenas. E então, temos um acordo?

— Sim.

— Não consigo entender você, Lorna! — diz Destrutor.

— Alex, entenda o que estou tentando fazer aqui. — responde Polaris.

— Só entendo que você quer trocar nosso casamento, nossa vida, para ficar aqui ao lado do homem que te seqüestrou.

— Ficarei aqui a pedido do Professor X. Charles quer se certificar que Magneto cumprirá com sua parte do acordo.

— E nós? Como ficamos?

— Eu não sei...

— Imaginei uma resposta assim. Me cansei de esperar por você. Adeus, Lorna. Tenha uma boa vida.

— Alex... ?

Destrutor se afasta, caminhando em direção ao asa-x, enquanto Polaris observa de longe com os olhos cheios de lágrimas.

— Quer dizer que o Charlie voltou do nada e resolveu tudo no papo? Isso não tá me cheirando bem, magrão.

— O professor conversou com Magneto e eles chegaram a um acordo, Wolverine. Quando chegarmos à mansão, ele fará um relatório para os demais X-Men. — responde Ciclope.

— Hum... então tá. Mas vem cá, cadê a Jeannie?

— Ela não pôde voltar. Não ainda. E onde diabos você estava durante o ataque a Cidadela?

— Ih... longa história. (**) Alguém tem uma cerva por aí?


:: Notas do Autor

(*) Saiba o que aconteceu com Jean Grey e onde Xavier e Ciclope estavam na minissérie Ciclope e os Piratas Siderais. voltar ao texto

(**) Acompanhe o que aconteceu com Wolverine lendo Gambit # 04. voltar ao texto


Esta edição faz parte da saga Imperius X! Confira a seqüência de leitura:
:: Prólogos:
X-Men # 14
Gambit # 01
:: Fase 1:
X-Men # 15
Gambit # 02
:: Fase 2:
X-Men # 16
Gambit # 03
X-Factor # 01
:: Fase 3:
X-Men # 17
Gambit # 04
X-Factor # 02
Mística # 01
:: Fase 4:
X-Men # 18
Mística # 02




 
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